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Instagram poderá publicar vídeos, diz rumor

17 de junho de 2013 | 17h44

Mariana Congo

O Instagram, aplicativo de compartilhamento de fotos, poderá ter um serviço de publicação de vídeos curtos (de até 10 segundos) – seguindo o modelo do app Vine, comprado pelo Twitter no ano passado.

O rumor sobre a possível novidade surgiu depois que o Facebook convidou a imprensa para um evento misterioso nesta quinta-feira, 20. Em tempo: Facebook adquiriu o Instagram em abril do passado.

O convite do evento desta semana chegou por correio para jornalistas e tem apenas as frases: “Uma equipe pequena está trabalhando em uma grande ideia. Tome um café conosco e aprenda mais sobre um novo produto”.

Segundo o site de tecnologia TechCrunch, a publicação de vídeos via Instagram poderia ser uma estratégia acertada para o Facebook não perder mercado.

Isso porque, o compartilhamento de vídeos do Vine ultrapassou o de fotos do Instagram no Twitter no fim de maio.

Além disso, há o crescimento de aplicativos como o Viddy, Cinemagram e Socialcam, apelidados de “Instagram para vídeo”.

O Instagram tem 100 milhões de usuários e 40 milhões de fotos são publicadas por dia. O Vine permite a criação de vídeos de até seis segundos nas plataformas iOS e Android.

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(Imagem: Divulgação/Instagram)

#Hashtags chegam ao Facebook

12 de junho de 2013 | 16h02

Mariana Congo

Os rumores que surgiram em março, de que o Facebook iria permitir #hashtags clicáveis em sua timeline, se confirmaram nesta quarta-feira, 12.

As hashtags começaram a funcionar hoje no Facebook, seguindo outras redes sociais que usam o recurso há mais tempo, como o Instagram, Twitter, Tumblr e Pinterest.

O recurso está disponível primeiro somente para 1% dos usuários (dentre aqueles que usam o Facebook em inglês). Ao longo das próximas semanas, as hashtags irão começar a funcionar para todos.

Recursos

Ao clicar na hashtag, é possível ver um feed com todo o conteúdo compartilhado por outros usuários sobre aquele assunto. Mas só poderá ser visualizado o que foi postado pelo amigos ou por pessoas que têm perfil público.

As hashtags de publicações do Instagram republicadas no Facebook também serão clicáveis.

E o recurso funciona também para fazer buscas na barra de pesquisas.

Conversas públicas

O Facebook destaca que, diariamente, milhões de usuários compartilham na rede suas opiniões sobre o que está acontecendo no mundo. Durante um episódio recente da série televisiva Game of Thrones, por exemplo, o programa recebeu mais de 1,5 milhão de menções no Facebook. Segundo a empresa, isso representa uma parcela significativa dos 5,2 milhões de pessoas que assistiram ao seriado.

“As hashtags são apenas o primeiro passo para ajudar as pessoas a descobrirem o que os outros estão dizendo sobre um tema específico e participarem de conversas públicas”, diz a empresa.

O que são?

As hashtags identificam o conteúdo e permitem ao usuário visualizar tudo o que está sendo dito sobre um mesmo assunto. A palavra ou frase é precedida do símbolo “#”. Por exemplo: #copadasconfederações. Mais que um recurso para organizar informações, a hashtag funciona também como uma forma de expressão criativa dos usuários. O recurso foi popularizado no Twitter há cinco anos.

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(Imagem: Reprodução/Facebook)

Vírus no Facebook pode roubar contas bancárias

5 de junho de 2013 | 18h17

Mariana Congo

Cresce a circulação de um vírus no Facebook que tem potencial para roubar dados e limpar a conta bancária de usuários. É um cavalo de troia chamado Zeus/Zbot.

O malware já existe há seis anos, mas ressurgiu em 2013, especificamente em fevereiro. Na metade do mês de maio, apresentou um pico de usuários afetados nos Estados Unidos, segundo relatório da empresa de segurança Trend Micro citado em reportagem do blog de tecnologia do New York Times.

