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Tecnologia em Florianópolis

  • Por Renato Cruz
Pixeon Medical Systems

Pixeon Medical Systems

No mês passado, a Pixeon, empresa de software para a área de saúde, com sede em Florianópolis, anunciou uma fusão com a Medical Systems, de São Bernardo do Campo (SP). Atualmente, o gaúcho Fernando Peixoto, ex-presidente da Pixeon e atual diretor de pesquisa e desenvolvimento da nova empresa, estuda como vai ser a integração das equipes.

“Dois terços do pessoal de São Bernardo estaria disposto a vir para Florianópolis, mas só um terço do pessoal daqui mudaria para São Bernardo, e só com algum incentivo”, disse Peixoto. Ele mesmo definiu, como uma das condições da fusão, continuar em Floripa.

Esse parece ser um dos segredos do sucesso do polo de tecnologia de Florianópolis: a atração de pessoas de várias partes do País, que montam suas empresas ao redor de um centro de excelência que é a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A cidade nem sempre tem a visibilidade de outros polos, como Campinas e Recife, mas já conta com uma história de décadas e, neste ano, deve ultrapassar R$ 1 bilhão em faturamento.

Falta pouco

No ano passado, o polo tecnológico de Florianópolis faturou R$ 958 milhões e, se manter o crescimento médio de 16% dos últimos anos, vai chegar aos 10 dígitos. Segundo dados da prefeitura, no ano passado eram 489 empresas ativas de software e serviços e 71 de hardware. A cidade é muitas vezes chamada de “capital do turismo”, mas já faz alguns anos que o setor de tecnologia da informação ultrapassou as atividades turísticas como a principal fonte de negócios para Florianópolis.

O polo começou a se estruturar em 1984, com a criação do Centro Regional de Tecnologia em Informática (Certi), a partir do Departamento de Engenharia Mecânica da UFSC. O objetivo era ajudar empresas a desenvolver produtos de alta tecnologia. Posteriormente, o centro foi renomeado Fundação Centros de Referência em Tecnologias Inovadoras, mantendo a mesma sigla. “No começo, trabalhávamos mais para São Paulo, para empresas como Metal Leve, Cofap e Volkswagen”, afirmou Carlos Alberto Schneider, superintendente geral da Certi. “Não existia cliente aqui.”

Para ajudar a resolver esse problema, a Certi criou em 1986 a Incubadora Empresarial Tecnológica (IET), que depois passou a se chamar Centro Empresarial para Laboração de Tecnologias Avançadas (Celta). A Chaordic Systems é uma das 30 empresas incubadas no Celta. Ela oferece, a varejistas virtuais, um sistema de recomendação de produtos para consumidores. Entre seus clientes estão a Saraiva e a Nova Pontocom. “Florianópolis tem uma comunidade boa e empreendedora”, afirmou Anderson Nielson, diretor de Gestão de Pessoas da Chaordic. Ele é de Joinville. “A diversidade cultural contribui muito para criar empresas novas em Florianópolis.”

Pessoas

Um estudo feito ano passado pela Associação Catarinense de Empresas de Tecnologia (Acate) mostrou que cerca de 10 mil pessoas trabalhavam no setor de tecnologia da informação e comunicação em Santa Catarina, sendo que 36% estavam em Florianópolis. O estudo ouviu 354 empresas, que tinham 2,2 mil vagas em aberto, para contratação imediata. Para este ano, a previsão era de 5,7 mil vagas em aberto.

“Hoje o maior problema é a falta de mão de obra”, afirmou Guilherme Stark, presidente da Acate. Stark é sócio fundador da Reason Tecnologia. Fundada em 1991, a empresa fabrica equipamentos para o setor elétrico.

A reclamação de falta de mão de obra é comum em outros polos de tecnologia brasileiros, como Campinas (SP) e Recife. Em parceria com a Acate, o governo de Santa Catarina criou um programa de treinamento de jovens chamado Geração Tec, que tem como objetivo formar 1.150 pessoas neste ano. “Até 2014, queremos formar 5 mil pessoas”, afirmou Paulo Bornhausen, secretário de Desenvolvimento Econômico Sustentável de Santa Catarina.

