Estadão.com.br
1
Renato Cruz
SEÇÕES
TAMANHO DO TEXTO

Renato Cruz
  • Twitter
  • Facebook
  • DIGG
  • RSS  ?

Philip K. Dick presciente

  • Por Renato Cruz

A Scanner Darkly

Assisti semana passada O Homem Duplo (A Scanner Darkly), filme dirigido por Richard Linklater e baseado em livro de Philip K. Dick (1928-1982). Com Keanu Reeves, Winona Ryder, Robert Downey Jr e Woody Harrelson, usa uma técnica chamada rotoscopia, em que os atores são filmados e depois se desenha por cima.

O filme de ficção científica fala de drogas (é contra), baseado de alguma forma na vida do escritor. Trata de outros temas bastante contemporâneos, como a perda da privacidade, a manipulação da opinião pública por grandes empresas e o controle do Estado sobre o indivíduo. A realidade, de certa forma, alcançou o mundo ficcional de Philip K. Dick. Existe uma tradução em português do livro que serviu de base ao filme, da editora Rocco. Lá fora, o original saiu em 1977.

Fui numa última sessão de quinta-feira e só havia sete pessoas assistindo. O bilheteiro perguntou: “Você sabe que é uma animação, não?” Robert Downey Jr. está muito engraçado.

Philip K. Dick se tornou um clássico americano. Em maio, vai ganhar uma edição da Library of America, com quatro de seus romances reunidos num único volume: The Man in the High Castle, The Three Stigmata of Palmer Eldritch, Do Androids Dream of Electric Sheep? e Ubik. Do Androids… deu origem a Blade Runner.

Tópicos relacionados

1 Comentário

Deixe um comentário:


Blogs do Estadão