Uma pauta ótima: resultados de um estudo realizado por cientistas italianos mostram que música clássica ajuda a aumentar a produtividade dos vinhedos. Os resultados não são conclusivos, mas os pesquisadores notaram que, na área em que caixas de som foram instaladas, a produção foi maior – e mais rápida. A foto aí ao lado (meio posada demais) foi tirada pelos produtores do vinho “Il Paradiso di Frassina”, na região da Toscana, onde o experimento foi realizado (até me deu vontade de tomar um Chianti ouvindo Nelson Freire, mas fica para outra hora, outro dia). A matéria, do jornalista Nico Martinelli, foi publicada na versão online da Wired e explica com detalhes a evolução dessa pesquisa. Leia aqui. Eu até imagino como deve ter sido difícil a vida desses cientistas. Só imagino.
Matthew Felling, em seu blog na CBS, diz que o verão americano é a temporada das listas na imprensa dos EUA. “Os 100 melhores”, “As 30 mais”… Sempre que falta assunto, pimba, tiram uma lista do colete e colocam na pauta. No Brasil é assim?
Para quem estiver preparando uma pauta sobre o lançamento do sétimo e último volume da saga de Harry Potter, que acontece no dia 21 de julho, sugiro uma passada nesta página criada pelo The Guardian. Nela é possível navegar por notícias, resenhas e reportagens que já foram publicadas no jornal sobre os livros anteriores da série. Esta matéria recente do The New York Times também é uma boa leitura: fala sobre as especulações a respeito do que acontecerá com o personagem no final e sobre os fãs que não querem saber de gente contando o fim da história antes da hora. No Brasil, a editora Rocco ainda não definiu a data de lançamento de “Harry Potter e as Relíquias da Morte”.
Li na revista New York que Eric Idle, ex-integrante do grupo de humor Monty Python, está montando um espetáculo de dança. Tá, sei que essa notícia não interessa a muita gente e pode valer no máximo uma nota (como aconteceu na New York). Mas é um bom gancho para mostrar esta página incrível, que disponibiliza vários trechos de programas e de filmes da trupe.
Conheça o cara que está no primeiro lugar da fila para comprar um iPhone na loja da Apple, na Quinta Avenida, em Nova York. “Garotas, ele é solteiro”, diz a Valleymag. As vendas do telefone começam amanhã.
Um recém-inaugurado albergue de Berlim oferece aos viajantes uma “experiência comunista”. A idéia é a seguinte: o fulano se hospeda lá e experimenta, todo pimpão, como era a vida antes da queda do muro de Berlim. A arquitetura, a decoração, os souvenirs da época da Alemanha Oriental, a música que sai da vitrola, tudo foi pensado para fazer o hóspede se sentir em pleno regime de Erich Honecker. Acho que os suplementos de turismo deveriam ver isso de perto. Existe mesmo na Alemanha uma nostalgia pelos tempos perdidos atrás do muro, pré-1989. O filme “Adeus, Lênin” (2003) trouxe aquela época ao imaginário dos alemães mais jovens. Este ano, “A Vida dos Outros” (que mostra como a polícia secreta da Alemanha Oriental trabalhava) ganhou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. Só falta relançarem o Trabant. A reportagem sobre o albergue está na Der Spiegel.
Roberto Nolasco, da Editora Francis, me diz que o livro inédito do jornalista Paulo Francis, “Jogando Cantos Felizes”, que deveria sair no final do primeiro semestre de 2007, ficou para a programação de setembro. Anote na agenda. Esta semana a editora relançou o livro de memórias de Francis, “O Afeto Que Se Encerra”. Ainda não comprei, mas tenho uma edição da Civilização Brasileira, de 1981, que ganhei da Sonia Nolasco quando nos encontramos em Nova York. Abro na página 7 e dou de cara com uma frase de Graham Greene: “A inocência é uma forma de insanidade”. É isso.
Mais sobre o Francis nesta matéria que a Bravo! publicou em janeiro (textos de José Onofre e Sonia Nolasco).
Notícias sobre apreensões de fuzis AK47 nas favelas do Rio de Janeiro já não impressionam (o Google dá 31.100 resultados para “AK47” + “Rio de Janeiro”). Uma sugestão de leitura para quem cobre a violência nos morros (ou para qualquer um que se interesse por guerras, urbanas ou não) é o livro “AK47 – The History of the People’s Gun“, de Michael Hodges, que acaba de ser lançado na Grã-Bretanha. O fuzil, conhecido também por Kalashnikov, é considerado a arma mais influente do pós-guerra e há mais de meio século tem sido a escolha de terroristas, revolucionários e criminosos ao redor do mundo. Hodges fez um minucioso trabalho de pesquisa sobre o assunto. Leia uma resenha, publicada pelo Times de Londres. Uma entrevista com o autor daria uma boa matéria para um fim de semana.
O pessoal da revista U.S News & World Report não deve fazer idéia do que anda acontecendo nos aeroportos brasileiros nos últimos tempos. De qualquer forma, este especial preparado por eles para ajudar os americanos a suportarem as viagens de avião (e o stress nos aeroportos) traz idéias que podem servir de inspiração para jornalistas brasileiros. São várias retrancas, uma delas feita com uma comissária de bordo que trabalhou 30 anos numa companhia aérea e escreveu um livro com dicas para passageiros.
Todos os anos o jornal Chicago Tribune publica a lista Our 50 Favorite Magazines. A nova avaliação saiu hoje. O site é grátis, mas às vezes exige o preenchimento de um cadastro.
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