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Mais competição na telefonia

  • Por Renato Cruz

Existe pouca competição no mercado brasileiro de telefonia fixa. Pelo menos até agora. As concessionárias locais Oi e Telefônica evitaram atacar as áreas uma da outra. O motivo apontado pelas empresas era a falta de infraestrutura. A Telefônica tem a concessão para São Paulo e a Oi para os demais Estados.

Com a compra da Vivo pela Telefônica, a situação muda. O grupo começou a usar a rede móvel para prestar serviços fixos, sem fio. O objetivo é conquistar o mercado de banda larga, oferecendo pacotes completos de serviços. Os principais concorrentes da Telefônica e da Oi são a Net e a GVT, mas a rede dessas empresas é limitada.

Atualmente, a Portugal Telecom está no bloco de controle da Oi. Foi a operadora portuguesa quem vendeu a participação na Vivo para a Telefônica. O relacionamento das duas empresas, nos últimos anos, não foi fácil. Essa condição pode ser vista como mais um motivo para o acirramento da competição. A Anatel, além disso, planeja obrigar a Oi a instalar rede fixa em São Paulo.

No Estado de hoje (“Após consolidação, a competição“, p. B3).

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Claro, Net e Embratel

  • Por Renato Cruz

Net, Claro e Embratel continuam sendo, pelo menos por enquanto, empresas separadas. Mas, cada vez mais, vão atuar como se fossem uma operadora só. Elas anunciaram ontem um plano para integração de redes e serviços. Os pacotes que combinam telefonia fixa e móvel, internet e TV paga (o chamado quadruple play) estarão disponíveis a partir de 15 de outubro.

Embratel e Claro são controladas pelo mexicano Carlos Slim, dono da América Móvil. A Embratel também está no bloco de controle da Net. O movimento acontece num momento em que a concorrência promete se tornar mais apertada. A operadora móvel Vivo está sendo absorvida pela fixa Telefônica, e a Oi, que tem todos os serviços, prepara-se para ter uma atuação mais forte, agora com a Portugal Telecom no bloco de controle.

Não foi à toa que Claro, Net e Embratel escolheram o slogan “você pediu, a gente fez primeiro” para a sua campanha: as empresas sabem que, daqui para a frente, a briga pelo mercado de telecomunicações exigirá pacotes convergentes. “A rede está sendo pensada como uma rede única”, afirmou Carlos Zenteno, presidente da Claro.

As empresas anunciaram quatro opções de combo, unindo serviços de TV por assinatura da Net em alta definição, vídeo sob demanda, banda larga fixa, telefone fixo da Embratel com chamadas ilimitadas para outros fixos de qualquer operadora, além de Wi-Fi, internet 3G e celular da Claro. Os planos também incluem minutos para falar entre Net Fone (Embratel) e Claro e entre essa operadora móvel com as demais. Os preços são altos, de R$ 399,90 até R$ 699,90.

A Telefônica preferiu não comentar. Maxim Medvedovsky, diretor de Varejo da Oi, destacou que sua empresa é pioneira em pacotes que unem serviços fixos e móveis, desde 2005. “Os valores dos planos do concorrente são bastante exorbitantes”, disse Medvedovsky. “Parece que são meio para inglês ver.”

José Félix, presidente da Net, justificou o lançamento de planos sofisticados. “Vamos entrar em todas as classes sociais”, disse o executivo. “Resolvemos iniciar com produtos de mais alta renda porque é mais fácil.”

José Formoso, presidente da Embratel, destacou que existem outras plataformas de serviço das empresas, como a TV paga via satélite da Embratel e o celular pré-pago da Claro, que não entraram nos combos anunciados ontem. “Elas vão se encontrar em algum tempo.”

As empresas estimam que a comercialização conjunta dos pacotes trará uma economia de 30% em relação à compra pelo consumidor separadamente. Os pacotes estarão disponíveis nas cidades e domicílios já atendidos por Net, Embratel e Claro.

