
Sugestão de leitura (especialmente para quem gosta de gastronomia): o texto ”Elogio do torresminho“, de Carlos Alberto Dória, publicado no site Trópico. “Para cultura anoréxica de nosso tempo, comer carne de porco tornou-se um prazer excessivo e pecaminoso”, diz o destaque do editor. Abaixo, um trecho:
“(…) O mineiro come 22 quilos de carne por ano, sendo 10 de carne de boi e 8 de carne de porco. Já o paulista come 25, sendo 13 de carne de boi e 5 de carne de porco. Tanto um quanto outro têm seu consumo maior nos estratos de maior renda. A “dessuinização” da dieta parece ser uma tendência da urbanização e da riqueza.
Uma tendência histórica incontestável. Como bem mostra Warren Belasco, o século 19 entronizou a bovinocultura como o modo civilizado de comer carne, especialmente quando se deu a conquista do “far-west” americano e, com a invenção dos navios frigorificados, dos pampas argentinos. Mesmo nas churrascarias de rodízio atuais, parece que a carne de porco só é oferecida quando alguém já se fartou de carne bovina, mostrando a sua inequívoca civilidade alimentar.
O porco, assim como outros pequenos animais, ficou em segundo plano. Os grandes latifúndios pecuários contrastam com a criação doméstica de porcos, galinhas, carneiros e cabras –as chamadas miuças- desde o inicio da colonização do Brasil. Assim, é entre os homens livres e pobres, especialmente do sertão, que se firma a preferência pelo porco, criando um vínculo de continuidade com os colonizadores ibéricos que o tinham em alta estima alimentar.
A culinária da Península Ibérica, com suas carnes de porco, borregos e carneiros, cabritos e galinhas, cozidos, refogados ou assados; ou empanados em pastelões (o que hoje chamamos tortas), foi o nosso legado primordial. A ameaça a essa tradição só pode vir, portanto, de outra esfera da cultura: a hegemonia do pensamento médico-urbano sobre outras formas de apreciação do comer. (…)”
¿Sería Buenos Aires? / Maybe Buenos Aires? (2006) from thevisualsuspects.net on Vimeo.
Uma visão lírica do colapso econômico na Argentina (mas que vale para outros países…). Recomendo. Em espanhol, legandas em inglês. Direção de Xavi Satorra.
STEPHEN FRY: WHAT I WISH I’D KNOWN WHEN I WAS 18 from Peter Samuelson on Vimeo.
“Don’t set yourself goals.” “Keep your ego in check.” Etc. Em inglês, sem legendas.

Três livros sobre o silêncio:
“ZERO DECIBELS — The Quest for Absolute Silence“, de George Michelsen Foy.
“THE UNWANTED SOUND OF EVERYTHING WE WANT — A Book About Noise“, de Garret Keizer.
“IN PURSUIT OF SILENCE — Listening for Meaning in a World of Noise“, de George Prochnik.
Os três foram tema desta resenha, publicada no suplemento de livros do New York Times.

Pauta boa publicada pelo New York Times de hoje: avanços na tecnologia de vídeo e a necessidade de reduzir custos médicos transformaram a medicina interativa num negócio promissor. Leia a reportagem: “The Doctor Will See You Now. Please Log On“. Acima, o doutor Jerry Jones, que trata de pacientes usando vídeo — ele tem contrato com a NuPhysicia, uma das novas empresas de “telemedicina”.

Se você procurou seu nome no Google recentemente, você não está sozinho. É o que diz esta matéria aqui, citando uma pesquisa do Pew Research Center. A maioria dos americanos adultos, 57 por cento, usa a ferramenta de busca para manter-se informado sobre suas reputações online.

O Wall Street Journal de hoje publica o especial “Summer Book Preview”, com algumas listas (separadas por categorias) dos destaques do mercado editorial americano deste verão (o verão deles, claro). A introdução está neste link — e a partir dele você chega nas listas de, por exemplo, livros de gastronomia ou livros para crianças. É isso.
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