Clay Shirky e o adeus aos jornais
- 14 de março de 2009|
- 18h47|
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- Por Renato Cruz
Há algumas semanas, um amigo me mandou um convite no Facebook para participar da causa “Don’t let newspapers die” (Não deixe os jornais morrerem). Eu não aceitei o convite, e expliquei para ele que achava que era melhor deixar morrer. O apego ao papel pode aprofundar ainda mais a crise enfrentada pelos jornais.
Clay Shirky (foto), autor do livro Here Comes Everybody, publicou em seu blog o texto “Newspapers and thinking the unthinkable” (Jornais e pensando o impensável). Ele explica que toda a lógica do negócio do jornal impresso era baseada na dificuldade de publicação e nos ganhos de escala que as empresas conseguiam ao atingir uma grande audiência. Com a internet, essas condições se foram. Shirky enumera as alternativas imaginadas pelos jornais para a internet – cobrança de assinaturas, micropagamentos e até a formação de um cartel – e conclui:
“E a discussão continua, com as pessoas comprometidas com a salvação dos jornais querendo saber: ‘Se o modelo antigo está quebrado, o que funcionará no seu lugar?’ A resposta é: Nada. Nada vai funcionar. Não existe um modelo geral para os jornais que substitua o que a internet quebrou. Com os fundamentos econômicos antigos destruídos, formas organizacionais criadas para a produção industrial precisam ser substituídas por estruturas otimizadas para os dados digitais. Faz cada vez menos sentido falar de uma indústria de publicação, porque o principal problema que a publicação resolve – a dificuldade, complexidade e custo incríveis para tornar alguma coisa disponível ao público – deixou de ser um problema.”
No ano passado, entrevistei Shirky, durante um evento em New Haven, nos Estados Unidos, em que ele já alertava que as empresas de jornalismo deveriam deixar de pensar em si mesma como fabricantes de papel pintado. No texto em seu blog, ele aponta para a questão essencial, que é como salvar o jornalismo, mesmo com o fim dos jornais. Ele acerta ao dizer que será uma atividade em que amadores irão ocupar um espaço crescente, mas é um pouco romântico ao afirmar que o jornalismo sempre foi uma atividade subsidiado, e ver esperança no jornalismo baseado em patrocínios, bolsas e doações, no lugar de faturamento.
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14/03/2009 - 23:20 Enviado por: Ana Brambilla
Concordo contigo, Renato. A “saida” apontada pelo Shirky aos jornais – micropagamento, assinaturas e cartéis – é algo já testado e já refutado pela sociedade digital.
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Será que o moço “descolado” e “polêmico” – porque ele parece estar mais preocupado em passar essa imagem do que dizer coisas construtivas – está desatualizado?
Só fiquei com uma dúvida: o que o pessoal do Estadão acha da tua opinião sobre deixar que o papel morra?
Bom teu post. Abração! -
15/03/2009 - 03:14 Enviado por: Anônimo
Oi Ana. O Shirky fala exatamente que essas saídas não são saídas. Que não existe saída. Acho construtivo ele falar isso.
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15/03/2009 - 09:52 Enviado por: Ricardo Nespoli
Bla Bla Bla. Papo antecipado. Pauta de gaveta. O impresso vai assim com as tábuas de argila persa acabaram um dia.
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15/03/2009 - 10:05 Enviado por: leitor perplexo.
Interessante questão, aliás estou duplamente perplexo, pelo fim da comunicação impressa e pela pouca discussão que a postagem suscitou.
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O que muda na comunicação e na sociedade o fim desse tipo de controle? -
15/03/2009 - 10:07 Enviado por: Julio Alvarez
Na minha opinião, a saída para os jornais é semelhante a saída para músicos que não vendem mais CDs: deixar de obter receita com mídia física, e procurar alternativas para ganhar como provedores de conteúdo.
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15/03/2009 - 10:14 Enviado por: Márcio Camargo
Na verdade não é apenas a forma de transmitir a notícia que mudou, agora o leitor tem a oportunidade de discordar e comentar a notícia, esse atributo nunca estará disponíveis nos jornais impressos e fará toda a diferença na escolha do seu site preferido de notícias. Além é claro, do ecologicamente correto fim do uso exagerado do papel.
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15/03/2009 - 10:15 Enviado por: esdras
ola!