Mais informações no Estado de hoje (“Claro, Net e Embratel lançam pacotes conjuntos“, p. B17).

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PT avalia fusão com a Oi

  • Por Renato Cruz

Os acionistas da Portugal Telecom (PT) e da Oi analisam uma possível fusão entre as empresas, segundo o jornal português Diário Económico. Essa união entre as operadoras tornou-se possível depois do fim da golden share (ação com direitos especiais) do governo português na operadora daquele país, o que aconteceu esta semana.

O plano seria de médio prazo, para ser implementado em pelo menos três anos. Segundo fontes de mercado, essa ideia é defendida por alguns acionistas. O Grupo Ongoing, dono do Diário Económico, tem a segunda maior participação no capital da PT, com 10,05%. O maior acionista é a Capital Research and Management, com 10,09% e o terceiro maior é o Grupo Espírito Santo, com 10,03%. A Oi está em quarto lugar, com 7%.

A PT preferiu não comentar o tema e a Oi informou que o assunto diz respeito aos acionistas. Apesar de a Oi ser controlada pela Andrade Gutierrez e pela La Fonte, do empresário Carlos Jereissati, seu maior acionista é a PT, que comprou 25,6% de participação direta e indireta na Oi, em março.

Uma possível fusão entre as duas empresas chegou a ser discutida antes de a PT entrar no capital da Oi, mas, com a golden share do governo português, seria impossível. Segundo uma fonte do mercado, sem a golden share, o processo ainda seria complicado.

Foto: Divulgação

Mais informações no Estado de hoje (“Portugal Telecom avalia fusão com Oi“, p. B14).

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As mudanças na Oi

  • Por Renato Cruz

A troca de comando é somente a parte mais visível das mudanças profundas pelas quais passa a Oi. Seu presidente, Luiz Eduardo Falco, deixa a operadora até o fim do próximo mês, mas as alterações na estrutura da companhia começaram ainda antes do anúncio de sua saída e devem terminar somente depois da chegada do novo executivo.

Em dezembro, a Oi anunciou a criação da vice-presidência de operações, ocupada por James Meaney, que veio da Contax, sua unidade de centrais de atendimento. A mudança foi feita para ter um executivo mais focado na operação e dar ao cargo de presidente da Oi um papel mais institucional. Com a chegada de Meaney, houve um rearranjo de diretorias, com troca de alguns nomes de executivos que participam das reuniões de cúpula na operadora.

A criação da nova vice-presidência e a saída de Falco foram decididas antes de a Portugal Telecom concluir a compra de 25,6% da operadora, em março. Logo após a chegada dos novos sócios, Zeinal Bava, presidente da operadora portuguesa, foi indicado para comandar o recém-criado Comitê de Engenharia e Redes, Tecnologia e Inovação e Oferta de Produtos.

Apesar de estar ligado ao conselho de administração da Oi, o comitê deve ser uma entidade presente no dia a dia da empresa. A ideia é aplicar o conhecimento da Portugal Telecom, que é referência internacional em áreas como fibra óptica e IPTV (sigla em inglês de TV via protocolo de internet), à operadora brasileira.

Mais informações no Estado de hoje (“Tempo de mudança na Oi” e “A chegada do sócio de telecom”, p. N3).

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As mudanças na Telefônica

  • Por Renato Cruz

Com a saída de Roberto Lima do comando da Vivo, a Telefônica prepara uma mudança na sua estrutura de comando no Brasil. Antonio Carlos Valente deve continuar com a presidência do grupo espanhol no País, com um papel mais institucional. Segundo fontes de mercado, a operação integrada, que une telefonia fixa e móvel, deve ficar a cargo do espanhol Luis Miguel Gilpérez López, que foi enviado da Espanha ao Brasil para comandar a integração.

