Evento sobre inovação
- 1 de dezembro de 2011|
- 19h05|
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- Por Renato Cruz
Será realizado na próxima terça-feira (6/12), em São Paulo, o seminário O Desafio da Inovação, que apresentará casos de sucesso de pesquisa, desenvolvimento e inovação no Brasil. O evento contará com representantes de empresas como Petrobrás, Braskem, Embrapa, IBM, Ericsson e Telefônica.
As inscrições são gratuitas. Mais informações no site do evento.
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Telefônica seleciona startups
- 25 de novembro de 2011|
- 18h06|
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- Por Renato Cruz
A Telefônica escolheu hoje 10 projetos de tecnologia que vai apoiar, em sua iniciativa Wayra.  Os vencedores vão receber entre US$ 30 mil e US$ 70 mil em investimento, infraestrutura fÃsica e tecnológica e apoio à gestão.
Eles foram selecionados por um júri formado por especialistas em inovação e empreendedorismo. O Wayra recebeu 518 inscrições, e 30 projetos participaram da final.
Os vencedores foram:
1. aaTag (Santana de ParnaÃba/SP) – interação do consumidor com a marca no ponto de venda;
2. Eu Decido (São Paulo/SP) – apoio à negociação na compra eletrônica de bens duráveis por pessoas fÃsicas;
3. FilaExpress (São Paulo/SP) – gerenciamento de filas e senhas para estabelecimentos comerciais;
4. Fingù (São Paulo/SP) – comércio eletrônico social para produtos de baixo valor;
5. Logueria (São Paulo/SP) – portal de concorrência criativa focado em design;
6. Professores de Plantão (São Paulo/SP) – rede de contatos de alunos e professores particulares;
7. RockBee (Belo Horizonte/MG) – plataforma de venda de ingressos e divulgação de eventos;
8. Spotwish (Porto Alegre/RS) – aplicativo móvel de geolocalização com base em gostos e interesses pessoais;
9. Wikimapa (Rio de Janeiro/RJ) – mapeamento de áreas menos favorecidas em centros urbanos;
10. YouCast (Juiz de Fora/MG) – agência de notÃcias colaborativa.
Foto: Divulgação
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Mais competição na telefonia
- 25 de outubro de 2011|
- 16h39|
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- Por Renato Cruz
Existe pouca competição no mercado brasileiro de telefonia fixa. Pelo menos até agora. As concessionárias locais Oi e Telefônica evitaram atacar as áreas uma da outra. O motivo apontado pelas empresas era a falta de infraestrutura. A Telefônica tem a concessão para São Paulo e a Oi para os demais Estados.
Com a compra da Vivo pela Telefônica, a situação muda. O grupo começou a usar a rede móvel para prestar serviços fixos, sem fio. O objetivo é conquistar o mercado de banda larga, oferecendo pacotes completos de serviços. Os principais concorrentes da Telefônica e da Oi são a Net e a GVT, mas a rede dessas empresas é limitada.
Atualmente, a Portugal Telecom está no bloco de controle da Oi. Foi a operadora portuguesa quem vendeu a participação na Vivo para a Telefônica. O relacionamento das duas empresas, nos últimos anos, não foi fácil. Essa condição pode ser vista como mais um motivo para o acirramento da competição. A Anatel, além disso, planeja obrigar a Oi a instalar rede fixa em São Paulo.
No Estado de hoje (“Após consolidação, a competição“, p. B3).
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Telefônica procura startups
- 14 de outubro de 2011|
- 16h49|
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- Por Renato Cruz
Termina no próximo dia 23 as inscrições de projetos para o Wayra, iniciativa da Telefônica para incentivar empresas iniciantes de tecnologia. Na primeira quinzena de novembro serão anunciados 30 finalistas e, na semana do dia 22, os 10 projetos escolhidos para receber de US$ 30 mil a US$ 70 mil, em troca de uma participação societária de até 10%, que será da Telefônica.
Além do dinheiro, a Telefônica ofecerá infraestrutura, apoio à gestão e consultoria jurÃdica aos vencedores, que ocuparão um espaço reservado pelo grupo espanhol especialmente para o projeto, por um perÃodo de seis meses.
“Um dos objetivos é fazer com que empreendedores latino-americanos fiquem na região, que não tenham de ir para os Estados Unidos e a Europa”, afirmou Pablo Larrieux, diretor de Inovação da Telefônica do Brasil.
