O futuro da internet
- 3 de outubro de 2009|
- 8h51|
Tweet este Post
- Por Renato Cruz
Aos 40 anos, a internet precisa se reinventar. Em 29 de outubro de 1969, foram conectados os laboratórios de computação da Escola de Engenharia e Ciência Aplicada da Universidade da Califórnia em Los Angeles (Ucla) e da SRI International, um instituto de pesquisas em Menlo Park, na Califórnia, na rede que viria a ser chamada de Arpanet, a precursora da rede mundial.
Criada pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos, a Arpanet foi a primeira rede de pacotes do mundo. A rede telefônica convencional é uma rede de circuitos. Ou seja, os dois telefones que se falam são ligados por um circuito. As centrais fazem as vezes da telefonista que conectava os interlocutores com um fio. Na rede de pacotes, as mensagens são divididas em pequenos pacotes de dados, com o endereço, e a rede decide a cada momento qual é o melhor caminho para chegar ao seu destino.
Essa estrutura básica da internet, que a torna resistente a problemas, dificulta algumas aplicações que estão se tornando importantes na rede mundial. A internet não foi pensada para ser móvel, para comunicações em tempo real (como televisão) e para a transferência de arquivos de grande tamanho. “Além de móvel, a internet precisa ser ubíqua”, disse Tania Regina Tronco, pesquisadora do CPqD. Isso significa que todos os serviços precisam estar disponíveis ao usuário com a mesma qualidade, onde quer que ele esteja.
Um evento realizado no mês passado em Campinas pelo CPqD, centro de pesquisa e desenvolvimento que pertencia à Telebrás, discutiu o futuro da internet. Tania apresentou o projeto Arquitetura de Rede para Comunicações Móveis sobre IP (Arcmip). O TCP/IP, sistema de endereçamento da internet, identifica os usuários com o local onde eles estão, o que pode ser um problema nas aplicações móveis.
“É necessária uma nova infraestrutura, mas será muito difícil fazer com que seja adotada no mundo todo”, afirmou Serge Fdida, professor da Université Pierre & Marie Curie. “Existe uma discussão se essa mudança precisa ser evolucionária ou se é preciso partir do zero, com uma nova internet e, depois, integrar as duas redes, como foi feito entre a internet e a rede de telefonia”, explicou Tania.
Mais informações no Estado de hoje, 3/10 (”Internet faz 40 anos e busca novos caminhos“, p. B19).
Tópicos relacionados
-
03/10/2009 - 19:10 Enviado por: Gilberto
Vivemos num pais que “faz de conta”, ou seja faz de conta que temos educação, faz de conta que temos saúde, faz de conta que temos justiça,faz de conta que temos democracia, faz de conta que temos Governo, …e vai por aí a fora. Com a Internet não poderia ser de outra maneira, ao aceitar argumentos e choradeira, da telefonia, o governo do FHC admitiu no bojo da privatização que 10% da velocidade nominal contratada fosse aceita como satisfatória e legal para que o usuário não exigisse o que eles (provedores) não pudessem cumprir. Daí status de pior serviço de telefonia e internet do planeta e tambem os mais caros serviços prestados. E o Lula hein?
responder este comentáriodenunciar abuso -
03/10/2009 - 20:34 Enviado por: Estevan Araujo Junior
A simplicidade é o segredo das coisas bem feitas. Menos processos, menos fontes de erros. O TCP/IP não venceu a seleção natural à toa, assim como centenas e centenas de tecnologias que apareceram e sumiram.
responder este comentáriodenunciar abuso
Falando de TCP/IP, o TCP/IP não identifica o usuário pela localização dele, mas sim da rede ao qual ele se conecta. Não importa se vc está numa rede móvel ou fixa, seu ponto de acesso é fixo. O que se faz no caso de redes móveis é mudar sua conexão de um PA a outro, e a camada móvel da rede se adequa perfeitamente a sua função sem invalidar a utilidade do TCP/IP. -
04/10/2009 - 07:56 Enviado por: Getulio Almeida
É, tecnologia chega no Brasil, com muita divulgação e promessas é o caso da tv digital que custou uma grana preta e até agora não vejo nada além de blá blá blá. Lembro que no inicio da divulgação para fechar contrato com o Japão, o ministro Hélio Costa anuciou que o conversor custaria aproximadamente 80 reais… isso é conversa pra boi dormir, como diz a minha avó. Resumindo, com a internet e outras novidades tecnológicas a situação é bem semelhante. Vamos ver até quando.
responder este comentáriodenunciar abuso -
04/10/2009 - 10:16 Enviado por: Daniel Barcia
Para discutir, opinar sobre o futuro da
responder este comentáriodenunciar abuso
intenet,primero precisamos ter educação
de melhor cualidade
Deixe um comentário:
- 100 Anos de Corinthians
- ABC.EDU
- Adriana Carranca
- Advogado de Defesa
- Alexandre Matias
- Andrea Vialli, Sustentabilidade
- Antonio Prata
- Ariel Palacios
- Baldini
- Bate-pronto
- Blog da Foto
- Blog da Garoa
- Blog da Metrópole
- Blog da Revista
- Blog do Bob
- Blog do Jô
- Blog do Paladar
- Caloura no MIT
- Carlos Orsi
- Celso Ming
- Clayton Netz
- Cláudia Trevisan
- Crimes no Brasil
- Cristina Padiglione
- Daniel Piza
- Daniela Milanese
- De$complicador
- Edmundo Leite
- Fabiane Leite
- Felipe Machado
- Fernando Dantas
- Flávia Guerra
- Força de Expressão
- Gabi & Groc
- Glupt!
- Gustavo Chacra
- Herton Escobar
- Jamil Chade
- Jornal do Carro
- Josué Leonel
- José Paulo Kupfer
- João Bosco Rabello
- João Luiz Sampaio
- LOL
- Livio Oricchio
- Luiz Américo
- Luiz Carlos Merten
- Luiz Zanin
- Marcelo Lima
- Marcelo Rubens Paiva
- Marcos Guterman
- Marili Ribeiro
- Moda
- Mr. Miles
- Olhar sobre o mundo
- P2P
- Patrícia Campos Mello
- Paul Krugman
- Pedro Doria
- Personal nerd
- Plural
- Ponto Edu
- Que Mario?
- Radar Econômico
- Radar Global
- Renato Cruz
- Robson Morelli
- Samba de Primeira
- Sempre à mão
- Seu Bolso
- Sinapses
- Sonia Racy
- TV & Lazer
- TV sem TV
- Trânsito
- Tutty Vasques
- Um Século
- Verão 2010
- Viagem

