Retrospectiva da Década
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Retrospectiva da Década
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Qual foi o maior conflito internacional desta década?

  • Por Gustavo Chacra

Nesta semana, temos que decidir em conjunto qual foi o principal conflito desta década. De hoje até sexta, escolheremos os mais importantes para a votação na semana que vem. A diferença é que, agora, vocês farão comentários, indicações e debaterão sobre qual guerra ou conflito foi o mais importante entre 2001 e 2010.  A Guerra ao Terror pode ser escolhida. Assim como disputas que não ocorreram diretamente, como entre Israel e o Irã (pelo menos até a hora que escrevi este blog) ou Colômbia e Venezuela . Não podemos esquecer das guerras do Iraque, do Líbano, do Afeganistão, de Gaza, da Geórgia e dos genocídios no Sudão e no Congo. Golpes de Estado e guerras civis também entram. Pode indicar a Intifada.

Ao longo da semana, também publicarei a opinião de alguns especialistas para nos ajudar a decidir. Mas a opinião de vocês será a mais importante e manterei o diálogo que costumo ter no meu blog. Aliás, eu explicarei alguns dos conflitos para ajudá-los na decisão. Começarei pela Guerra do Afeganistão (terça), Guerra do Iraque (quarta) e conflito entre Israel e seus vizinhos (quinta), o que inclui Gaza e o Líbano. O endereço do meu blog é  http://blog.estadao.com.br/blog/chacra/

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67 Comentários Comente também
  • 07/12/2009 - 21:20
    Enviado por: Categorias e moderadores | Retrospectiva da Década

    [...] + Conflito internacional: Gustavo Chacra [...]

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  • 07/12/2009 - 21:58
    Enviado por: Alexandre

    A Guerra do Iraque sem duvida….

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    • 08/12/2009 - 00:20
      Enviado por: MCCD

      Concordo. Inclusive pelo pífio motivo.

    • 08/12/2009 - 10:15
      Enviado por: José

      Iraque, é isso aí.

  • 07/12/2009 - 22:06
    Enviado por: Ivan DR

    Creio que dois conflitos não podem ser deixados de lado. O primeiro é a Guerra ao Terror, que influenciou toda a política norte-americana e enfiou o EUA em duas guerras bem difíceis: Afeganistão e Iraque. Já o outro, menos comentado é o genocídio ocorrido em Drafur. Não podemos mais permitir que este tipo de crime ainda ocorram, depois do que aconteceu no Holocausto. Entorno de 400 mil pessoas foram mortas! E o pior: ninguém sabe sobre isso! Quero dizer, não é um assunto tratado pelos jornais. Não podemos fechar os olhos!

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    • 08/12/2009 - 13:38
      Enviado por: gustavochacra

      Ivan, concordo que o genocídio em Darfur deveria receber bem mais cobertura. Acho que não chega a um décimo do que se falou do Iraque. Por este motivo, muita gente imagina que tenha sido uma coisa menor

  • 08/12/2009 - 00:13
    Enviado por: carlos2

    A GUERRA COMERCIAL NESTA E NA ÚLTIMA DÉCADAS E POSTERIORMENTE MAIS FRIA (OU QUENTE ?)ENTRE CHINA
    X EUA X MUNDO.

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    • 08/12/2009 - 13:39
      Enviado por: gustavochacra

      Carlos2, não sei se eu colocaria como uma guerra comercial, já que os dois países são parceiros. Mas existe sim uma disputa entre os dois

  • 08/12/2009 - 01:27
    Enviado por: Mauro Souza

    A derrota na Invasão do Iraque é o mais importante, pois praticamente sela um período de hegemonia dos EUA na geopolítica global.
    A derrota no Vietnã abalou e obrigou os EUA a criar a Guerra ao Terror ou ao Império do Mal como forma de manter seu posto de nação hegemônica. A máquina de guerra americana é onerosa e improdutiva, guerras de ocupação não são mais possíveis com as insurgentes bem armados e sua economia está enterrada em uma grave crise.
    A perda da influência dos EUA pôde ser notada com ênfase o último conflito entre Israel e Palestina; no episódio a França tentou tomar a frente nas mediações de paz. E também na postura do Brasil no caso recente de Honduras.
    A política externa dos EUA pode ter ainda conseqüências graves: ao debilitar o Iraque fortaleceu o Irã; percebendo o erro, pois praticamente deixou Israel com o ‘problema’ na mão, resolvem abrir outra frente no Afeganistão e cercar o Irã, que com a possibilidade de ter que lutar em duas frentes está acelerando seu programa nuclear.
    Uma guerra na região pode fazer disparar o preço do petróleo e provocar uma crise de abastecimento, caso o Irã feche o Estreito de Ormuz, o que traz para o primeiro plano países como Venezuela, nem tão amistosos assim com os EUA, talvez por isso estejam preparando o terreno cooptando a Colômbia e montado bases militares ali.