O Wayra foi lançado em sete paÃses da América Latina e na Espanha. No Brasil, o investimento deve chegar a R$ 5 milhões. A atividade das empresas precisa estar relacionada à s tecnologias da informação e comunicações, mas seus produtos podem ter como alvo outros setores. “Na Colômbia, uma das empresas selecionadas quer desenvolver um chip para detectar gravidez em vacas leiteiras”, disse Larrieux.
A Telefônica está em contato com investidores de capital de risco que possam estar interessados em comprar participação nas empresas selecionadas pelo Wayra, depois do perÃodo de seis meses de incubação. Caso seja necessário, esse perÃodo pode ser estendido por mais seis meses.
“O objetivo do Wayra é semear o empreendedorismo na região”, afirmou o diretor da operadora. “A Telefônica quer fazer parte desse ecossistema.” Wayra quer dizer vento em quÃchua, idioma indÃgena da América do Sul.
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Claro, Net e Embratel
- 6 de outubro de 2011|
- 18h56|
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- Por Renato Cruz
Net, Claro e Embratel continuam sendo, pelo menos por enquanto, empresas separadas. Mas, cada vez mais, vão atuar como se fossem uma operadora só. Elas anunciaram ontem um plano para integração de redes e serviços. Os pacotes que combinam telefonia fixa e móvel, internet e TV paga (o chamado quadruple play) estarão disponÃveis a partir de 15 de outubro.
Embratel e Claro são controladas pelo mexicano Carlos Slim, dono da América Móvil. A Embratel também está no bloco de controle da Net. O movimento acontece num momento em que a concorrência promete se tornar mais apertada. A operadora móvel Vivo está sendo absorvida pela fixa Telefônica, e a Oi, que tem todos os serviços, prepara-se para ter uma atuação mais forte, agora com a Portugal Telecom no bloco de controle.
Não foi à toa que Claro, Net e Embratel escolheram o slogan “você pediu, a gente fez primeiro” para a sua campanha: as empresas sabem que, daqui para a frente, a briga pelo mercado de telecomunicações exigirá pacotes convergentes. “A rede está sendo pensada como uma rede única”, afirmou Carlos Zenteno, presidente da Claro.
As empresas anunciaram quatro opções de combo, unindo serviços de TV por assinatura da Net em alta definição, vÃdeo sob demanda, banda larga fixa, telefone fixo da Embratel com chamadas ilimitadas para outros fixos de qualquer operadora, além de Wi-Fi, internet 3G e celular da Claro. Os planos também incluem minutos para falar entre Net Fone (Embratel) e Claro e entre essa operadora móvel com as demais. Os preços são altos, de R$ 399,90 até R$ 699,90.
A Telefônica preferiu não comentar. Maxim Medvedovsky, diretor de Varejo da Oi, destacou que sua empresa é pioneira em pacotes que unem serviços fixos e móveis, desde 2005. “Os valores dos planos do concorrente são bastante exorbitantes”, disse Medvedovsky. “Parece que são meio para inglês ver.”
José Félix, presidente da Net, justificou o lançamento de planos sofisticados. “Vamos entrar em todas as classes sociais”, disse o executivo. “Resolvemos iniciar com produtos de mais alta renda porque é mais fácil.”
José Formoso, presidente da Embratel, destacou que existem outras plataformas de serviço das empresas, como a TV paga via satélite da Embratel e o celular pré-pago da Claro, que não entraram nos combos anunciados ontem. “Elas vão se encontrar em algum tempo.”
As empresas estimam que a comercialização conjunta dos pacotes trará uma economia de 30% em relação à compra pelo consumidor separadamente. Os pacotes estarão disponÃveis nas cidades e domicÃlios já atendidos por Net, Embratel e Claro.
Mais informações no Estado de hoje (“Claro, Net e Embratel lançam pacotes conjuntos“, p. B17).
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Mais competição em telecom
- 13 de setembro de 2011|
- 8h13|
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- Por Renato Cruz
As operadoras de telecomunicações prometeram ontem ampliar a competição no PaÃs. A Telefônica transferiu suas licenças de telefonia fixa fora de São Paulo para a Vivo, e planeja lançar, ainda este ano, telefone fixo sem fio na área da Oi. Será um serviço parecido com o da TIM? “Será melhor”, afirmou Paulo Cesar Teixeira, novo diretor-geral da Telefônica Brasil, sem dar mais detalhes, durante o evento Futurecom, em São Paulo.
