Os 10 anos da bolha da internet
- 8 de março de 2010|
- 9h26|
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- Por Renato Cruz

“A internet ficou velhinha”, afirma Marcelo Lacerda, que vai completar 50 anos, pioneiro da internet brasileira. Ao lado de Sérgio Pretto, ele criou a NutecNet, que depois se transformou no ZAZ, ao se associar à Rede Brasil Sul (RBS), e finalmente foi vendida para a Telefônica, em 1999, dando origem ao provedor Terra. “Hoje, quando vou lá no Terra, sou quase o tiozão.”
Na próxima quarta-feira, fará 10 anos que a bolsa americana Nasdaq, que concentra as ações das empresas de tecnologia, alcançou a maior pontuação de sua história. Nunca mais chegou perto dos 5.048,62 pontos atingidos em 10 de março de 2000. Na última sexta-feira, a Nasdaq fechou em 2.326,35 pontos, bem longe dos momentos de glória da década passada.
Durante a bolha da internet, parecia que as empresas e o mercado financeiro viviam num mundo paralelo, em que não era importante ter retorno financeiro e nem mesmo faturamento. Os empreendedores buscavam crescer rápido para se tornarem bilionários na abertura de capital de suas empresas. A preocupação era com o “burn rate” (tempo que levaria para zerar o caixa antes de um novo aporte) no lugar do “break even” (momento em que a operação deixa de ser deficitária). A internet parecia um mercado de crescimento infinito, em que tudo se tornaria possível a um clique do mouse.
Esse otimismo exagerado gerava distorções bizarras, que só pareciam fazer sentido naquele período. Nos EUA, a Priceline, que vendia passagens aéreas pela rede, chegou a valer, no dia de sua abertura de capital (30 de março de 1999), quase US$ 10 bilhões, o que correspondia a mais do que a United Airlines, a Continental Airlines e a Northwest Airlines combinadas, mesmo registrando perdas três vezes maiores que seu faturamento.
O fim da bolha foi marcado por uma escalada de aumento de juros pelo Federal Reserve (Fed), banco central americano, para combater riscos inflacionários. As empresas que dependiam de uma nova rodada de investimentos para continuar funcionando viraram pó. Apesar disso, houve pontos positivos na bolha. Sem a animação desenfreada do mercado, a infraestrutura que poderia levar décadas para ser criada acabou se desenvolvendo em poucos anos.
Mais informações no Estado de hoje (“O que restou da bolha da internet” e “Ícones de uma era de excessos“, p. N6).
Os problemas do 3G
- 7 de fevereiro de 2010|
- 11h06|
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- Por Renato Cruz
A banda larga móvel, em que as pessoas usam um minimodem que liga o computador à rede de telefonia celular de terceira geração (3G), tem apresentado um crescimento explosivo. Em 18 meses, partiu de zero para chegar a 4,5 milhões de acessos no País. Essa expansão desenfreada, no entanto, não deixou de ser acompanhada por problemas. O acesso nem sempre funciona, e tudo fica pior fora das capitais.
O que, pensando bem, é um contrassenso. A grande vantagem da tecnologia é a mobilidade, mas não foram poucos os consumidores decepcionados ao perceber que o acesso não funciona na casa de campo ou na praia. Ou seja, ainda falta mobilidade à banda larga móvel. “Fizemos uma pesquisa no ano passado que mostrou que o cliente avalia bem a cobertura, mas considera ruim o roaming (capacidade de usar o serviço fora da cidade em que foi contratado)”, aponta o analista Júlio Püschel, da consultoria Yankee Group.
Foi o caso de Cristiana Cardoso, funcionária pública, que usa a banda larga da Claro na capital de São Paulo e viajou com seu notebook para Mococa (SP) durante as festas de fim de ano. “Fiquei quatro ou cinco dias sem usar e só tive assistência quando voltei”, reclama Cristiana. A Claro não tem 3G em Mococa e o atendente explicou que ela teria de reconfigurar o modem. Cristiana não chegou a testar o serviço depois da reconfiguração.
Sobre o seu caso, a operadora explica, em comunicado: “A Claro entrou em contato com a sra. Cristiana no dia 8 de janeiro e esclareceu que a cidade de Mococa possui apenas tecnologia GSM e ainda não tem cobertura 3G”. A operadora ressalta que o modem vem configurado com a opção de rede automática, conectando-se à rede disponível na localidade.
O caso de Renato Pires da Silva Filho é diferente, mas também mostra como a cobertura ainda deixa a desejar no interior. Ele comprou um minimodem da TIM em Ribeirão Preto (SP), com velocidade de até 600 quilobits por segundo (Kbps). Nos melhores momentos, conseguia menos de 10% da velocidade prometida, o que é próximo de uma linha discada. “Havia dias em que a velocidade de baixar arquivos era de 7,2 kbps”, reclama Silva Filho, que trabalha na prefeitura. “Lentidão total.”
Depois de quase um ano de briga, conseguiu cancelar o serviço sem ter de pagar a multa contratual. “Cada hora era uma desculpa diferente”, diz ele. “A empresa vem com desculpa esfarrapada e fica te enrolando, enquanto você paga pelo serviço.” Ele acabou contratando o serviço de outra empresa.
Segundo a TIM, “não constava nenhuma irregularidade com a conexão do plano TIM Web do cliente”. A empresa afirmou ainda, em comunicado, que “investe constantemente na ampliação e melhoria da capacidade de sua rede para tráfego de dados em todo o Brasil e que a velocidade de conexão pode sofrer oscilações em razão de fatores externos que possam vir a interferir no sinal”.
Mais informações no Estado de hoje (“No Brasil, internet móvel quase não tem mobilidade“, p. B17).
A volta da Telebrás
- 7 de fevereiro de 2010|
- 10h42|
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- Por Renato Cruz

O jornalista Ethevado Siqueira mostra hoje, em sua coluna no Estadão, que a volta da Telebrás é uma ideia ruim. A reativação da estatal faz parte do Plano Nacional de Banda Larga, em elaboração pelo governo. Os boatos sobre a Telebrás resultaram numa valorização de 900% das ações da companhia nos últimos dois anos.
Ethevaldo identifica razões eleitorais na proposta, que está sendo conduzida por pela Casa Civil e pelo Ministério do Planejamento, no lugar das Comunicações:
“O objetivo único do projeto é o aparelhamento do Estado, num ano eleitoral, pois, a rigor, o Brasil não precisa de nenhuma estatal para operar serviços de banda larga ou os serviços de telecomunicações governamentais. (…) Sejamos francos: a reativação da Telebrás é uma proposta que interessa à ministra Dilma Rousseff, candidata de Lula, em plena campanha. Ambos preferem criar centenas de vagas para a nomeação de afilhados políticos num ano eleitoral.”
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