A saída de Roberto Lima deve ser oficializada hoje, com comunicado ao mercado. Ontem, o executivo já avisou os colaboradores mais próximos que está deixando a empresa. Lima chegou a almejar o comando da operação integrada, mas não foi o escolhido pelos espanhóis. Procurada, a Telefônica não comentou o assunto.

Gilpérez, que cuidava da divisão de telefonia móvel da Telefônica para a América Latina, foi designado para o Brasil em setembro do ano passado. Sua missão era promover a incorporação da Vivo pela operadora fixa Telefônica. A princípio, o plano do executivo era permanecer no País somente por um ano.

No ano passado, a Telefônica comprou a participação da Portugal Telecom no controle da Vivo, para que pudesse oferecer pacotes integrados de telefonia fixa e celular. Além disso, com o controle da empresa, a Telefônica passou a ser a maior empresa de telecomunicações do País, passando a ter atuação nacional.

A Telefônica sempre teve uma estrutura em que o presidente tinha um papel mais institucional e o diretor-geral cuidava da operação. O diretor-geral da operadora fixa é o argentino Mariano de Beer. A empresa espanhola deve anunciar somente na semana que vem como fica a nova estrutura de sua operação brasileira. Se manterá, por exemplo, diretorias ou vice-presidências separadas para telefonia fixa e para telefonia móvel.

Mais informações no Estado de hoje (“Telefônica muda estrutura de comando no Brasil“, p. B18).

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Os portugueses na Oi

  • Por Renato Cruz

Zeinal Bava, presidente da Portugal Telecom (PT), e Shakhaf Wine, presidente da PT no Brasil, serão os representantes da operadora portuguesa no conselho de administração da Oi. Segundo comunicado, seus nomes serão submetidos à próxima assembleia geral da Tele Norte Leste Participações (Oi), que deve acontecer até o dia 29.

Os dois executivos portugueses também farão parte do conselho de administração da Telemar Participações, holding da Oi. Na semana passada, a PT concluiu a sua entrada no controle da Oi. A empresa ficou com 25,6% de participação direta e indireta na operadora brasileira, pagando R$ 8,32 bilhões. A fatia ficou acima da expectativa inicial, que era de 22%.

Bava também foi indicado pela PT para presidir o Comitê de Engenharia e Redes, Tecnologia e Inovação e Oferta de Produto, que será constituído pela Oi. Esse comitê decidirá sobre os investimentos da Oi em sua infraestrutura, sobre a adoção de tecnologias e sobre os novos serviços a serem lançados pela operadora.

Internacionalização. Ao mesmo tempo, os controladores brasileiros da Oi foram nomeados para o conselho da PT. Pedro Jereissati, da La Fonte, e Otávio Marques de Azevedo, da Andrade Gutierrez, estarão no board da operadora portuguesa.

O acordo assinado entre a Oi e a PT prevê que a empresa brasileira comprará até 10% de sua parceira portuguesa. Atualmente, a Oi tem 3% de participação na PT, sendo a oitava maior acionista da companhia. A Capital Research é a maior, com 10,09%, seguida do Grupo Espírito Santo (10,03%).

No Estado de hoje (“Portugal Telecom indica seus representantes na Oi“, p. B21).

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Oi compra 3% da PT

  • Por Renato Cruz

A Oi comprou 3% da Portugal Telecom (PT), segundo informou ontem a operadora portuguesa à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), autoridade do mercado acionário português. Segundo o comunicado, a Telemar Norte Leste (Oi) firmou um contrato com o Barclays Bank, em que a instituição financeira britânica assume a obrigação de transmitir, até 4 de abril deste ano, “um lote composto por um máximo de 26.895.360 ações ordinárias, representativas de 3% dos direitos de voto correspondentes ao capital social da PT”.

A compra de uma participação de até 10% na PT está prevista no acordo assinado entre o grupo português e os controladores da Oi, pelo qual a PT comprou uma participação no bloco de controle da operadora brasileira.

