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Imitação e inovação na China

  • Por Renato Cruz

huawei

A China quer mostrar que não é somente a fábrica do mundo. O país procura fazer a passagem da imitação à inovação, como fizeram antes o Japão e a Coreia do Sul. Dia desses um entrevistado me contou que um amigo dele visitou um shopping popular em São Paulo, com estandes cheio de produtos chineses. Lá, ficou interessado em um media center para carro: um aparelho que toca música, com tela de LCD, tocador de DVD, navegador e outras funcionalidades.

Desconfiado da procedência, ele resolveu comprar o media center em uma loja de acessórios para automóveis. Lá, perguntou sobre o aparelho. “Não trabalhamos com produtos piratas”, disse o vendedor. “Mas eu quero o original”, explicou o amigo do entrevistado. “Para esse produto, não existe original” foi a resposta do vendedor.

Cada vez mais, chegam do gigante asiático produtos originais, que só existem lá. A Huawei, fabricante de telecomunicações, chegou a ser processada pela rival americana Cisco por desrespeito de patentes e acabou fechando um acordo. Mas isso é coisa do passado. Em 2009, a Huawei se tornou a segunda maior fornecedora de equipamentos de rede celular, atrás da sueca Ericsson. Os preços são baixos, não só por causa da escala chinesa, mas de tecnologia criada em seus laboratórios.

No Estado de hoje (“Produtos originais Made in China“, p. L9.)

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1 Comentário
  • 09/02/2010 - 16:21
    Enviado por: marcio keller

    Na minha opinião,acho difícil a China se igualar ao moderno e rico Japão. Os chineses só cresceram devido à mão de obra barata. Eles estão copiando as tecnologias de muitas empresas japonesas e americanas instalada em seu território por causa de suas fábricas com mão de obra barata.

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