Google busca anúncios móveis
- 18 de junho de 2012|
- 17h28|
Tweet este Post
- Por Renato Cruz
Na tela pequena, tudo muda. Não adianta alguém clicar num anúncio e não conseguir navegar no site que está do outro lado. Esse é um dos principais desafios para o crescimento da publicidade móvel, conforme indicou o francês Karim Temsamani, vice-presidente de novos produtos e soluções do Google para as Américas, que esteve no Brasil na semana passada.
Antes de assumir a vice-presidência, Temsamani foi diretor global de mobilidade da empresa por dois anos. Atualmente, esse é um negócio de US$ 2,5 bilhões por ano para o Google. “Hoje, todo mundo tem um supercomputador no bolso”, diz o executivo. “Nosso grande esforço agora é para que as empresas tenham sites preparados para a mobilidade. Queremos incentivar a criação de ecossistemas móveis fortes.”
Para endereçar esse problema (e acelerar o seu próprio crescimento na venda de anúncios para celulares), o Google criou uma iniciativa chamada GoMo (contração de “Go Mobile”, ou torne-se móvel), para que as empresas possam avaliar a adaptação de seus sites para as telas de celulares.
“Da perspectiva das companhias, o impacto da mobilidade acontece no ponto de vendas”, afirma Temsamani. “O consumidor sempre pode, por exemplo, consultar o preço dos produtos que quer comprar.”
Existem alguns pré-requisitos para um bom site móvel. Além de carregar rápido, o dono do smartphone deve ser capaz de navegar por ele sem ter de ampliar as páginas. O Google afirma que 61% dos usuários provavelmente não voltam a um site que não seja preparado para o acesso via celular.
A computação está se tornando cada vez mais móvel. No fim do ano passado, havia cerca de 6 bilhões de telefones celulares no mundo. Desse total, 15% eram de terceira geração (3G). Ou seja, preparados para a navegação na internet. Menos de 1% era de quarta geração (4G), que permite banda larga de verdade no aparelho.
“O 4G é crítico para levar os dados para a nuvem”, diz Temsamani, reunindo, numa frase, duas das principais tendências atuais da tecnologia da informação e das comunicações. Quanto mais rápida a comunicação, mais aplicações e informações podem ser mantidas na nuvem, na rede formada por servidores espalhados pelo mundo.
“Com o 4G, as pessoas passam a ter acesso a serviços rápidos de dados, a um preço mais acessível”, afirmou o executivo. “A tecnologia permite serviços como os de tradução simultânea no celular.” As operadoras de telefonia apostam muito na transmissão de vídeo em tempo real no celular, o que não costuma funcionar direito no atual 3G.
Chegada
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) leiloou na semana passada as licenças para o 4G. As empresas Claro, Vivo, Oi e TIM compraram licenças para cobrir o País, enquanto a empresa de TV via satélite Sky e a Sunrise, que pertence ao bilionário George Soros, ficaram com licenças regionais.
A data-limite para a chegada dos serviços por aqui é abril de 2013, nas cidades-sede da Copa das Confederações. Mas algumas operadoras não descartam lançar o 4G ainda este ano. A velocidade teórica (conseguida em laboratório) do serviço é de 100 megabits por segundo (Mbps). Comparada a de 1 Mbps do acesso típico em 3G, é um enorme avanço. Apesar disso, nos Estados Unidos, país em que o 4G está mais bem difundido, as velocidades costumam ficar entre 5 e 12 Mbps.
“Existem oportunidades tremendas no Brasil”, disse Temsamani. Em abril, havia 253 milhões de acessos celulares no País, sendo que 18% eram 3G. Mas, enquanto o mercado total de celulares cresce 19% ao ano, segundo a consultoria Teleco, o 3G avança muito mais: em abril, o crescimento em 12 meses chegou a 37,5%.
O 4G promete trazer uma nova onda de investimento para o mercado brasileiro de telecomunicações, que não tinha um incentivo forte para investir desde a chegada do 3G no País, em 2008.
Tecnologias
O Google trava uma guerra com a Apple pelo mercado de smartphones. Seu software Android é o sistema operacional dos principais concorrentes do iPhone, da Apple. Está nos tablets e smartphones da linha Galaxy, da Samsung, no Kindle Fire, tablet da Amazon e também em incontáveis aparelhos chineses de baixo custo que inundam o mercado.
