Agência Brasil
Os índios da etnia Kaiapó receberam nesta segunda-feira, 18, da organização não governamental francesa Planète Amazone documento com cerca de 350 mil assinaturas contra a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, que será instalada no Rio Xingu.
As assinaturas foram coletadas na Europa, pela internet – a maior parte delas na França e na Bélgica, segundo os organizadores. O documento foi lançado no ano passado e permanece no site www.raoni.com.
De acordo com o representante da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia (Coiab), Marcos Apurinã, que recebeu o documento com as assinaturas, o protesto dos europeus se somará ao dos brasileiros.
“Vamos levar tudo para a presidenta Dilma [Rousseff] em breve”, declarou. “É especialmente para ela. Para dizer que os índios brasileiros não estão sozinhos”, afirmou durante a Cúpula dos Povos, evento paralelo à Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20).
“Ela precisa saber que está assinando documentos para a ONU [Organização das Nações Unidas] dizendo que os povos indígenas estão bem, mas não estamos bem. Pelo contrário”, completou em referência ao impacto da obras. Segundo Apurinã, a barragem vai afetar “completamente o modo vida” dos índios.
O representante da ONG francesa, Ildo Tikuna, explicou que a petição foi um pedido expresso do cacique Raoni Kaiapó para divulgar os problemas na Amazônia. “O impacto da barragem é de nível mundial em termos de desmatamento e emissão de gases de efeito estufa”, afirmou.
A entidade também acredita que pode reforçar a mobilização para que a obra seja reavaliada pelo Brasil. “Como o governo federal não está ouvindo nenhuma das etnias, o objetivo da petição é fazer barulho para que os povos sejam atendidos e divulgar isso [a construção de Belo Monte] lá fora”.
Daniela Amorim, do Rio
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse estar otimista, “mas com um pontinho de preocupação” acerca dos resultados da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. Na avaliação do ex-presidente, agora que assumiu a liderança nas negociações da cúpula, o Brasil precisa fazer com que haja um acordo.
“Teria sido melhor se tivesse sido feito um acordo antes, num contexto mais rápido. Mas agora o Brasil, queira ou não queira, vai ter que se desdobrar e fazer um belo papel. Senão, pobre de nós”, afirmou Fernando Henrique, após participar de discussões com um grupo de cientistas laureados com o Prêmio Nobel.
O encontro gerou uma declaração oficial que será apresentada hoje ao público, com os alertas da comunidade científica sobre o aquecimento global. A versão final, de apenas duas páginas, será entregue aos chefes de estado durante a conferência. O grupo terá apenas dois minutos para apresentar às autoridades um resumo do documento.
“O que se pode dizer em dois minutos?”, lamentou Carlo Rubbia, da Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear, que foi laureado com o Prêmio Nobel de Física em 1984. “Eu não espero resultados incríveis. São diferentes pontos de vista, diferentes países. Seria fantástico ter uma solução 20 anos depois (da Eco-92). Mas não acontece automaticamente, mas indiretamente. Há uma inabilidade para mudar”.
Rubbia apontou a preocupação dos jovens de hoje como um avanço na direção de que algo possa ser feito. “O problema é que no meio ambiente estamos perdendo muito tempo. O tempo está acabando”, disse o Nobel de Física.
Uma das discussões levantadas no fórum de sábios ontem foi a cobrança de um imposto sobre a emissão de carbono sobre produtos e serviços. “Obviamente tem um problema político para implementar esse imposto. Ninguém quer. Mas a Austrália e alguns países europeus já adotam”, apontou Aloísio Pessoa de Araujo, da Academia Brasileira de Ciências.
A assinatura do documento fez parte de um esforço conjunto entre a Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável (FBDS) e o Instituto de Meio Ambiente de Estocolmo.
“Como quem está por trás disso são cientistas de renome, é uma tentativa de mostrar que a gente está perto de um momento que não tem mais volta”, explicou Roberto Schaeffer, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
A rainha Silvia, da Suécia, prestigiou a parceria sueco-brasileira, participando ontem do lançamento do livro “A Causa Humana: Prosperidade dentro dos limites planetários”, na sede do FBDS, no Rio.

Alfredo Junqueira, do Rio
Na abertura oficial da Cúpula dos Prefeitos, evento paralelo da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável Rio+20, o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB) criticou a concentração de poder e de recursos nos governos centrais – o que, segundo ele, dificulta a implementação de políticas públicas na área ambiental e de sustentabilidade.
