Um corte profundo sobre o olho esquerdo tirou Alexander Gustafsson da edição do UFC que acontece neste sábado na Suécia. Com isso, a luta principal do evento será entre dois estreantes na maior competição de MMA do planeta.
Pelo Twitter, o presidente do UFC, Dana White, confirmou que o adversário de Gegard Mousasi será o companheiro de treinos de Gustafsson, Ilir Latifi.
Mais experiente, Mousasi tem 27 anos é ex-campeão do Strikeforce. Latifi tem 29 anos e vem de três vitórias consecutivas.
Tags: Gustafsson, Latifi, Mousasi, UFC
Um dos lutadores brasileiros mais idolatrados pelos torcedores orientais, Wanderlei Silva volta ao Japão para mais uma apresentação no UFC neste final de semana. Protagonista da luta principal da noite, o brasileiro terá pela frente o norte-americano Brian Stann, ex-fuzileiro dos Estados Unidos.

Minotauro também é ídolo no Japão – Foto: Claudio Cuca/Bradesco Esportes FM
Para o combate principal, Wand contará com a torcida de outro brasileiro admirado pelos japoneses. Rodrigo Minotauro acredita na vitória. “Vai ser como se o Brian Stann estivesse lutando no Brasil”, disse Minotauro em entrevista para o programa de rádio Rock e MMA.
Vale lembrar que os dois brasileiros fizeram muito sucesso no Japão quando eles disputavam o Pride, na época considerado o melhor evento de MMA do planeta.
No Pride Minotauro travou grandes duelos contra Bob Sapp, Mirko Cro Cop e Fedor Emelianenko. Já Wand enfrentou lutadores como Kazushi Sakuraba, Quinton Rampage Jackson, Dan Henderson e Ricardo Arona.
Tags: Brian Stann, Minotauro, UFC, Wanderlei Silva
Apesar do susto inicial, a história foi escrita no UFC 157 conforme Dana White esperava. No primeiro combate feminino no principal evento de MMA do planeta, Ronda Rousey manteve seu cinturão ao vencer Liz Carmouche com sua tradicional chave de braço ainda no primeiro round.

Ronda e Carmouche entraram para a história no UFC 157 - Divulgação/UFC
O público que aguardava com ansiedade pela luta foi agraciado com um grande combate, digno do UFC, com muita disposição, agressividade e técnica exemplar dentro do octógono.
As duas pioneiras do evento protagonizaram um confronto que não ficou devendo em nada para os homens que também se apresentaram. Além disso, o brilho e a graciosidade das mulheres foram um brilho extra para o evento.
Demonstrando felicidade em estar no principal evento de MMA do planeta, Carmouche entrou como azarão no combate. Nem por isso deixou de fazer uma bela apresentação contra a favorita Ronda.
Logo no início do combate, a campeã encurtou com facilidade a distância, evitando os golpes contundentes e levando o combate para seu terreno favorito. Mas, no chão, foi Carmouche que surpreendeu, já que conseguiu ir para as costas e quase encaixou um mata-leão.
Mas a noite não teve um final inesperado. Após escapar do golpe, Ronda voltou para o chão e, com paciência e muita técnica, trabalhou com maestria até encaixar o seu tradicional arm-lock.
No final, quem venceu mesmo foi o evento, que agora tem mais uma ótima opção de espetáculo para o público. Para o futuro, fica o sonho de ver Ronda enfrentar uma grande lutadora de jiu-jitsu, de preferência uma brasileira. Com certeza, a judoca não terá tanta facilidade para encaixar essa sua famosa e temida chave de braço.
Em um combate que não agradou o público presente na Honda Arena, na Califórnia, Lyoto Machida venceu Dan Henderson na decisão dividida dos juízes, na madrugada deste domingo, no UFC 157. Com a conquista, o brasileiro agora deve ter mais uma chance de reconquistar o título dos meio-pesados, aguardando o vencedor do combate entre o detentor do cinturão Jon Jones e o desafiante Chael Sonnen.
Lyoto vence e aguarda uma chance de disputar o cinturação – Divulgação/UFC
A luta tão esperada entre dois ótimos lutadores foi feia, sem muita emoção. O público presente que vaiou o resultado final não ficou satisfeito. Acostumado a trabalhar no contra-ataque, Lyoto segurou muito o seu jogo e correu risco de perder a luta deixando a decisão para os juízes.