Especializada em sistemas de gestão, a Softplan/Poligraph é uma das maiores empresas do polo de Santa Catarina. Criada em 1990, a Softplan emprega 1,1 mil pessoas, e tem expectativa de faturar R$ 150 milhões este ano, um crescimento de 30% sobre 2011. “Uma das causas do desenvolvimento do setor de software em Florianópolis é a situação geográfica”, disse Moacir Antônio Marafon, diretor e um dos fundadores da Softplan. “Não podem se instalar na ilha indústrias que causam impacto ambiental.”

Marcelo Amorim atua como investidor anjo. Sua empresa, a Jacard Investimentos, é uma das sócias da Axado, que permite comparar preços de frete. Amorim mudou-se de São Paulo para Florianópolis em 2004. “O nível do polo é muito alto, mas não se vende essa história bem vendida”, disse. “No Brasil, a única comparação é com Campinas.”

No Estado de hoje (“Tecnologia de Florianópolis chega ao primeiro bilhão“, p. B8).

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Filme brasileiro de stop motion

  • Por Renato Cruz
Bocas de personagens do filme 'Minhocas'

Bocas de personagens do filme 'Minhocas'

Demorou, mas agora está quase pronto. Minhocas é o primeiro longa-metragem brasileiro feito com a técnica de stop motion, que usa bonecos. Ele tem como base um curta-metragem de 15 minutos que levou o prêmio do júri infantil do Festival AnimaMundi de 2006. No ano seguinte, a equipe da produtora Animaking mudou-se para Florianópolis para fazer o filme, e está instalada hoje no Sapiens Parque, no norte da ilha.

“A previsão de lançamento é o segundo semestre de 2013″, disse Paolo Conti, diretor do filme. A decisão, segundo ele, será das produtoras Fox Filmes e Globo Filmes. A finalização do longa está a cargo da O2, do diretor Fernando Meirelles.

Segundo Conti, um dos motivos para mudança para Florianópolis foi a busca de tecnologia. “Fizemos uma parceria com a universidade federal”, afirmou o diretor. As bocas dos personagens foram produzidas numa impressora tridimensional. É a mesma técnica usada, por exemplo, para fazer os personagens do filme americano ParaNorman, lançado este ano.

Antes de ParaNorman, o filme Coraline, de 2009, havia usado impressoras 3D para dar vida aos personagens numa animação com a técnica de stop motion. “Já havíamos começado antes do lançamento de Coraline”, destacou o diretor do filme brasileiro.

Cerca de 70 pessoas trabalharam no filme. O orçamento de R$ 10 milhões ficou bem abaixo dos similares internacionais. “A Fuga das Galinhas teve um orçamento de US$ 50 milhões”, disse Conti. “Nosso orçamento foi um décimo disso.” De olho no mercado internacional, as bocas dos personagens reproduzem fonemas em inglês.

No Estado de hoje (“Uma animação para competir no mundo“, p. B8).

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Livraria Cultura contra Amazon

  • Por Renato Cruz
Kobo Touch

Kobo Touch

A briga pelo nascente mercado brasileiro de livros digitais promete esquentar. A Livraria Cultura anunciou ontem uma parceria com a canadense Kobo para trazer leitores eletrônicos e livros digitais para o País, na preparação para a chegada da operação de varejo da americana Amazon. “A parceria deve impulsionar o mercado de e-books por aqui”, afirmou Sergio Herz, presidente da Livraria Cultura.

A empresa planeja vender quatro modelos de e-readers da Kobo, sendo um deles um tablet com sistema operacional Android. Os planos são agressivos. “Ainda não definimos os preços, mas o primeiro modelo deve ser mais barato que o Kindle importado”, disse Sergio Herz. Com lançamento previsto para o fim do próximo mês, o primeiro modelo será o Kobo Touch, que custa US$ 99 nos Estados Unidos. Um Kindle International, comprado diretamente do site americano da Amazon, sai no Brasil por cerca de R$ 450, com impostos.

“Ninguém faz dinheiro vendendo o aparelho”, disse Pedro Herz, presidente do conselho da Cultura. Essa também é a estratégia da Amazon, que usa o Kindle para alavancar a venda de livros, música e filmes digitais. Com o acordo com a Kobo, o catálogo de livros digitais da Livraria Cultura vai subir de 330 mil títulos para 3 milhões. Somente 15 mil estão em português.