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    • 08/12/2009 - 13:40
      Enviado por: gustavochacra

      Mauro Souza, boa análise. Mas lembro que, no início dos anos 1990, logo depois da vitória na Guerra Fria, a Noruega e a Espanha lideraram as negociações de paz entre israelenses e palestinos

  • 08/12/2009 - 09:46
    Enviado por: Marcelo

    A guerra ao Terror. Com certeza foi a mais “inovadora” e marcou a década.

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  • 08/12/2009 - 10:04
    Enviado por: José

    Iraque, sem dúvida.

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  • 08/12/2009 - 11:16
    Enviado por: João

    Israel e o Irã, Colômbia e Venezuela não são conflitos militares. Isso de “poder ser” é só torcida.

    As guerras do Iraque, do Líbano, do Afeganistão, de Gaza, da Geórgia e os genocídios no Sudão e no Congo e a Intifada são conflitos caracterizados pela desproporcionalidade de forças. Assim a melhor medida é o grau de covardia. Nesse caso a “guerra” de Gaza é imbatível como expressão dessa covardia. Seguida de perto pela guerra do Iraque.

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    • 08/12/2009 - 14:03
      Enviado por: Mauro Souza

      João,
      a minha torcida é pela paz, semppre, pode ter certeza.
      Os jornais noticiaram que Israel pediu permissão aos EUA, há uns ou dois anos, para bombardear instalações nucleares iranianas, e o pedido foi negado pois estes já estavam com bastante problema no Iraque e Afeganistão, e a última coisa que queriam era uma terceira frente de batalha.

      Venezuela e Colômbia se estranharam feio e quem estava no centro do problema? Os EUA. E quem está movimentando suas peças no tabuleiro da AL?

  • 08/12/2009 - 12:21
    Enviado por: Hagá

    O maior conflito em duração e importância certamente é o conflito Israel-Palestina, sem dúvida alguma, durando mais de 60 anos.

    O mais importante em termos de número de vítimas fataise de estupidez foi a desastrosa invasão do Iraque, cujas armas de “destruição em massa” até hoje não apareceram.

    O mais assustador é a ameaça de ataque de Israel contra o Irã, que pode gerar uma guerra nuclear suja na região.

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    • 08/12/2009 - 14:08
      Enviado por: gustavochacra

      Hagá, não foi o que teve maior número de vítimas. No Iraque, no Congo e no Sudão, morreram mais pessoas

    • 08/12/2009 - 19:41
      Enviado por: Hagá

      Gustavo, eu mencionei o Iraque.

  • 08/12/2009 - 13:32
    Enviado por: Fey

    Guerra ao Terror.
    Outros conflitos foram marcantes mas com impactos regionais.
    A Guerra ao Terror trouxe impactos globais, embora menos sentidos aqui no Brasil. Países europeus e alguns do leste asiático foram atacados, criou-se um período de incerteza na aviação, ampliou a discriminação com relação a os muçulmanos, foi usada como desculpa por vários líderes políticos para justificar suas ofensivas contra grupos minoritários em outras regiões, aumentou a burocracia nas embaixadas e departamentos de imigração no mundo inteiro.
    A Guerra do Afeganistão e do Iraque não ocorreria sem o a semente que foram os ataques de 11 de Setembro. Ou pelo menos não daria apoio público suficiente dos americanos a engajarem nesses ataques.

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    • 08/12/2009 - 14:10
      Enviado por: gustavochacra

      Fey, você tem razão. Especialmente porque você notou bem a amplitude deste conflito, afetando até mesmo nós brasileiros quando viajamos para o exterior, com a segurança nos aeroportos e a burocracia nas Embaixadas e consulados para conseguir um visto

  • 08/12/2009 - 14:06
    Enviado por: Yoko

    Gustavo, você só citou guerras no Oriente Médio e África.
    Para mim, as guerras étnicas na China são expressivas: tibetanos e uigures lutam para preservar sua cultura, identidade, valores que no nosso entender é primordial, mas para o governo chinês parece ser um luxo que só os da etnia han teriam direito.

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    • 08/12/2009 - 15:11
      Enviado por: gustavochacra

      Yoko, você tem razão. Mas o texto de introdução não era para delimitar os conflitos. A discussão está aberta. De qualquer forma, na minha opinião, acho que os conflitos na China tiveram menos impacto e dificilmente poderiam ser considerados os mais importantes da década

  • 08/12/2009 - 14:16
    Enviado por: Ceci

    Darfur, Iraque, Afganistão

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  • 08/12/2009 - 14:57
    Enviado por: Sica

    Sem sombra de dúvidas é o conflito do Afeganistão, pois começou com a segurança da maior potência mundial sendo colocada em cheque no 11/09 e a poucos meses do fim da década, 8 anos depois, o segundo presidente no conflito anuncia o envio de mais 30 mil tropas para o que parece não se desenhar como um novo Vietnã.

    Numa década em que se caracterizou a ascensão de emergentes e o inicio do que talvez seja uma nova era de equilibrio de forças, o Afeganistão é simbolicamente muito importante porque mostra a fragilidade da maior potência mundial de nossos dias.