Ele sugeriu aos representantes das outras metrópoles presentes ao evento que sejam estabelecidas metas ambientais e de sustentabilidade ao final do encontro – programado para amanhã, no espaço Humanidade 2012, no Forte de Copacabana.
O município do Rio vai propor que as cidades que integram a Cúpula reduzam em 12% as emissões de gases até 2016.
“É fundamental que cada vez mais os governos locais estejam empoderados (sic) sob ponto de vista financeiro, para que eles realizem e implementem as suas políticas publicas”, disse Paes. “Mas a verdade é que esse encontro tem que ser muito mais que um espaço para que nós, prefeitos, ou governantes locais, estejamos aqui para reclamar, contestar”, afirmou o prefeito do Rio.
Paes convocou os demais prefeitos a estabelecer metas e “inspirar” os chefes de Estado que participarão da cúpula principal da Rio+20, no Riocentro entre os dias 20 e 22. “Todos nós esperamos que as decisoes oficiais tomadas na Rio+20 avancem no sentido de ampliar os desafios da sustentabilidade. Mas o primeiro passo que os governos locais podem dar, até para inspirar os chefes de estado, é tomar decisoes concretas e entender que esse jogo só vai ser mudado se todos nós agirmos”, afirmou.
O prefeito do Rio participa agora do anúncio do Programa de Desenvolvimento de Baixo Carbono da cidade financiado pelo Banco Mundial.
Antonio Pita, do Rio
A presidente Dilma Roussef não vai acompanhar as atividades e debates dos movimentos sociais e ONG’s reunidas na Cúpula dos Povos, que acontece em paralelo à Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento, no parque do Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada na manhã deste sábado pelo ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria Geral da Presidência da República.
A Cúpula reúne diversas iniciativas de sustentabilidades alternativas aos conceitos discutidos na conferência oficial, sobretudo em relação à chamada economia verde. Segundo o ministro, a presidente deve retornar da reunião do G-20 no México diretamente para os debates no Riocentro, onde representantes dos governos tentam costurar um acordo para a conferência. A ausência da presidente, segundo o ministro, não significa que a presidente não esteja atenta aos debates e sugestões do movimento
“Não houve um convite formal e a presidente vai respeitar a autonomia da organização do evento, mas ela vai retornar para conduzir os debates e buscar um acordo entre os chefes de estados”, afirmou Carvalho.
O encontro no México, entre os dias 18 e 19 de junho, vai reunir chefes de estados das 20 principais economias do mundo para debater soluções para a crise econômica mundial. A presidente deve aproveitar o encontro para antecipar os impasses no documento preparado pelos países para a conferência ambiental da ONU.
De acordo com o ministro, a presidente vai se encontrar com os chefes de estado que não participarão da cúpula da Rio+20, como a presidente da Alemanha, Angela Merkel, e o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. “Dilma não quer deslocar para o G-20 os temas que devem ser discutido aqui. Vai encontrar chefes de estado e tentar apresentar alguns temas e impasses do acordo. Isso não significa esvaziar a Rio+20”, afirmou Carvalho.
O ministro participou na manhã de hoje da abertura oficial da Arena Socioambiental, espaço de debates do Governo Federal na Cúpula dos Povos. As ministras Tereza Campello, do Desenvolvimento Social, e Izabella Teixeira, do Meio Ambiente, também participaram do evento.
Efe
O Brasil é o país mais atrativo, entre os países da América Latina e do Caribe, para investimentos em energias limpas, aponta um estudo internacional divulgado nesta segunda-feira, 18, por ocasião da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20).
O estudo, denominado “Climascopio”, foi elaborado pelo Fundo Multilateral de Investimentos (Fomin), do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em conjunto com Bloomberg New Energy Finance, que farão a apresentação oficial para investidores amanhã no Rio de Janeiro.
O “Climascopio”, que também aponta Nicarágua e Panamá como boas economias para esse tipo de investimento na região, analisa 26 países da região e avalia sua capacidade para atrair capital destinado a fontes de energia baixas em carbono no contexto da mudança climática e de construção de uma economia mais verde.
Para isso, utiliza 30 indicadores que medem a capacidade de cada país para atrair capitais que ajudem a construir uma economia mais verde utilizando pontuações que vão de 0 a 5, sendo 5 o melhor ambiente de investimento.
O Brasil obteve 2,64%, o que indica “uma grande oportunidade” para melhorar as condições para atrair mais capital em energia de baixas emissões de carbono e renováveis, segundo o relatório.
