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Os planos da Nextel para o 3G

  • Por Renato Cruz

Nextel

Um dos objetivos para este ano de Sergio Chaia, presidente da Nextel Brasil, é melhorar seu futebol. O mineiro de 44 anos está treinando corrida e fazendo musculação para aperfeiçoar o preparo físico. “Eu já fui muito bom”, afirma o executivo, que torce para o Palmeiras. “Joguei no Guarani quando tinha 13 anos.” Ele acabou sendo convencido pelo pai que era melhor estudar e deixar de lado os sonhos de se tornar jogador profissional. Atualmente, costuma dedicar as noites de terça-feira a partidas com funcionários da Nextel. Na última sexta, planejava participar de um jogo durante a convenção de vendas em Angra dos Reis (RJ).

Ao mesmo tempo em que trabalha seu futebol, Chaia prepara os músculos da Nextel para uma disputa muito mais ambiciosa. Ele quer ser o vencedor em um leilão de licenças de terceira geração (3G) da telefonia celular em abril, tornando-se o quinto operador com presença nacional e competindo em pé de igualdade com a Vivo, Claro, TIM e Oi. A briga não será fácil.

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) colocou um texto em consulta pública em que impede as operadoras que estão no mercado de participar do leilão.

Mesmo sem elas, o leilão da chamada banda H promete ser disputado. A expectativa do mercado é que a GVT, recentemente comprada pela francesa Vivendi, apresente propostas pelas licenças. A GVT opera telefonia fixa e banda larga, e não está no mercado celular. Também falam de interesse das japonesas NTT DoCoMo e KDDI. Em 2007, a Nextel foi a surpresa do leilão de 3G. Não levou nenhuma licença, mas elevou os ágios para todo mundo.

Chaia não chega a colocar a situação nesses termos, mas o futuro da Nextel Brasil depende em grande parte do sucesso no leilão. Hoje, com seu sistema de rádio, a empresa não consegue oferecer banda larga móvel, o que pode prejudicá-la na competição pelo mercado. Com a tecnologia iDEN, usada pela operadora, é possível consultar e-mails no BlackBerry ou criar sistemas de automação de força de vendas. Mas a velocidade não é suficiente para garantir uma boa navegação na rede.

Mais informações no Estado de hoje (”Nextel busca seu futuro na 3G“, p. N12).

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Imitação e inovação na China

  • Por Renato Cruz

huawei

A China quer mostrar que não é somente a fábrica do mundo. O país procura fazer a passagem da imitação à inovação, como fizeram antes o Japão e a Coreia do Sul. Dia desses um entrevistado me contou que um amigo dele visitou um shopping popular em São Paulo, com estandes cheio de produtos chineses. Lá, ficou interessado em um media center para carro: um aparelho que toca música, com tela de LCD, tocador de DVD, navegador e outras funcionalidades.

Desconfiado da procedência, ele resolveu comprar o media center em uma loja de acessórios para automóveis. Lá, perguntou sobre o aparelho. “Não trabalhamos com produtos piratas”, disse o vendedor. “Mas eu quero o original”, explicou o amigo do entrevistado. “Para esse produto, não existe original” foi a resposta do vendedor.

Cada vez mais, chegam do gigante asiático produtos originais, que só existem lá. A Huawei, fabricante de telecomunicações, chegou a ser processada pela rival americana Cisco por desrespeito de patentes e acabou fechando um acordo. Mas isso é coisa do passado. Em 2009, a Huawei se tornou a segunda maior fornecedora de equipamentos de rede celular, atrás da sueca Ericsson. Os preços são baixos, não só por causa da escala chinesa, mas de tecnologia criada em seus laboratórios.

No Estado de hoje (”Produtos originais Made in China“, p. L9.)

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Os problemas do 3G

  • Por Renato Cruz

A banda larga móvel, em que as pessoas usam um minimodem que liga o computador à rede de telefonia celular de terceira geração (3G), tem apresentado um crescimento explosivo. Em 18 meses, partiu de zero para chegar a 4,5 milhões de acessos no País. Essa expansão desenfreada, no entanto, não deixou de ser acompanhada por problemas. O acesso nem sempre funciona, e tudo fica pior fora das capitais.

O que, pensando bem, é um contrassenso. A grande vantagem da tecnologia é a mobilidade, mas não foram poucos os consumidores decepcionados ao perceber que o acesso não funciona na casa de campo ou na praia. Ou seja, ainda falta mobilidade à banda larga móvel. “Fizemos uma pesquisa no ano passado que mostrou que o cliente avalia bem a cobertura, mas considera ruim o roaming (capacidade de usar o serviço fora da cidade em que foi contratado)”, aponta o analista Júlio Püschel, da consultoria Yankee Group.