A PT terá uma participação mínima de 22,38% na empresa, pagando por isso R$ 8,321 bilhões, segundo fato relevante divulgado pela Oi em janeiro. No mês passado, a Oi definiu os detalhes de um aumento de capital de R$ 12 bilhões, também previsto pelo acordo com os portugueses.

No ano passado, o presidente da PT, Zeinal Bava, afirmou que a Oi seria “bem-vinda” como acionista da empresa portuguesa. Atualmente, o principal acionista da PT é a Capital Research and Management, com 10,09%, seguida do Grupo Espírito Santo, com 10,03%.

No Estado de hoje (“Oi compra 3% da Portugal Telecom“, p. B14).

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A Telefônica fora de SP

  • Por Renato Cruz

valente

A competição entre a Oi e a Telefônica, as duas concessionárias locais de telefonia, tem sido bastante limitada até agora. Mas, com a integração da Vivo à Telesp (operadora fixa de São Paulo), essa situação deve mudar. A Vivo tem investido fortemente na ampliação de sua cobertura com tecnologia celular de terceira geração (3G), e essa infraestrutura deve reforçar a atuação da Telefônica fora de São Paulo.

“As telecomunicações para nós são um negócio de redes”, afirmou o presidente do Grupo Telefônica no Brasil, Antonio Carlos Valente (foto). “Nem todo mundo pensa da mesma maneira. Não tínhamos rede fora de São Paulo. Mesmo a Vivo tinha somente um segmento de rede. Essa situação vai se transformar no futuro.”

Ao ser perguntado se isso significa que a Telefônica vai brigar com a Oi fora de São Paulo, Valente respondeu: “Certamente, teremos um cenário muito mais divertido daqui para a frente. Nos próximos anos, haverá uma quantidade importante de grupos de telecomunicações de atuação nacional. Temos muita coisa pensada para São Paulo e para fora de São Paulo.”

A Vivo encerrou 2010 com 1,2 mil municípios cobertos por sua rede 3G. Até o fim deste ano, a expectativa é ultrapassar 2,8 mil municípios, que concentram 85% da população do País.

Ao mesmo tempo em que a Telefônica passa por uma transformação no processo de incorporação da Vivo, o mesmo acontece com a Oi, com a chegada de um novo sócio ao bloco de controle, a Portugal Telecom. Depois de um ano de pouco investimento, a Oi voltará a ter os bolsos cheios este ano.

As mudanças na direção da Oi já começaram, e os portugueses devem ter muita influência na operação da companhia, aproveitando as experiências da Portugal Telecom em seu país de origem. Apesar de a operação em Portugal ser pequena, ela tem experiências que são referência mundial em áreas como distribuição de vídeo com tecnologia da internet.

A Portugal Telecom era sócia dos espanhóis na Vivo e, com sua entrada na Oi, passará a ser competidora.

A Telefônica planeja mudar o nome de sua operação de telefonia fixa para Vivo no primeiro semestre de 2012. “Virar a marca não é uma coisa muito difícil”, afirmou Valente. “Poderíamos fazer amanhã, mas não queremos fazer somente uma mudança de marca, mas uma mudança na experiência do cliente, com pessoas habilitadas e sistemas integrados.”

Segundo Valente, o foco atual da companhia está na integração societária. “Estamos finalizando nas próximas semanas a compra obrigatória de ações (dos minoritários)”, explicou, acrescentando que a fusão ainda precisa ser avaliada pela Anatel e também depende de um acordo entre os conselhos das duas empresas. “No nível operacional, estamos estudando o que podemos integrar, mas com muita cautela, porque isso ainda depende dos passos societários.”

Foto: Roosewelt Pinheiro/ABr

Mais informações no Estado de hoje (“Telefônica promete competir fora de SP“, p. B12).

