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Wired declara a morte da web

  • Por Renato Cruz

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Chris Anderson e Michael Wolff, da revista Wired, dizem que, depois de 20 anos de sua criação, a World Wide Web está em declínio. Atualmente, a maior parte do tráfego da internet, 53%, é de vídeo. A web responde por 23%, a mesma fatia dos serviços de troca de arquivos (peer-to-peer). Anderson escreveu:

“Você se levanta e checa seu correio eletrônico no iPad que está do lado da cama – isso é um aplicativo. Durante o café da manhã, navega pelo Facebook, pelo Twitter e pelo New York Times – outros três aplicativos.  No caminho do escritório, você ouve um podcast no seu celular inteligente. Outro aplicativo. No trabalho, você lê seus feeds de RSS em um leitor e conversa pelo Skype e por mensagens instantâneas. Mais aplicativos. No fim do dia, volta para casa, prepara o jantar enquanto escuta músicas no Pandora, joga um pouco no Xbox Live, e assiste a um filme no serviço de streaming da Netflix. Você passou o dia na internet, mas não na web. E você não está sozinho.”

O próprio Anderson, editor da Wired, lembra que a revista já declarou a morte da web uma vez, na edição de março de 1997. Dessa vez, ele não chega a declarar que a web vai desaparecer, mas que o espaço do navegador está se tornando cada vez menor.

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16 Comentários
  • 17/08/2010 - 16:38
    Enviado por: Tiago Ferreira

    Pode estar em declínio em países desenvolvidos, onde o acesso aos aplicativos é muito mais fácil. Aplicativos materiais, digo. São eles que fazem com que o internauta entre em mais aplicativos para ver o que quer.

    No Brasil, pelo menos, o navegador continua essencial. Tanto na usabilidade doméstica quanto comercial (outro ponto que a Wired não levou em questão).

    Apesar da velocidade do avanço tecnológico, ainda há uma resistência por parte dos usuários às formas mais tradicionais de navegação. Vamos ver como será no futuro mas, pelo menos por enquanto, a profecia dos jornalistas da Wired não passa de mera especulação.

    Abs,
    Tiago

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  • 17/08/2010 - 16:47
    Enviado por: Tiago Ferreira

    Update: o site Boing Boing rebateu a profecia da Wired, afirmando que a publicação não considerou o expressivo crescimento da web nos anos 2000.

    Vale a pena ler.

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  • 17/08/2010 - 17:22
    Enviado por: Tweets that mention Link - Estadao.com.br -- Topsy.com

    [...] This post was mentioned on Twitter by Renato Cruz, estadao, Gabriel Pinheiro, Malu Fontes, Eduardo and others. Eduardo said: de novo RT: @g_pinheiro: Wired declara a morte da web (?) http://migre.me/15rpW [...]

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  • 18/08/2010 - 01:00
    Enviado por: Fey

    A profecia da Wired se baseia na força de mercado.
    A medida que Facebooks e outros sites de comunidade vão ganhando importância, é aí que as agências publicitárias irão concentrar os seus investimentos e esforços.
    Isso pode levar a falta de renda para sites tradicionais, a não ser aquelas que realmente tem reputação e popularidade.
    No Brasil o browser tradicional ainda pode ser o meio principal de navegação, mas é inegável a ascenção de aplicativos em celulares.

    Comentário por fora: nostálgico ler palavras como ‘Telnet’, ‘Newsgroups’, e ‘FTP’. Nessa época havia menos gente estúpida na net também!

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  • 18/08/2010 - 01:12
    Enviado por: Dyeison

    Só tem um probleminha: o tipo de infrmação é muito diferente, comparando html (texto) com video (streaming). Por exemplo, se um internauta abrir uma página com 100k de texto, isso seria aproximadamente 8 a 10 páginas A4 de conteúdo para ler, o que demoraria, dependendo do nível do conteúdo, mais de uma hora. Em contrapartida, quanto tempo de entretenimento teria um internauta que assistisse a um vídeo com 100k? Não mais que alguns segundos, pois o formato video ocupa muito espaço, muita lagura de banda, em relação ao tempo de sua duração.

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  • 18/08/2010 - 10:40
    Enviado por: Diogo Kaneda

    A profecia da Wired é perfeitamente concreta. Pouca gente hoje gasta seu tempo navegando de site em site. Abrimos sim o navegador, mas apenas para abrir nosso facebook por exemplo. Então nos afastarmos um pouco da cena, nesse exemplo não estamos navegando na web, estamos abrindo o facebook, do mesmo modo que abrimos o word ou o excel por exemplo.