Amos Genish, presidente da GVT, afirmou que o serviço de TV paga da operadora, que combina televisão via satélite com vÃdeos sob demanda pela banda larga, será lançado nas 16 maiores cidades em que opera ainda este mês. Em outubro, estará nas demais. A notÃcia negativa é que a chegada à capital de São Paulo, prevista anteriormente para este ano, já não tem mais data definida. A GVT vinha enfrentando problemas para conseguir autorização da Prefeitura para construir sua rede, mas o presidente da operadora negou que o atraso tenha a ver com isso. “Já conseguimos várias licenças”, disse.
Outro grupo que promete mais competição é a América Móvil, dona da Claro, Embratel e (num futuro próximo) Net. “Já faz três anos começamos a unificar as nossas atividades de engenharia, para gerar sinergia e aproveitar melhor os recursos”, afirmou Carlos Zenteno, presidente da Claro. Apesar de dizer que a Embratel e a Claro continuarão a ser unidades de negócios separadas, Zenteno ressaltou que a tendência é que as empresas passem a operar de forma cada vez mais coordenada, passando a oferecer, inclusive, pacotes que unem serviços móveis e fixos.
Os anúncios dos três grupos contrastaram com o que disse Francisco Valim, novo presidente da Oi. Em sua apresentação na Futurecom, o executivo mostrou como a área de atuação de sua empresa é grande (a Oi é concessionária de telefonia fixa em todos os Estados, menos São Paulo) e como a competição está concentrada nas cidades maiores.
Valim continua tão combativo quanto na época em que esteve à frente da Net, há três anos. “O sonho é oferecer planos de 10, 15, 20 Mbps (megabits por segundo) não somente em regiões de alta concentração”, disse ele, ao discutir o mercado de banda larga, numa referência aos pacotes da concorrente GVT, que começam com 5 Mbps de velocidade.
O presidente da Oi mostrou números que apontam o mercado brasileiro de telefonia móvel como um dos mais competitivos do mundo. “O México está em último lugar”, disse ele, numa referência aos concorrentes da Claro. Valim também reclamou da posição dominante da Net em TV a cabo, com cerca de 85%. “Só uma empresa pode fazer triple play (telefonia fixa, banda larga e TV)”, disse Valim, sobre a empresa que comandou.
Ele defendeu acabar com as “assimetrias regulatórias” que beneficiam novos entrantes. A Oi, como concessionária, tem obrigações de universalização do serviço de telefonia fixa que as rivais não têm. A ideia seria impor obrigações à s outras? “Se algumas pagassem os impostos como a gente paga, já seria bom”, respondeu o presidente da Oi, fazendo referência a um problema enfrentado pela GVT com secretarias da Fazenda de vários Estados.
Mais informações no Estado de hoje (“Teles anunciam ações para elevar competição“, p. B15).
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TV a cabo e fibra óptica
- 12 de setembro de 2011|
- 18h08|
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- Por Renato Cruz
Nos últimos meses, a TV paga via satélite, também conhecida por Direct To Home (DTH), tem liderado o crescimento da televisão por assinatura. Em abril deste ano, o total de assinantes do DTH ultrapassou o de cabo, pela primeira vez. Em julho, havia 5,8 milhões de clientes de DTH e 5,3 milhões de cabo.
Parte disso foi a expansão da Embratel, que passou de 656 mil clientes em junho de 2010 para 1,54 milhão no mesmo mês deste ano. Mas outra parte se deve à limitação geográfica do cabo. O Brasil tem somente 242 cidades com operações de cabo, e a última licença foi vendida pela Agência Nacional de Telecomunicações há mais de uma década.
Nos próximos meses, esse cenário deve mudar. A Anatel prepara a venda de novas licenças. Com a aprovação do Projeto de Lei da Câmara (PLC) 116, o mercado de TV a cabo foi aberto às operadoras de telefonia fixa, e acabou a restrição ao capital estrangeiro.
As novas licenças devem levar a um grande investimento no setor, com impacto em outros serviços. Um estudo publicado na semana passada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apontou que, quando um municÃpio passa a ter uma operação de TV a cabo, a base de assinantes de banda larga pode crescer em até 35%.
Combos. “Os investimentos em TV a cabo e fibra óptica caminham juntos”, afirmou Leila Loria, diretora executiva de Relações Institucionais e Regulamentação da Telefônica. “A TV é fundamental para diminuir a desvantagem competitiva”, disse Paulo Mattos, diretor de Regulamentação da Oi. Ele se refere à s empresas do setor de TV a cabo, que oferecem pacotes de banda larga, telefonia e televisão.