“Espero que nosso lançamento venha a incentivar as editoras brasileiras”, disse Pedro Herz. “Elas já estão lançando os livros novos também na versão digital, mas existe uma oportunidade muito grande no catálogo.” Assim como a Amazon, a Kobo tem um sistema em que escritores independentes podem publicar seus livros digitais diretamente. Esse serviço não será trazido ao Brasil no mês que vem, mas está nos planos da Cultura oferecê-lo por aqui.

A Livraria Cultura prevê faturar R$ 430 milhões este ano, um crescimento de 20% sobre 2011. Desse total, 19% são provenientes do site, e somente 1% das receitas de seu comércio eletrônico vêm dos livros digitais. Sediada no Canadá, a Kobo é controlada pela japonesa Rakuten, que lançou este ano um shopping virtual no Brasil.

Negociação

Sergio e Pedro admitem ter conversado com representantes da Amazon que, segundo eles, queriam convencê-los a vender o Kindle em suas lojas. É um modelo que, para a Cultura, não fazia sentido, já que colocaria nas mãos de seus clientes um equipamento ligado à loja virtual da Amazon. Eles negaram que a Amazon tenha tentado comprar a Livraria Cultura. “O que eles fariam com nossas 14 lojas?”, questionou Sergio.

A expectativa sobre a chegada da Amazon no Brasil é grande. A empresa tenta negociar acordos com editores e tenta aquisições. Apesar de não existirem informações oficiais, pessoas do mercado diziam, há alguns meses, que o lançamento seria em setembro. Agora, muita gente já diz que a estreia da operação de varejo provavelmente ficou para o ano que vem.

Os leitores eletrônicos da Kobo adotam formatos abertos, como ePub e PDF e, dessa forma, os leitores podem comprar livros em outras lojas. A vantagem para a Cultura, no entanto, é que o aparelho estará ligado diretamente à sua loja virtual, permitindo que os usuários do Kobo comprem livros com um clique.

A primeira tentativa da Cultura de entrar no mercado de e-books aconteceu em 2002, mas foi muito cedo. Em 2010, a varejista fez uma nova investida, com o leitor digital Alpha, da Positivo Informática, que já deixou de vender. “O Alpha era um leitor mais simples, que não tinha solução de compra”, explicou Sergio Herz.

Com o Kobo, a empresa oferece uma solução completa, com compra de livros no aparelho e aplicativos para PCs, iPhones e iPads e aparelhos com o sistema Android.

Foto: Honza chodec / Creative Commons

Mais informações no Estado de hoje (“Livraria Cultura quer vender leitor eletrônico mais barato que a Amazon“, p. B15).

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Oi adia pagamentos

  • Por Renato Cruz

Oi

A Oi decidiu que não pagará nenhuma conta neste mês. Ela distribuiu uma carta na semana passada informando que, por conta da instalação de uma nova versão do sistema de gestão empresarial SAP, “não realizará pagamentos aos seus fornecedores durante o mês de setembro”.

Todos os pagamentos deste mês foram adiados para 10 de outubro. A partir do próximo mês, a empresa pagará fornecedores somente no dia 10, ou no dia útil posterior.

A situação preocupa os fornecedores, pois muitos deles dependem do pagamento da Oi para honrar seus próprios compromissos. Mesmo grandes empresas podem receber um impacto negativo substancial por causa da decisão da Oi. Somente uma delas tem uma conta de cerca de R$ 160 milhões a receber da operadora em setembro.

Ontem, a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) enviou uma carta ao presidente da Oi, Francisco Valim, pedindo que a suspensão dos pagamentos seja revista. “A decisão coloca em risco a saúde financeira dos fornecedores”, argumentou a Abinee, na sua carta à Oi. A associação também defende que a concentração dos pagamentos no dia 10 de cada mês seja feita de forma escalonada, para não prejudicar os compromissos já agendados.

“Parece uma medida para fazer o caixa ficar mais polpudo”, afirmou uma fonte da indústria, que pediu para não ser identificada. A Oi fecha neste mês o balanço do terceiro trimestre e, na visão dessa fonte, a suspensão do pagamento poderia dar um reforço no caixa da empresa, para melhorar os números do período.