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    • 19/08/2010 - 10:12
      Enviado por: Jacson Querubin

      A Wired está preocupada em audiência, a web não está morta. Como que as pessoas acessam os vídeos? como que acessam tudo? VIA WEB.

      O gráfico está normalizado e não responde a uma visão certa do que acontece. Prestem atenção, o volume de dados trafegados subiu muito! Comparativamente entre o tráfego de web e vídeo/áudio, etc.. vai ser gigante! nunca foi e não há como comparar a banda passante entre web e vídeo/áudio. Agora se vc ver este gráfico aqui, aí vc vê que a web CRESCEU.

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  • 18/08/2010 - 13:59
    Enviado por: Silva

    Creio que com o enfraquecimento da Web e o fortalecimento dos vídeos, surgirá o problema da falta de criatividade e da inteligência. A informação dos vídeos não é algo intuitivo como a leitura em Web sites, o que consequentemente irá fortalecer cada vez mais a geração dos que apenas digerem as informações, mas não desenvolvem melhor sua leitura e criatividade. O futuro usuário da Internet será preguiçoso, comodista e ignorante, servindo apenas para consumir cada vez mais os produtos das multinacionais. A internet ao meu ver é pouco utilizada para o que poderia gerar ou para o que poderia criar. Os usuários utilizam as redes sociais mais para fofocas e conversas fiadas ao invés de desenvolverem projetos e ações que favorecessem no desenvolvimento social e na sustentabilidade. É possível observar isso através dos usuários das redes sociais, a maioria são brasileiros, o que só prova que a Internet no Brasil (por exemplo) é muito pouco explorada, reservada apenas a conversas e atividades com pouco retorno intelectual e menos em prol do social.
    O Brasil poderia utilizar a Internet da mesma forma que sul coreanos e japoneses fazem, ou seja, voltada mais para os benefícios sociais do que apenas para conversinhas ou exposições pessoais.
    Infelizmente o mundo está cada vez mais se tornando ignorante em decorrência do mal uso da Internet.

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  • 18/08/2010 - 17:51
    Enviado por: Juliano Krozz

    O pessoal todo esta esquecendo que esta realidade é somente nos grandes centros onde a internet é de fácil acesso, apesar de muito cara.
    O interior do Brasil isto é utopia pura, quem viaja para algumas partes do norte e nordeste sabe como é sofrível uma banda larga com qualidade.

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  • 19/08/2010 - 15:51
    Enviado por: Victor Rodrigues

    nbsp;..como se os vídeos fossem selecionados via telepatia!

    Não se trata de “declínio” da web, acho que tem um equívoco que está sendo replicado em todo lugar só porque a Wired falou. As aplicações do seu iPad, seu iPhone, o que for, se é baseada em HTTP, consome um web service RESTful, troca hipermídia, é web sim!

    Talvez o problema seja de terminologia. E ainda que fosse, web = URI + HTTP + HTML, basicamente. URI e HTTP continuam muito presentes em todo lugar que você mencionou. HTML talvez não, mas é crescente a quantidade de aplicações que rodam em browsers.

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  • 02/09/2010 - 22:59
    Enviado por: Link - Estadao.com.br

    [...] visão da Economist, “sugerir que ‘a web está morta’, como fez recentemente a revista Wired, é ir um pouco longe demais. Mas a internet está perdendo um pouco de sua liberdade e [...]

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  • 03/11/2010 - 20:36
    Enviado por: Link - Estadao.com.br

    [...] comentou a capa polêmica sobre a morte da web, de setembro deste ano. “Sou um editor de revista e, algumas vezes, os editores de revista [...]

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  • 07/11/2010 - 19:47
    Enviado por: Chris Anderson fala da versão da revista Wired para iPad « Magaly Prado

    [...] comentou a capa polêmica sobre a morte da web, de setembro deste ano. “Sou um editor de revista e, algumas vezes, os editores de revista fazem [...]

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  • 22/11/2010 - 16:55
    Enviado por: Link - Estadao.com.br

    [...] e da neutralidade“, na Scientific American. O texto pode ser visto como uma resposta à capa da Wired que declarou a web [...]

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  • 24/01/2011 - 11:27
    Enviado por: O futuro está chegando com os tablets | Pé Direito Comunicação

    [...] a web cada vez mais em dispositivos diferenciados, a revista Wired chegou a declarar o fim do WWW. E, como diz o jornalista Tiago Doria, o futuro da comunicação está cada vez mais agnóstica, [...]

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