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    • 08/12/2009 - 15:14
      Enviado por: gustavochacra

      Sica, mas o Afeganistão não está ligado diretamente ao 11 de Setembro. Verdade, havia campos da Al Qaeda no país e o Taleban se recusou a entregar Bin Laden. Mas o país não realizou os ataques e tampouco colocou a segurança dos EUA em risco

    • 12/12/2009 - 00:24
      Enviado por: pedrodoria

      Caramba, Chacra, nessa vou discordar de você. (Aqui no Estadão, afinal, somos plurais e várias opiniões convivem!)

      O Afeganistão do Talibã tem tudo a ver com a al-Qaeda. Abrigou o grupo de Osama bin-Laden, manteve-o abrigado mesmo ciente de sua responsabilidade pelo Onze de Setembro, abrigou os campos onde a organização treinava seus homens… após os ataques, os EUA, e o mundo, não tinham escolha que não entrar no país e depor seu governo.

      Se as chances americanas de vitórias no país que põe impérios no chão são remotas, esta é outra história. Que o Iraque nada tinha a ver com bin-Laden, tb esta é outra história.

      Eu, de minha parte, sigo o voto: o Onze de Setembro e seus filhos são o conflito da década.

  • 08/12/2009 - 15:03
    Enviado por: Rodrigo D

    Acho importante destacar o conflito em Darfur. Seja pelo número de vítimas, seja pelos motivos que o movimentam.

    Basicamente este conflito perdura pela indiferença das nações poderosas e pelo estado de falência do estado sudanês. É sinal que as potencias mundiais não estão tão preocupadas assim em garantir o desenvolvimento e a paz, caso as regiões não sejam estratégias como o Oriente Médio e a América.

    Quando vamos cuidar do continente africano? Apenas quando algum de seus muitos estados – criados artificalmente pelas potencias europeias, diga-se de passagem – conseguir produzir armas que possam ameaçar o Ocidente?

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    • 08/12/2009 - 15:15
      Enviado por: gustavochacra

      Rordigo D, concordo com você. A indiferença em relação a Darfur é impressionante. Mas, pelo menos, ainda existe uma cobertura um pouco maior do que o do Congo. Este assim é completamente ignorado

  • 08/12/2009 - 15:04
    Enviado por: Rodrigo

    Darfur merece nossa atenção!

    Destacar as origens e a profundidade desse conflito é um grande serviço que se faz às vítimas do estado falido sudanes!

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  • 08/12/2009 - 15:18
    Enviado por: FabioNog

    É difícil opinar sobre a pior guerra da década sem conhecer a fundo todas as que aconteceram. De bate pronto, minha eleita é a guerra do Iraque, por não ter o menor sentido, seguida de perto pelo Afeganistão. Guerra ao Terror, para mim, é algo meio etéreo por envolver um conjunto de medidas diversas como ação de inteligência, policiamento de fronteira, aumento nas exigências para imigrantes legais e, até mesmo, guerra física.

    Já essas guerras regionais, civis, encrencas de fronteiras, escaramuças e estranhamentos pontuais acontecem o tempo todo e eu, pelo menos, não as acompanho

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    • 08/12/2009 - 19:47
      Enviado por: gustavochacra

      FabioNog, justamente por isso, acho que, como guerra, tende a ser mesmo Iraque e Afeganistão. Mas a Guerra ao Terror deve sim ser incluída, como disse outro leitor. Trata-se do conflito, e não apenas da guerra, da década

  • 08/12/2009 - 15:34
    Enviado por: Gabriela

    A Guerra ao Terror, pois é o marco de uma nova guerra. Uma guerra contra um inimigo “invisivel”, imprevisivel, que pode estar em qualquer lugar.

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    • 08/12/2009 - 19:48
      Enviado por: gustavochacra

      Concordo Gabriela

  • 08/12/2009 - 15:46
    Enviado por: José Antonio

    A guerra do Iraque para mim é a mais importante. Ao contrário dos outros comentários não vejo o motivo fútil. Tirar um assassino sanguinário que junto com os filhos faziam a desgraça de uma nação é um motivo bem razoavel. As armas quimicas não encontradas foram uma desculpa dos que apoiam bandidos para ilegitimar a guerra. Os curdos sabem onde elas estavam. Dentro dos seus corpos. Claro que o Irã se sentiu a vontade, aí sim culpa dos americanos, por não darem sinal verde aos israelenses acabarem com mais uma palhaçada no OM. Fazem dois anos. Hoje estariamos sem esta espada na cabeça. Deixaram a cobra se criar ao invés de a matarem no ninho, da mesma forma que Israel fez com o Iraque. Nunca mais falaram em armas nucleares.

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    • 08/12/2009 - 19:49
      Enviado por: gustavochacra

      José Antonio, por esta lógica, deveríamos ter guerras também para remover o regime da China, da Arábia Saudita, do Egito, de Cuba e da Rússia, apenas para ficar nos mais óbvios

  • 08/12/2009 - 16:03
    Enviado por: Felipe Pait

    Essa é difícil! Depois de pensar bastante….. o maior conflito foi o que NÃO ocorreu, uma terceira grande guerra. Al Qaeda atacou os EUA, depois a Inglaterra e a Espanha, para provocar um grande conflito entre o Ocidente e o Islam – que não ocorreu apesar dos esforços belicistas de extremistas dos 2 lados. Os grupos terroristas no Oriente Médio causaram muitas mortes – no Líbano, na Palestina, no Iraque, em Israel por exemplo, e até na Turquia e na Tunísia. Com isso endureceram as posições, fortaleceram os políticos linha-dura, causaram muito sofrimento e retardaram os esforços pacifistas – mas não conseguiram estender os conflitos para uma escala mundial.