Gestão

Uma fonte da Oi, porém, nega que a medida tenha algum motivo além da mudança no SAP. “Já era uma medida prevista”, disse. A Oi passou recentemente por uma reestruturação societária, em que o número de empresas no grupo foi reduzido. A empresa tinha um sistema de gestão SAP rodando na Brasil Telecom e outro na Oi e, neste mês, resolveu consolidá-los.

Um sistema de gestão empresarial como o ERP é formado por vários módulos, como finanças, contabilidade, recursos humanos, vendas e compras. “É estranho o SAP não funcionar para pagar, mas funcionar para receber”, disse uma fonte da indústria. “Essa suspensão de pagamentos vai repercutir muito negativamente no mercado, na imagem da companhia.”

Em seu comunicado, a Oi afirma: “Estamos nos preparando para a entrada de uma nova versão do SAP/R3 (ECC-6), que irá garantir segurança, agilidade, integração e redução de custos”. O adiamento dos pagamentos de setembro seria “para que os processos sejam adequados e sistemas parametrizados com qualidade”.

Ontem, as ações preferenciais da Oi fecharam em queda de 1,18% na Bovespa, cotadas a R$ 7,56, enquanto os papéis ordinários perderam 0,56%, ficando em R$ 8,90. O comportamento foi na contramão do mercado, já que o índice Bovespa subiu 1,12% na sessão passada.

No Estado de hoje (“Oi deixa de pagar fornecedores por um mês“, p. B17).

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Radiodifusores ameaçam reagir

  • Por Renato Cruz

Daniel Slaviero, presidente da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), criticou o plano do governo de antecipar para o ano que vem o leilão da faixa de 700 Mhz para a quarta geração da telefonia celular (4G). “Se isso for tratado como fato consumado, o setor de radiodifusão vai reagir”, disse ontem, durante o Painel Telebrasil, em Brasília.

Atualmente, essa faixa é ocupada pelos canais analógicos de TV aberta. O decreto que instituiu a TV digital no País determinou que esses canais serão desligados e devolvidos ao governo em 2016.

Se não forem tomadas medidas pelo poder público para garantir a digitalização das emissoras e, principalmente, o acesso a receptores digitais pelos espectadores, não será possível desligar os canais nem mesmo daqui a quatro anos.

A Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil) apoia a posição do governo. Antonio Carlos Valente, presidente da associação, sugeriu que operadoras e radiodifusores dialoguem para resolver a questão.

Mais informações no Estado de hoje (“Investimento das teles em rede cresce 3% ao ano, enquanto receita sobe 8%“, p. B12).

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Investimento cresce pouco

  • Por Renato Cruz
Painel Telebrasil 2012

Painel Telebrasil 2012

As operadoras de telecomunicações têm sido bastante cobradas nos últimos meses pela qualidade dos serviços, principalmente móveis. Um estudo apresentado pela A.T. Kearney hoje, durante o evento Painel Telebrasil, em Brasília, mostrou que de 2005 a 2011, o crescimento médio anual dos investimento nas redes fixas e celulares ficou em somente 3% ao ano. O consultor Tiago Monteiro, da A.T. Kearney, apontou que, no período, foram investidos R$ 115 bilhões.

Apesar do crescimento baixo, Antonio Carlos Valente, presidente da Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil) e da Vivo Telefônica, afirmou que o investimento do setor no País está acima da média mundial. “Desde a privatização, o setor investiu R$ 390 bilhões”, disse Valente, acrescentando que esse montante equivale a mais de 20% da receita.

“A média mundial é de 15% da receita”, disse Francisco Valim, presidente da Oi. “O Brasil investiu mais que a média mundial na série histórica.” A privatização do Sistema Telebrás aconteceu em 1998.

Preocupação

Na noite de ontem, durante a abertura do evento, Valente criticou o conceito de neutralidade de rede irrestrita contido na proposta do Marco Civil da Internet. “Isso impede novos modelos de negócio e serviços”, disse Valente, da Telebrasil.

Pelo conceito de neutralidade de rede, todo conteúdo da internet deve ser tratado da mesma forma pelas operadoras. As teles são contra porque querem cobrar de grandes empresas de internet, como Google e Facebook, uma taxa pela capacidade que consomem.

O problema é que, sem a garantia de neutralidade, os parceiros das teles teriam um tratamento privilegiado, com maior qualidade de entrega, o que poderia prejudicar a entrada de novas empresas no mercado, impactando a competição e a possibilidade de escolha.

