“Cinco erros em quatro linhas, e ela tem diploma de datilografia! Porque esse enorme coeficiente de erros? A má iluminação responde eloquentemente a essa pergunta”.
O anúncio da Light é do dia 4 de janeiro de 1949.
Veja como era uma uma aula de datilografia em 1943:
“O conhecimento perfeito e grande prática de datilografia e taquigrafia constitui uma profissão de futuro. A Escola Remington mantém cursos especiais destas matérias. Rua Quinze, 26 – Palacete Mappin”. 1 de março de 1918.
Abaixo, filme de 1943 da Biblioteca do Congresso americano sobre datilografia e máquinas de escrever:
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“Remington portátil, a máquina de escrever dos fazendeiros. Seu uso é tão simples que está ao alcance de todos, independentemente de instruções especiais”.
Anúncio publicado na revista A fazenda Moderna, em janeiro de 1927. Reproduzida do livro ‘A imprensa rural no Brasil – histórias da agricultura e da propaganda agrícola’ (Dias, João Castanho;Editora Barleus, 2011).
Anúncio da máquina de escrever Halda, publicado em 16 de março de 1952.
O homem de chapéus com asas é uma referência ao personagem Mercúrio da mitologia romana (associado ao deus grego Hermes). Mercúrio era um mensageiro e deus do comércio. Seu nome é relacionado à palavra latina merx (mercadoria). Era o deus romano encarregado de levar as mensagens de Júpiter, por isso sua imagem é associada também à imprensa. A palavra mercurial é geralmente usada para se referir a algo ou alguém errático, volátil ou instável, derivado da rapidez dos vôos de Mercúrio de um lugar a outro.
“Uma máquina esplêndida Remington modelo 1912 com justiça considerada a melhor máquina de escrever do mundo. Uma sólida mesa paulista, própria para máquinas de escrever, e uma cadeira de mola”.
8 de dezembro de 1912. Veja a página original no Acervo Estadão AQUI.
“Além de oferecer todas as vantagens, sendo a melhor, a nova Remington 12 é silenciosa. Essa é a máquina que V. S. tem notado a falta no seu gabinete. Peça uma demonstração sem compromisso, ou prospectos ilustrados à Cas Pratt, Praça da Sé, números 16-18″.
Anúncio de consórcio de máquinas de escrever organizado pelo Empório Universal de A. Morelli. Buscava 50 interessados em adquirir as máquinas Pittsburg-Visible. A vantagem, diz o anúncio, é de que nelas “vê-se o que escreve, sem tirar nem levantar a folha de papel, e o seu teclado é tão bem organizado que poder-se-á escrever nas seguintes línguas: português, francês, alemão, inglês, italiano e em espanhol, sem falha do menor sinal exigido na ortografia dos referidos idiomas”.
A Remington portátil era no início dos anos 30 o que o iPad é hoje. A possibilidade de navegar na imaginação em qualquer cômodo da casa.
O anúncio dizia: “No lar, acima de tudo, precisa-se da Remington portátil. Precisa dela cada membro da família. O estudante sabe que composições bem datilografadas, obtém boas notas. Adquira uma destas elegantes máquinas e conserve-a sempre consigo. O novo modelo é dotado de excelente tabulador de parágrafos. Ela é acompanhada de magnífico estojo para viagens”.
“É tão fácil conversar numa Remington Portátil. Com que rapidez, com que fluência as palavras vêm… com uma Remington Portátil na ponta dos dedos! Acabaram-se as horas de escrita à mão… de adiamentos para amanhã das cartas que devem ser escritas hoje! A famosa Remington Portátil Quite-riter torna a escrita de cartas um prazer. E a sua leitura também! Assim, como V. vê, não é apenas mais fácil conversar numa Remington – é também uma prova de consideração!”