A luta começou muito estudada, com os dois atletas se respeitando muito. Henderson e Lyoto acertaram alguns golpes, mas sem muita contundência. No segundo round o brasileiro conseguiu uma importante queda, mas no terceiro assalto ficou por baixo do norte-americano.
No final, decisão dividida para o brasileiro, vaia do público e esperança de um próximo combate mais animado.
Tags: Ben Henderson, Lyoto, UFC
Os amantes da trocação costumam dizer que a luta agarrada visualmente não é atraente para o público, apesar da eficiência. No UFC 157, o californiano Urijah Faber provou que é possível levantar a plateia com um mata-leão bem aplicado tanto quanto com um nocaute.
A luta contra Ivan Menjivar foi eletrizante, tanto quanto rápida. Após ser derrubado, Faber reverteu a situação, castigou o oponente no ground e pound e, após esperar a movimentação do adversário, conseguiu ir para as costas do oponente de uma forma sensacional.
Mesmo com Menjivar em pé, Faber tentou encaixar um crucifixo e, na sequência, conseguiu o mata-leão, fazendo o público vibrar com a plasticidade da movimentação. Dificilmente o californiano perde o prêmio de melhor finalização da noite.
Estrear em um evento com derrota nunca é um bom negócio. Principalmente quando a competição se chama UFC. Entretanto, Yuri Villefort não tem do que se envergonhar. Na luta de abertura do card preliminar do UFC 157, o brasileiro fez um ótimo combate contra o norte-americano Nah-Sho Burrell.

Apesar da derrota, Yuri Villefort mostrou coragem em sua estreia – Divulgação/UFC
Como um guerreiro, o brasileiro não fugiu da trocação, acertando alguns bons golpes e resistindo bem aos socos precisos desferidos em combinações eficientes de Burrell. Na luta de chão, Yuri foi superior, conquistando posições favoráveis e levando perigo no mata-leão e nas chaves de calcanhar e pé.
E foi exatamente nesse ponto que o brasileiro deveria ter insistido desde o início. Mais experiente e superior no chão, Yuri utilizou a estratégia errada, insistindo na trocação. Apenas no último round explorou bem essa sua arma.
Se algumas derrotas ensinam mais do que vitórias, Yuri aprenderá com seus erros e, por ter protagonizado um bom espetáculo, terá a oportunidade de crescer no evento.
E se a vitória não fechar os olhos de Burrell, o norte-americano vai se esforçar mais para aprender as técnicas de solo. Lutando há apenas 3 anos, ele conseguiu desenvolver um bom jogo em pé, mas nem mesmo os prodígios se tornam peritos em jiu-jitsu em tão pouco tempo.
Tags: Burrell, UFC, Yuri Villefort
O saldo do UFC em Londres foi positivo para o Brasil. Apesar da derrota do carioca Jorge Santiago para o islandês Gunnar Nelson, outros dois lutadores nacionais não decepcionaram e, além das vitórias, demonstraram maturidade no evento, com boas estratégias traçadas e uma evolução técnica animadora.
Na Arena Wembley, o atual detentor do título interino dos galos, Renan Barão, mostrou que será um adversário perigoso na luta pela unificação dos cinturões da categoria no confronto contra Dominick Cruz, que se recupera de lesão.
Seguindo a característica da equipe Nova União, capitaneada por Dedé Pederneiras, Barão entrou no octógono com uma estratégia muito bem traçada no confronto contra o perigoso norte-americano Michael McDonald. Na trocação, ambos revezaram bons momentos. Mas, no combate programado para durar cinco rounds, o potiguar recebia e assimilava boas orientações do seu treinador e voltava a cada cinco minutos ainda melhor.
Comandando as ações, Barão não negou suas origens e calou mais uma vez os críticos da eficiência do jiu-jitsu no atual MMA. No quarto round, ele mostrou a importância de estudar e treinar até a exaustão as técnicas da arte-suave.
Com perfeição e eficiência, o potiguar derrubou, conduziu o adversário ao erro, fez uma boa transição e encaixou o katagatame. Com paciência e sabedoria, travou com sua perna direita o quadril de McDonald, evitando a rotação para escapar do golpe, e ajustou aos poucos o estrangulamento. Assim, foi só esperar os tradicionais três tapinhas que encerraram o combate.
