Agência Brasil e Efe
O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, embarcou na noite da segunda-feira, 18, em La Paz, na Bolívia, rumo ao Rio de Janeiro. A previsão é que ele chegue nesta terça ao Brasil, de onde segue para a Venezuela.
Ahmadinejad pediu uma audiência com a presidenta Dilma Rousseff para tratar de uma agenda bilateral, mas o encontro ainda não foi confirmado. O iraniano participará da Rio+20 e deve tratar de outros assuntos durante a conferência.
A visita do iraniano ao Rio gerou protestos no domingo, 17, em Ipanema. Centenas de manifestantes se reuniram em uma marcha contra o que chamaram de política discriminatória do governo de Teerã.
Em janeiro, Ahmadinejad fez uma viagem de cinco dias pela América Latina na qual visitou Venezuela, Nicarágua, Cuba e Equador, também a fim de fortalecer as relações bilaterais e desenvolver a cooperação política e econômica.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Ali Akbar Salehi, o vice-presidente executivo de Relações Exteriores, Hamid Baqaei, e o vice-presidente para Assuntos Internacionais, Ali Sa’eedlou, acompanham Ahmadinejad nas viagens.

(Foto: Marcos D Paula/AE)
Tiago Rogero, do Rio
Um dos mais experientes negociadores na Rio+20, o chefe da delegação italiana, Corrado Clini, ministro do Meio Ambiente, afirmou que o sucesso da Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável está nas costas do Brasil. Para o ministro, a liderança brasileira nas negociações ainda não está clara. Clini, que chefiou a delegação italiana também nas negociações da Rio-92 e na Conferência sobre Mudanças Climáticas que resultou no Protocolo de Kyoto, em 1997, cobrou uma postura mais determinante do Brasil.
O País, segundo ele, vai desempenhar um papel fundamental se assumir a liderança do debate. “Confio que o Brasil será capaz de liderar, mas, no momento, essa situação não está tão clara. Estamos em uma fase difícil (das negociações)”, disse ontem, após evento no estande italiano montado no Parque dos Atletas, na Barra da Tijuca. Para o ministro italiano, o Brasil tem seguido muito a posição dos BRICs (grupo que inclui, além do País, China, Índia, Rússia e África do Sul), mas “há conflitos”.
Ele mandou um recado ao governo brasileiro: “O Brasil deveria começar a trabalhar levando em conta que a posição da União Europeia não é contra as economias emergentes; estamos sugerindo um roteiro para o futuro”, afirmou.
Clini disse que está defendendo, dentro da União Europeia, uma abordagem “mais amistosa” para os pontos em desacordo nas negociações: “Porque acredito que temos de evitar o fracasso dessa conferência”.
Para o chefe da delegação italiana, o pedido dos países emergentes de financiamento pelos mais desenvolvidos é uma discussão ultrapassada. “Hoje, as economias emergentes estão mais fortes que os países desenvolvidos. Enquanto as economias de China, Brasil e Índia estão crescendo rápido, a nossa está declinando. Então, em termos reais, estamos tendo uma discussão no formato da Rio-92, não da Rio+20”.
Clini afirmou que a proposta da União Europeia – baseada no conceito de economia verde – aborda o desenvolvimento sustentável levando em conta a “realidade” atual, “com China, Brasil, Índia e África do Sul conduzindo o crescimento”. “Enquanto isso, nas negociações, querem que destinemos mais e mais dinheiro para apoiar os emergentes”.
Giovana Girardi, do Rio
O embaixador Luiz Figueiredo Machado disse há pouco que está “absolutamente convencido” de que as discussões em torno do texto do documento “O Futuro que nós Queremos” serão fechadas nesta noite. “As coisas estão avançando bem. Estamos vencendo os obstáculos que ainda restavam”, afirmou em coletiva à imprensa.
Em resposta à movimentação da delegação europeia, que manifestou interesse em estender a discussão até a conferência da alta cúpula (de chefes de Estado, que começa na quarta-feira) para tornar o texto mais ambicioso, afirmou: “O que disse para nossos colegas é que, se compararmos a um jogo de futebol, o tempo regulamentar (das negociações) terminou com o fim do comitê preparatório (reuniões que ocorreram de 13 a 16). Nós agora estamos na prorrogação e ela nunca tem um tempo mais longo que o jogo propriamente dito.”
Segundo Figueiredo, um dos pontos que ainda apresenta dificuldade de acordo é o dos oceanos, em que busca se definir as regras sobre as águas internacionais.
Já os chamados meios de implementação, que nas reuniões preparatórias colocaram em lados opostos o grupo do G-77 + China, que queriam a definição de um fundo de US$ 30 bilhões (proposta que acabou caindo no texto do Brasil), e os países ricos, devem incluir várias medidas.