Os países se classificam com base em quatro parâmetros: ambiente propício para o investimento; investimento em energias limpas e financiamento para projetos de baixo carbono; negócios de baixas emissões de carbono e cadeias de valor de energia limpa, e atividades de gestão de gases do efeito estufa.
Atrás do Brasil ficaram a Nicarágua, com 2,13 pontos, o Panamá (1,97), o Peru (1,73), o Chile (1,72), o México (1,67), a Colômbia (1,63), a Costa Rica (1,47), a Guatemala (1,45), e o Uruguai (1,38).
A Venezuela, cuja economia se baseia na produção e exportação de petróleo, é um dos menos atrativos para os investimentos em economias limpas, com 0,37 pontos que a situam em penúltimo lugar, só à frente do Suriname, que obteve 0,29 pontos.
A Argentina recebeu 1,32 pontos, seguida por Honduras (1,28), El Salvador (1,19), Equador (1,14), República Dominicana (1,07) e Jamaica (1,02).
Com menos de um ponto, além da Venezuela e do Suriname ficaram o Belize (0,99), Paraguai (0,86), Bolívia (0,84), Barbados (0,58), Bahamas (0,54), Haiti (0,44), Trinidad e Tobago (0,42) e Guiana (0,38).
“América Latina e Caribe contam com extraordinários recursos de energia renovável e a maior parte da região experimentou um forte crescimento econômico nos últimos anos, mas o setor local de energia de baixo carbono está apenas começando a despertar interesse”, afirma o texto.
Segundo o “Climascopio”, os projetos de energia de baixo carbono atraíram no ano passado para a América Latina menos de 5% dos 280 bilhões de dólares investidos nesse setor no mundo todo.
“Esperamos que a combinação única de informação que o ‘Climascopio’ proporciona sobre as finanças, políticas e oportunidades de mercado tenha benefícios reais para facilitar o investimento verde na América Latina e no Caribe”, disse a gerente geral do Fomin, Nancy Lee, citada em comunicado.
O estudo assinala que o investimento acumulado em energias limpas na América Latina e no Caribe entre 2006 e 2011 ascendeu a 90 bilhões de dólares, 80% tendo como destino o Brasil.
Bruno Deiro, do Rio
Na apresentação do documento de posicionamento do setor agropecuário para a Rio +20, a senadora Kátia Abreu
criticou nesta segunda-feira, 18, o rigor da atuação de ambientalistas no País e afirmou que a presença dos produtores
rurais na conferência mundial ajuda a popularizar a discussão.
“Alguns ambientalistas colocaram um Muro de Berlim entre as pessoas e a floresta. Nós estamos aqui derrubando este muro e aproximando as pessoas das florestas e dos biomas. Pela primeira vez estamos aqui (na conferência mundial), pois há 20 anos nem sequer visitamos a Eco-92″, afirma a líder da bancada ruralista no Senado.
Presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), ela reafirmou a intenção da entidade de
lançar o índice global de desenvolvimento sustentável e de um fundo para a difusão de tecnologias para
produtores rurais. “Planejamos lançar o índice posteriormente à Rio + 20. Queremos que, a exemplo do IDH, sejam avaliados componentes ambientais e socias”, afirmou Kátia Abreu, que evitou falar em uma agenda específica. “Estamos participando da conferência, mas as decisões são tomadas pelos chefes de Estado. São eles quem implementam este calendário.”
A senadora voltou a defender também a criação de áreas de preservação permanente (APPs) mundiais. Segundo ela, no entanto, o Fundo de Desenvolvimento Sustentável de 30 bilhões de dólares para fomentar a economia verde, que ficou de fora do rascunho do documento final da Rio+20, seria insuficiente. “O desenvolvimento sustentável tem custos muito altos e precisamos colocar uma coisa mais ampla do que apenas plantar árvores. E não adianta fazermos apenas no nosso País, se isso não for adotado no exterior. As normas brasileiras são rígidas e precisam ser testadas fora.”
Alfredo Junqueira, do Rio
Sempre muito cordial com grupos estrangeiros dispostos a investir na cidade, o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), deixou a diplomacia de lado e não poupou de críticas a Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), controlada pela conglomerado alemão ThyssenKrupp.
Questionado sobre o alto nível de emissão de gases da unidade, Paes afirmou que jamais teria autorizado a instalação da siderúrgica na cidade se a solicitação tivesse ocorrido na sua gestão. A CSA começou a ser construída em setembro de 2006, durante a administração de Cesar Maia e cerca de dois anos e três meses antes do atual prefeito tomar posse.