Apesar de assumir ser funcionário do principal evento de MMA do planeta e aceitar outro combate para defender o título interino, Barão não escondeu a vontade de enfrentar Dominick. E, por toda a eficiência demonstrada no octógono, ele deixou a categoria atraente para quem acompanha o esporte, tanto quando os penas, com José Aldo; os leves, com Ben Henderson; os meio-médios, com Georges St-Pierre; os médios, com Anderson Silva; os meio-médios, com Jon Jones; e os pesados, com Pezão, Cigano e o campeão Cain Velazques.
Força do Ceará. Após perder para Serginho Moraes entre os médios e descer de categoria, Renée Forte finalmente conseguiu se encontrar no UFC, conquistando sua primeira vitória no evento. E o adversário do nosso representante do Ceará não era um saco de pancadas. O inglês Terry Etim é conhecido por suas habilidades em pé e seu perigoso jogo de chão, afiado pele seu treinador brasileiro de luta livre Marcelo Brigadeiro.
Apesar de começar a luta como azarão, o brasileiro reverteu o jogo e não deu chances para os perigosos golpes do inglês. Focado na luta e com uma estratégia bem montada, Renée comandou as ações, acertou socos potentes, montou no adversário e mostrou que merece disputar o principal evento de MMA do planeta. Agora é esperar para ver quem será o próximo adversário entre os leves.
A sombra de Dominick Cruz permanece sobre os galos do UFC. Entretanto, como o campeão continua se recuperando de lesão, o brasileiro Renan Barão aproveita para reinar com o seu cinturão interino, aguardando a oportunidade para unificar o título.

O brasileiro enfrenta Michael McDonald em Londres neste sábado – Divulgação UFC
Neste sábado, Renan defende pela primeira vez seu título. Em Londres, ele encara o americano Michael McDonald. Apesar da cordialidade e a troca de sorrisos durante a pesagem, os lutadores prometem fazer um combate interessante.
Em jogo está muito mais que o título interino da categoria. Sem perder nos últimos 30 combates, Renan quer ampliar o número de resultados positivos em sua carreira. Já o americano sonha em se tornar o campeão mais novo na história do UFC nos atuais moldes, com divisão de pesos.
O combate deve ser interessante e bem movimentado. Apesar das qualidades de Michael, o brasileiro não terá dificuldades em manter o cinturão, já que tem um jogo sólido em pé, com boa qualidade na luta de solo também, marca registrada da equipe Nova União.
Com isso, Renan deve acabar hoje com o sonho do americano de se tornar o mais novo campeão do UFC. Apesar disso, o brasileiro manterá a expectativa do público em acompanhar em um futuro próximo o combate tão esperado contra Dominick.
UFC Londres
Card principal
Renan Barão X Michael McDonald
Dustin Poirier X Cub Swanson
Jimi Manuwa X Cyrille Diabate
Gunnar Nelson X Jorge Santiago
James Te Huna X Ryan Jimmo
Che Mills X Matt Riddle
Card preliminar
Terry Etim X Renée Forte
Paul Sass X Danny Castillo
Andy Ogle X Josh Grispi
Tom Watson X Stanislav Nedkov
Vaughan Lee X Motonobu Tezuka
Ulysses Gomez X Phil Harris
A primeira edição do UFC em São Paulo passou, mas as emoções do MMA continuam na capital paulista. Nesta sexta-feira, aniversário da cidade, é a vez do Jungle Fight. Com sete lutas programadas, o evento acontece no Ginásio da Portuguesa, a partir das 20 horas.

Ivan Batman fará a luta principal contra Lindeclercio Brutus – Foto: Divulgação
O combate principal da noite na Arena Jungle será entre o catarinense Ivan Batman e o baiano Lindeclercio Brutus Batista, na categoria até 70 quilos. Mais experiente, Batman é especialista em finalizações. Apesar da idade, Brutus tem em seu cartel 10 vitórias em 11 lutas.
O peruano David Cubas sofreu uma lesão e está fora. Por motivos pessoas, o paulista Douglas Bertazine também não lutará. Como os dois são da mesma categoria, a organização casou um combate com os oponentes que sobraram: Junior Orgulho e Julio Rafael Rodrigues.