De acordo com a Trend Micro, existe uma tendência de antigos vírus voltarem à ativa repaginados, o que é o caso do Zeus no Facebook. No ano passado, por exemplo, esse vírus foi apontado como parte de um ataque que desviou cerca de US$ 800 milhões de contas de bancos na Europa, América Latina e Estados Unidos.

Além de dados bancários, o Zeus é programado para roubar qualquer tipo de identificação online de usuário, o que inclui dados pessoais.

Mensagens e links

O vírus é transmitido via mensagens de “phishing”. O termo em inglês significa “pescaria” e diz respeito a links ou mensagens falsas, geralmente de propaganda, que pedem que o usuário clique para visualizar vídeos ou produtos, segundo o Business Insider.

Quando a pessoa é “fisgada” pelo vírus, sua conta no Facebook encaminha, automaticamente, mensagens e links para os amigos na rede social, com o objetivo de infectar mais usuários.

O alerta: não clique em links que pareçam suspeitos, mesmo que a fonte seja um amigo próximo. Esse amigo pode ter sido infectado e ainda não ter percebido.

O Zeus fica “adormecido” no computador até que o usuário acesse uma conta bancária, por exemplo. Aí o malware entra em ação para roubar dados e senhas. O vírus tem potencial para atingir somente usuários de Windows.

Cuidados no Facebook

A página www.facebook.com/security reúne informações sobre segurança no Facebook. A empresa informa que “detecta ativamente vírus conhecidos nos dispositivos dos usuários para proporcionar a eles um processo de autorrecuperação que inclui o varredor de vírus Scan-E-Repair”.

A empresa indica aos usuários que relatem qualquer spam que encontrem na rede social. Para isso, uma setinha no canto superior direito dos posts na timeline mostra a opção “Denunciar história ou spam”. Além disso, o Facebook reforça que nunca pedirá número de cartão de crédito, identidade ou CPF.

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Facebook completa um ano na bolsa de valores sem convencer os investidores

17 de maio de 2013 | 16h18

Economia&Negócios

Hugo Passarelli e Mariana Congo

Texto atualizado às 21h30

Há um ano, Mark Zuckerberg transformava os bits de sua rede social, o Facebook, em ações. A euforia que antecedeu a oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) foi substituída por uma descrença dos investidores, apesar das receitas crescentes.

A cotação do papel nunca recuperou o valor alcançado no IPO. Com a precificação de US$ 38, a ação do Facebook encerrou o primeiro dia com alta de 0,61%, a US$ 38,23. Um ano depois, o papel acumula desvalorização de 31%, cotado a US$ 26,21 no fechamento de ontem.

A ação do Facebook alcançou seu menor nível em setembro de 2012 (US$ 17,73), quando expirou o prazo do primeiro bloqueio de venda de papéis, geralmente imposto a investidores iniciais. Mas, nos últimos meses, recuperou parte das perdas na bolsa e teve alta de mais de 50%.

Apesar do resultado fraco na bolsa, o Facebook tem receitas saudáveis. O faturamento bruto do primeiro trimestre deste ano foi 38% maior que o do mesmo período de 2012.

Há quem mostre entusiasmo com o crescimento da receita da companhia, principalmente por meio da publicidade em aplicativos, um dos pontos que eram considerados mais críticos pelos analistas no IPO.

Em outubro, apenas cinco meses depois da estreia na bolsa, o Facebook surpreendeu ao informar uma alta de 14% em sua receita proveniente de celulares – na época do IPO, a cifra era zero. No primeiro trimestre deste ano, a receita com dispositivo móvel já equivalia a um terço do total obtido com propaganda na rede.

Segundo o último relatório da empresa, o uso da rede social em dispositivos móveis cresceu 54% em um ano, para 751 milhões usuários mensais. A rede de Zuckerberg continua a investir no nicho móvel. No início de abril, lançou o Facebook Home, plataforma que integra a rede social a smartphones Android.

Na avaliação de Karsten Weide, analista da IDC citada pelo site MarketWatch, o fato surpreendente não é o Facebook ir bem na publicidade para o celular, mas a velocidade com que a rede social conseguiu avançar nesse segmento mobile.