Durante o debate “Medição e comunicação das emissões de carbono: sistema de monitoramento de emissões de gases de efeito estufa do Rio de Janeiro”, na Cúpula dos Prefeitos (C40) no Forte de Copacabana, o coordenador de Estudos Integrados sobre Meio Ambiente e Mudanças Climáticas da Coppe/Ufrj, Emilio La Rovere, afirmou que a CSA será responsável por 75% de todas as emissões de gases da cidade do Rio quando estiver em plena operação.
“O que posso dizer é que se eu fosse prefeito na época, a CSA não teria recebido autorização para estar na minha cidade. Mas eles investiram, estão na cidade do Rio, e, portanto, cumpre a prefeitura agora cumprir com o contrato e tentar minimizar os impactos da CSA”, disse o prefeito do Rio, citando obras de ciclovias, saneamento e linhas exclusivas para ônibus articulados (BRTs) como exemplos de iniciativas para compensar as emissões da siderúrgica.
Paes já anunciou que pretende propor aos prefeitos e representantes de outras grandes metrópoles presentes na C40 metas ambiciosas de redução de emissões de gases. A reunião final da cúpula ocorre amanhã. A CSA ainda não se manifestou sobre as declarações do prefeito.
Fernando Dantas, do Rio
Rajendra Pachauri, chairman do Painel Intergovernamental de Mudança Climática, disse ontem no Rio Centro que “o documento final da Rio+20 é importante, mas muito mais importante é disseminar a mensagem”.
Para Pachauri, a Rio+20 “é o começo de um processo; não acho que seja um acordo global maciço, penso que vai informar a comunidade global sobre os problemas e as soluções, é uma mudança de direção – não estou dizendo que tudo será resolvido aqui”.
Ele disse não estar certo de que muito se tenha feito em relação aos problemas do meio ambiente e ao aquecimento global nos últimos 20 anos, desde a Rio 92, mas acrescentou que “as empresas, a sociedade civil, a pesquisa e a academia fizeram muito”. Ele frisou que a pressão da sociedade civil é importante para fazer os políticos se moverem na direção correta.
Heloisa Aruth Sturm, do Rio
A canadense Severn Cullis-Suzuki, que ficou conhecida internacionalmente por seu discurso durante a Eco92 quando tinha apenas 12 anos, esteve na manhã desta segunda-feira, dia 18, no Aterro do Flamengo para participar do lançamento da Carta Brasileira da Terra, na Cúpula dos Povos. Ela discursou em uma das principais arenas do espaço, para uma plateia animada de cerca de mil pessoas e se disse animada por ver muitos jovens engajados no debate sobre a sustentabilidade.
Em seu discurso, a canadense que hoje tem 32 anos e dois filhos, disse aos participantes do encontro que é preciso dizer ao mundo o que se espera da sustentabilidade. “Usem suas vozes. O mundo precisa ouvir essa simples mensagem: o desenvolvimento sustentável significa justiça intergeracional, é baseado nas crianças e nos jovens do futuro”, afirmou.
Suzuki também disse se sentir fortalecida ao retornar ao Rio de Janeiro 20 anos depois do discurso que emocionou o mundo e até hoje é tido como referência entre os participantes dos debates no Rio. “A Rio +20 nos trouxe juntos novamente e nos deu nova energia para tomarmos ações e salvarmos o futuro do nosso planeta.”
Muito aplaudida em cada frase do seu discurso, a canadense encerrou seu discurso com um agradecimento ao público e uma mensagem em português para os participantes do evento. “A luta continua”.

Emanuel Bomfim, no Rio
Em entrevista à Rádio Estadão ESPN nesta segunda, 18, a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva lamentou a falta de lideranças que possam assumir a bandeira do desenvolvimento sustentável na Rio+20. “Nós temos uma mulher no velho mundo, a primeira ministra alemã Angela Merkel, liderando a agenda para socorrer a crise economia, mas não temos ninguém que se dispõe a liderar a agenda para socorrer a humanidade e o planeta da crise ambiental”, afirmou.
ÁUDIO: Ouça 1ª parte da entrevista
ÁUDIO: Ouça 2ª parte
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ÁUDIO: Ouça 4ª parte
VÍDEO: Ouça trecho da entrevista
Marina ainda criticou o rascunho do documento apresentado pelo Brasil e disse que a Conferência das Nações Unidas corre o risco de ter apenas um acordo entre diplomatas. “Eles vão fazer uma negociação burocrática, vão colocar objetivos genéricos”.
2012
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