Evento sobre inovação
- 1 de dezembro de 2011|
- 19h05|
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- Por Renato Cruz
Será realizado na próxima terça-feira (6/12), em São Paulo, o seminário O Desafio da Inovação, que apresentará casos de sucesso de pesquisa, desenvolvimento e inovação no Brasil. O evento contará com representantes de empresas como Petrobrás, Braskem, Embrapa, IBM, Ericsson e Telefônica.
As inscrições são gratuitas. Mais informações no site do evento.
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Resenha do desafio da inovação
- 27 de setembro de 2011|
- 8h28|
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- Por Renato Cruz
O Cley Scholz, autor do blog Reclames do Estadão, escreveu uma resenha do meu livro, que será lançado hoje, a partir das 18h30, na Livraria Martins Fontes, Av. Paulista, 509, em São Paulo:
“A lâmpada incandescente inventada por Thomas Edison é até hoje sinônimo de invenção. Nas histórias em quadrinhos, a lâmpada acesa sobre a cabeça é sinal de ideia luminosa. Mas uma criação do mesmo inventor teve importância muito maior para a história da humanidade: ele concebeu o sistema elétrico como um serviço comercial. Mais que um produto, inventou um setor industrial. A lâmpada só se tornou viável por causa dos geradores e dos sistemas de distribuição das companhias de eletricidade.
O exemplo da lâmpada é citado pelo jornalista Renato Cruz, repórter especializado em tecnologia do Estado, no livro O desafio da inovação: a revolução do conhecimento nas empresas brasileiras (Editora Senac São Paulo). O livro trata com profundidade e com uma visão moderna e precisa de um dos temas mais importantes da atualidade. A inovação, embora seja um desafio crucial para o futuro de qualquer empresa, e especialmente da indústria, tem sido discutido muitas vezes de forma equivocada.
Cruz mergulhou em histórias de empresas nacionais e estrangeiras que mudaram sua própria história e os rumos da economia de forma inovadora, como a Embrapa, responsável pelo destaque que o Brasil conquistou no agronegócio, a Petrobrás, que alcançou o petróleo em águas ultraprofundas, e a Embraer, que ganhou destaque mundial reinventando conceitos no mercado da aviação. O livro mostra subsidiárias de multinacionais que têm atividades de inovação no Brasil, como são os casos da Siemens, Ericsson e Google. O jornalista desmistifica o tema traduzindo conceitos para uma linguagem clara e precisa.
Para explicar o que é inovação e qual sua importância, o autor falou com alguns dos principais dirigentes e pesquisadores de empresas inovadoras do mundo. A definição mais clara veio do cientista Geoff Nicholson, ex-vice presidente da 3M e criador do Post-it: ‘Pesquisa é transformar dinheiro em conhecimento; inovação é transformar conhecimento em dinheiro’.
Atento às inovações que revolucionam atualmente os mercados de telecomunicações, internet e mídia, o autor destaca o efeito das chamadas ‘tecnologias rompedoras’, capazes de revolucionar totalmente os negócios. Os sistemas de trocas de arquivos, que permitem aos internautas baixar programas, jogos, música, vídeo e outros, são exemplos dessas tecnologias.”
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Lançamento do meu livro
- 21 de setembro de 2011|
- 18h43|
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- Por Renato Cruz
Na próxima terça-feira, dia 27, será o lançamento do meu livro O desafio da inovação: a revolução do conhecimento nas empresas brasileiras, publicado pela Editora Senac São Paulo. Nele, mostro casos de sucesso e discuto os principais obstáculos à inovação no País.
Estarei a partir das 18h30 na Livraria Martins Fontes, Av. Paulista, 509, em São Paulo.
Apareça por lá!
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O desafio da inovação
- 17 de julho de 2011|
- 22h35|
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- Por Renato Cruz
Começa a chegar às livrarias meu novo livro, O desafio da inovação: a revolução do conhecimento nas empresas brasileiras (Editora Senac São Paulo). O Link desta semana traz informações sobre ele:
“Repórter do caderno de Economia do Estadão e dono do blog que leva seu nome no site do Link, Renato Cruz lança O Desafio da Inovação, seu terceiro livro. ‘Inovação é diferente de pesquisa e desenvolvimento’, ele explica. ‘Como definiu Geoff Nicholson, inventor do Post-It, pesquisa é transformar dinheiro em conhecimento, e inovação é transformar conhecimento em dinheiro. São processos bem diferentes; a inovação acontece na empresa.’ O jornalista relaciona o novo livro com o anterior, TV Digital no Brasil: ‘O processo de definição do padrão de TV digital é um bom exemplo. O Ginga, software de interatividade, é um caso de sucesso da pesquisa brasileira, mas não de inovação, pelo menos por enquanto, já que não conseguiu conquistar espaço no mercado.’”
Aproveito o post para avisar que este blog dá um descanso aos leitores e volta no dia 28. Até lá!