    No Sul da Ásia, a Índia continua tendo um governo sereno e ponderado, e não há guerra com o Paquistão à vista apesar dos desafios do terror. O país com maior número de muçulmanos, a Indonésia, está se tornando uma potência emergente, democrática, e pacífica, a despeito de repetidos ataques terroristas.

    E não vamos esquecer que a China e o Extremo Oriente não tiveram conflitos maiores, apesar de que se alguém aqui prestar atenção à literatura de esquerda vai sentir a falta do conflito final entre o capitalismo e comunismo que eles apregoam há décadas. O maior conflito foi a guerra que muitos previram, mas não ocorreu.

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    • 08/12/2009 - 19:50
      Enviado por: gustavochacra

      Felipe Pait, gostei desta análise. Mas não existe sentido em um conflito entre Ocidente e Islã, já que os dois grupos são heterogeneos e se misturam

  • 08/12/2009 - 16:34
    Enviado por: Roberto Miglioli

    Guerra contra o terrorismo, na minha opinião, pois foi a que gerou a guerra do Iraque e Afeganistão.

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  • 08/12/2009 - 16:51
    Enviado por: Rogerio Lima

    sem sombra de duvidas a guerra do Iraque, só para satisfazer um louco como o Bush.

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  • 09/12/2009 - 02:51
    Enviado por: Daniel Barbosa

    Para mim é a guerra Palestina x Israel.

    Mas analiso tambêm que.

    Os EUA são uns tolos, sempre armam seus futuros inimigos.

    Nunca ganharam uma guerra que travaram sozinhos.

    Sempre prescisam de alguma ajuda.

    Querem impor a democracia, mas se esquecem, que a democracia, não se impoem. Se conquista. Não tem como.

    Os EUA saindo do Iraque e Afeganistão vai continuar na mesma. Tribos lutando contra tribos.

    O presidente Bush disse que a guerra contra o Iraque foi motivada porque o Iraque tinha “armas de destrição em massa”. Apenas ficou claro que um presidente “democraticamente” eleito, na cara dura, mentiu para toda uma nação, para justificar a guerra com o Iraque.

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  • 09/12/2009 - 08:39
    Enviado por: Florentina

    Considero o ataque às torres gêmeas como conflito.
    Na verdade o estopim de um grande conflito.
    Foi a partir do atentado que as principais guerras surgiram, como a do Iraque e do Afeganistão, logo, o ataque foi o ponto principal, ou o início do grande conflito.
    Foi o ataque de 11 de setembro de 2001 o maior acontecimento das últimas décadas.

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  • 09/12/2009 - 08:42
    Enviado por: Florentina

    Corrigindo: O ataque às torres foi o maior acontecimento das últimas décadas na área de conflitos.

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  • 09/12/2009 - 10:09
    Enviado por: ElcioW

    O tema “Conflito da década” é uma daquelas simplificações que apenas nos ajudam a hierarquizar acontecimentos de pesos diferentes conforme a ótica adotada. Se a pesquisa fosse na década de 1950 (1941-1950) é provável que a resposta fosse “Segunda Guerra Mundial”. No entanto, se o entendimento de conflito for relativo à causa, ideológica, e não ao resultado, a guerra, o conflito mais importante daquela década, já delineado na anterior, foi entre a concepção totalitária e expansionista — fascista, nazista ou comunista — e a democrática, sendo conveniente lembrar que a Humanidade costuma sempre apelar para a barbárie antes de dar um passo à frente, rumo ao integral respeito no que se consolidou como a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Talvez essa seja a medida do conflito: a barbárie, de um lado, e o respeito à dignidade humana, de outro. Bem verdade que, do ponto de vista estritamente militar, o maior envolvimento da Segunda Guerra foi entre Alemanha nazista e Rússia (União Soviética) comunista, ambas totalitárias. Vencidos os nazistas, a ordem que se seguiu cuidou de elaborar uma Declaração Universal de Direitos Humanos, aprovada na ONU sem nenhum voto contrário, mas com algumas significativas abstenções: seis de países do bloco soviético, mais Arábia Saudita e África do Sul, com seu regime de segregação (que depois ficou conhecido como apartheid) já em funcionamento. Vamos pensar um pouco? A Declaração Universal é uma ameaça a regimes não democráticos, pois pressupõe ampla liberdade. É uma ameaça a regimes segregacionistas e aos que colocam a mulher em condição subalterna, porque pressupõe igualdade.

