O principal acionista da Oi
- 29 de julho de 2010|
- 11h09|
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- Por Renato Cruz

A Portugal Telecom (PT) anunciou ontem dois grandes negócios no Brasil. A empresa portuguesa está vendendo sua participação na Vivo para a Telefónica, por 7,5 bilhões de euros, e comprando 22,4% da Oi, por até R$ 8,44 bilhões, um pouco menos da metade do que receberá dos espanhóis.
A entrada da PT na Oi faz com que o maior acionista da empresa apelidada de “supertele” nacional passe a ser uma empresa estrangeira. Os portugueses não serão meros investidores na Oi, tendo representantes no conselho, direito de indicar um diretor e, mais importante, poder de veto à s decisões dos dois principais acionistas privados, a Andrade Gutierrez e a La Fonte, do empresário Carlos Jereissati.
“Conseguimos o que parecia impossÃvel”, disse Zeinal Bava, presidente da PT. “Anunciamos dois grandes negócios simultâneos e encontramos o equilÃbrio certo para todas as partes.”
A compra da participação da Oi está sendo feita numa operação complexa, que inclui compra de ações da Oi e de participação em empresas que pertencem à Andrade Gutierrez e à La Fonte.
A entrada da PT no bloco de controle da Oi ocorre menos de dois anos depois de o governo ter mudado a regulamentação do setor e concedido R$ 6,7 bilhões em créditos de bancos estatais para a compra da Brasil Telecom.
A ideia, divulgada na época para justificar o negócio, era a criação de uma “supertele” nacional, para fazer frente aos espanhóis da Telefónica e aos mexicanos da América Móvil, dona da Embratel e da Claro.
Desnacionalização. Contra a visão de que a Oi está sendo desnacionalizada, seus acionistas usam o argumento da internacionalização. O acordo prevê a compra de até 10% da PT, o que permitiria às empresas irem juntas a outros mercados, como o africano, onde a PT já possui operações.
Acontece que a compra dos 10% é uma opção que pode ou não ser exercida. Não existe prazo ou preço para que isso aconteça. Se comprar 10% da PT, a Oi se tornará a maior acionista individual da operadora portuguesa.
Os governos de Portugal e do Brasil exerceram papéis importantes na negociação. A maioria dos acionistas da PT tinha aprovado uma proposta anterior da Telefónica, de 7,15 bilhões de euros, que acabou sendo vetada pelo primeiro-ministro José Sócrates usando as “golden shares” (ações com direitos especiais) do Estado português.
Depois disso, Sócrates discutiu o negócio da Oi com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para garantir que a empresa se mantivesse no Brasil, origem de mais da metade de seu faturamento. Lula negou as conversas e a desnacionalização da Oi, garantindo que, “enquanto for presidente”, a operadora continua nacional. Lula deixa a Presidência em 1.º de janeiro de 2011.
No Estado de hoje (“Portugal Telecom sai da Vivo e vira a maior acionista da supertele nacional“, p. B1).
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29/07/2010 - 11:41 Enviado por: Tweets that mention a desnacionalização da supertele nacional #oi -- Topsy.com
[...] This post was mentioned on Twitter by Renato Cruz, Raul. Raul said: RT @rcruz: a desnacionalização da supertele nacional #oi http://bit.ly/9gx1rd [...]
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29/07/2010 - 16:17 Enviado por: O maior acionista da Oi | Renato cruz | GSM Brasil
[...] Read the original post: O maior acionista da Oi | Renato cruz [...]
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29/07/2010 - 17:01 Enviado por: O maior acionista da Oi | Renato cruz | Vivo Media Group
[...] Original post: O maior acionista da Oi | Renato cruz [...]
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29/07/2010 - 23:40 Enviado por: O maior acionista da Oi | Renato cruz | Telecomunicações no Brasil
[...] Link: O maior acionista da Oi | Renato cruz [...]
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