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A tecnologia da Nike

  • Por Renato Cruz

Trevor Edwards

Trevor Edwards (foto), vice-presidente global da marca Nike, já visitou o Brasil várias vezes. A primeira foi em 1993. “São Paulo foi a primeira cidade que eu visitei”, disse Edwards, que esteve mais uma vez no Brasil na semana passada. “O que sempre me impressionou foi o quanto as pessoas amam os esportes por aqui. Existem poucos lugares no mundo em que as pessoas conseguem combinar tão bem os esportes e a vida. Isso serve de inspiração para a Nike, pois é uma combinação que também está no nosso DNA.”

Essa inspiração inclui uma linha de camisetas e tênis batizada de Canarinho (assim mesmo, em português) que foi criada no País, inspirada na Seleção Brasileira, e está sendo vendida para outras partes do mundo. Mas, mais importante que a inspiração, é o potencial de crescimento do mercado brasileiro para a Nike. “O Brasil é um dos mercados que mais cresce no mundo”, disse Trevor. “E, com a Olimpíada e, principalmente, com a Copa do Mundo, essa tendência deve se acelerar ainda mais.”

O executivo disse que não tinha muita paciência para correr, mas que isso mudou com o Nike+, linha que inclui um sensor para conectar os tênis ao iPod, tocador de música digital da Apple. Com o sistema, é possível ter informações em tempo real sobre a corrida.

“Percebemos que, cada vez mais, as pessoas estavam correndo com um iPod”, explicou Trevor. “Decidimos criar, com a Apple, um sistema que dá informações para o consumidor enquanto ele corre, como a distância que ele percorreu ou quantas calorias queimou. A integração com eletrônicos é uma tendência importante, que transforma o produto em toda uma experiência para o consumidor. Estamos desenvolvendo novos produtos nessa linha.

Mais informações no Estado de hoje, 2/11 (”Brasil vira a maior aposta da Nike“, p. B7).

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