Foi o caso de Cristiana Cardoso, funcionária pública, que usa a banda larga da Claro na capital de São Paulo e viajou com seu notebook para Mococa (SP) durante as festas de fim de ano. “Fiquei quatro ou cinco dias sem usar e só tive assistência quando voltei”, reclama Cristiana. A Claro não tem 3G em Mococa e o atendente explicou que ela teria de reconfigurar o modem. Cristiana não chegou a testar o serviço depois da reconfiguração.

Sobre o seu caso, a operadora explica, em comunicado: “A Claro entrou em contato com a sra. Cristiana no dia 8 de janeiro e esclareceu que a cidade de Mococa possui apenas tecnologia GSM e ainda não tem cobertura 3G”. A operadora ressalta que o modem vem configurado com a opção de rede automática, conectando-se à rede disponível na localidade.

O caso de Renato Pires da Silva Filho é diferente, mas também mostra como a cobertura ainda deixa a desejar no interior. Ele comprou um minimodem da TIM em Ribeirão Preto (SP), com velocidade de até 600 quilobits por segundo (Kbps). Nos melhores momentos, conseguia menos de 10% da velocidade prometida, o que é próximo de uma linha discada. “Havia dias em que a velocidade de baixar arquivos era de 7,2 kbps”, reclama Silva Filho, que trabalha na prefeitura. “Lentidão total.”

Depois de quase um ano de briga, conseguiu cancelar o serviço sem ter de pagar a multa contratual. “Cada hora era uma desculpa diferente”, diz ele. “A empresa vem com desculpa esfarrapada e fica te enrolando, enquanto você paga pelo serviço.” Ele acabou contratando o serviço de outra empresa.

Segundo a TIM, “não constava nenhuma irregularidade com a conexão do plano TIM Web do cliente”. A empresa afirmou ainda, em comunicado, que “investe constantemente na ampliação e melhoria da capacidade de sua rede para tráfego de dados em todo o Brasil e que a velocidade de conexão pode sofrer oscilações em razão de fatores externos que possam vir a interferir no sinal”.

Mais informações no Estado de hoje (”No Brasil, internet móvel quase não tem mobilidade“, p. B17).

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A volta da Telebrás

  • Por Renato Cruz

Telebras

O jornalista Ethevado Siqueira mostra hoje, em sua coluna no Estadão, que a volta da Telebrás é uma ideia ruim. A reativação da estatal faz parte do Plano Nacional de Banda Larga, em elaboração pelo governo. Os boatos sobre a Telebrás resultaram numa valorização de 900% das ações da companhia nos últimos dois anos.

Ethevaldo identifica razões eleitorais na proposta, que está sendo conduzida por pela Casa Civil e pelo Ministério do Planejamento, no lugar das Comunicações:

“O objetivo único do projeto é o aparelhamento do Estado, num ano eleitoral, pois, a rigor, o Brasil não precisa de nenhuma estatal para operar serviços de banda larga ou os serviços de telecomunicações governamentais. (…) Sejamos francos: a reativação da Telebrás é uma proposta que interessa à ministra Dilma Rousseff, candidata de Lula, em plena campanha. Ambos preferem criar centenas de vagas para a nomeação de afilhados políticos num ano eleitoral.”

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BT na telefonia fixa

  • Por Renato Cruz

bt

A British Telecom (BT), maior operadora de telecomunicações do Reino Unido, resolveu operar telefonia fixa no Brasil. O serviço, no entanto, será oferecido somente para grandes empresas, por meio de sua unidade BT Global Services. “Com a telefonia fixa, poderemos oferecer um pacote completo de serviços IP (sigla em inglês de protocolo de internet) no Brasil”, disse Jacinto Cavestany, vice-presidente da companhia para a Ibéria e América Latina. Anteriormente, a companhia tinha de atender aos seus clientes com linhas de concorrentes como a Oi e a Telefônica.

A BT tem uma licença nacional de telefonia fixa, mas o serviço estará disponível inicialmente só em três cidades: São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba. “Aumentaremos a cobertura de acordo com a demanda”, disse Sérgio Paulo Gallindo, diretor geral da BT Brasil. A companhia possui um código de discagem de longa distância, o 47.

Em dezembro, havia 41,7 milhões de telefones fixos em serviço no País, segundo a consultoria Teleco. O mercado ainda é bastante concentrado, com 80% dos acessos nas mãos da Oi e da Telefônica. A entrada da BT nesse mercado não deve mudar muito esse quadro, por causa do foco da companhia em grandes empresas. Mas a licença torna a BT mais competitiva, pois ela deixa de depender dos rivais para oferecer linhas fixas. “Podemos melhorar nossa oferta em qualidade e preço”, afirmou Gallindo.

A BT escolheu um fabricante brasileiro, a Trópico, para fornecer o sistema de telefonia fixa, com tecnologia IP. A fabricante fornecerá centrais desenvolvidas e fabricadas no Brasil, e será responsável por operar o sistema, gerenciando as conexões com as outras operadoras fixas e móveis no Brasil e o sistema de bilhetagem, responsável pela cobrança. A proposta da Trópico foi escolhida como a melhor, quando comparada com fornecedores externos.