O desafio que as operadoras de telecomunicações enfrentam, no entanto, é sério. O avanço do vídeo na internet tem feito com que o tráfego de dados cresça muito mais rápido que a capacidade de investir.

Monteiro, da A.T. Kearney, mostrou hoje que o tráfego de internet vai crescer, em média 33% ao ano no mundo. Em 2015, metade desse tráfego deve ser vídeo. No Brasil, a tendência é ainda mais acentuada. A expansão média anual esperada para o tráfego de internet no País é de 53%. O vídeo deve responder por 65% do tráfego em 2015.

“No momento atual, a conta não fecha”, afirmou Valim, da Oi. “O fluxo de caixa é muito perto de zero.” Carlos Zenteno, presidente da Claro, disse que não dá para depender exclusivamente das receitas de conectividade. “Não vamos somente ser um tubo para esse conteúdo.”

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Livro sobre TI para empresas

  • Por Renato Cruz

TI para Negócios 2
Está marcado para hoje, 29/8, a partir das 19h, o lançamento do livro TI para Negócios 2 (Netpress Books), escrito por Suzandeise Thomé. Segundo a editora:

“O livro tem foco no papel do analista de negócios, um profissional que deve assumir como meta principal atingir os objetivos corporativos, exercendo a mediação bem sucedida entre os profissionais de negócios e os de TI, com o intuito de facilitar a compreensão entre ambos e garantir os melhores resultados para as empresas.”

Suzandeise Thomé é formada em Engenharia e Ciência da Computação pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT) e pós-graduada em Interação Humano-Computador pela Universidade de Michigan.

O lançamento será na Livraria Cultura do Shopping Market Place, Avenida Dr. Chucri Zaidan, 902, em São Paulo.

O primeiro volume da coleção TI para Negócios foi escrito pelo jornalista Edson Perin, e lançado em 2010.

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MercadoLivre supera Groupon

  • Por Renato Cruz
Comportamento das ações do Groupon e do MercadoLivre

Comportamento das ações do Groupon e do MercadoLivre

Já faz alguns dias: com ações em queda, o Groupon, serviço americano de compras coletivas, passou a valer menos que o MercadoLivre, empresa latino-americana de comércio eletrônico que tem no Brasil o seu maior mercado. Criado em 1999 como uma companhia de leilões, pelo argentino Marcos Galperin, o MercadoLivre tem seus papéis negociados na bolsa eletrônica Nasdaq.

O MercadoLivre fechou hoje cotado a US$ 85,21, registrando uma queda de 1,89%. Seu valor de mercado ficou em US$ 3,76 bilhões, comparado a US$ 3,09 bilhões do Groupon. Os papéis do Groupon caíram 5%, para US$ 4,75.

No trimestre passado, o Groupon lucrou US$ 28,4 milhões, com um faturamento de US$ 568,3 milhões.  No mesmo período, o MercadoLivre teve um lucro de US$ 25,4 milhões, com uma receita de US$ 88,8 milhões.

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Cortes da Motorola no Brasil

  • Por Renato Cruz

Motorola

Os cortes de emprego na Motorola Mobility, anunciados hoje pelo Google, devem afetar o Brasil. A fabricante de celulares tem um escritório em São Paulo e uma unidade fabril em Jaguariúna (SP).  O SindMetal, sindicato dos metalúrgicos de Jaguariúna, terá uma reunião com representantes da empresa amanhã à tarde, para ter mais detalhes.

Segundo José Francisco Salvino, presidente do SindMetal,  as informações preliminares são de que as demissões devem afetar o setor administrativo, mas não a produção. Ele afirmou que a empresa emprega cerca de 2,5 mil pessoas na cidade.

A Motorola Mobility divulgou um comunicado dizendo que o Brasil continua a ser um “importante mercado” para a empresa. O comunicado não confirma nem desmente as demissões locais.

“Embora a Motorola espere que essa estratégia crie novas oportunidades e ajude sua unidade de dispositivos móveis a retornar à lucratividade, a empresa entende que essas mudanças serão difíceis para os funcionários afetados”, informou a companhia. “A Motorola se compromete a ajudá-los durante esse momento difícil de transição, oferecendo um pacote de indenizações, além de serviços de recolocação profissional.”

No mundo, serão demitidas 4 mil pessoas, o equivalente a 20% da força de trabalho da empresa.