    Se, provisoriamente, adotado o conceito de conflito brevemente exposto acima, qual seria o mais significativo conflito da presente década? Onde a barbárie, onde o respeito à Humanidade? Creio não surgir qualquer dúvida de que o sequestro de aviões e o subsequente ataque ao World Trade Center foi um perfeito ato de barbárie, seguido pelos ataques a transportes públicos em Londres e Madri. A resposta imperial americana, dirigida contra o Talibã afegão — por abrigar a Al Qaeda — foi adequada, mas a agressão ao Iraque foi de outra ordem. Um dos resultados indesejados foi o nascimento de um desbragado terrorismo em terras iraquianas — ainda esta semana bombas perto de escolas e dirigidas contra a população civil. O terrorismo anda forte também no Paquistão, na Índia, em Bali. E o terrorismo de Estado igualmente, em Darfur, em Israel (contra Gaza, por exemplo), e, paraestatal e antiestatal, na Somália.

    O terrorismo é o componente mais assimétrico das guerras, pois contrapõe poderosos e imensos recursos de Estado contra grupelhos de fanáticos. E, no entanto, é uma guerra que parece não ter fim. Sua própria existência é uma declaração de vitória ao terrorismo. Nos moldes em que proposta por Bush, é terror contra terror. Não por acaso o brasileiro Jean Charles foi assassinado pela polícia, sem qualquer punição aos perpetradores. Não por acaso o império americano garantiu o bombardeio do Líbano e de Gaza. Subjacente ao terrorismo, está a delicada questão islâmica. É indevida a associação automática entre Islã e terror, mas a contrapartida é que não são ouvidas vozes de massa e de grandes lideranças do Islã contra o terror. E, conceitualmente, na provisória forma que adotamos, contrapõem-se o Iluminismo ocidental em sua versão contemporânea e as práticas islâmicas, como que congeladas no tempo, em terras árabes e não-árabes.

    Assim, ainda que criminosa a invasão do Iraque, por ser guerra de conquista (não propriamente territorial, mas de garantia de recursos naturais), e foi a maior guerra da década, não se apresentou como o maior conflito da década. Pela escalada que experimentou, a Guerra ao Terror — e todos os seus equívocos — é o maior conflito do período proposto pelo Estadão e pelo Gustavo.

    Uma observação final. Tende-se a distinguir Terror de Genocídio. No entanto, genocídio é a forma mais perfeitamente acabada de terror, e é a forma que não entra nas equações da guerra ao estilo Bush (Obama ainda não mudou muita coisa quanto a isso). Na verdade, esse escorregão vem de muito antes. Bem antes de Darfur e do Congo, houve Ruanda, e o monumental silêncio do império americano e das potências europeias.

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    • 09/12/2009 - 13:55
      Enviado por: Marlene

      Elcio,
      Excelente reflexão na tentativa de construir/elucidar/caracterizar parâmetros mais claros e objetivos para o encaminhamento da discussão.
      Parabéns pela elaboração de um texto que dá satisfação na leitura e se acompanha de apresentação de conceitos essenciais que possam amenizar equívocos tão frequentes em expressões pseudo-intelectualizadas.
      Bravo!!

    • 09/12/2009 - 16:19
      Enviado por: gustavochacra

      Elcio W, expetacular a sua análise. Acho que, aos poucos, há uma certa concordância entre todos de que a Guerra ao Terror, a Guerra do Iraque, a Guerra do Afeganistão e o genocídio de Darfur tenham sido os principais conflitos da década passada.

    • 10/12/2009 - 00:53
      Enviado por: Mauro Souza

      Élcio,
      essa dicotomia que você apresenta: Democracia X Totalitarismo-expansionista, é arbitrária, principalmente porque na Primeira Guerra Mundial, o expansionismo era nítidamente capitalista. E há quem defenda que as duas Guerras Mundias foram, na verdade, uma única guerra e apresenta no final do conflito os EUA como nação mais poderosa do globo.

      O mundo está divido entre pobres e ricos, e estes oprimem os outros, não importando a ‘bandeira’.
      Em 1959, por exemplo, os EUA tentaram esmagar a Revolução Cubana. O que é estranho, pois a revolução nasceu democrática! Isso mesmo: buscava tirar do poder o ditador Fulgêncio Batista, então deveria ser apoiada. Apenas em 1961 assumiu o viés socialista, portanto não era uma ‘ameaça vermelha’. Acontece que as empresas americanas que controlavam a produção de açúcar cubano não queriam mexer no que já estava ‘funcionando’ e o governo interveio. Em resumo, o que importa são os negócios, muito embora a batalha também se dê no campo ideológico.

      Num segundo momento, agora sob a ‘ameaça omunista’, a democracia estadunidense apoiou e aparelhou regimes totalitários e assassinos em toda a América Latina! Depois, quando suas burguesias nacionalistas passaram a ser um entrave para a penetração do grande capital, usou a política dos Direitos Humanos para tirá-los do caminho.
      O que lhes incomoda, claramente, não é a violação de direitos civis, seja sob o comunismo ou ditaduras militares, mas sim o fechamento de mercados e conseqüente redução na lucratividade do capital.