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O Brasil é ruim em tecnologia
- 18 de março de 2011|
- 14h58|
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- Por Renato Cruz
Conversei na TV Estadão com Paulo Feldmann, professor de Administração da Universidade de São Paulo, sobre os motivos que levam o País a registrar poucas patentes internacionais.
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Riqueza na base da pirâmide
- 26 de abril de 2010|
- 7h45|
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- Por Renato Cruz

Em 2005, quando o professor Stuart Hart (foto), da Universidade Cornell (Nova York), publicou um livro intitulado Capitalismo na Encruzilhada, houve quem perguntasse a ele: “Você não acha esse título um pouco forte?” Depois da crise financeira mundial, já não fazem essa pergunta, garante Hart. Apesar do nome pouco otimista dado ao livro, Hart enxerga uma oportunidade no que outros podem ver problemas: uma população global de quatro bilhões de excluídos e um planeta varrido por problemas ambientais criados pelo homem. Para ele, as empresas podem transformar excluídos em consumidores, contribuir com a preservação do ambiente e ainda ganhar dinheiro no processo.
Ele criou um método batizado Protocolo da Base da Pirâmide, para que empresas consigam criar negócios sustentáveis em parceria com a comunidade local, gerando ao mesmo tempo renda e consumo. Hart participa hoje da 10.ª Conferência da Associação Nacional de Pesquisa, Desenvolvimento e Engenharia das Empresas Inovadoras (Anpei), em Curitiba. Na semana passada, ele conversou com o Estado, por telefone.
Quais oportunidades o senhor identifica no Brasil?
O Brasil é amplamente urbanizado. Existem muitas pessoas de baixa renda em favelas e comunidades urbanas. Obviamente existe a Amazônia, que é uma história diferente. Acho que o desafio da urbanização é o maior do Brasil. Como transformar as favelas em construções mais sustentáveis? Existe uma oportunidade de fazer isso, de dar um salto adiante, na direção da sustentabilidade.
O Brasil tem um programa de habitação em andamento, sem muita preocupação com a sustentabilidade.
É uma oportunidade perdida. A ideia do salto verde é que muitas dessas tecnologias funcionam melhor de maneira distribuída. Seja na água em escala residencial, na energia solar distribuída, na energia eólica de pequena escala, nos novos materiais e biomateriais. A maioria delas é mais bem aplicada em construções novas. É mais difícil transformar um edifício antigo numa construção sustentável. O problema nos Estados Unidos, apesar de o presidente Obama ter falado em colocar desempregados para tornar os edifícios existentes mais verdes, é que o melhor que se pode fazer é instalar algum isolamento térmico.
Na sua opinião, por que as construtoras não adotam essa ideia?
Ainda existe a percepção de que construções sustentáveis são mais caras, de que elas são para ricos. Mas podemos apontar exemplos que mostram ser possível dar um salto na direção da sustentabilidade, com um custo muito parecido ao de uma construção convencional e com um custo de manutenção bem abaixo. Um bom exemplo nos EUA é uma fundação chamada Make It Right, em Nova Orleans, criada pelo ator Brad Pitt. Um ano depois do furacão Katrina, a região de Lower 9th Ward, uma das mais pobres da cidade, estava praticamente igual a uma semana depois do furacão. Nada estava acontecendo. A Make It Right desenvolveu um novo padrão de construção, que permite construir edifícios autossustentáveis do ponto de vista da energia, que capturam a maior parte da água que usam, e que são resistentes a tempestades. Ao mesmo tempo, são bastante confortáveis. O projeto chegou a um ponto em que consegue fazer construções como essas a um custo equivalente ao de construções convencionais.
Onde o Protocolo da Base da Pirâmide está sendo usado?
Um exemplo recente é uma empresa iniciante no México com que estou envolvido, chamada The Water Initiative (TWI), que desenvolveu um sistema residencial de purificação de água. O maior problema no Norte do México não é a contaminação por micro-organismos, mas por flúor e arsênico. Não há boas maneiras de retirar esses produtos de forma centralizada, que é extremamente cara. Nós criamos uma maneira residencial de retirar o arsênico e o excesso de flúor da água. Parceiros locais desenvolveram sucos de fruta, molhos, sopas e outros produtos que usam a água purificada pela TWI, que vendem por conta própria. A ideia é muito maior do que vender um filtro de água.
No Estado de hoje (“‘A riqueza está na base da pirâmide’, para assinantes, p. N5).
Empresas latino-americanas
- 21 de fevereiro de 2010|
- 16h19|
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- Por Renato Cruz

A América Latina concentra 10% da população do planeta e produz 5% da riqueza mundial, mas somente 2,5% das mil maiores empresas têm sede na região. Por que a América Latina produz tão poucas companhias globais? Para Paulo Roberto Feldmann, professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo, essa situação é consequência da forma como as empresas na região são administradas.