Relevância. Já os receosos com o futuro da companhia enxergam problemas no crescimento do número de usuários e a possibilidade de a rede perder relevância. O empresário Rupert Murdoch publicou em sua conta no Twitter nesta semana uma crítica ao Facebook. Ele diz que a quantidade de horas que os usuários gastam na rede social tem caído de forma preocupante e que o Facebook poderia se tornar o próximo MySpace, rede comprada pelo conglomerado de mídia de Murdoch em 2005. O MySpace chegou a ter 230 milhões de usuários pelo mundo, mas perdeu relevância ao longo do tempo, o que resultou em prejuízo para Murdoch.

 


Da euforia no dia do IPO à decepção: ações do Facebook até hoje não se valorizaram acima da cotação inicial (Foto: AP Photo)

Outra preocupação, nota o Financial Times, é o temor de que a audiência mais jovem da rede social esteja minguando. Segundo o diário britânico, ainda não há muitos dados sobre o assunto, mas uma boa parte dos investidores está certa de que usuários com menos de 25 anos estão com “fadiga” do Facebook e preferindo outras redes e serviços, como Twitter, WhatsApp e Snapchat. Um dos motivos é a perda de interesse dos jovens à medida que parentes mais velhos criam perfis na rede social.

Uma pesquisa do Pew Research Center mostra que quase 40% dos usuários norte-americanos de 18 a 29 anos pretendem passar menos tempo utilizando o Facebook em 2013.

O Facebook admite que os mais jovens estão usando outros serviços similares à rede social e muitas vezes substituindo o seu uso. Mas o site cita apenas um exemplo de substituto: o Instagram, adquirido por ele no ano passado por US$ 1 bilhão.

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Zuckerberg anuncia ‘Facebook Home’, plataforma que integra rede social ao Android

4 de abril de 2013 | 14h17

Mariana Congo


ZUCKERBERG: FACEBOOK HOME NÃO É UM SISTEMA OPERACIONAL, MAS É MAIS DO QUE UM APLICATIVO (Foto: REUTERS/Robert Galbraith)

O fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, anunciou uma nova plataforma para a tela inicial do Android, chamada de Facebook Home. O evento foi realizado na tarde desta quinta-feira, 4, em Menlo Park, Califórnia (Estados Unidos).

Na apresentação do produto, Zuckerberg disse que o “Facebook Home não é um telefone ou um sistema operacional, mas também é mais do que apenas um aplicativo”.

O Facebook Home reunirá as atualizações do usuário na tela inicial do telefone, como comentários em postagens, atualizações e mensagens. Assim, integra o Facebook às principais atividades do smartphone.

A ideia do novo produto é personalizar a página inicial dos smartphones Android com uma nova lógica que substitui a importância dos aplicativos pela interação social. “Vamos colocar as pessoas em primeiro lugar no telefone”, disse Zuckerberg.

“Acreditamos que a tela inicial do smartphone deva ser toda personalizada”.

Segundo Zuckerberg, em média, 20% do tempo que um usuário gasta em seu smartphone é para acessar o Facebook, se contar o Instagram, o número é 25%.

O fundador do Facebook disse que o sistema operacional Android foi escolhido por ser aberto e maleável para programação.

As mensagens do chat do Facebook serão integradas a outras atividades do telefone e não ficarão em segundo plano.

As fabricantes de celulares HTC e a Samsung são algumas das parceiras do Facebook no projeto Home. Os smartphones das fabricantes terão o aplicativo da rede social nativo. A operadora norte-americana AT&T vai vender o aparelho da HTC com o Facebook Home a partir de 12 de abril.

Como instalar?

Quem já usa o aplicativo do Facebook no smartphone Android vai receber uma mensagem sugerindo a atualização do app. Essa atualização vai instalar o Home no celular. O Facebook Home também poderá ser baixado na loja de aplicativos do Google Play a partir de 12 de abril. Os primeiros modelos compatíveis serão o Samsung Galaxy S III, Galaxy Note II, o Galaxy S4, o HTC One X e o HTC First (este será lançado dia 12 de abril).