Além dos seis combates de MMA, a primeira luta da noite vai valer o título brasileiro de kickboxing na categoria até 81.4kg. Na disputa estão Cezar Almeida e Rony Silva.
Para quem não conhece, o Jungle Fight é o maior evento de MMA criado no Brasil. Presidido pelo ex-lutador e personalidade no mundo das lutas Wallid Ismail, o evento é famoso por revelar grandes talentos para o mercado internacional, como o atual campeão do UFC dos penas do UFC, José Aldo, o ex-campeão dos meio-pesados Lyoto Machida, além de Gabriel Napão, Fabrício Werdum, Erick Silva e Ronaldo Jacaré.
O Ginásio da Portuguesa fica na Rua Comendador Nestor Pereira, 33, no Canindé.
Confira o card completo:
- Ivan Batman X Lindeclercio Bruto Batista – 70 kg
– Jorge Michelan X Junior Alpha – 84 kg
- Sergio Soares X Joel Iglesias – 66 kg
- Junior Orgulho X Julio Rafael Rodrigues – 77 Kg
- Mario Israel X Atila Cowboy Oliveira – 61 kg
– Renan Pitbull X Fabio Borracha Lima - 61 kg
– Cezar Almeida X Rony Silva - (final brasileira de Kickboxing) – 81.4 kg
Tags: Brutus, Ivan Batman, Jungle Fight, Wallid Ismail
Com uma carreira de vitórias no UFC que começou quando tinha apenas 19 anos, cinturões conquistados em duas categorias diferentes durante esse tempo, Vitor Belfort parece que alcançou aos 35 anos um patamar no olimpo do MMA. Na madrugada deste domingo (20/01), o brasileiro devastou Michale Bisping no octógono montado no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo; rejeitou uma possível revanche contra Anderson Silva pelo cinturão dos médios, desafiou o atual campeão dos meio-pesados Jon Jones para mais uma luta e, ainda, desferiu golpes duros com o microfone contra Chael Sonnen, a quem considerou um paraquedista no esporte.

Vitor comemora a vitória contra Bisping em São Paulo – Inovafoto/Divulgação UFC
Falando varias vezes sobre a vontade de fazer uma segunda luta contra Jon Jones em breve, Vitor parece que pretende tirar de sua frente qualquer lutador que quiser frustrar seu objetivo. Como Sonnen enfrentará Dan Henderson para definir quem será o próximo desafiante ao título dos meio-pesados, o brasileiro não economizou nas palavras.
“Não faz sentindo nenhum um palhaço como o Chael Sonnen lutar com o Dan Henderson, do jeito que ele vem de nocaute. Eu já fiz a minha carreira, já fiz tudo que deveria no esporte. Agora eu quero lutas que me tragam desafio. O esporte quer isso”.
Questionado sobre uma possível luta contra Chael Sonnen, caso o combate contra Jones não aconteça na sequência, Vitor não perdoou: “não faz isso não. Quer dar moral para ele? De maneia alguma. Quero lutar com gente de história. A gente tem que valorizar o esporte. Você não pode conquistar a luta na garganta”.
Diferente de Anderson Silva, que reina absoluto em sua categoria, Vitor escreveu seu nome na história do MMA ao estilo “brasileiro não desiste nunca”. Ainda nos tempos em que não existiam divisões por peso, ao lado do seu mestre Carlson Gracie, ele conquistou o título do UFC aos 19 anos.
Apelidado de Fenômeno, teve posteriormente o cinturão dos meio-pesados. Em sua trajetória, ganhou e perdeu dos principais nomes do esporte, como Randy Couture, Chuck Liddell, Tito Ortiz, Anderson Silva e Wanderlei Silva.
Vitor, com certeza, é um dos principais personagens do MMA, um dos lutadores que fizeram do antigo vale-tudo um esporte respeitado, grande, e que paga bolsas dignas para seus participantes. Por tudo isso, ele não precisa provar mais nada.
Uma luta agora contra Anderson Silva não seria um bom negócio nem para Vitor nem para o UFC. Então, deixem o Fenômeno realizar em paz seus sonhos. Que venha o combate contra Jon Jones.
Tags: Anderson Silva, Chael Sonnen, Jon Jones, UFC, Vitor Belfort
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