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Os problemas do 3G

  • Por Renato Cruz

A banda larga móvel, em que as pessoas usam um minimodem que liga o computador à rede de telefonia celular de terceira geração (3G), tem apresentado um crescimento explosivo. Em 18 meses, partiu de zero para chegar a 4,5 milhões de acessos no País. Essa expansão desenfreada, no entanto, não deixou de ser acompanhada por problemas. O acesso nem sempre funciona, e tudo fica pior fora das capitais.

O que, pensando bem, é um contrassenso. A grande vantagem da tecnologia é a mobilidade, mas não foram poucos os consumidores decepcionados ao perceber que o acesso não funciona na casa de campo ou na praia. Ou seja, ainda falta mobilidade à banda larga móvel. “Fizemos uma pesquisa no ano passado que mostrou que o cliente avalia bem a cobertura, mas considera ruim o roaming (capacidade de usar o serviço fora da cidade em que foi contratado)”, aponta o analista Júlio Püschel, da consultoria Yankee Group.

Foi o caso de Cristiana Cardoso, funcionária pública, que usa a banda larga da Claro na capital de São Paulo e viajou com seu notebook para Mococa (SP) durante as festas de fim de ano. “Fiquei quatro ou cinco dias sem usar e só tive assistência quando voltei”, reclama Cristiana. A Claro não tem 3G em Mococa e o atendente explicou que ela teria de reconfigurar o modem. Cristiana não chegou a testar o serviço depois da reconfiguração.

Sobre o seu caso, a operadora explica, em comunicado: “A Claro entrou em contato com a sra. Cristiana no dia 8 de janeiro e esclareceu que a cidade de Mococa possui apenas tecnologia GSM e ainda não tem cobertura 3G”. A operadora ressalta que o modem vem configurado com a opção de rede automática, conectando-se à rede disponível na localidade.

O caso de Renato Pires da Silva Filho é diferente, mas também mostra como a cobertura ainda deixa a desejar no interior. Ele comprou um minimodem da TIM em Ribeirão Preto (SP), com velocidade de até 600 quilobits por segundo (Kbps). Nos melhores momentos, conseguia menos de 10% da velocidade prometida, o que é próximo de uma linha discada. “Havia dias em que a velocidade de baixar arquivos era de 7,2 kbps”, reclama Silva Filho, que trabalha na prefeitura. “Lentidão total.”

Depois de quase um ano de briga, conseguiu cancelar o serviço sem ter de pagar a multa contratual. “Cada hora era uma desculpa diferente”, diz ele. “A empresa vem com desculpa esfarrapada e fica te enrolando, enquanto você paga pelo serviço.” Ele acabou contratando o serviço de outra empresa.

Segundo a TIM, “não constava nenhuma irregularidade com a conexão do plano TIM Web do cliente”. A empresa afirmou ainda, em comunicado, que “investe constantemente na ampliação e melhoria da capacidade de sua rede para tráfego de dados em todo o Brasil e que a velocidade de conexão pode sofrer oscilações em razão de fatores externos que possam vir a interferir no sinal”.

Mais informações no Estado de hoje (“No Brasil, internet móvel quase não tem mobilidade“, p. B17).

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2 Comentários
  • 07/02/2010 - 21:22
    Enviado por: R.J.F.Almeida

    Banda larga? onde? No Brasil? Bom o que temos são experimentos de internet com alguma velocidade, e olhem que esta velocidade está sujeita a barreiras, congestionamentos e engarrafamentos, tal qual o paulistano as tem todos os dias na volta pra casa apos um dia de trabalho. Estamos sim a mercê de empresas que só buscam o lucro fácil, sem prestar serviços equivalentes a seus países de origem. Já passou da hora das agencias reguladoras tomarem vergonha na cara, pararem de aceitar desculpas e passar a agir de forma mais contundente junto as operadoras que só possuem a concessão do serviço. Se o investimento não for feito para antecipar a demanda então esta terá que ser barrada de vender os serviços, serviços estes que na verdade não cumprem, tal qual aconteceu com a telefônica ano passado. Antes de iniciar a venda do serviço este deverá ser testado para verificação de sua capacidade, atingida esta capacidade não se poderá vender mais nenhuma cota até que novos investimentos sejam realizados. Vir para o Brasil somente para obterem lucros para envia-los para suas matrizes, sem o devido compromisso com quem realmente paga por eles é simplesmente inaceitável. Ou é isto ou proibição de comercialização, medida simples e rápida.

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  • 08/02/2010 - 08:42
    Enviado por: Wilker

    A grande piada disso tudo, é que você compra um plano de acesso “ILIMITADO” como anuncia a Tim, e quando o volume de dados ultrapassa um determinado consumo a sua velocidade chega a quase zero e quando muito você consegue abrir a página inicial do google. E o melhor disso tudo é que a operadora tenta te convenser que está certa. Ela te vende um plano ILIMITADO com LIMITE de dados.

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