Mas o principal negócio do Google é a venda de publicidade digital. E, nessa área, a empresa é agnóstica. Ela defende que os sites estejam prontos para o iPhone e para o Android, para o BlackBerry (da RIM, que tem um sistema operacional próprio) e para a Nokia (que usava o sistema operacional Symbian e depois passou para o Windows Phone, da Microsoft).
“O Android e a Apple garantem uma experiência melhor”, disse Temsamani. Isso é importante para o Google porque as pessoas passam a usar mais a internet em seus celulares e, assim, começam a ver (e a clicar em) mais anúncios.
No primeiro trimestre, segundo a consultoria Gartner, o Android estava em 56,1% dos 144,4 milhões de smartphones vendidos em todo o mundo. Em segundo lugar, ficou o iPhone, com 22,9%, seguido do Symbian (sistema que vai ser descontinuado pela Nokia), com 8,6%.
Um desafio importante das empresas, segundo o vice-presidente do Google, é criar uma experiência que funcione nas quatro telas: o computador, o celular, o tablet e a televisão. Uma anunciante tem de cuidar do específico sem perder de vista o global. “Os usuários querem uma experiência contínua, mas o que essas quatro telas oferecem é bem diferente.”
No Estado de hoje (“Google móvel“, p. N6).
Siga este blog no Twitter: @rcruz
- No public Twitter messages.
- A Educação no século 21
- A alma do negócio
- A crise na terra dos reis
- Album de Retratos
- Alvaro Siviero
- Andrei Netto
- Animal Reflexão
- Antero Greco
- Aprendendo no Mundo
- Ariel Palacios
- Arquivo Estado
- BOB
- Bate-pronto
- Blog da Garoa
- Casa
- Ciência Diária
- Cleide Silva
- Cláudia Trevisan
- Coluna do Ming
- Combate Rock
- Conto de Notícia
- Conversa de bicho
- Copa 2014
- Correr por aí
- Cristina Padiglione
- Daniel Gonzales
- Daniel de Barros
- De$complicador
- Dener Giovanini
- Denise Chrispim Marin
- Dentro da rede
- Diego Zanchetta
- Direito e Sociedade
- Edison Veiga
- Edmundo Leite
- Entenda seu IR
- Estadinho
- Estante de Letrinhas
- Fernando Dantas
- Fernando Nakagawa
- Flávia Guerra
- Força de Expressão
- Fredric Litto
- Fábio Gallo
- Gustavo Chacra
- Haisem Abaki
- Herton Escobar
- Homem Objeto
- Jamil Chade
- Jornal do Carro
- José Paulo Kupfer
- José R. Toledo
- João Bosco Rabello
- João Luiz Sampaio
- Julia Duailibi
- Livio Oricchio
- Luiz Américo
- Luiz Carlos Merten
- Luiz Horta
- Luiz Zanin
- Lúcia Guimarães
- MBA de A a Z
- Macaco elétrico
- Marcelo R. Paiva
- Marcius Azevedo
- Moda
- Modo Arcade
- Mural dos Concursos
- Música Sertaneja
- NY Local
- Nhom
- No azul
- O papai, as gêmeas e a mamãe
- Paladar
- Paul Krugman
- Pelo Interior
- Ponto Edu
- Prósperi
- Públicos
- Quiroga
- Radar Cultural
- Radar Global
- Radar Imobiliário
- Radar Político
- Radar Tecnológico
- Radar da Propaganda
- Radar do Emprego
- Reclames do Estadão
- Ricardo Chapola
- Ricardo Guerra
- Ricardo Lombardi
- Roberto Lobo
- Roberto de Lira
- Robson Morelli
- Rodrigo Martins
- Roldão Arruda
- Rolf Kuntz
- Seus Direitos
- Sonia Racy
- Sua oportunidade
- Tatiana Dias
- Trending Pop
- Trânsito
- Tutty Vasques
- Ubiratan Brasil
- Vencer Limites
- Viagem
- Vias Alterlatinas
- William Capita Machado
- Wilson Baldini Jr.



Deixe um comentário: