Estadão.com.br
1
Renato Cruz
SEÇÕES
TAMANHO DO TEXTO

Renato Cruz
  • Twitter
  • Facebook
  • DIGG
  • RSS  ?

Os planos da Nextel para o 3G

  • Por Renato Cruz

Nextel

Um dos objetivos para este ano de Sergio Chaia, presidente da Nextel Brasil, é melhorar seu futebol. O mineiro de 44 anos está treinando corrida e fazendo musculação para aperfeiçoar o preparo físico. “Eu já fui muito bom”, afirma o executivo, que torce para o Palmeiras. “Joguei no Guarani quando tinha 13 anos.” Ele acabou sendo convencido pelo pai que era melhor estudar e deixar de lado os sonhos de se tornar jogador profissional. Atualmente, costuma dedicar as noites de terça-feira a partidas com funcionários da Nextel. Na última sexta, planejava participar de um jogo durante a convenção de vendas em Angra dos Reis (RJ).

Ao mesmo tempo em que trabalha seu futebol, Chaia prepara os músculos da Nextel para uma disputa muito mais ambiciosa. Ele quer ser o vencedor em um leilão de licenças de terceira geração (3G) da telefonia celular em abril, tornando-se o quinto operador com presença nacional e competindo em pé de igualdade com a Vivo, Claro, TIM e Oi. A briga não será fácil.

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) colocou um texto em consulta pública em que impede as operadoras que estão no mercado de participar do leilão.

Mesmo sem elas, o leilão da chamada banda H promete ser disputado. A expectativa do mercado é que a GVT, recentemente comprada pela francesa Vivendi, apresente propostas pelas licenças. A GVT opera telefonia fixa e banda larga, e não está no mercado celular. Também falam de interesse das japonesas NTT DoCoMo e KDDI. Em 2007, a Nextel foi a surpresa do leilão de 3G. Não levou nenhuma licença, mas elevou os ágios para todo mundo.

Chaia não chega a colocar a situação nesses termos, mas o futuro da Nextel Brasil depende em grande parte do sucesso no leilão. Hoje, com seu sistema de rádio, a empresa não consegue oferecer banda larga móvel, o que pode prejudicá-la na competição pelo mercado. Com a tecnologia iDEN, usada pela operadora, é possível consultar e-mails no BlackBerry ou criar sistemas de automação de força de vendas. Mas a velocidade não é suficiente para garantir uma boa navegação na rede.

Mais informações no Estado de hoje (“Nextel busca seu futuro na 3G“, p. N12).

Tópicos relacionados

2 Comentários

Deixe um comentário:


Blogs do Estadão