      Se, como você diz, “a Humanidade costuma sempre apelar para a barbárie antes de dar um passo à frente, rumo ao integral respeito no que se consolidou como a Declaração Universal dos Direitos Humanos” (sic), então devemos concluir que a barbárie é boa, ou pelo menos necessária, já que se constitui como degrau para um nível superior.

      Honestamente, eu não vejo a Declaração ameaçando regimes como os da China e Arábia Saudita, só para citar dois casos.
      Sim, a democracia pressupõe igualdade, mas nos países democráticos a mulher, além de ganhar menos que um homem na mesma função, ainda sofre com a dupla jornada de trabalho.

      A sua concepção de terrorismo foi muito simplista, me desculpe, pois este não é praticado, necessariamente, por ‘grupelhos de fanáticos’. O terrorismo pode ser reprovável moralmente e até discutível em termos de eficácia, mas os homens-bomba (não os estou defendendo) foram cruciais na Guerra do Líbano. Também acho incorreto o termo ‘terrorismo de Estado’.

      A oposição democracia X totalitarismo é substituída pela democracia x terrorismo. Mas, ao mesmo tempo, todo mundo é ‘terrorista’. Certo, e quem defende a Democracia? ou… onde está o conflito?
      O maniqueísmo, a luta entre o bem e o mal; céu e inferno, mocinho e bandido etc., satisfaz as pessoas de alguma maneira, por isso os governos sempre vão usar suas máquinas de propaganda para conquistar a opinião pública e conseguir soldados para suas causas (no fundo econômicas). Fizeram isso nas Cruzadas, na Guerra Fria e a bola da vez está com os islâmicos.

      Retornando ao termo expansionismo que você usou para se referir ao facismo, ao nazismo e ao comunismo. Agora no final fala de ‘guerra de conquista para garantir recursos naturais’, referindo-se aos EUA.
      Considerado que os tais recursos, no caso o petróleo, pertencem ao Iraque e não a outro país, qual é a diferença entre expansionismo e guerra de conquista? Me parecem o mesmo fenômeno.

    • 10/12/2009 - 11:01
      Enviado por: ElcioW

      Mauro, por partes (ou parágrafos, para não ficar com cara de Jack).

      Concordo, é dicotomia arbitrária, sou o árbitro da minha opinião. Sim, há quem defenda que a Segunda Guerra foi decorrência direta da Primeira e seu mal-ajambrado Acordo de Versalhes. Não havia clima para Plano Marshall nem cooperação para integração européia, coisas que só aconteceram ao final da Segunda. No entanto, um fato novo e muito importante aconteceu entre elas: o fascismo, na Itália e na Espanha, e o nazismo, na Alemanha. Esse fato não pode ser desconsiderado.

      Concordo inteiramente com sua divisão de mundo, entre pobres e ricos.

      Concordo novamente, a democracia (império) estadunidense apoiou e aparelhou regimes totalitários e assassinos, usando depois a política de Direitos Humanos para remover as burguesias nacionalistas.

      Conclusão lógica inadequada: não devemos concluir nem que a barbárie é boa, nem que é necessária. É apenas, como afirmado, um costume, um mau costume da Humanidade. A Revolução Francesa passou pelo Terror e pelo Grande Terror, através da Navalha Nacional. Mas o que ficou, ao final, foi sua importância em redesenhar (e modernizar) o quadro político europeu e em consolidar conceitos como liberdade, igualdade e fraternidade.

      De per si, a Declaração não ameaça ninguém. É só uma declaração de desejos, não é norma cogente. Tanto é assim que nos países democráticos a mulher é, sim, explorada e, portanto, nesse ponto concordo plenamente com você.

      Não diria simplista, mas muito simplificada, a concepção de terrorismo exposta, dado o escopo do blog: não é espaço para dissertações acadêmicas, nem eu sou acadêmico. Os homens-bomba que você citou integravam grupelhos (e mesmo a Al Qaeda não passa disso, frente aos Estados nacionais aos quais se contrapõe). Mencionou como incorreto o termo “terrorismo de Estado”, mas não apresentou justificativas. Mantenho minha posição: Estados podem cometer atos de terrorismo. Vide (afora todas as ações malucas do nazismo, especialmente o Holocausto) aliados bombardeando e incinerando a população civil de Dresden, e o império emergente da época bombardeando e incinerando a população civil de Hiroshima e Nagasaki.

      O maniqueismo não cabe na equação proposta. Estados são, ao mesmo e um só tempo, democráticos e terroristas. O império estadunidense, bem ou mal, é uma democracia representativa razoavelmente eficaz, o que não a impede de praticar terrorismo, apoiar terroristas e que tais, tudo ao mesmo tempo. As máquinas de propaganda usam, sim, o maniqueismo, mas no caso de Bush, me parece, o próprio cara é assim, só enxerga em preto e branco, arrastando consigo uma multidão. Concordo, a bola da vez está com os islâmicos.

      Não disse diferente: é o mesmo fenômeno, guerra de conquista e expansionismo.

    • 10/12/2009 - 15:02
      Enviado por: ElcioW

      Agradeço os elogios, Guga e Marlene.Os de Marlene, certamente, contaminados pelo carinho do dia-a-dia.