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todos os novos meios e modelos de comunicação vem para incrementar o que ja existe, e ja saem da plataforma com publico selecionado e formado para o seu uso/consumo.
ref: cobrança de assinaturas, no mundo digital, somente temos acesso assinando um provedor.
ou seja em tudo somos refem de algo ou de alguem.
nada se compara vc no domingo lendo um bom jornal, é algo precioso com mais conteudo, e isso com certeza impacta na nossa formação social.
abs, -
15/03/2009 - 10:28 Enviado por: Richard
Sem contar que, com a internet você passa a ter muito mais opções – pode ler os jonais do exterior direto na fonte e contar com os blogueiros para contar as verdades que alguns jornalistas ainda tentam manipular…
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15/03/2009 - 11:28 Enviado por: Vladimir Herzog ( in memoriam)
Sinceramente, meu maior desejo é que os jornais não morram.
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Eles devem continuar, como cadáveres insepultos, consumindo mais e mais as fortunas acumuladas por oligarcas que sempre usaram o monopolio criado pela dificuldade de publicação como arma, derrubando governos, elegendo presidentes ou apoiando ditaduras sanguinárias, a custa de mentir, não por suas próprias bocas e penas, mas usando a boca de “jornalistas” de alguel para a mentira e a difamação com que pautam suas vidas.
Boa Morte,jornalões! Boas dívidas, “empresários”da mentira, da manipulação dos fatos e da História…Os espíritos dos que morreram nas masmorras das ditaduras e das ditabrandas criadas e apoiadas por vocês, os estarão esperando na outra vida ( que existe mesmo, voces vão ver!)…
Que o Hades lhes seja agradável e que Caronte consiga ampliar sua frota para transportá-los com o conforto que voces, nobres donos de jornais e editores-chefe sabujos e sem coluna vertebral, merecem… -
15/03/2009 - 12:20 Enviado por: José Vasconcellos Dias Jr.
Desculpem, mas LUCIEN SFEIZ já dizia isso e com bastante procedência desde a década de 70. Acho que esse certo “Clay” deveria saber disso… Só para não “pagar mico”!
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15/03/2009 - 15:30 Enviado por: Pedro Reis
A pulverização me parece inevitável. Do que poderiam viver hoje e daqui para frente os grandes jornais? Provedores de conteúdo com remuneração via google ou assemelhados…. Talvez com essa fórmula não consigam manter grandes estruturas, salários e quetais. Um blogueiro bem informado e com uma certa cultura, consegue colocar notícias no mundo inteiro a partir de uma sala de 10 m². Porém precisa dedicar muitas horas do seu dia para manter tudo isso funcionando. Uma alternativa talvez fosse centenas de micro-redações ocupadas de produzir conteúdos específicos que se juntariam a um grande portal…. Por enquanto é pagar para ver. Observe-se porém que o estadao.com.br, já possui um grande leque de notícia gratuita, tanta, que nem dá para perceber que uma parte é paga e só pode ser acessada pelo assinante. Vale também para G1, Folha. O caminho é híbrido. Vamos ver como andam os fatos. No fim, mesmo que só pela internet é preciso pagar água, energia, a infra-estrutura natural para manter qualquer coisa funcionando. Abraço
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15/03/2009 - 16:45 Enviado por: François, o carioca
Morrerão, mas antes disso, muitos estragos ainda farão por este mundo a fora!!!!!Ressuscitarão como grandes plataformas nas internets da vida, para fazer tudo como antes no quartel de Abrantes!!!!!
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15/03/2009 - 19:43 Enviado por: Leonardo
Eu assinaria as versões eletrônicas de revistas e jornais. Assinaria, inclusive, o Estadão.
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A assinatura exclusiva da versão eletrônica já deveria estar disponível. -
15/03/2009 - 20:36 Enviado por: Luiz Seman
Concordo com as colocações do Julio, do Vasconcellos e do François. Creio que continuarão sendo geradores de conteúdo (já o são no papel, serão no monitor dos micros). Creio tbém que o caminho para o impresso serão pulverizações localizadas, em formato tablóide (gasta menos papel, que representa entre 40% e 60% do custo). Impresso ou na web, vai continuar na mesma: quem manda no escriba manda no fato. No papel ou no monitor, o jornalismo (opinativo ou não) pode até passar do colo pro laptop, de CLT para PJ, mas quem paga o salário e o papel continuará a mandar na pauta, e pelas pobreza do material humano… Não falta jornal, falta é jornalista. Ou seja, cocô, moscas e Abrantes em nós!!!
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15/03/2009 - 22:29 Enviado por: Alex
Infelizmente nao existe alternativa para os Jornais.
