A briga pelos anúncios online
- 13 de fevereiro de 2012
- 17h59
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- Por Renato Cruz
Os sites de notícias não têm conseguido atuar no campo mais lucrativo da publicidade online, que são os anúncios segmentados, como os que aparecem no Google e no Facebook.
Um estudo divulgado hoje pelo Pew Research Center’s Project for Excellence in Journalism indicou que os sites de grandes jornais, revistas e canais de TV dos Estados Unidos não são competitivos, e que acabam atraindo somente anúncios padronizados, presentes em muitos outros sites.
“Com somente poucas exceções, os anúncios nos sites de notícias tendem a não ser segmentados de acordo com os interesses dos usuários, uma estratégia que muitos especialistas consideram essencial para o futuro do faturamento digital”, apontou o Pew Research Center.
Das 22 empresas incluídas no estudo, somente a CNN, o New York Times e o Yahoo News apresentam anúncios de acordo com a atividade recente do leitor na internet. Vinte e um por cento dos anúncios nos sites de notícias são de produtos do próprio grupo de comunicação, principalmente entre os que vendem assinaturas de jornais e revistas.
Via Mashable.
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Controle retrô para iPhone
- 13 de fevereiro de 2012
- 16h04
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- Por Renato Cruz
A ThinkGeek lançou hoje o controle iCade 8-Bitty, para iPhone e iPad. Retangular como um controle de Nintendinho de 8 bits, tem oito botões, como o do Super Nintendo, e conexão Bluetooth. É possível jogar com ele games do aplicativo Atari’s Greatest Hits, entre outros. Custa US$ 25.
Via Business Insider.
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A expansão do Porto Digital
- 22 de janeiro de 2012
- 15h57
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- Por Renato Cruz
O Porto Digital é um exemplo de sucesso de política pública para fomentar a criação de um polo de tecnologia no País. Quando foi criado, já existia o Cesar, instituto de pesquisa surgido na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), e algumas empresas na região. Mas o Porto Digital conseguiu criar uma marca reconhecida pelo mercado de tecnologia da informação de todo o País, revitalizou o centro histórico do Recife e ainda atraiu operações de grandes empresas, como IBM e Microsoft.
No fim do ano passado, o Porto Digital expandiu sua área de atuação, tanto do ponto de vista físico quanto de setores econômicos. A prefeitura do Recife estendeu a redução do Imposto sobre Serviços (ISS), de 5% para 2%, para uma área de 450 mil metros quadrados no bairro de Santo Amaro, próxima do local onde hoje está instalado o Porto Digital. E também estendeu o benefício para empresas do setor de economia criativa, além da tecnologia da informação.
Francisco Saboya (foto), diretor-presidente do Porto Digital, diz que, historicamente, faz todo o sentido ampliar a atuação do porto para a economia criativa. “O Cesar e o Porto Digital surgiram ao mesmo tempo que o Manguebeat”, lembra Saboya. O movimento musical, que combinava ritmos regionais com o pop mundial, surgiu nos anos 1990 no Recife, com bandas como Chico Science & Nação Zumbi e Mundo Livre S.A. Uma das músicas do Mundo Livre S.A. era até chamada “Manguebit”, em que a batida do nome do movimento era trocada pela menor unidade de informação.
“Além disso, as atividades são imbricadas”, diz Saboya. “Por exemplo, nos games e na animação 3D.” Ele também apontou o bom momento do cinema pernambucano, com diretores como Cláudio Assis, como motivo para a economia criativa no Porto Digital.
Um dos segredos do sucesso do Porto Digital é que ele não depende do governo. “Quando foi criado o núcleo de gestão, recebemos alguns imóveis, que alugamos para empresas”, diz Saboya. “Atualmente, 80% a 85% do custeio do Porto Digital já são garantidos por receitas recorrentes, que são os ativos imobiliários e as taxas de administração de projetos.”
Mais informações no Estado de hoje (“Porto Digital amplia atuação“, p. B7).
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Olimpíada de jogos digitais
- 22 de janeiro de 2012
- 15h31
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- Por Renato Cruz
A Joy Street (foto) desenvolveu a Olimpíada de Jogos Digitais e Educação (OJE), uma gincana virtual para alunos de escolas públicas e privadas. A empresa nasceu como um consórcio de três companhias especializadas em jogos do Porto Digital: Jynx Playware, Manifesto Games e Meantime.