    • 11/12/2009 - 12:09
      Enviado por: Mauro Souza

      ElcioW,
      pelo que pude perceber você é do tipo de pessoa que usa o debate para confrontar idéias, e jogar uma luz sobre os fatos, e não apenas pelo embate puro e simples, o que é muito bom.

      Na verdade esse tal ‘conflito da década’ é uma espécie de armadilha pois, se analisamos, percebemos que a Guerra ao Terror nada mais é que uma faceta da política iniciada com o reaganismo. Reagan encontrou os EUA passando por uma grave crise, com greves, perdas salariais consecutivas (o que ele só agravou). No âmbito exterior as revoluções Iraniana e Nicaragüense. Então ele partiu para o ataque, e o custo foi um endivamento ainda maior do Estado. E quando digo que partiu para o ataque, foi inclusive contra os direitos civis dos americanos. Acho que o aumento da população carcerária e sublevação de Los Angeles ilustram bem como o clima estava quente por aqueles lados.

      Mas, voltando ao nosso tema, o comunismo e o nazismo estavam em trincheiras opostas. O nazismo recebeu carta branca da burguesia alemã e européia para exterminar os comunistas. Assassiram Rosa Luxemburgo, Karl Liebknecht e perseguiram implacavelmente a esquerda.
      O grande temor da Europa era que a Alemanha passasse por uma revolução, enquanto os Bolcheviques pressionavam para que ela
      ocorresse, pois sabiam que assim a revolução se alastraria pelo continente, caso contrário, mesmo a URSS, apesar do seu tamanho, sucumbiria um dia.
      No caso da Espanha, a burocracia russa já estava bem sedimentada, e acabou apoiando Franco. George Orwell que lutou na Guerra Civil pelo POUM, presenciou esse fato e acho que foi isso que o motivou a escrever sua fábula genial: A Revolução dos Bichos.

      Concordo com você que a Declaração é um avanço, o ruim é que potências mundiais estão usando isso como desculpa para atacarem outros povos.
      Talvez você concorde que em termos de avanço nos direitos humanos a Comuna de Paris tenha ido mais fundo. Infelizmente teve uma vida muito curta e não pudemos saber quais frutos daria.

      Concluindo meu raciocínio, as Primeira e Segunda guerras, foram guerras de acomodação de forças dentro do próprio capitalismo. O comunismo, obviamente, queria crescer, mas nem por isso pode ser considerado expansionista (no sentido de imperialista) e nem fomentou essas guerras.

      Quando eu disse que o uso do termo ‘Terrorismo de Estado’ era incorreto, acabei exagerando. É correto seu uso, sim. É que eu vejo muito mais o Estado como uma entidade jurídica e prefiro, eu, usar o termo quando se trata de grupos. Sendo assim, o terrorismo pode ser usado por Estados, grupos e grupelhos, fanáticos ou não.

      Concordo também com sua idéia de que os Estados são “ao mesmo e um só tempo, democráticos e terroristas”. Então, se eu sou também terrorista, que direito tenho de iniciar uma ‘Guerra ao Terror’? E é justamente aqui que entra o maniqueísmo. Os EUA, por exemplo, precisam justificar suas guerras também no campo ideológico. Você iria à guerra pela Halliburton? Provavelmente não. Mas pela democracia, pela liberdade…

      ElcioW, infelizmente, como você bem disse, aqui não há muito espaço para abrirmos o tema, afora o fato de não sermos acadêmicos. Mas, toda essa volta que eu dei foi para concluir que o ‘Conflito da Década’, nada mais é que o ‘conflito DE décadas, o ‘velho e bom expansionismo’, ou, numa palavra: business.

    • 12/12/2009 - 05:48
      Enviado por: ElcioW

      Sim, Mauro, no fim, business.
      No entanto, hoje existem mecanismos mais sofisticados do que guerras, para resolver essas coisas. Caso contrário, EUA e China já teriam entrado em rota de colisão (o que não se pode descartar, pensando no futuro). Ah, e o Brasil que se cuide também, já que se começa a reconhecer sua capital como sendo Brasília…

  • 09/12/2009 - 10:30
    Enviado por: Florentina

    Lendo os comentários e respostas,concordo que o ataque às torres pode mesmo não ser diretamente um conflito, mas o causador deles.

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  • 09/12/2009 - 11:01
    Enviado por: Mariana Ferreira

    Sem dúvida, o conflito da década foi a chamada “Guerra contra o Terror”. Primeiro porque ela surgiu de uma maneira um tanto descordenada para combater um inimigo novo, invisível e ameaçador. A Al Qaeda, que até hoje não foi desmantelada, assusta muito mais do que um opositor tradicional. Ela está espalhada por vários países e a invasão do Afeganistão foi um completo fracasso para os EUA nestes 9 (!) anos de duração e perdas irreparáveis. De uma certa maneira, a invasão do Iraque também foi inmfluenciada por este “medo” americano de ataques como o 11 de setembro, apesar de hoje todos saberem que não tem nada a ver um assunto com o outro. E também a chamada Guerra contra o terror, na minha visão, acabou atrasando em alguns anos a criação da Palestina. Logo após o 11 de setembro, era comum uma mídia mal intencionada e preocupada em mostrar “espetáculos” mostrar palestinos comemorando os ataques e pisando na bandeira norte-americana. Mais uma vez, se pegou a parte pelo todo e a islamofobia tomou proporções gigantescas. Muita gente de origem ou aparência árabe foi parada nos aeroportos e o caso Jean Charles em Londres também tem a ver com isso. A Guerra contra o Terror foi o conflito da década, seja por suas novidades ou pelas consequências.