A Oi tem uma operação de DTH e também a Oi TV, que opera o cabo em algumas cidades de Minas Gerais. Em junho, tinha 3% de participação, segundo a consultoria Teleco. “Queremos chegar a 20%”, disse Mattos, acrescentando que o prazo depende de quando a Anatel começará a vender as novas licenças.
A Net, maior operadora de TV a cabo do PaÃs, está animada com a perspectiva de expansão, e até já selecionou novas cidades em que terá operações, como as capitais Salvador, Recife e Niterói. A empresa está investindo em redes nesses municÃpios, antes mesmo de ter licenças.
André Borges, vice-presidente JurÃdico e de Relações Institucionais da Net, apontou a restrição geográfica como um dos principais motivos para o avanço do DTH nos últimos meses. “Nas cidades em que estamos, continuamos a ser a empresa que mais cresce”, disse Borges.
Quando se leva em conta o mercado nacional, a Sky e a Embratel crescem mais. A Embratel faz parte do grupo de controle da Net e, quando o PLC 116 entrar em vigor, deve assumir a participação que hoje pertence às Organizações Globo.
Mais rápido. A expansão do mercado vem se acelerando. “Os clientes que conquistamos no primeiro semestre equivalem a 90% de todo o crescimento do ano passado”, afirmou Agricio Neto, vice-presidente de Programação e Marketing da Sky. Segundo ele, a expansão têm sido maior nas regiões Norte e Nordeste.
No mês que vem, a empresa planeja lançar sua banda larga em BrasÃlia e também o Sky Online, serviço de vÃdeo sob demanda, inicialmente para computador. Em 2012, o serviço de vÃdeo por banda larga também poderá ser acessado pelos conversores HD da empresa.
No Estado de hoje (“Novas regras de TV a cabo aceleram investimento em fibra óptica“, p. H3).
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O desafio da banda larga
- 12 de setembro de 2011|
- 17h55|
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- Por Renato Cruz
Ainda existe pouca banda larga no Brasil. Em junho, eram 15,2 milhões de conexões, segundo a consultoria Teleco. A velocidade também é baixa: quase 40% têm até 1 megabit por segundo (Mbps). O principal desafio do setor hoje é crescer essa base, ampliando a cobertura e oferecendo pacotes acessÃveis a consumidores de baixa renda. A ampliação da banda larga é um dos principais assuntos que serão tratados na Futurecom, evento que começa hoje em São Paulo.
Parte desse desafio está sendo respondida pela telefonia móvel. Somando-se acessos de dados e telefones de terceira geração (3G), havia, em junho, 29,7 milhões de chips habilitados, quase o dobro dos clientes de banda larga fixa. Esse número inclui, porém, pessoas que têm aparelhos 3G,mesmo sem pacotes de dados, e comunicação máquina a máquina, como os terminais que leem cartões de crédito.
A partir do próximo mês, a Oi e a Telefônica começam a oferecer o pacote de 1 Mbps a R$ 35 do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). A estatal Telebrás também está fechando acordo com pequenos provedores e grandes operadoras, como a TIM, para colocar esse mesmo pacote no mercado. “Assinamos mais de 20 contratos”, afirmou Caio Bonilha, presidente da Telebrás.
O primeiro provedor a oferecer a banda larga popular da Telebrás foi a Sadnet, de Santo Antônio do Descoberto (GO), no mês passado. Mas 1 Mbps por segundo não é pouca velocidade? “Esse pacote tem qualidade superior à média do mercado, que garante somente 10% da velocidade contratada”, disse Bonilha. “O mÃnimo garantido é de 20%.”
Enquanto os pacotes da banda larga popular têm 1 Mbps, a média de velocidade dos clientes da operadora GVT é de 9,8 Mbps. “Hoje, 60% das vendas são de 15 Mbps”, afirmou Alcides Troller, vice-presidente de Marketing e Vendas da GVT. Somente 5% das vendas atuais da GVT são do pacote de 5 Mbps, a menor velocidade oferecida pela empresa hoje. Esse pacote de 5 Mbps da GVT custa R$ 49, comparado a R$ 35 do PNBL. A GVT ainda não atua no mercado residencial da cidade de São Paulo.
Mais informações no Estadão de hoje (“Tudo converge para a banda larga“, p. H3).
