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Renato cruz
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As bibliotecas e a internet

  • Por Renato Cruz

O historiador americano Robert Darnton escreve sobre o futuro das bibliotecas na New York Review of Books (em inglês). Ele faz um resumo interessante da evolução tecnológica na maneira com que tratamos a informação:

* A escrita foi criada por volta de 4000 a.C.;
* O códice (livro manuscrito) levou mais 4.300 anos para surgir;
* Do códice aos tipos móveis de Gutenberg foram 1.150 anos;
* Dos tipos móveis à internet, 542 anos;
* Da internet aos mecanismos de busca, 19 anos;
* Dos mecanimos de busca ao algoritmo do Google, 7 anos.

Na visão dele, a informação nunca foi estável. Ele rebate a crítica de que a explosão da blogosfera criou um ambiente de difusão global de informações não-confiáveis. Como historiador (e ex-repórter), Darnton critica a confiabilidade da imprensa:

“Tendo aprendido a escrever notícias, eu desconfio dos jornais como fonte de informação, e muitas vezes me surpreendo com historiadores que os tomam como fontes primárias para saber o que realmente aconteceu.”

O objetivo do ensaio é mostrar que um projeto como o Google Book Search não substitui as bibliotecas. Que, apesar de importante, ele nunca será tão abrangente quanto precisaria ser. E que as bibliotecas não devem passar a ser vistas como depósitos ou museus.

Darnton não escreve sobre isso, mas, na sexta-feira, a Microsoft anunciou o fim de seus projetos Live Search Books e Live Search Academic, concorrentes do Google Book Search e do Google Scholar.

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2 Comentários Comente também
  • 28/05/2008 - 03:35
    Enviado por: Fey

    Concordo que com o repórter (ironicamente) que a imprensa não é dona da verdade. MAS, se ela não é, em que tipo mídia informada podemos confiar?
    Confiamos na televisão? Nos livros publicados pelos “grandes escritores”? No fulano do bairro que parece ser o mais sabido sobre o assunto?

    Sim a imprensa não é dona da verdade, MAS ela tem uma reputação a zelar. Aliás não só ela mas como qualquer pessoa exposta ao público. Sendo assim, mesmo ela pecando em certo grau de precisão sobre os fatos, ela ainda é mais confiável doque um blog escrito por aquele fulano cuja sua imagem virtual pouca diferença faz no seu dia-a-dia.

    Esta é a razão dos maiores jornais, e redes de televisão e rádio estarem sobrevivendo numa época de Youtubes, Wikipedias, Googles, e vários “dot.coms” que colocam a liberdade de publicar “obras” de qualquer pessoa na net. Os maiores nomes da mídia se adaptaram ao novo meio entendendo que não basta apenas mostrar de maneira superficial o mesmo conteúdo, mas mostrar credibilidade colocando a sua reputação e conseqüentemente o seu lucro á mostra.

    É claro, dado a natureza humana, nenhuma informação pode levar cem porcento de credibilidade, mas isso não é de hoje, e oque esperamos é que continuemos constantemente a tentar aperfeiçoar durante a nossa existência, a maneira como a informação é transmitida e também, interpretada.

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  • 28/05/2008 - 06:59
    Enviado por: Jonas Paulo Negreiros

    Onde há fumaça, há fogo. Ou poluição…
    A imprensa precisa de concorrência, mas filtrar a verdade num mar de mentiras é um trabalho complicado.
    Fico com uma das (várias) máximas do Guru do Meyer:
    “Opinião pública é aquela que se publica”.

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