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  • 09/12/2009 - 11:08
    Enviado por: HM

    A guerra sangrenta de Israel contra o Líbano e Gaza.

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  • 09/12/2009 - 12:28
    Enviado por: Tolerância -5+

    1º, guerra do Iraque. Nessa aqui os USA pensaram que chegariam a Bagdá e enfiaria goela abaixo sua cultura. Não conseguiram. Mataram e saquearam a população e, no fim das contas, mataram mais inocentes do que seus objetivos “cirúrgicos”…
    2º, a carnificina de Gaza. Aqui Israel mostrou seu talento para o anti-humanismo desenfreado…
    3º, Afeganistão/Paquistão. Nessa caça contra Osama Bin Laden e os seus protetores talebans, os americanos vão se atolando em atascadeiros e os reais motivos já deixaram a muito tempo de ser o de pegar o “barbudo”…

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  • 09/12/2009 - 12:48
    Enviado por: Fabio Aurelio

    Acredito que seja a do Afeganistão, que começou antes da do Iraque e até agora só está piorando.

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  • 09/12/2009 - 16:56
    Enviado por: Priscila Pacheco

    Na última década tivemos diversos conflitos que podemos destacar como os mais catastróficos. Dentre eles destaco as Guerras no Afeganistão e no Iraque, e o Genocídio em Darfur que parece não causar tanta repercussão na mídia como os conflitos que envolvem os Estados Unidos. Talvez seja justamente por não envolver os EUA que o conflito de Darfur não é tão comentado.

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  • 09/12/2009 - 22:02
    Enviado por: carlos 3m

    se for numericamente falando, darfur, de longe. e representa uma vegonha total que nacoes que ficam batendo no peito por mixarias ignoram a tragedia acontecida na africa. e nao eh a primeira e nem a unica e nem a ultima. deveria ser a tarefa numero 1 da onu, mas nao eh.

    se for pelo impacto no mundo, iraq/afganistao/pakistao, principalmente amplificada pelos que sao contra a invasao de lugar dirigido por criminosos. obama, se nao botar para quebrar, vai ser ele a ser quebrado nessa guerra. o mal deve ser combatido e aniquilado sem compaixao.

    os conflitos no oriente medio sao amplificados em forma desproporcional a realidade, quem sabe porque envolve israel. que nem o “tolerancia” (brincadeira ne?) chama de “carnificina de gaza”. sera que ele estava se referindo ao exterminio do fatah pelo hamas e confundiu as palavras?

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  • 10/12/2009 - 12:14
    Enviado por: Tolerância -5+

    Carlos 3m: o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, máximo dirigente do Fatah, deu um golpe de Estado, expulsando o Hamas do governo… O Fatah, então, já não defendia os interesses do povo palestino.
    Sua direção transformou-se em agente direto de Israel e do imperialismo americano, com sinais evidentes de que pretendiam levantar uma colônia com uma autonomia muito limitada, similar aos bantustões da África do Sul na época do apartheid…
    Mas, mesmo assim, Carlos 3m, poderia nos dizer quantas crianças a expulsão do Fatah pelo Hamas provocou na localidade?Grato!

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  • 10/12/2009 - 12:17
    Enviado por: Tolerância -5+

    …quantas “mortes” de crianças a expulsão do Fatah pelo Hamas provocou na localidade

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  • 10/12/2009 - 20:20
    Enviado por: Luiz Raatz

    Guga, a guerra mais emblemática da década foi a do Iraque, apesar de eu achar que Darfur merece ser lembrada.

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  • 11/12/2009 - 08:37
    Enviado por: A.Santos

    Sem duvida nenhuma a guerra no Iraque.

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  • 11/12/2009 - 10:39
    Enviado por: GilbertoR

    Guerra ao terror e como consequência (invasão x libertação) do Iraque e Afeganistão.

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  • 11/12/2009 - 11:57
    Enviado por: marcelo

    gustavo, darfur e iraque são os que tiveram mais mortos. Mas se levarmos em conta a relação tempo de conflito Vs. numero de vitimas a guerra da ossétia do sul, na georgia está entre as mais sangrentas…

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  • 12/12/2009 - 01:26
    Enviado por: Zilda

    Guerra do Afeganistão

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  • 14/12/2009 - 17:01
    Enviado por: bidu

    guerra do iraque ridiculo invadir um pais atras de petroleo e destruir vidas

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  • 17/12/2009 - 15:10
    Enviado por: Samuel

    A guerra do Afeganistão.
    Que é um choque de civilizações.

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