Não será exclusivamente a cooperação para o desenvolvimento – o ODA (ajuda dos países ricos aos pobres estabelecida em 0,7% dos PIBs nacionais na Rio-92, e que nunca foi cumprida). A isso, diz Figueiredo, devem se somar outras modalidades de financiamento, como fundos de origem privada e de instituições financeiras internacionais.
Efe
A ONU-Habitat, a agência das Nações Unidas dedicada a promover o desenvolvimento urbano, lançou nesta segunda-feira, 18, uma campanha mundial para incentivar ideias inovadoras que contribuam para criar cidades sustentáveis.
A campanha, chamada “I’m a City Changer” (Sou um Modificador de Cidades), foi lançada pelo secretário-geral de ONU-Habitat, Joan Clos, durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável Rio+20.
A iniciativa inclui anúncios em televisão, rádio, revistas e cinema, além de “ações virais” para mobilizar os cidadãos, segundo comunicado da organização.
“As cidades são oportunidades para enfrentar os desafios globais. Necessitamos demonstrar que a mudança é possível por meio do engenho, criatividade e audácia das pessoas e dos tomadores de decisões. Necessitamos modificadores de cidades para um futuro melhor”, afirmou Clos na nota.
O objetivo é promover ações positivas que tenham causado impacto na qualidade de vida das pessoas nas regiões urbanas, em aspectos como saúde, segurança, inclusão social, planejamento e meio ambiente.
Por Wagner Ribeiro, Rio
Por ampla maioria, acaba de ser aprovada a recomendação da adoção do Direito Humano à Água entre as propostas a serem enviadas aos Chefes de Estado, no grupo sobre Água dos Diálogos para o Desenvolvimento Sustentável.
Essa discussão iniciou, no âmbito da ONU, em 2002, no Comitê dos Direitos Econômicos, Sociais e Culturais, e foi reforçada em 2010, ao ser aprovada pela Assembléia Geral.
Durante a reunião falaram representantes de povos indígenas, mulheres, industriais e pesquisadores e todos concordaram que essa á a principal mensagem a ser enviada aos Chefes de Estado na Rio+20 em relação à água. Além disso, qualificou-se o acesso à água como o direito à água de qualidade e também ao saneamento básico.
Essa proposta, somada à criação de uma taxa sobre as transações financeiras internacionais para financiar um Fundo Verde
destinado a apoiar a geração de empregos decentes e verdes, mais a pesquisa em novas tecnologias alternativas e renováveis, dão um caráter progressista às decisões desse fórum que mobilizou cerca de 60000 pessoas em pouco mais de um mês, por meio do endereço www.riodialogues.org.
Espera-se que esse conjunto de sugestões resulte em mais pressão aos tomadores de decisão, que receberão as propostas na quarta-feira.
Sabrina Valle, do Rio
O Fórum de Sustentabilidade empresarial da Rio+20 divulgou hoje uma lista com 200 iniciativas voluntárias por parte de empresas de todo o mundo para reduzir ou neutralizar as emissões de gases causadores do efeito estufa.
A iniciativa de caráter internacional se soma ao documento assinado hoje por 226 empresas no Brasil criando o compromisso de estabelecer metas de sustentabilidade individuais.
A lista com empresas internacionais será enviada nesta semana ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon. Essa é a primeira iniciativa do setor empresarial que será monitorada pela ONU, embora ainda tenha caráter voluntário e individual. Ou seja, não há metas ou prazos gerais e a ONU vai apenas acompanhar os planos, que são estabelecidos livremente pelas próprias companhias.
No entanto, ao contrário do documento do empresariado brasileiro, a lista oficial da ONU contém programas concretos. Estão lá, por exemplo, os planos da Microsoft para neutralizar sua pegada de carbono em 1 de julho, os projetos da Unilever para reduzir à metade as emissões de gases geradas por seus produtos até 2020 e o programa da Nike para eliminar poluentes químicos de toda a sua cadeia, também até 2020.
Antonio Pita, do Rio
Apesar de ser um dos principais temas presentes nas discussões da Cúpula dos Povos, a coleta de lixo ficou de fora do evento realizado no Aterro do Flamengo. Das cercas de 450 lixeiras instaladas no espaço, apenas 25 eram destinadas a materiais recicláveis. Nos três primeiros dias do evento, aberto oficialmente na última sexta-feira, mais de quatro mil quilos de lixo foram rejeitados sem separação ou tratamento prévio para reciclagem.
Entre domingo e segunda-feira, no total, foram apenas 960 quilos de material reciclável coletados – cerca de 20% do total produzido no espaço desde o início do evento. Os dados são do Movimento Nacional dos Catadores de Material Reciclável (MNCR), que no domingo distribuiu no parque 25 grandes sacos de coleta, com capacidade para 120 litros cada um. O restante do lixo foi recolhido pela Companhia Municipal de Limpeza Urbana do Rio (Comlurb), que não realiza a separação do material.