Os Jornalistas foram os princiapais culpados pq comecaram a pautar o que decobriam nos blogs, eles, os jornalistas, deram credibilidade aos blogs. Isso foi quase uma eutanasia profissional. hahaUm exemplo de blog que e referencia para os Jornalistas que cobrem a China e o seguinte:
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http://www.zonaeuropa.com/weblog.htm -
16/03/2009 - 01:29 Enviado por: Hélio
Existe algo que o jornalismo na internet ainda não resolveu, até onde eu sei: pouca gente tem paciência para ler uma longa reportagem num site. Experimente publicar uma matéria de fôlego (uma grande reportagem que seja também uma reportagem grande). Acrescente várias fotos de excelente qualidade, gráficos, ilustrações, etc. etc. Duvido que tenha muita audiência e que o resultado saia com qualidade satisfatória.
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Então, parece-me que sobrou isso para o futuro do jornal em papel: tornar-se uma revista diária, cobrindo poucos assuntos, mas com profundidade. Devem desistir de cobrir (mal) todos os assuntos, como fazem hoje. Mas isso é só um achismo, porque certeza mesmo, ninguem tem. -
16/03/2009 - 19:02 Enviado por: Dirceu Pio
Papel é meio. Tem suas características especialíssimas–flexibilidade de uso, aspecto documental, credibilidade intrínseca–mas é um meio como tantos outros.
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Não são aceitáveis os argumentos de que o papel, de modo irrecorrível, perdeu a competição para os meios eletrônicos. O papel vai sobreviver até o ponto em que inventarem um outro meio que preserve suas características.
O problema está em que no Brasil o papel não conseguiu achar o seu espaço e continua encavalado no mesmo espaço da TV e da Internet. É dramático o fato de os editores do papel no Brasil ainda não terem compreendido que o “hard news” é a praia do meio eletrônico em geral, inclusive da TV. O espaço do papel é a tendência da notícia e da análise da tendência da notícias. TV, por exemplo, tem um sistema de produção que continua bastante pesado. A produção para o papel é mais flexível e leve. Por isso mesmo, ele deveria iniciar a sua cobertura a partir do ponto onde os meios eletrônicos tiveram de parar pelos seus limites de tempo.
O pessoal de Navarra tem uma frase, já antiga, para apontar o espaço que os jornais deveriam preencher: “A TV desperta o apetite do leitor e os jornais teriam por obrigação saciá-lo”. Vão morrer ? Se continuarem nessa toada não escapa um. -
18/03/2009 - 19:57 Enviado por: José Cabral - BAL
É isso aí Renato. Um outro fator de queda importante para a imprensa da celulose é que, como a internet, pelo menos por enquanto, é um território livre, sem fronteiras, partidos ou vínculos, o favorecimento de jornalistas marrons vendendo matérias pagas para favorecer os jã favorecidos, vai, finalmente, desaparecer. Ufa!
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19/03/2009 - 07:39 Enviado por: Marcos
Minha opinião é que o jornal impresso vai virar nicho no futuro, somente para entusiastas igual aos LPs de hoje. Tive uma experiência em ler o Estadão digital por algum tempo e confesso que me adaptei muito bem ao formato. Não sou do tipo de ler todas as reportagens na íntegra, foco apenas nas de meu interesse, sem contar que muitas das notícias já foram disponibilizadas on-line em diversos sites antecipadamente. Minha impressão é que muito pouca gente le um jornal quase por completo. Muitas vezes falta tempo para isto, e interesse é claro. Por outro lado, é inegável que o conteúdo disponibilizado por um jornal impresso ou eletrônico ainda é superior a muita informação encontrada na web. Acho que se os jornais explorarem a Marca que tem e focar na credibilidade, imparcialidade e rapidez das informações, poderão encontrar meios rentáveis de continuidade de suas operações.
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19/03/2009 - 12:41 Enviado por: Jonas Paulo Negreiros
Lembrei-me do “Jornal Falado Tupi” e de Corifeu de Azevedo Marques, pioneiro dos anos 50 do século passado em Rádio Jornalismo.
Há muito tempo também, era comum a expressão “Imprensa Escrita, Falada e Televisada”.
Os jornais também podem responder “Adeus” a C. Shirky…
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19/03/2009 - 16:01 Enviado por: Haroldo Kennedy
Se os jornais acabarem, onde meu cachorrinho irá urinar?
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20/03/2009 - 07:32 Enviado por: mario lacerda de s junior
Os jornais na sua grande maioria tem um compromisso com a verdade ele estando on line pode vir a ser alterado ou mesmo modificado deixando de ter uma veracidade e o que foi postato de uma forma de manha pode estar de outra atarde entao estando no papel qualquer coisa que venha a ser falada de uma pessoa , ou de um determinado fato tem que estar corretamento justo e afirmado para isto !