A OJE surgiu de uma demanda da Secretaria de Educação de Pernambuco, que procurava uma ferramenta para melhorar os indicadores das escolas da rede estadual. A primeira edição da competição foi em 2008, com 20 escolas do Recife e, atualmente, ela ocorre também nas redes estaduais do Rio de Janeiro e do Acre. O jogo já é usado por mais de 100 mil alunos e professores.
A Joy Street espera ampliar seu público para 1 milhão de estudantes este ano. “Também temos conversas em outros países”, diz Fred Vasconcelos, presidente da Joy Street. Atualmente, ele negocia com fundos um investimento na empresa. “Para ganhar escala, precisamos de um recurso maior”, diz o empreendedor. “Estamos sendo muito assediados por bons investidores, que oferecem dinheiro inteligente e conectado.”
Pioneiro dos games no Recife, Vasconcelos também é presidente da Jynx. “Minha primeira empresa começou oito meses antes da criação do Porto Digital”, diz ele. “Fui signatário do projeto.” Quando a Jynx foi criada, no começo de 2000, tinha cinco sócios. “Nós gostávamos de jogar, e havia uma oportunidade. Era a época da bolha, e eu trabalhei num plano de negócios.”
O primeiro jogo da Jynx, que se chamava FutSim, chegou a ter 10 mil usuários na fase de testes, mas acabou não conseguindo alcançar o resultado esperado. Lançado em 2003, era um Massively Multiplayer Online Game (MMOG), em que várias pessoas competiam como técnicos de seus times virtuais de futebol.
“O problema é que, quando o jogo foi lançado, a base de usuários de internet no Brasil era ainda de 11 milhões”, aponta Vasconcelos. Hoje, o País tem cerca de 80 milhões.
Depois disso, a Jynx passou a apostar no mercado de advergames, jogos desenvolvidos para empresas para promover produtos. “Fizemos o primeiro advergame do Brasil, que se chamava Ligue-Ligue, para a Brasil Telecom”, disse o presidente da Jynx. O Ligue-Ligue era um bicho virtual, como o tamagotchi. A operadora Brasil Telecom não existe mais, tendo sido absorvida pela Oi.
Mais informações no Estado de hoje (“Recife se destaca em jogos voltados para a educação“, p. B7).
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Pioneira do software no Recife
- 22 de janeiro de 2012
- 14h59
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- Por Renato Cruz
A Provider foi criada em 1996 no Recife. Ainda não havia o Porto Digital, projeto que tornou a cidade referência nacional em tecnologia da informação. Uma das maiores empresas da região, com mais de 10 mil funcionários, a Provider faturou R$ 230 milhões em 2010, e previa chegar a R$ 250 milhões no ano passado.
Com esse faturamento, a Provider chegou a um nível no qual estão poucas empresas brasileiras de tecnologia da informação. Para continuar crescendo, a companhia resolveu profissionalizar a gestão e ampliar sua atuação.
“Há dois anos, começou o processo de reestruturação”, diz Moises Assayag (foto), diretor-presidente do Grupo Provider desde outubro de 2010. “Há um ano, os sócios foram para o conselho. Agora, traçamos um plano de expansão orgânica e inorgânica.”
O Porto Digital foi criado em 2000, com o objetivo de transformar o Recife num polo de software de classe mundial. Na época, as empresas locais não eram suficientes para absorver os profissionais da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), que acabavam indo para outros Estados ou para o exterior. O primeiro passo da mudança havia sido dado em 1996, com a criação do Cesar, instituto que surgiu a partir centro de informática da UFPE, para atender o mercado, por iniciativa do professor Silvio Meira.
Instalado em uma área de 100 hectares no centro histórico do Recife, o Porto Digital é suportado por uma rede de oito quilômetros de fibras ópticas. O porto abriga cerca de 200 empresas, que faturaram R$ 1 bilhão em 2010.
Além das companhias locais, estão presentes multinacionais como Accenture, IBM e Microsoft. Diante da demanda por espaço, o Porto Digital está se expandindo para o bairro de Santo Amaro, vizinho à área atual, e também planeja abrir um escritório em São Paulo.