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Para onde vai a TIM

  • Por Renato Cruz

A Telefônica comprou a participação da Portugal Telecom na operadora celular Vivo, e vai integrá-la à sua empresa de telefonia fixa em São Paulo. Apesar de não ter ainda anunciado oficialmente o movimento, a mexicana América Móvil, do bilionário Carlos Slim Helú, prepara-se para unir Claro, Embratel e Net, criando uma empresa com telefonia fixa e móvel, banda larga e TV paga. A Oi sempre teve celular e telefone fixo, e agora ganhou um acionista de bolsos cheios, a Portugal Telecom.

No quebra-cabeças do mercado brasileiro de telecomunicações, a TIM ficou como a única operadora de telefonia celular que não tem também uma rede fixa de telefonia local. A empresa italiana comprou a Intelig, o que permitiu reduzir gastos com aluguel de infraestrutura e levou-a a ultrapassar a Embratel no mercado de longa distância. Mesmo assim, para oferecer telefonia fixa, usa tecnologia sem fio, pois a rede da Intelig é de longa distância, e não chega à casa das pessoas.

Na última sexta-feira, a TIM divulgou seus resultados do terceiro trimestre. Os números mostraram que o processo de recuperação – ou turnaround, como eles gostam de chamar – está fazendo efeito. Quando chegou ao Brasil para comandar a operadora, no começo do ano passado, o italiano Luca Luciani encontrou uma empresa que perdia participação de mercado, dinheiro e qualidade de serviço. Entre julho e setembro deste ano, a empresa viu crescer sua participação de mercado e sua rentabilidade.

A TIM pertence à Telecom Italia. Gabriele Galateri (foto), presidente do conselho do grupo italiano, chegou ao Brasil na manhã da última sexta-feira, e conversou com o Estado depois da reunião do conselho da subsidiária brasileira, na sede da TIM Brasil, no Rio de Janeiro. Da sala que ocupa quando vem ao País, no prédio da Barra da Tijuca, Galateri argumentou que a empresa não precisa de uma operação fixa, e apontou a oferta de banda larga móvel para a classe média emergente como a grande oportunidade de crescimento no País.

“A tecnologia é um instrumento de inclusão social”, disse Galateri. Antes de ingressar na Telecom Italia, o executivo foi diretor financeiro e presidente da Fiat, e começou a visitar o Brasil há três décadas.

Mais informações no Estado de hoje (“Em meio às fusões sobrou a TIM” e “‘No Brasil, podemos seguir em frente sozinhos’“, para assinantes, p. N4).

Foto: Divulgação/Telecom Italia

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A Claro e a consolidação

  • Por Renato Cruz

claro-ideias

A troca de comando na Claro pode ser vista como mais um passo do processo de consolidação do mercado brasileiro de telecomunicações. O bilionário mexicano Carlos Slim Helú planeja consolidar as suas operações brasileiras. Até agora, a única medida oficial foi o anúncio da oferta de compra pelas ações sem direito a voto da Net, empresa em que divide o controle com as Organizações Globo, no começo do mês.

Slim é dono da Embratel e da Claro, e planeja comprar toda a Net assim que legislação permitir. Um projeto de lei no Senado tem como objetivo acabar com o limite ao capital estrangeiro nas empresas de TV a cabo, que hoje é de 49%. Apesar de ainda não ter anunciado oficialmente, fontes de mercado apontam que Slim já trabalha na integração das empresas que controla no País.

Ele precisa reagir ao movimento feito no mês passado pela Telefônica e pela Portugal Telecom (PT). Os portugueses venderam sua participação de 30% na Vivo, maior operadora celular brasileira, para os espanhóis. Ao mesmo tempo, compraram uma fatia de 22,4% da Oi, tornado-se os maiores acionistas individuais da chamada como “supertele brasileira”.

A Telefônica trabalha para integrar a Vivo à Telesp, concessionária fixa de São Paulo, formando a maior empresa de telecomunicações do País, em faturamento e número de clientes. A Oi, por outro lado, deve retomar a capacidade de investir, que estava prejudicada pelo endividamento alto, com a entrada da PT.

No Estado de hoje (“Mercado brasileiro passa por processo de fusões“, para assinantes, p. B14)

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