Um dos exemplos é a relação entre as companhias latino-americanas e os governos. “O empresário latino-americano está sempre a fim de pleitear favores”, disse Feldmann, que lança amanhã o livro Empresas Latino-Americanas: Oportunidades e Ameaças no Mundo Globalizado (Atlas), na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo, partir das 18h30.
Segundo o professor, existe uma tendência na América Latina de se conseguir vantagens do governo, como redução de impostos, reservas de mercado, juros subsidiados ou até mesmo desvalorização cambial, para vencer a briga com competidores. Essas vantagens, no entanto, são momentâneas, e não tornam as empresas mais eficientes na briga pelo mercado internacional.
Por meio de seu relacionamento com o governo, as empresas muitas vezes conseguem perpetuar situações de monopólio ou oligopólio. Recentemente, tem ganhado força o discurso sobre a necessidade de se criar campeões nacionais, para brigar no cenário mundial. Feldmann destacou, no entanto, que um movimento desse tipo deve ter como ponto de partida uma política pública bem definida, com regras estabelecidas. “Se não for assim, a ação do governo abre até espaço para acusações de favorecimento de determinados empresários”, explicou o professor.
O movimento de fusões e aquisições, que poderia levar à formação natural desses campeões nacionais, ainda é pequeno na região. Na visão de Feldmann, isso se deve à características de gestão de empresas da América Latina. Normalmente, elas têm um dono bem definido, diferentemente dos grandes grupos americanos, de capital pulverizado. “O empresário latino-americano não gosta de compartilhar o controle”, disse ele. O fato de que muitas vezes os maiores acionistas são ao mesmo os dirigentes da empresa acaba reduzindo a pressão para que a operação se torne mais eficiente.
Em seu livro, Feldmann mapeou os setores em que estão as 100 maiores companhias latino-americanas. Dez delas atuam em alimentos e bebidas, nove em petróleo e gás, sete em finanças, sete em química e farmacêutica e sete em serviços públicos. “As empresas latino-americanas são muito dependentes de fatores como mão de obra barata e recursos naturais”, diz o professor. “As grandes costumam estar em setores do século 19, e não do século 21.” Ele citou como exceção as brasileiras Embraer e Weg. A Positivo Informática, maior fabricante de PCs do Brasil, não está entre as 100 maiores.
O foco da empresa latino-americana em tirar vantagem dos recursos naturais abundantes, mão de obra barata e benesses do governo acaba fazendo com que haja um investimento baixo em pesquisa e desenvolvimento. Em 2007, a América Latina investiu 0,56% de seu Produto Interno Bruto em pesquisa, comparados a 2,2% da média da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
“Além de gerar pouco conhecimento, as empresas latino-americanas têm dificuldade em utilizar o conhecimento existente”, disse Feldmann, para que um setor prioritário deveria ser a biotecnologia, pois permitiria usar a abundância dos recursos naturais como vantagem em um setor de conhecimento intensivo.
Feldmann foi executivo de grandes multinacionais, como a consultoria Ernst & Young e a Microsoft. Quando estava na maior empresa de software do mundo e visitava a matriz, em Redmond, nos Estados Unidos, costumava dizer para seus colegas: “O Brasil é diferente”. “Alguns achavam graça e já diziam nas reuniões, antes de mim, que o Brasil é diferente”, afirmou o professor. “Mas é diferente, e a gente pode dizer, da mesma forma, que a América Latina é diferente.”
Imitação e inovação na China
- 8 de fevereiro de 2010|
- 10h18|
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- Por Renato Cruz

A China quer mostrar que não é somente a fábrica do mundo. O país procura fazer a passagem da imitação à inovação, como fizeram antes o Japão e a Coreia do Sul. Dia desses um entrevistado me contou que um amigo dele visitou um shopping popular em São Paulo, com estandes cheio de produtos chineses. Lá, ficou interessado em um media center para carro: um aparelho que toca música, com tela de LCD, tocador de DVD, navegador e outras funcionalidades.
Desconfiado da procedência, ele resolveu comprar o media center em uma loja de acessórios para automóveis. Lá, perguntou sobre o aparelho. “Não trabalhamos com produtos piratas”, disse o vendedor. “Mas eu quero o original”, explicou o amigo do entrevistado. “Para esse produto, não existe original” foi a resposta do vendedor.
Cada vez mais, chegam do gigante asiático produtos originais, que só existem lá. A Huawei, fabricante de telecomunicações, chegou a ser processada pela rival americana Cisco por desrespeito de patentes e acabou fechando um acordo. Mas isso é coisa do passado. Em 2009, a Huawei se tornou a segunda maior fornecedora de equipamentos de rede celular, atrás da sueca Ericsson. Os preços são baixos, não só por causa da escala chinesa, mas de tecnologia criada em seus laboratórios.
No Estado de hoje (“Produtos originais Made in China“, p. L9.)
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- Supremo vai julgar guerra fiscal dos tablets http://t.co/ALCFNpRm via @estadao
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