Mais informações no Estado de hoje (“Pioneira do Porto Digital, a Provider muda para crescer“, p. B7).
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Laboratório do Google em BH
- 22 de janeiro de 2012
- 14h33
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- Por Renato Cruz
Em 2005, o Google anunciou a compra da Akwan, empresa de buscas criada por professores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Com sede em Belo Horizonte, a Akwan tornou-se o centro de pesquisa e desenvolvimento da gigante americana da internet na América Latina.
Com cerca de 100 pessoas, o centro trabalha em projetos em áreas essenciais para o Google, como buscas, anúncios, redes sociais e mapas, para a região e para o mundo. A equipe é responsável pelo Orkut e fez a localização do Google Maps para a América Latina. “A reputação do centro brasileiro na corporação é grande”, afirma Berthier Ribeiro-Neto, um dos fundadores da Akwan e responsável pelo centro.
Ribeiro-Neto é coautor do livro Modern Information Retrieval (Addison Wesley), que ganhou a segunda edição em 2011. O livro sobre recuperação de informações – escrito com Ricardo Baeza-Yates, vice-presidente do Yahoo – foi usado por Larry Page e Sergey Brin na pós-graduação que faziam na Universidade Stanford, no projeto de pesquisa que acabou dando origem ao Google.
Para Ribeiro-Neto, existem dois fatores importantes para incentivar a criação de empresas intensivas em conhecimento. “É preciso ter concentração de inteligência, com mão de obra altamente especializada e capital de baixo custo, a fundo perdido. Capital de banco não serve para empresas nascentes.”
O professor licenciado da UFMG diz que o Brasil criou concentração de inteligência em várias universidades com o programa de formação de pesquisadores do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), que já tem mais de 50 anos. “Como eu, milhares de pesquisadores foram fazer pós-graduação fora do Brasil”, diz. “A grande maioria volta para as instituições de pesquisa.”
A disponibilidade de capital, com fundos dispostos a investir em empresas nascentes está em estágio inicial. Antes de ser adquirida pelo Google, a Akwan procurou o BNDES.
“Demoraram dois anos para nos dar resposta, e a resposta foi que internet não era negócio”, diz Ribeiro-Neto. “Uma das razões que nos levaram a concordar com a aquisição foi que o crescimento fundado no capital que gerávamos era muito lento.”
Mais informações no Estado de hoje (“Google tem centro de pesquisas em MG“, p. B6).
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Polo de biotecnologia
- 22 de janeiro de 2012
- 14h01
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- Por Renato Cruz
O Brasil descarta 4 bilhões de litros de soro de leite por ano. Usada em vários produtos de nutrição clínica e esportiva, a proteína de soro de leite, um derivado do produto descartado, não é produzida no País. Tudo o que é consumido localmente é importado.
Criada em 2006 por três pesquisadores e uma professora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a Edetec desenvolveu uma tecnologia para a fabricação dessa proteína, e ainda sem o sabor amargo que costuma caracterizar o produto importado. “Estamos negociando parceria com um laticínio”, conta Wendel Afonso, um dos fundadores da Edetec.
A empresa conseguiu um investimento de R$ 1,5 milhão do Criatec, fundo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e busca um montante parecido de um laticínio, para colocar a fábrica para funcionar. Os sócios de Afonso são os pesquisadores Carlos Lopes Junior e Viviane Silva e a professora Marialice Silvestre.
A tecnologia usada pela Edetec tem como base mais de 30 anos de pesquisas da professora Marialice. A empresa licenciou uma patente da universidade. A “whey protein” dos suplementos alimentares para quem faz fisiculturismo é a proteína do soro do leite. Na área de nutrição clínica, essa proteína é usada na fabricação de leite PKU (sigla em inglês da doença genética fenilcetonúria). Quem tem fenilcetonúria não pode comer alimentos ricos em fenilalanina (como carnes, leite e ovos), pois sua ingestão acaba causando danos ao cérebro do doente. Para evitar isso, o leite PKU substitui o leite comum.
A Edetec é uma das empresas da incubadora Habitat, gerida pela Biominas Brasil. Criada em 1997, a Habitat tem uma infraestrutura preparada para receber empresas de biotecnologia. Um dos grandes desafios para empresas dessa área é ter suas instalações homologadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), processo que pode levar alguns anos. Como a incubadora já tem instalações preparadas, é mais fácil começar a trabalhar.
