Muito boa esta matéria sobre a “reengenharia” do café espresso, publicada hoje no caderno “Weekend” do Wall Street Journal. O foco é a empresa Illy, que está lançando em setembro uma nova máquina de fazer café no mercado americano. “For science nerds or anyone who’s tried even briefly to impersonate a Roman barista, the new system represents some noteworthy physics. Illy hasn’t exactly split the atom, but the company that more or less taught the world how to make espresso is now rewriting the rules.” A reportagem conta que há décadas pesquisadores trabalham no assunto, e já conseguiram isolaram 114 fatores que precisam ser controlados para que um bom cafezinho seja preparado. Complexo, não? Boa pauta.
Vale dar uma olhada em “A Life With Jazz”, uma coleção de lindas fotografias feitas por Herman Leonard, focadas em ícones do jazz, como essa aí ao lado de Chet Baker, de 1956. Veja aqui. Para saber preços e tamanhos, clique aqui. Sobre o autor: “Photographing such notables as Ella Fitzgerald, Billie Holiday, Duke Ellington, Charlie Parker, Thelonius Monk and Miles Davis, Leonard became a fixture of the jazz scene, his photographs gracing the covers of more than 200 albums. (…) Leonard is currently photographing in the local clubs, focusing his lens on young talent and seasoned pros who pass through New Orleans, including Lenny Kravitz, Dr. John and Cassandra Wilson.” Aos 82 anos, ele daria uma boa entrevista na linha “o que aprendi na vida”, mais ou menos como a Esquire faz de vez em quando. Aproveito para sugerir o site de referência A Passion for Jazz. Lá tem um glossário de termos de jazz, as definições dos estilos e outras ferramentas úteis para jornalistas.
Um livro para as revistas e sites de gastronomia indicarem para seus leitores: “Knife Skills Ilustrated”, de Peter Hertzmann. Para você ter uma idéia, o autor reservou 26 capítulos para falar de corte de frutas e de vegetais; e 9 páginas apenas para explicar como se cortam cebolas. Bem explicadinho. Peguei a dica no Wall Street Journal.
Ao procurar um dicionário inglês-inglês na internet, dei de cara com o Ninjawords (que eles dizem, claro, que é “fast like a Ninja”). Faça o teste. Muito útil na hora do fechamento.
Uma pesquisa feita pela American Cancer Society descobriu que há cinco grandes idéias erradas sobre a doença. A revista Time publicou uma pequena matéria sobre o assunto. Boa pauta de serviço.
Hoje estou consumista: mais uma sugestão para as seções de compras. Que tal sugerir um tapete do Pac-Man para o seu leitor? Muito nerd? Eu gostei. Via OhGizmo!
Uma sugestão de leitura para jornalistas e estudantes de jornalismo: a revista Piauí publicará em setembro um longo texto do jornalista Sandro Vaia sobre o Estadão e a família Mesquita (à la Gay Talese falando do The New York Times e dos Sulzberger, se o leitor me permite uma comparação). Vaia é um insider: trabalhou durante 40 anos no Grupo Estado, foi diretor de redação e conhece os processos decisórios da cúpula do jornal como poucos. Vai repercutir, claro. O texto, escrito em primeira pessoa, abre com o telefonema que ele recebeu, em 2000, quando foi convidado para assumir a chefia da redação, no calor do escândalo policial que envolveu seu antecessor, o psycho-killer Antônio Marcos Pimenta Neves, assassino confesso e um dos personagens do artigo (a crise que o jornal viveu por causa desse episódio também aparece no relato de Vaia). Outro tema inescapável para o autor é a própria família Mesquita, que em 2003 deixou a gestão dos negócios e hoje forma o conselho de administração do Grupo Estado. Sandro Vaia escreve, por exemplo, sobre as disputas entre os filhos de Ruy Mesquita, o “Dr. Ruy”, atual diretor de opinião do jornal. E esclarece de forma elegante os meandros das divisões dentro da família – que ele chama de “os Bancrofts paulistanos”. O texto segue a tradição do jornalismo americano de registrar, em reportagens e livros, a história dos grandes jornais e revistas. Talese fez isso em “O Reino e o Poder“; Susan E. Tift e Alex S. Jones fizeram isso ao escrever a “biografia” do The New York Times (indispensável, aliás); e Katharine Graham lançou “Uma História Pessoal“, apenas para citar três obras. No Brasil, lembro apenas de “A Regra do Jogo“, de Cláudio Abramo; da biografia de Octavio Frias de Oliveira, escrita por Engel Paschoal; e de “Notícias do Planalto“, de Mario Sergio Conti (que atualmente é diretor da Piauí ). A seguir, dois trechos do texto de Vaia:
“No 1o de outubro de 2000, Fernão e eu fomos apresentados à redação numa reunião com os editores. O período Pimenta, com seu desfecho brutal, tinha sido um trauma. Eu vinha da Agência Estado e, nos últimos dez anos, as duas redações não dividiam as mesmas mesas de churrasco. A partilha da empresa em sesmarias de acionistas, com visões e interesses diferentes, tinha erguido muros virtuais e aberto feridas. Dos seis grupos acionários que dividiam o controle da empresa, três eram considerados de ‘jornalistas’ – o do doutor Ruy e seus filhos, o do casal de filhos de Julio Mesquita Neto e o da maior herdeira individual, a filha de Luiz Carlos Mesquita, o Carlão. Os outros três eram grupos de ‘empresários’, ou ‘administradores’. Cada um deles tinha seus subgrupos, alas e facções, que combatiam as suas próprias guerras do Paraguai.”
Uma boa pauta para quem cobre o mundo da moda: esta semana foi lançado o Myspace Fashion. Bom, eu não conhecia (só soube hoje). Li aqui sobre o assunto. “Todd Dufour, the director of strategic marketing at MySpace, said the site is intended to reflect both the international scope of modern fashion and the MySpace community.” (Atualização: o pessoal do Myspace tirou o link do ar. Vai ver que acharam alguns bugs…Vou esperar pra ver).
Boa pauta: a Lonely Planet lançou seu primeiro guia de turismo sobre o Afeganistão. Leia o press release deles. Seria legal bater um papo com os autores e com os editores sobre o assunto. Eles realmente recomendam que as pessoas passem as férias lá? E quantas páginas do livro foram usadas para falar sobre segurança? Rende uma matéria interessante.
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