Cometa santista
20 de junho de 2012 | 19h00
Cley Scholz

Ônibus Mercedes Benz da Viação Cometa na edição de  1 de julho de 1959. Confira a página no Acervo Estadão. A Cometa ganhou este nome em 1948, quando a Auto Viação Jabaquara comprou a Auto Viação São Paulo-Santos, que estampava seus veÃculos com um cometa, para sugerir rapidez. Outros reclames sobre transportes aqui.







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Naquela época ainda não havia estação rodoviária em São Paulo. O ponto terminal era a própria loja de cada empresa de transporte.
Para a baixada santista, havia duas companhias à disposição: o Expresso Brasileiro e a Cometa. O primeiro mantinha loja no alto da praça Clóvis Bevilacqua, um pouco acima do Quartel dos Bombeiros. Quanto à Cometa, fazia ponto algumas centenas de metros mais abaixo, no andar térreo de um edifÃcio que dava frente para o parque Dom Pedro.
Só em 1962 viria a ser inaugurada a primeira estação rodoviária centralizada, a Júlio Prestes, que teve vida relativamente curta. Durou até 1982, quando foi substituÃda pelo terminal do Tietê.
O João Havelange virou comandante da Cometa com aporte do Vaticano. Três anos atrás, a gigantesca garage da Cometa, na entrada de Campinas, foi comprada pelo ‘pedir mais cedo’, que a transformou em templo. Sem saber, sua santidade fez negócio com o arquirrival da igreja católica no Brasil… João Havelange dá nó em pingo d’água: fez da Fifa uma entidade maior e mais forte do que a Fifa.