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Facebook foi a rede social mais visitada no Brasil em fevereiro, seguido por YouTube e Orkut

21 de março de 2013 | 15h45

Agência Estado

Renan Carreira

(Imagem: Reprodução)

O Facebook foi a rede social mais visitada pelos brasileiros em fevereiro, com 65,03% de participação, alta de 0,52 ponto porcentual ante janeiro (64,51%) e de 27,47 pontos porcentuais na comparação com o mesmo mês do ano passado (37,56%), de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira (21) pela Hitwise, ferramenta de inteligência digital da Serasa Experian.

Em segundo lugar ficou o YouTube, com 18,47% da preferência dos usuários, avanço de 1,53 ponto porcentual em relação a fevereiro de 2012 (16,94%).

As estatísticas em relação ao Orkut mostram a perda de popularidade da rede social entre os brasileiros. Em fevereiro de 2013, o Orkut ficou em terceiro lugar, com apenas 3,01% de participação de visitas, enquanto no mesmo mês do ano passado registrava 28,17% e ocupava o segundo lugar do ranking.

Completam a lista das dez redes sociais mais acessadas Ask.fm (2,52%), Twitter (1,91%), Yahoo! Answers Brasil (1,64%), Badoo (1,09%), Bate-papo UOL (0,89%), Google+ (0,85%) e Windows Live Home (0,70%). O cálculo da Hitwise é feito com base na análise da navegação dentro de uma amostra de 500 mil usuários de internet no Brasil.

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19 de março de 2013 | 17h00

Agência Estado

Altamiro Silva Júnior, correspondente em Nova York

A comissão que regula e fiscaliza o mercado de capitais nos Estados Unidos – Securities and Exchange Commission (Sec) – descobriu um esquema de pirâmide na fase inicial da abertura de capital (IPO) do Facebook, que estreou na bolsa de valores em maio do ano passado.

A Sec acusa o investidor Craig Berkman de conseguir US$ 13,2 milhões de 120 investidores interessados em comprar papéis do Facebook e de outras redes sociais (como Groupon e LinkedIn). Segundo a investigação, Berkman nunca adquiriu os papéis e usou parte do dinheiro que captava de um grupo de investidores para pagar o outro.

Esse tipo de esquema é conhecido como pirâmide.

Um dos truques de Berkman era dizer aos potenciais interessados nos papéis que ele tinha acesso a um grupo reservado de ações do Facebook. Ele também dizia que ia usar o dinheiro para comprar uma empresa detentora de ações da rede social.

Berkman então pegava o dinheiro do investidor e fazia pagamentos a outras pessoas que anteriormente haviam participado da operação. Outra parcela do dinheiro era usada por Berkman para financiar seu custo de vida, incluindo viagens internacionais e restaurantes, e para pagar ações legais de pessoas que entraram na Justiça contra ele em esquemas anteriores, revela a Sec no comunicado.

Berkman já havia sido multado em outras ocasiões. Em 2002, por exemplo, a divisão da Sec no estado de Oregon aplicou uma multa de US$ 50 mil ao executivo que estava vendendo notas promissórias conversíveis sem autorização para operar como corretor.

A Sec ainda não decidiu qual será a punição de Berkman e nem a multa aplicada. Pelos cálculos do regulador, dos US$ 13,2 milhões captados de investidores, apenas US$ 600 mil foram aplicados, mas não em ações do Facebook, e sim em um fundo de investimento que compraria as ações na abertura de capital.

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Facebook tem projeto para permitir #hashtags na rede social, diz ‘WSJ’

14 de março de 2013 | 20h07

Mariana Congo

O PLANO DE MARK ZUCKERBERG PARA O FACEBOOK: ‘DAR A TODOS O MELHOR JORNAL PESSOAL DO MUNDO’ (Foto: Reuters/Robert Galbraith)

O Facebook estaria trabalhando em uma nova estratégia para competir com outras redes sociais, principalmente o Twitter.

Segundo reportagem do Wall Street Journal, o Facebook tem um projeto para permitir a incorporação de hashtags na rede social.

As hashtags funcionam como tópicos que indexam conteúdo e permitem ao usuário visualizar tudo o que está sendo dito sobre um mesmo assunto. A palavra ou frase é precedida do símbolo “#”. Por exemplo: #papafrancisco foi uma hashtag bastante usada nos comentários sobre o Conclave que elegeu o novo papa ontem.