A Habitat ocupa um terreno de 9 mil metros quadrados, com 3 mil metros quadrados de área construída, em Belo Horizonte. Ela tem 34 salas para abrigar as empresas, um laboratório de uso compartilhado, uma central de lavagem e esterilização e duas câmaras frias, além de auditório e salas de reunião. A incubadora já apoiou 36 empresas, que, juntas, faturaram R$ 115 milhões durante o período de incubação e R$ 477 milhões depois de graduadas. Atualmente, tem 17 empresas incubadas. “Estamos preparando um novo edital para este ano”, diz Ana Paula Santos, coordenadora da Habitat.
Outra incubada da Habitat é a In Vitro Cells, fundada pelo professor de toxicologia Carlos Tagliati e pela professora de bioquímica Miriam Marins Chaves, da UFMG. A empresa faz testes in vitro (que não são feitos em seres vivos) de remédios e de cosméticos. Assim como a Edetec, a In Vitro Cells recebeu um investimento do fundo Criatec. “A empresa de biotecnologia depende de subvenção”, disse Tagliati. “Ela começa a se sustentar depois de cinco anos de existência”, aponta Miriam. A empresa começou a ser criada em 2007, quando foi elaborado o plano de negócios.
Ao lado de São Paulo, Minas Gerais é o Estado que mais concentra empresas de biotecnologia, segundo estudo da Biominas Brasil e da PwC. O polo mineiro nasceu em 1975 com a criação da Biobrás, em Montes Claros, pelo professor Marcos Luiz dos Mares Guia, da UFMG. Em 2000, a empresa recebeu a primeira patente internacional de insulina, uma das quatro que existem no mundo. A Biobrás chegou a ser a quarta maior fabricante mundial de insulina sintética, antes de ser vendida para a dinamarquesa Novo Nordisk, em 2002.
Mais informações no Estado de hoje (“Em Belo Horizonte, biotecnologia busca o caminho do lucro“, p. B6).
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Data centers de baixo consumo
- 15 de janeiro de 2012
- 13h04
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- Por Renato Cruz
Paolo Faraboschi (foto) é “distinguished technologist” dos HP Labs. Ele comanda o grupo de pesquisa de Barcelona e, no mês passado, visitava o centro de tecnologia da empresa em Porto Alegre. O motivo de sua visita ao Brasil foi o 44.º Simpósio Internacional de Microarquitetura, realizado na cidade.
Sua pesquisa inclui processadores de baixo consumo de energia, para serem usados em grandes centros de dados. Em outubro, a HP anunciou, nos Estados Unidos, uma parceria com a fabricante de chips americana Calxeda, que usa tecnologia da britânica ARM, a mesma encontrada em processadores de celuloras e tablets. Além de ter um consumo menor de energia, esses chips permitem construir servidores que ocupam menos espaço.
Segundo Faraboschi, o trabalho desenvolvid com a Calxeda é baseada em pesquisas anteriores do HP Labs.
A HP não fabrica semicondutores, apesar de a área de pesquisa do tecnologista envolver o design de chips. Existe tecnologia desenvolvida pela HP que foi licenciada a fabricantes de chips? “Não posso comentar esse assunto”, respondeu o pesquisador.
Uma das principais tendências do mercado de tecnologia da informação hoje é a computação em nuvem, em que o software e a infraestrutura de tecnologia deixam de estar disponíveis localmente, e acabam vindo por meio da rede. A internet costuma ser representada por uma nuvem nos esquemas desenhados pelo pessoal de tecnologia.
A computação em nuvem cria a necessidade de se instalar centro de dados cada vez maiores. Empresas como o Facebook ou a Amazon dependem de milhares de servidores rodando em paralelo. Com isso, o consumo de energia e o espaço que essas máquinas ocupam passam a ser um fator importante.
Em novembro, a HP anunciou o projeto Moonshot, que usará os chips da Calxeda em servidores para grandes data centers. Esses produtos, que devem chegar ao mercado em meados deste ano, prometem reduzir o consumo de energia em 89%. e o espaço ocupado em 94%.
Mais informações no Estado de hoje (“Como fazer mais com menos energia“, p. B13).