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Rivais adotam modelo da Apple

  • Por Renato Cruz
Henrique de Castro, do Google

Henrique de Castro, do Google

A Apple tem um modelo de negócios que costumava ser somente dela. A empresa fundada por Steve Jobs projeta os equipamentos, desenvolve o software e oferece uma série de serviços, como a venda de músicas, vídeos e aplicativos, para seus clientes, num sistema verticalmente integrado.

Esse modelo garante uma experiência superior para o usuário, pois evita a possibilidade de erros e conflitos que podem surgir da combinação de fornecedores múltiplos, e ao mesmo tempo, o deixa totalmente dependente da empresa.

Recentemente, o Google anunciou seu tablet Nexus 7 e a Microsoft apresentou o seu Surface. O objetivo das empresas é oferecer essa experiência superior, e garantir a fidelidade do cliente com essa estrutura vertical.

Henrique de Castro, presidente de mídia, mobilidade e plataformas globais do Google, participou na semana passada do evento Fortune Brainstorm Tech 2012, em Aspen, nos Estados Unidos. A Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) foram patrocinadoras do evento.

Durante um painel que tinha como tema “Tablets 2.0″, ele afirmou que o sistema Android, do Google, deve ultrapassar a Apple em tablets, como aconteceu nos smartphones, por ser aberto a diversos fornecedores. “O produto é melhor quando o ecossistema ao redor dele é melhor, e um sistema aberto é melhor que um sistema fechado”, disse Castro, com um Nexus 7 nas mãos.

Na edição mais recente da revista Wired, o colunista Anil Dash apontou que, em maio de 2011, chegaram ao fim restrições à atuação da Microsoft, que foram resultado do acordo antitruste que a empresa fez com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos nove anos antes. Com sua capa que também funciona como teclado, o tablet Surface refletiria esse momento da empresa fundada por Bill Gates, da sua volta ao mercado sem amarras.

“O Surface não é um equipamento ‘eu também’. Ele empurra adiante toda a categoria”, escreveu Dash. “E, com o Surface, a Microsoft não está indo para cima só da Apple; ela está sacudindo os punhos na direção de todos os seus parceiros que fabricam PCs, que têm lançado tablets e laptops medíocres por anos.”

Volta

Marc Andreessen deu início à revolução da web em 1993, quando criou o Mosaic, primeiro navegador gráfico do mundo. Homem de software, ele apontou para um ressurgimento da indústria de hardware.

“Acho que o software está se tornando tão importante que, na verdade, está levando a um novo tipo de renascimento do hardware”, disse Andreessen, semana passada, na abertura do evento. “Acho que os eletrônicos de consumo podem estar num processo de volta aos EUA. Há 30 anos, quando eu estava crescendo, havia uma grande discussão de todas as empresas de eletrônicos de consumo que estavam deixando os EUA por ser uma manufatura comoditizada.”

Ele destacou que mesmo o iPhone, apesar de ser fabricado na China, tem muitos de seus componentes produzidos nos EUA. “Todos os lucros voltam para os Estados Unidos”, disse Andreessen. Entre as empresas que receberam investimento da sua empresa, a Andreessen Horowitz, estão a Jawbone, que fabrica alto-falantes, e a Lytro, que produz câmeras. “Esses produtos são software extremamente sofisticado embalado em hardware especial. Mas as companhias que só fazem hardware vão passar por um momento muito difícil.”

Junto com o Nexus 7, o Google anunciou o Nexus Q, um aparelho que transmite vídeos, músicas e fotos de computadores e da internet para televisores, fabricado nos Estados Unidos. Andreessen acha que mais equipamentos podem começar a ser produzidos em seu país, mas ele não considera essa questão importante. “Muito do que acontece na China é juntar componentes fabricados em outros lugares. Ou fabricados na China com tecnologia americana”, destacou o investidor. “Enquanto os equipamentos forem projetados nos EUA, não importa muito onde são fabricados. Isso não tem a ver com a criação de empregos de alto valor e, francamente, existem poucos americanos dispostos a trabalhar numa linha de montagem chinesa a esses salários.”

* O repórter viajou a convite da Brasscom

Foto: Fortune Brainstorm Tech

No Estado de hoje (“Modelo de negócios da Apple conquista concorrentes“, p. B13).

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