Inicialmente, a previsão da organização do evento era que fossem instalados equipamentos para a triagem e prensa do material no próprio Aterro. O espaço seria aberto ao público e contaria com a realização de oficinas e palestras. Mas problemas na organização do evento impediram a realização do projeto. As máquinas chegaram a ser levadas para o aterro mas não puderam ser utilizadas pois não cabiam no estande destinado ao Movimento.
“Tínhamos mesas de triagem, balanças e prensas novas, emprestadas por cooperativas da região do Aterro de Gramacho, mas que não puderam ser utilizadas. Só descobrimos isso na sexta-feira e encontramos essa solução improvisada. Este evento era para ser um exemplo, mas infelizmente isso não aconteceu”, lamentou Claudete Ferreira, coordenadora regional do Movimento e catadora há 21 anos no Rio.
A organização da Cúpula afirma que houve desencontro entre as informações repassadas pelo movimento e também lamentou a falta do espaço de coleta e seleção dos resíduos. “Eram equipamentos muito pesados e que demandavam um sistema de energia trifásico, que não nos foi informado inicialmente. Preferimos não apostar no erro, seria arriscado”, afirmou Suzana Crescente, uma das organizadoras do evento.
Desperdício
Ao fim da Cúpula, no próximo sábado, todo o material recolhido será destinado a diferentes cooperativas do Rio de Janeiro para realizar a triagem, prensa e venda do material. Segundo estimativas dos catadores que trabalhavam no local, o material desperdiçado nos primeiros dias do evento poderia render até R$ 8 mil, a depender da qualidade e do tipo de resíduo recolhido.
“Muitas pessoas já se conscientizaram, mas ainda há muito o que fazer para que a reciclagem e a situação dos catadores seja vista com mais seriedade. Nós somos invisíveis para a sociedade”, afirmou João de Almeida, que por 15 anos foi catador no Aterro de Gramacho, o maior da América Latina, fechado no início do mês.
Ele e outros agentes ambientais trabalham na Cúpula esclarecendo os visitantes sobre o tema e recolhendo o material. Para o trabalho, cada um dos 50 agentes contratados recebeu R$ 500. Além deles, diversos catadores não cadastrados também recolhiam latas nas lixeiras espalhadas pela Cúpula, alheios aos debates que aconteciam nas tendas. “Estou fazendo por mim, mas acho que isso também é contribuir “, disse um dos catadores, Ailton dos Santos, de 47 anos.
Efe
A Cúpula da Terra, conhecida também como ECO-92, realizada em 1992, aliou meio ambiente e desenvolvimento, mas a Rio+20 pode distanciá-los, advertiu nesta segunda-feira a ONG Oxfam, que atua no combate à pobreza no mundo.
“A Rio+20 será um fracasso caso as propostas atuais sejam aceitas, o que pode aprofundar ainda mais a divisão entre os esforços ambientais e os de desenvolvimento”, afirmou a Oxfam em comunicado.
A elaboração de uma política de desenvolvimento sustentável é um dos eixos da Rio+20, cujo encontro de chefes de Estado e de Governo será realizado de quarta-feira a sexta-feira desta semana.
O desenvolvimento sustentável e a economia verde estão no centro das negociações do documento final que as delegações de 180 países esperam terminar a tempo para submetê-lo a aprovação dos líderes mundiais.
Segundo a Oxfam, a ONU já começou as deliberações para elaborar uma política para o desenvolvimento sustentável a partir de 2015, último ano dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, e na Rio+20 devem ser estabelecidas novas metas.
“Seguimos de perto as negociações dentro da ONU e nos governos e vimos que não há entre eles clareza sobre onde se quer chegar com estas propostas”, disse à Agência Efe o porta-voz da Oxfam na Rio+20, Antonio Hill.
Segundo Hill, a política para o desenvolvimento sustentável que se debate na Rio+20 está centrada no meio ambiente, o que segundo ele não trará as soluções que o mundo necessita com urgência “para acabar com a pobreza e as desigualdades e ao mesmo tempo proteger o planeta”.
A ONG considera que essas questões “estão intrinsecamente ligadas e não podem ser tratadas separadamente”.
“As propostas da Rio+20 separam as ações contra a pobreza e em defesa do meio ambiente”, disse Hill.

Por Emanuel Bomfim e Paulina Chamorro, no Rio
O lançamento da Carta Brasileira da Terra, na Cúpula dos Povos, foi marcado por muita comoção. A canadense Severn Cullis-Suzuk, que discursou na Eco 92 quando tinha 12 anos, estava de volta ao Rio de Janeiro para avaliar os avanços e retrocessos nas questões ambientais nos últimos 20 anos.
