Fernando Dantas, do Rio
Diversos chefes de Estado (ou seus representantes) iniciaram na manhã desta quarta-feira, 20, a maratona de discursos da Cúpula de Alto Nível da Rio+20. Um destaque polêmico foram as palavras de Robert Mugabe, 88 anos, presidente do Zimbabwe, cuja governo iniciado em 1980 é amplamente considerado como um dos regimes mais despóticos e desastrosos do mundo.
Em seu discurso, Mugabe pediu a reforma da arquitetura financeira internacional na esteira da grande crise global de 2008 e 2009, queixou-se do protecionismo e demandou mais recursos aos países ricos para viabilizar o cumprimento dos Objetivos do Milênio até 2015.
“Não podemos deixar esta conferência entrar para história como uma das que prometem muito e entregam pouco”, disse o presidente do Zimbabwe.
Outros discursos já realizados são os do Sri Lanka, Sudão, Argélia, Tuvalu e Nepal. Como são todos países em desenvolvimento, um tema constante dos pronunciamentos foi o da cobrança do cumprimento pelos países ricos dos compromissos assumidos desde a Rio 92 em termos de suporte financeiro e transferência de tecnologia.
2012
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