No New York Times de hoje, caderno de Estilo, uma matéria sobre “shorts para usar no trabalho”. Dizem que está (ou vai estar) na moda. Neste link, uma galeria de fotos com vários exemplos para você escolher (fotos de desfiles e de situações reais de escritório, lá nos Estados Unidos).
O site da Biblioteca de Nova York disponibilizou uma coleção de cardápios antigos, de 1851 a 1956. Eles faziam parte de uma coleção particular. Pode interessar aos designers e aos amantes da gastronomia. Acima, dois exemplos do anos de 1907 que eu pesquei por lá. Aqui, mais informações sobre a coleção. (Sugestão do Pedro Arruda).
Para abrir a quinta-feira, “Pushin’ Too Hard”, com os Seeds. (Dica da Patricia Froes).
Circular: “Afundado na noite. Como alguém que às vezes baixa a cabeça para meditar, totalmente afundado na noite. Em torno as pessoas dormem. Uma pequena encenação, um inocente auto-engano de que dormem em casas, em casas firmes, sob o teto sólido, estirados ou encolhidos sobre colchões, em lençóis, sob cobertas, na realidade reuniram-se como outrora e mais tarde, em região deserta, um acampamento ao ar livre, um número incalculável de pessoas, um exército, um povo, sob o céu frio, na terra fria, estendidos onde antes estavam em pé, a testa premida sobre o braço, o rosto voltado para o chão, respirado tranquilamente. E você vigia, é um dos vigias, descobre o mais próximo pela agitação da madeira em brasa no monte de galhos secos ao seu lado. Por que você vigia? Alguém precisa vigiar, é o que dizem. Alguém precisa estar aí.” (Franz Kafka, “À Noite” em “Narrativas do Espólio”).
O New York Times de hoje publicou uma reportagem sobre artistas plásticas chinesas. Neste link dá para ver uma boa galeria de fotos, com imagens de algumas artistas e de seus trabalhos. Acima, trabalho de Cui Xiuwen. Aqui, a matéria “China’s Female Artists Quiet Emerge”.
Neste link que eu peguei no site da Slate, uma galeria de vídeos com cenas de lutas de vários filmes de Hollywood, uma espécie de “evolução” desse tipo de cena na história do cinema. Tem desde Robert De Niro em “Touro Indomável” até a luta que eu escolhi para ilustrar este post, em que Bruce Lee enfrenta Chuck Norris (cinematograficamente menos importante mas uma boa representante do gênero). Outros filmes contemplados: ”Assassinos por Natureza”, “Matrix” e ”Oldboy” (este último com uma das minhas sequências favoritas). Aqui, a matéria sobre o tema.
Neste link aqui, que eu achei na NPR (National Public Radio), você tem acesso à gravação de um show de Tom Waits (áudio), com duração de duas horas e meia. Muito bom. Entre e clique em “Hear the Concert”. A apresentação foi gravada no dia 5 de julho em Atlanta.
Para começar a quarta-feira, “Bonjour, Paris”, com Audrey Hepburn, Fred Astaire, e Kay Thompson no filme “Funny Face”. (Dica da Patricia Froes)
Circular: “Mas por que a crise no capitalismo, a mudança de patamar tecnológico, acarreta guerra?
Aqui a gente tem que teorizar, vamos tentar facilitar o máximo possível essa explicação. O que é o capitalismo? É um regime baseado nas mercadorias; as mercadorias têm um valor de uso, que é a utilidade delas — no caso do café, você tomar o café; no caso do óculos, enxergar — e tem o valor de troca, que é o que você paga para ter aquele objeto. O valor de troca da mercadoria, no capitalismo, está baseado no tempo de trabalho socialmente necessário para produzir aquela mercadoria, e a tecnologia nada mais é do que um meio de reduzir o tempo de trabalho vivo necessário para criar o valor adicional que a mercadoria tem. Então, com o desenvolvimento tecnológico, as mercadorias todas vão barateando, como aqui no Brasil: está tudo barato e ninguém pode comprar as coisas porque não tem dinheiro. Por quê? Havendo a concorrência, as empresas brigam para levar cada vez menos tempo de trabalho vivo, que é o que cria a mais-valia, até que chega um ponto em que isso tende quase a zero, daí o que você pode fazer? Você acaba com o capitalismo ou, se quer manter o capitalismo, tem que destruir tudo, destruir as mercadorias em geral para aumentar o tempo de trabalho necessário para produzir.
Logo depois da Segunda Guerra Mundial, houve uma reconstrução fantástica da Europa. Quando teve a guerra do Kosovo, a revista The Economist, britânica, se queixou — se queixou, não, deu vazão à queixa, não vamos acusá-la disso —, dizendo que os empresários ficaram decepcionados porque a destruição foi muito pequena, não ia ter muitos investimentos ali. E não é crueldade humana, é uma coisa quase automática, vai acontecendo sem você perceber, a não ser que estude muito, leia muito e ligue as coisas. E a gente se informa como? Pela mídia, pelo jornal, pela revista, pela televisão. E, também, não é que o jornal queira informar mal. Saiu um livro muito interessante, do Leão Serva, em que ele mostra que o jornalismo fatalmente tende à desinformação por duas razões: primeiro, porque compartimenta o que é uma coisa só — o mundo é uma coisa só e o jornal divide em partes para dar as notícias; segundo, porque o jornal cria um tempo dele, o tempo em que as pessoas vivem, não vê as coisas a longo prazo, dentro das grandes fases históricas. Não é uma questão de má vontade ou de deturpação deliberada, embora isso também exista, mas é da natureza do jornalismo.
Vamos supor que temos aqui um jornal, vamos ver: tem o Bin Laden, tem a preparação americana, tem o Tibete, na China, tem os guerrilheiros na Colômbia, a base de Alcântara na parte nacional etc. Agora, vamos supor que, em vez de um jornal, tenhamos um mapa do estado-maior da OTAN: vamos ter, no Kosovo, “estamos a favor desses contra aqueles”; na Chechênia, “estamos a favor dos mulçumanos contra os ortodoxos”; em Israel, “estamos a favor de Israel contra os palestinos, estamos dando um jeito de largar Israel sozinho na coisa, mas disfarçando muito para não ficar muito na cara”; no Tibete, “estamos com os tibetanos, contra os chineses”; na Índia, “somos mais a favor dos paquistaneses”; na Indonésia, “queremos destruir aquilo lá porque a gente tinha aquilo na mão, houve uma revolução, saiu do nosso controle, já conseguimos tirar o Timor Leste, que é uma causa bem simpática…”. Veja como é diferente a temporalidade do jornal que sai no dia-a-dia, ou mesmo da revista que sai mês a mês, da temporalidade do mapa estratégico da OTAN, que mostra, perfeitamente desenhado, o conflito mundial associado a essa crise do capitalismo. Por que eles não respondem ao atentado exigindo, levando a questão para o tribunal internacional — que, aliás, os Estados Unidos nem apóiam — e pedem a extradição do Bin Laden e, se o Afeganistão não der, aí sim eles vão capturá-lo? Por que já preparam a guerra antes? Porque o capitalismo precisa da guerra.(Renato Pompeu, em entrevista a Marina Amaral, publicada na “Caros Amigos”).
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