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Mais clientes, mais panes
- 26 de junho de 2011|
- 12h04|
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- Por Renato Cruz
O investimento das operadoras de telecomunicações não tem acompanhado o crescimento de sua base de clientes, o que tem levado a panes cada vez mais frequentes nos serviços de telefonia e internet. Essa situação já incomoda o governo. O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, cobrou medidas da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
Um exemplo do descompasso entre investimento e crescimento está no setor de telefonia móvel. A base de clientes avançou 16,6% no ano passado, chegando a 202,9 milhões de linhas, segundo a consultoria Teleco. Mas o investimento das empresas diminuiu 2,4%, ficando em R$ 8,2 bilhões. Esse montante foi 16,3% inferior ao pico de R$ 9,8 bilhões destinados ao setor em 2004.
O que acontece com o celular é somente um exemplo, pois a combinação de investimento baixo e crescimento alto se repete em outras áreas das telecomunicações. Os consumidores estão cada vez mais insatisfeitos com a qualidade dos serviços.
Em pouco mais de um mês, a Intelig, que pertence à TIM, teve três panes. O Speedy, da Telefônica, voltou a deixar seus usuários na mão no dia 13 deste mês, dois anos depois de a empresa ter sido punida pela Anatel, sendo impedida até de vender os serviços. E a Nextel ficou entre as palavras mais tuitadas por brasileiros no dia 10, por causa de problemas no Rio de Janeiro.
“Falta acompanhamento, supervisão e investimento”, disse Ruy Bottesi, presidente da Associação dos Engenheiros de Telecomunicações (AET). “A infraestrutura não está preparada para suportar o crescimento. O investimento é reativo. As operadoras investem depois do aumento de tráfego, mas leva de 60 a 90 dias para importar equipamentos.”
Mais informações no Estado de hoje (“Investimento em telefonia não segue expansão de clientes e panes crescem“, “Presidente teme reflexo no plano de banda larga” e “TIM diz que não existe gargalo e garante que não falta dinheiro“, p. B1 e B3).
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Conflito entre teles e TVs
- 17 de junho de 2011|
- 16h07|
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- Por Renato Cruz
A convergência faz com que qualquer conteúdo possa ser distribuÃdo por qualquer rede, apagando os limites entre o que seria telecomunicação e o que seria radiodifusão. Mas um executivo de emissora de TV certa vez disse: “Não estamos no jogo da convergência, porque nossa rede é unidirecional”.
O conflito entre teles e TVs acontece em várias frentes, e o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 116 é somente um deles. Ele ficou bastante evidente durante o processo de escolha do sistema de TV digital, que culminou com a definição do sistema nipo-brasileiro, em 2006. Um dos motivos de as emissoras terem apoiado essa tecnologia foi que ela era a única que permitia a transmissão de TV aberta para o celular sem a necessidade de um canal separado. Elas temiam que, se fosse escolhido outro padrão, as operadoras de telecomunicações ficassem com a transmissão da TV aberta móvel.
O PLC 116 foi criado para resolver um problema relativamente simples: acabar com a proibição do controle estrangeiro de empresas de TV a cabo. Isso permitiria que a América Móvil, do bilionário mexicano Carlos Slim, comprasse a parte da Globo na Net e que a Telefônica ficasse com a fatia da TVA que hoje ainda pertence à Abril.
O problema é que a possibilidade de as gigantes da telecomunicações entrarem na área de produção de conteúdo (comprando direito de campeonatos de futebol, por exemplo) assusta as emissoras de televisão, que não teriam poder econômico para fazer frente às operadoras. Com isso, o projeto foi ficando cada vez mais complexo, com cotas de conteúdo e outras regras polêmicas. No final, acabou se tornando um texto que desagrada à maioria dos atores desse mercado.
Todos concordam que a legislação de TV paga precisa ser atualizada. Os serviços de DTH (TV via satélite) e MMDS (via micro-ondas) não têm nenhuma restrição ao capital estrangeiro. Outros serviços de telecomunicações, como telefonia fixa e móvel e comunicação de dados, também não têm.
Quando o PLC 116 foi aprovado pela Câmara, parecia haver um consenso mÃnimo sobre o texto. Os principais oponentes ao projeto como foi aprovado eram a Bandeirantes, que tem uma operação de cabo e que, se o texto não mudar, será obrigada a se desfazer dela; a Sky, que se opõe à s cotas de programação; e os canais estrangeiros, que seriam obrigados a incluir conteúdo brasileiro em sua grade de programação.
Conforme o tempo vai passando, parece que esse grupo de opositores só aumenta. A Globo, por exemplo, que apoiou a aprovação do projeto na Câmara, já não parece tão entusiasmada. Ela teme que o governo vete artigos que impedem as operadoras de entrar na produção de programas.
No Estado de hoje (“Convergência gera conflito entre teles e emissoras“, p. B16).
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