Mais informações no Estado de hoje, 6/2 (”British Telecom entra na telefonia fixa no Brasil“, p. B19).

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A crise dos jornais no Japão

  • Por Renato Cruz

press

O Japão é apontado muitas vezes como um país imune à crise do jornal impresso. A Economist (em inglês) desta semana mostra que não é bem assim: a situação é bem pior do que pode parecer à primeira vista. As tiragens ainda são enormes – o Yomiuri Shimbun vende 10 milhões de exemplares diários matinais e 3,6 milhões vespertinas (mais do que todos os jornais brasileiros somados). A circulação dos jornais japoneses caiu somente 6,3% na última década. Pouco, levando-se em conta que a queda foi de 10,6% nos Estados Unidos durante o último ano.

Mas, como acontece aqui e em qualquer lugar, os jovens leem cada vez menos jornais. Isso já teve impacto na publicidade. No ano fiscal 2008-2009, os jornais japoneses faturaram 565,5 bilhões de ienes (US$ 6,2 bilhões), comparados a 858,4 bilhões de ienes em 1998. Segundo a revista britânica:

“Os donos de jornais esperam reverter algumas dessas tendências. Eles estão oferecendo jornais em escolas, na esperança de que as crianças se acostumem a lê-los. As universidades pedem que os estudantes analisem matérias de jornal como parte de seu exame de admissão. Talvez isso funcione. O mais provável, no entanto, é que a saúde dos jornais comece a declinar – mais lentamente do que em outros países, talvez, mas as notícias são igualmente ruins.”

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Robô com 24 pernas

  • Por Renato Cruz

Monica Anderson, pesquisadora de inteligência artificial, criou um robô com 24 pernas flexíveis, feitas de tubos de oxigênio de hospital, e controlado por um Mac Mini. Ele recebeu o nome de Icosatetraped.

Via BoingBoing (em inglês).

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Bicicleta de madeira

  • Por Renato Cruz

flat-pack bike

O designer francês Nicolas Belly criou uma bicicleta de montar (foto), cujas peças são retiradas de uma única placa de madeira. O blog da Maker (em inglês) também traz a foto de um patinete de montar. Os trabalhos ficaram em segundo lugar no Concurso de Design L’Argus.

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A GE e a energia eólica

  • Por Renato Cruz

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Steve Bolze, presidente mundial da GE Power & Water, está animado com o mercado brasileiro de energia. Ele visitou as operações locais esta semana, para se reunir com funcionários e grandes clientes, e anunciou contratos que somam cerca de US$ 800 milhões. “Existe uma grande oportunidade no Brasil, por conta da diversificação de fontes de energia”, disse o executivo.

A empresa fornecerá turbinas eólicas para a Desa, que produzirá 144 megawatts (MW) de energia no Rio Grande do Norte, e para a Renova, para produzir 270 MW na Bahia. As duas clientes da GE foram vencedoras no leilão realizado pelo governo em dezembro. Os projetos devem iniciar a operação comercial até julho de 2012.

A GE também fornecerá equipamentos para a Breitener Energética para substituir suas centrais a óleo combustível por motores a gás, que têm impacto ambiental menor. A empresa instalará 46 geradores a gás em duas centrais que atendem à cidade de Manaus, fornecendo 120 MW. O gás natural virá de um novo gasoduto que liga os campos de Urucu a Manaus.

Há dois anos, o mercado brasileiro de energia era basicamente um mercado de energia hidrelétrica, segundo Bolze. A grande aposta da GE Energy, pelo menos para os próximos anos, é de crescimento da energia eólica. “Nosso faturamento na América Latina está em cerca de US$ 2 bilhões”, disse o executivo, acrescentando que cerca de metade vem das operações brasileiras. A meta para 2013 é chegar a US$ 5 bilhões. “E o Brasil será o motor desse crescimento.”

O potencial brasileiro para a energia eólica é praticamente inexplorado. Existem 605 MW instalados e 450 MW em processo de instalação. Segundo a Associação Brasileira para Energia Eólica, o objetivo é alcançar 10 gigawatts (10 mil MW) até 2020. “É uma grande oportunidade para nós”, disse Bolze.

Mais informações no Estado de hoje, 30/1 (”GE fecha contratos de US$ 800 milhões“, p. B13).

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Robôs do passado

  • Por Renato Cruz

Robô cirúrgico

O Japão é o país dos robôs, e a obsessão é antiga. Em 1969, a revista Shōnen Sunday publicou uma série de ilustrações intitulada “a era dos robôs”, com uma visão de futuro em que robôs trabalhadores construíam outros robôs, em que robôs babás tomavam conta de crianças, brincavam com elas e até as amamentavam (!) e em que robôs microscópicos combatiam doenças dentro do corpo, com lasers.

Mais imagens no blog Pink Tentacle (em inglês).

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