Rio+20

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(Foto: Divulgação)

Por Emanuel Bomfim e Paulina Chamorro, no Rio

O efeito visual é impressionante, mas quem deve estar “comemorando” são os peixes que vivem na Lagoa Rodrigo Freitas, na zona sul do Rio de Janeiro. Com a instalação de um telão de 600 metros quadrados, formado por jatos de água, a lagoa passou a ser mais bem oxigenada, aliviando um pouco o excesso de esgoto e outros sedimentos que são despejados no local, um dos cartões postais da capital fluminense.

A instalação provisória é o principal chamariz do projeto Aqualume, espécie de plataforma para apresentar ao público as ações do Movimento Cyan e o projeto Água Brasil, voltados para educação ambiental na preservação dos recursos hídricos.

“Quem sabe isso não se torne um presente definitivo para a cidade?”, adianta Ricardo Rolim, diretor de relações socioambientais da Ambev, empresa promotora do evento.

Até o final da Conferências das Nações Unidas Sobre Desenvolvimento Sustentável, no dia 24, o telão irá receber diversas projeções audiovisuais, sempre no período da noite, entre 19h e 22h. Atrações circenses e musicais também fazem parte da programação do Aqualume na Rio+20. Veja aqui a programação completa.

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(Foto: Divulgação)

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Bruno Deiro, no Rio

Com poucos recursos, um grupo de estudantes da Universidade de Brasília (UnB) que viajou 15 horas de ônibus até o Rio trouxe na bagagem três isopores cheios de picolé de frutas típicas do Cerrado e da Amazônia para ganhar um dinheiro extra na Cúpula dos Povos.

Por R$ 4, era possível escolher entre os sabores Cupuaçu, Pupuaçu, Mangaba, Cajá-manga, Cagaita, Jaboticaba, Açaí, Graviola, Pequi, Bacuri e Cajuzinho do Cerrado. “Enchemos os isopores com gelo e fomos trocando ao longo da viagem para que não derretesse”, explica Felipe Pires, de 20 anos, estudante de Engenharia Florestal. Segundo ele, os picolés foram comprados pelo grupo em cidades
satélites da Brasília, para serem revendidos.

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17.junho.2012 18:01:38

Veja imagens da Rio+20

Veja algumas fotos de tudo o que aconteceu na Rio+20 até agora. A conferência vai até o dia 22 de junho, quando termina a reunião de chefes de Estado e governo. Clique aqui para ver as imagens.

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Bruno Deiro, no Rio

A Anatel ameaça desinstalar a antena da Rádio Cúpula, na Cúpula dos Povos, por falta de licença para operar.

A modesta central tem baixo alcance e está localizada numa região mais afastada, na parte de trás do Museu de Arte Moderna. A rádio é mantida pelos organizadores do evento paralelo da Rio +20, que prometem fazer uma mobilização geral com a participação de entidades como a Central Única dos Trabalhadores (CUT), caso a proibição seja efetivada.

“Vamos chamar a atenção do mundo para este ato autoritário”, afirmou um dos responsáveis.

Veja foto:

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Bruno Deiro, no Rio

Na linha de musas que usam nomes de frutas para se promover, como a Mulher Morango e a Mulher Maçã (que homenageou a Rio + 20 posando apenas com uma folha de árvore cobrindo o corpo), a Cúpula dos Povos tem a Mulher Bambu.

Veja foto:

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Cerca de 50 pessoas participaram na tarde deste domingo, 17, de um protesto nas areias da Praia de Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, contra os subsídios destinados à produção de combustíveis fósseis, responsáveis pela poluição da atmosfera. Os ativistas, a maioria de ONGs internacionais, estenderam nas areias uma bandeira simbolizando uma nota no valor de US$ 1 trilhão.

“Esta é a quantia que os governos gastam, a cada ano, em subsídios para os combustíveis fósseis. Dizem que falta dinheiro para energia limpa. Então queremos que esse valor seja destinado à energia eólica e solar. O próprio G-20 já admitiu que é necessário reduzir os incentivos governamentais para os combustíveis que poluem o planeta. Então vamos aproveitar a Rio+20 para fazer isso acontecer”, disse o advogado Pedro Abramovay, membro da ONG Avaaz (de mobilização via internet), professor da Faculdade de Direito da FGV-Rio e ex-secretário Nacional Antidrogas da gestão Dilma Rousseff.