O evento reuniu lideranças ambientais, como a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva, e celebridades, como a atriz Letícia Sabatella. Ela é conhecida por sua defesa dos direitos humanos e do meio ambiente. Ficou notório seu bate boca com políticos para manifestar sua indignação pela transposição do Rio São Francisco.
Antes de discursar no evento, ela destacou a importância do engajamento dos jovens nos temas que envolvem a Rio+20. “Como diria Guimarães Rosa: ‘Eu não sei quase nada, mas desconfio de muita coisa’. Essa é uma força que a juventude tem; eles são os grandes amantes da realidade”, opinou a artista.
Apesar da empolgação, ela lembrou que é necessário dar vazão às iniciativas e não ficar só no discurso. “O fato de estarmos numa festa é uma grande catarse, mas não significa que vá mudar muita coisa”, ponderou.
Efe,
Milhares de mulheres tomaram nesta segunda-feira, 18, as ruas do Rio de Janeiro para protestar contra a “economia verde”, um dos temas de debate na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável Rio+20 que inicia nesta quarta.
Segundo cálculos da organização internacional Vía Campesina, uma das responsáveis pela manifestação, a marcha reuniu cerca de 7 mil pessoas, em sua maioria do sexo feminino, que paralisaram o centro do Rio para protestar contra a “comercialização” da natureza, da vida e também dos corpos das mulheres.
O protesto teve a presença de grupos feministas, trabalhadores rurais, indígenas e partidos de esquerda de países de todo o mundo, embora principalmente da América Latina.
Um grupo de centenas de mulheres partiu no começo da manhã do sambódromo rumo ao centro da cidade, enquanto outro se concentrava no parque Aterro do Flamengo, onde ocorre a Cúpula dos Povos, o principal evento alternativo da Rio+20.
As duas frentes se encontraram e atravessaram várias avenidas do centro do Rio, criando um enorme engarrafamento, em uma manifestação que foi encorajada com assobios, latas transformadas em instrumentos de percussão, bailes de capoeira, três engolidores de fogos e diversas bandeiras com muitas palavras de ordem.
A brasileira Adriana Mesada, líder do Movimento de Mulheres Trabalhadoras Rurais, explicou à Agência Efe que a marcha quer denunciar “as falsas soluções do capitalismo verde” e a agressão dos grandes fazendeiros à natureza. Diversos cartazes do protesto também defendiam a liberdade sexual, legalização do aborto e criticavam a violência machista ou diferenças salariais entre homens e mulheres.
“Viemos pelo direito à natureza e a nossos corpos”, disse à Efe a colombiana Catalina Rebollo, da Companhia de Teatro Flor de la Tierra Lilas e ativista feminista. Dez integrantes desse grupo teatral estavam disfarçados de panteras com peitos de cone e genitais femininos desenhados, para denunciar que a sociedade capitalista transforma a mulher em “mercadoria”.
A argentina Sandra Oviedo, da organização feminista Mumala, disse à Efe que a “matria tem que substituir à pátria”, ou seja, as mulheres e as mães devem ocupar espaços de decisão hoje preenchidos pelos homens, como forma de conseguir a igualdade.
A ativista Grace Shatsang, de uma minoria étnica da região de Manipur na Índia, relatou que as mulheres indígenas da sua região sofrem com a retirada de suas terras em nome do desenvolvimento.
“Queremos transmitir a mensagem que as mulheres do mundo sofrem e não têm seus trabalhos reconhecidos. É preciso dar poder às mulheres, para que o mundo saiba o que as mulheres podem fazer”, afirmou Shatsang à Efe.
Já a boliviana Lorenza Quispe, da Confederação de Mulheres Trabalhadoras Rurais Indígenas Bartolina Sisa, defendeu que as mulheres são “o pilar fundamental” da luta a favor do meio ambiente e da soberania alimentícia.
Ainda nesta quarta-feira, no seio da Cúpula dos Povos, vários grupos ambientalistas reuniram centenas de pessoas no centro de Rio na chamada “Marcha à Ré”, que denunciou os “retrocessos” na legislação meio ambiental brasileira.
Os manifestantes protestavam especificamente contra o chamado Código Florestal, recentemente aprovada e que abre uma brecha para aumentar o desmatamento da Amazônia e para anistiar os fazendeiros que desflorestaram no passado, segundo os ecologistas.
Enquanto isso, os delegados oficiais de cerca de 180 países realizavam nesta segunda as últimas negociações oficiais para tentar pactuar a declaração que será assinada pelos chefes de Estado na cúpula da Rio+20, realizada nos dias 20, 21 e 22 de junho.
2012
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