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Software para o mundo
- 15 de janeiro de 2012
- 12h37
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- Por Renato Cruz
A Lei de Informática tem como primeiro objetivo o incentivo à produção local de computadores e celulares. Ela iguala as condições tributárias, para o restante do País, que essas empresas teriam na Zona Franca de Manaus.
Mas, com a exigência de se investir cerca de 4% do faturamento em atividades de pesquisa e desenvolvimento, acabou fazendo com que gigantes mundiais do setor instalassem no Brasil centros de software e serviços.
É o caso das americanas Dell e HP, que instalaram seus centros no Tecnopuc, em Porto Alegre, e hoje investem neles mais do que a exigência da Lei de Informática. Esses centros não são voltados somente para o mercado local. Eles desenvolvem software usado mundialmente pelas empresas, tanto internamente quanto em seus produtos.
O caso da SAP, que criou um centro em São Leopoldo (foto), no Tecnosinos, é diferente. A empresa alemã de sistemas de gestão não tem benefícios da Lei de Informática, que é voltada para equipamentos. Ela acabou decidindo criar o centro no País pela importância do mercado local e pela disponibilidade de pessoal qualificado na região.
“O Brasil é o terceiro maior mercado para a SAP”, afirmou Ricardo Cruz, gerente do SAP Labs Latin America. O primeiro prédio do laboratório foi instalado em 2009, com 7,3 mil metros quadrados e investimento de 14,8 milhões. Atualmente, ele emprega cerca de 520 pessoas.
A SAP aprovou, no fim do ano passado, o projeto de expansão do SAP Labs, com a construção de mais um prédio de 7,8 mil metros quadrados e capacidade para mais 550 pessoas. O segundo prédio deve ficar pronto no primeiro semestre do ano que vem.
Existem 15 laboratórios da SAP do mundo. Fundado em 2006, o brasileiro foi o primeiro no hemisfério sul. Em 2004, quando a empresa começou a estudar onde instalaria a unidade que acabou em São Leopoldo, o Brasil teve de competir com outros países, como México, Argentina, China e Bulgária.
Além de atender a América Latina, com localização, desenvolvimento e suporte, o SAP Labs Latin America também presta serviços para os Estados Unidos, Portugal, Espanha e Itália.
Mais informações no Estado de hoje (“Empresas mundiais desenvolvem software no Sul” e “Dois modelos de parque tecnológico“, p. B13).
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Chapinha para usar no carro
- 15 de janeiro de 2012
- 11h45
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- Por Renato Cruz
Luciano Link Andretta (foto), engenheiro de 37 anos que fundou a Riwa Soluções Eletrônicas, gosta mesmo é de desenvolver produtos. Ele criou uma lâmpada de nanoleds para iluminação pública, que promete redução de 80% no consumo de energia elétrica. A cidade de Campo Bom, no Rio Grande do Sul, está usando 60 delas.
O nanoled tem menos de um milímetro, comparado a cinco milímetros do led normal. “A lâmpada eletrônica tem um custo de 30% a 40% maior, mas dura de sete a oito vezes mais”, explicou Andretta. “Dá para recuperar o investimento em seis meses, com a redução de consumo.”
A produção das lâmpadas começou há seis meses, e existem 100 peças em teste. Apesar de mais cara que a lâmpada convencional de iluminação pública, o diretor da Riwa promete entregar seu produto pela metade dos R$ 2 mil que costumam custar os similares de grandes fabricantes multinacionais.
“Sou competidor, mas também sou cliente desses fabricantes”, disse Andretta. “Na minha lâmpada, uso componentes da Philips e da Osram. O chip é da GE.” A linha de produção montada por Andretta tem capacidade de produzir 400 unidades por dia. A fábrica está em Gravataí (RS), mas o escritório da empresa está instalado no Tecnopuc, parque tecnológico da Pontifícia Universidade Católica, em Porto Alegre.
O engenheiro tem muitas ideias de produtos. Vendo os copos térmicos que podem ser ligados no conector de energia do carro, ele criou uma chapinha para cabelos que também pode. “Vamos lançar a chapinha em março”, contou Andretta. “Mas estou pensando em outra marca, talvez Riwa Beauty, para não se confundir com as lâmpadas.”
Mais informações no Estado de hoje (“Da lâmpada de LED à chapinha para usar no carro“, p. B12).
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