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Agência Brasil

Especialistas em mudanças climáticas e meio ambiente de 14 países farão oito propostas aos chefes de Estado e governo que se reúnem na Rio+20 a partir do dia 20 de junho. Os cientistas estão reunidos no Rio Climate Challenge, evento paralelo À conferência da ONU. Vejas as sugestões abaixo.

1 – Incluir variáveis ligadas ao desenvolvimento sustentável no cálculo do PIB dos países

2 – Atribuir um valor econômico aos serviços ambientais prestados pelos ecossistemas do planeta

3 – Investimentos pesados em energias limpas, na recuperação ambiental e na geração de empregos como saída para a atual crise econômica mundial por parte dos governos e das instituições multilaterais

4 – Modificação dos sistemas tributários e de subsídios, de forma a penalizar o uso de combustíveis fósseis

5 – Reformar o sistema financeiro internacional para criar mecanismos capazes de atrair capital financeiro a economias produtivas de baixo carbono, isto é, que emitam poucos gases de efeito estufa

6 – Criar uma medida unificada para dar transparência às metas de redução da emissão de gases de efeito estufa de cada país, incluindo a instituição de um “termômetro-símbolo” (que meça os gases), colocado locais bastante visíveis nas ruas de cidades do mundo

7 – Desenvolver mecanismos internacionais para o clima, com regras e responsabilização internacional

8 – Ampliar a discussão sobre o clima para outros foros das Nações Unidas, como o Conselho de Segurança

“O texto com as sugestões vai ser entregue às delegações e esperamos, junto com outras formas de pressão, conseguir que, de fato, exercer alguma influência nas negociações”, disse Alfredo Sirkis (PV-RJ), que preside a Subcomissão Rio+20 da Câmara dos Deputados.

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Agência Brasil

O secretário-geral da ONU para a Rio+20, o embaixador chinês Sha Zukang, voltou a afirmar neste domingo, 17, que as negociações do documento final do encontro estão indo bem, apesar de divergências entre os países participantes. Até a última semana, nem metade do rascunho havia sido acordado.

“Acredito que as negociações estão indo bem no Brasil. Estou muito confiante em resultados razoavelmente satisfatórios que os lideres dos países e os chefes de Estado poderão assinar”, disse Zukang, durante a reinauguração do Movimento à Paz, criado pelo artista Siron Franco e doado ao Brasil pela Comunidade Bahá’i na Rio92.

Perguntado sobre os compromissos que estão sendo assumidos por diversos setores, paralelamente às negociações da Rio+20, Zukang disse que eles são parte importante do legado da conferência e vão se somar aos esforços dos governos centrais.

“Todos devem trabalhar juntos. Não acredito que os governos possam fazer o desenvolvimento sustentável sozinhos, isolados. Certamente têm a responsabilidade de prover boas políticas, estratégias e ambiente para que todos os atores sociais possam se engajar.”

Zukang voltou a explicar que a economia verde é a solução encontrada para aliar a igualdade e a inclusão social com a defesa do meio ambiente.

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Pnuma propõe novo indicador para medir riqueza e desenvolvimento de países

Simone Iwasso – O Estado de S. Paulo

Em ranking baseado num novo cálculo que associa riqueza dos países com uso dos recursos naturais divulgado neste domingo, 17, pelo Pnuma, braço ambiental da ONU, o Brasil ficou em quarto lugar, empatado com Índia, Japão e Reino Unido e na frente dos Estados Unidos. A China foi a primeira colocada, seguida da Alemanha.

O resultado, porém, não indica um cenário otimista – China, Estados Unidos, África do Sul e Brasil aparecem como tendo esgotado significativamente seu capital base natural – a soma de um conjunto de recursos renováveis e não renováveis, como combustíveis fósseis, florestas e pesca.

A proposta, batizada de Índice de Riqueza Inclusiva (IRI) busca integrar aspectos sociais e ambientais ao desempenho econômico das nações, se apresentando como um indicador mais completo do que o Produto Interno Bruto (PIB) e o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), medidas usadas para mostrar riqueza e desenvolvimento dos países. O indicador foi apresentado na Rio+20.