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Acho que o de papel nao vai acabar tao cedo -
20/03/2009 - 14:35 Enviado por: Jonas Paulo Negreiros
Interessantes os comentários do Sr. Lacerda Jr.
Um jornal é uma fonte de historiografia; uma vez impresso torna-se um documento público.
A internet é rápida, mas volátil. Ela fura as barreiras da censura, mas pode facilitar a disseminação de falsas notícias.
Para ler um jornal impresso, basta saber ler.
Antes, na tela do computador, havia a barra de rolagem vertical. Com o novo formato “panorâmcio” de alguns sites, agora é preciso usar também a barra de rolagem horizontal.
É como se fosse necessário usar uma bitola à frente dos olhos para ler um jornal impresso convencional.
Um jornal convencional pode ser lido em uma cadeira de balanço ou num banco do metrô.
Já existe alguma barra de rolagem que acompanha o movimento dos olhos do leitor?
O jornal de papel dispensa esse dispositivo…Outro problema diz respeito à tecnologia. Os meios de gravação de dados (magnéticos e ópticos) obsoletam-se muito rapidamente. Os meios de propagação (redes), idem.
A TI – tecnologia da informação padece de obsolescência programada. Computadores “envelhecem” muito rapidamente.
Logo, para acessar velhos documentos digitalizados, podem faltar dispositivos tecnológicos de busca e leitura dos mesmos.Os escritórios e as redações de jornais (eletrônicos ou tradicionais) abandoram o uso do papel?
Enquanto o “e-paper” não tornar-se uma realidade democrática, literalmente palpável, duvido que o jornal tradicional vá desaparecer.
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20/03/2009 - 16:36 Enviado por: Sergio
Para mim, papel ou monitor, tanto faz; o que importa é o conteúdo. A forma como dizem alguns-quando for necessária uma matéria mais extensa -
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só dependerá de uma diagramação mais adequada. A forma, enfim, é o mais fácil. Os anunciantes estarão presentes em qualquer meio, fazendo o mecenato destas matérias, afinal eles vão aonde o público está. (jornalistas odeiam saber que dependem dos publicitários para existirem).
Como disse alguém aí acima, as escritas em barro persas, também deixaram de existir. O conteúdo não. Cabeças custam caro. O meio ? Que importa ? -
21/03/2009 - 06:27 Enviado por: Jonas Paulo Negreiros
Oi, Sérgio!
Muito legal a sua página.
Você citou a escrita cuneiforme dos persas.
Saiba como é incrível a semelhança entre essa escrita e a visão da superfície de um CD visto por um microscópio.
Mas os CDs vão durar tanto como as tábuas de argila?
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22/03/2009 - 13:27 Enviado por: Anton Velloso Lima
Belo texto
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22/03/2009 - 18:02 Enviado por: Débora Carvalho de Oliveira
Eu acho o jornal impresso, tamanho standart, muito chato de ler. Nem consigo ler tudo. É nada prático. Mas acho lindo numa estampa de sofá, estante, edredon e até mesmo colado na parede. Já decorei um guardarroupa com jornal (verniz por cima). Quando casei, na primeira casa que morei decorei uma das paredes do quarto para combinar com meu edredon de estampa jornal. Ficou lindo!!! Também adoro fazer artesanato com jornal. Dá pra fazer umas peças super maneiras, revestir caixas com jornal amassado e pintar com verniz e betume – fica super chique!!! Agora, ler mesmo, eu amo ler revistas, livros e sites. Do jornal, só adoro mesmo os cadernos, menores, mais práticos para manusear. Agora, se o impresso der lugar ao digital, é importante que toda a sociedade tenha computador e speedy.
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23/03/2009 - 01:30 Enviado por: Giovanni Perlati
Se os jornais acabarem o que os mendigos excluídos pela revolução tecnologica vão usar para se cobrirem?
Por enquanto é bobagem acabar com o jornal impresso…
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23/03/2009 - 17:59 Enviado por: descentralizador
acredito que as novas mídias não substituem as velhas, mas obrigam que estas repensem suas linguagens e formas de atingir o gosto do público. Que tal os jornais impressos começarem a transformar a forma com que “contam” suas notícias: sem o formato da pirâmide invertida, mais aprofundado e contextualizador? É hora de repensar as linguagens já saturadas.
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24/03/2009 - 09:00 Enviado por: Thiago
Pode ser que aumente o numero de jornais amadores, mas acredito que aumentou tambem o publico. Eu nao teria condicoes de comprar jornais todos os dias. Lembro que eu pedia para um conhecido guardar os jornais dos dias anteriores para eu ler. Muito mais pessoas tem acesso as noticias agora. Eu sou fiel ao Estadao porque e confiavel.
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