Mais competição em telecom
- 13 de setembro de 2011|
- 8h13|
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- Por Renato Cruz
As operadoras de telecomunicações prometeram ontem ampliar a competição no País. A Telefônica transferiu suas licenças de telefonia fixa fora de São Paulo para a Vivo, e planeja lançar, ainda este ano, telefone fixo sem fio na área da Oi. Será um serviço parecido com o da TIM? “Será melhor”, afirmou Paulo Cesar Teixeira, novo diretor-geral da Telefônica Brasil, sem dar mais detalhes, durante o evento Futurecom, em São Paulo.
Amos Genish, presidente da GVT, afirmou que o serviço de TV paga da operadora, que combina televisão via satélite com vídeos sob demanda pela banda larga, será lançado nas 16 maiores cidades em que opera ainda este mês. Em outubro, estará nas demais. A notícia negativa é que a chegada à capital de São Paulo, prevista anteriormente para este ano, já não tem mais data definida. A GVT vinha enfrentando problemas para conseguir autorização da Prefeitura para construir sua rede, mas o presidente da operadora negou que o atraso tenha a ver com isso. “Já conseguimos várias licenças”, disse.
Outro grupo que promete mais competição é a América Móvil, dona da Claro, Embratel e (num futuro próximo) Net. “Já faz três anos começamos a unificar as nossas atividades de engenharia, para gerar sinergia e aproveitar melhor os recursos”, afirmou Carlos Zenteno, presidente da Claro. Apesar de dizer que a Embratel e a Claro continuarão a ser unidades de negócios separadas, Zenteno ressaltou que a tendência é que as empresas passem a operar de forma cada vez mais coordenada, passando a oferecer, inclusive, pacotes que unem serviços móveis e fixos.
Os anúncios dos três grupos contrastaram com o que disse Francisco Valim, novo presidente da Oi. Em sua apresentação na Futurecom, o executivo mostrou como a área de atuação de sua empresa é grande (a Oi é concessionária de telefonia fixa em todos os Estados, menos São Paulo) e como a competição está concentrada nas cidades maiores.
Valim continua tão combativo quanto na época em que esteve à frente da Net, há três anos. “O sonho é oferecer planos de 10, 15, 20 Mbps (megabits por segundo) não somente em regiões de alta concentração”, disse ele, ao discutir o mercado de banda larga, numa referência aos pacotes da concorrente GVT, que começam com 5 Mbps de velocidade.
O presidente da Oi mostrou números que apontam o mercado brasileiro de telefonia móvel como um dos mais competitivos do mundo. “O México está em último lugar”, disse ele, numa referência aos concorrentes da Claro. Valim também reclamou da posição dominante da Net em TV a cabo, com cerca de 85%. “Só uma empresa pode fazer triple play (telefonia fixa, banda larga e TV)”, disse Valim, sobre a empresa que comandou.
Ele defendeu acabar com as “assimetrias regulatórias” que beneficiam novos entrantes. A Oi, como concessionária, tem obrigações de universalização do serviço de telefonia fixa que as rivais não têm. A ideia seria impor obrigações às outras? “Se algumas pagassem os impostos como a gente paga, já seria bom”, respondeu o presidente da Oi, fazendo referência a um problema enfrentado pela GVT com secretarias da Fazenda de vários Estados.
Mais informações no Estado de hoje (“Teles anunciam ações para elevar competição“, p. B15).
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13/09/2011 - 08:45 Enviado por: Talita
Essas operadoras podiam olhar p cidades menores tb, não conhecem a máxima: Pra pensar grande é preciso pensar pequeno. A grande maioria da população está nas pequenas cidades, e nós também precisamos de internet, concorrencia entre operadoras e etc.
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