O relatório observou as mudanças na riqueza inclusiva em 20 países, que juntos representam quase três quartos do PIB mundial, de 1990 a 2008. Durante o período avaliado, os recursos naturais per capita diminuíram em 33% na África do Sul, 25% no Brasil, 20% nos Estados Unidos e 17% na China. Das 20 nações pesquisadas, somente o Japão não sofreu diminuição do capital natural, devido a um aumento da cobertura florestal.

“Rio+20 é uma oportunidade para abandonar o Produto Interno Bruto como medida de prosperidade no século 21 e como barômetro de uma transição para uma Economia Verde inclusiva, não serve para medir o bem-estar humano, ou seja, as muitas questões sociais e a situação dos recursos naturais de uma nação”, disse o subsecretário geral e diretor executivo do PNUMA, Achim Steiner.

O IRI faz parte de uma gama de substitutos potenciais que líderes mundiais podem levar em conta como forma de dar mais precisão à avaliação da geração de riqueza para concretizar o desenvolvimento sustentável e erradicar a pobreza”, acrescentou

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Herton Escobar e Fernando Dantas- O Estado de S. Paulo

As negociações prosseguem neste domingo, 17, na Rio+20 sob o comando do Brasil e baseadas no novo rascunho do documento-base que foi apresentado no sábado. As discussões estão organizadas em quatro temas: Governança, Meios de Implementação (MOI), Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) e Oceanos; coordenadas respectivamente pelos diplomatas Luiz Alberto Figueiredo Machado, André Corrêa Lago, Raphael Azeredo e Maria Teresa Pessoa.

As negociações acontecem a portas fechadas e são consideradas “informais”, o que significa que há mais flexibilidade na maneira como são conduzidas. A ideia é que se discuta temas cruciais, deixando de lado detalhes de redação e minúcias protocolares. A meta colocada pelo Brasil é de “fechar” o documento até a noite de amanhã, para entregar um texto sem divergências aos chefes de Estado que começam a chegar no dia seguinte.

O novo rascunho editado pelo Brasil foi entregue aos países no fim da tarde ontem. O documento tem 50 páginas, 30 a menos do que a versão que estava sendo negociada anteriormente, e retira ou propõe redações alternativas para vários pontos de conflito que estavam dificultando as negociações.

À noite, numa reunião plenária fechada, várias delegações expressaram ressalvas com relação ao texto, argumentando que suas posições não estavam devidamente representadas – o que pode ser uma crítica sincera ou parte de uma estratégia de negociação, segundo o observador Carlos Rittl, da organização WWF.

Para ele, o documento é “vago” demais. “A linguagem é cheia de boas intenções, mas tem pouca coisa concreta”, disse Rittl ao Estado. No capítulo sobre os ODS, por exemplo, foram excluídas todas as menções a eventuais temas que deverão ser contemplados nos objetivos, como florestas, oceanos, energia e pobreza. “Os temas de ODS têm de voltar no documento final. Tem de ter alguma substância, alguma orientação.”

Para um negociador americano ouvido pelo Estado, os próximos dois dias (incluindo hoje) ainda serão de intensa negociação, apesar do esforço conciliatório do novo rascunho organizado pelo Brasil. O problema, segundo ele, é que o novo texto, na maior parte dos temas conflituosos, assume um ou outro lado da disputa. Assim, naturalmente, os defensores do lado não contemplado em cada caso continuarão a defender suas posições anteriores, o que significa que a disputa permanece nestes casos basicamente no mesmo estágio.

O negociador, entretanto, considerou que seria “injusto” dizer que o novo texto proposto pelo Brasil não fez avançar em nada o processo negociador. Em alguns pontos, em que as discussões já estavam caminhando numa determinada direção, o novo texto dá o “empurrãozinho final”, com soluções que podem não agradar algumas partes totalmente, mas que acabarão sendo aceitas dentro do espírito das partes de não dificultar demais o processo de negociação.

O negociador deu como exemplo a questão dos mares. O problema mais substantivo, de se fazer ou não um novo acordo sobre exploração em águas internacionais, permanece em aberto. Mas o novo texto chegou a uma formulação consensual sobre a questão de recuperar estoques pesqueiros em queda, afetados pela pesca excessiva ou pela poluição.

Uma das disputas relacionadas a isso era a imposição de prazos (por exemplo, até 2015 ou 2020) para essa recuperação, assim como para a redução ou eliminação de subsídios nocivos à conservação deles. As datas foram retiradas no texto do novo rascunho.

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