Mais que um recurso para organizar informações, a hashtag funciona também como uma forma de expressão criativa dos usuários.

O recurso foi popularizado no Twitter há cinco anos e também funciona no Instagram. Lembrando que a rede social de compartilhamento de fotos foi comprada pelo Facebook no ano passado.

A reportagem do Wall Street Journal diz que, segundo fontes, não está claro há quanto tempo o Facebook trabalha no projeto das hashtags, nem mesmo se o lançamento está perto.

O objetivo do Facebook, segundo o jornal, seria competir com o Twitter pela atenção dos usuários, principalmente os que usam smartphones. E claro, conseguir mais verba de anunciantes. Além disso, poderia significar uma mudança no perfil da rede em direção ao segmento que o Twitter faz melhor: repercussão de notícias em tempo real.

Isso estaria relacionado aos últimos movimentos da rede social de Mark Zuckerberg. Neste ano, foi lançada a busca social e, recentemente, o novo feed de notícias que, segundo o fundador do Faceboook, pretender “dar a todos o melhor jornal pessoal do mundo”.

O Facebook gerou US$ 4,3 bilhões em receita publicitária no ano passado, segundo a empresa de pesquisa eMarketer. Enquanto isso, espera-se que o Twitter levante US$ 500 milhões com publicidade neste ano. Apesar da diferença de valores, a Facebook estaria preocupado com o engajamento que as hashtags geram para o Twitter. Segundo o microblog, no mês passado, metade dos 52 comerciais de TV que foram ao ar durante o Super Bowl incluíam uma hashtag de referência.

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Facebook anuncia novo feed mais visual

7 de março de 2013 | 16h10

Economia&Negócios

Anna Carolina Papp e Mariana Congo

Texto ampliado às 18h10

Mark Zuckerberg: mais de 50% do feed de notícias hoje são fotos e conteúdos visuais (Foto: Reuters/Robert Galbraith)

O Facebook anunciou nesta quinta-feira, 7, uma nova aparência para o seu feed de notícias, que valoriza as fotos e o conteúdo visual publicado na rede social, além de oferecer diferentes abas de filtros. O objetivo, segundo a empresa, é permitir aos usuários mais controle sobre o que se deseja ver. Com as mudanças, o Facebook unifica sua aparência no celular, no tablet e na web.

O evento aconteceu na sede da empresa em Menlo Park, na Califórnia (Estados Unidos).

Mark Zuckerberg, fundador da rede social, falou sobre a importância do feed de notícias para empresa, e explicou que, ao longo dos anos, o conteúdo compartilhado foi se tornando cada vez mais visual. “Mais de 50% do feed de notícias hoje são fotos e conteúdos visuais”, disse. Esse número era 20% em novembro de 2011.

Com as novidades anunciadas hoje, as fotos compartilhadas na rede social ganharam tamanho maior. Além disso, uma notícia compartilhada, por exemplo, também ganha mais destaque no tamanho, além de vir acompanhada da marca da empresa que produziu o conteúdo.

Antes e depois: à direita, a nova aparência para fotos

As fotos do perfil do usuário e de páginas de empresas também foram aumentadas. Além disso, quando uma solicitação de amizade aceita aparecer no feed, será mostrada não apenas a foto do perfil, mas também a imagem de capa do usuário ou serviço.

Filtros

Outra novidade é a possibilidade de visualizar feeds diferentes por meio de diferentes abas, cada uma com um filtro. Em uma barra na parte superior direita, o usuário poderá escolher qual tipo de conteúdo quer ver.

“Todos os amigos”, por exemplo, mostra todo o conteúdo que os amigos estão compartilhando. A aba “Fotos” mostra um feed de notícias apenas com fotos de os amigos e páginas que o usuário curtiu. Já “Música” traz atualizações com publicações sobre músicas e bandas curtidas pelo usuário. Na aba “Seguindo”, será possível acompanhar as publicações mais recentes sobre as páginas e pessoas que o usuário segue.

Há ainda outras opções de filtro, como games, lugares e ordem cronológica, uma vez que atualmente o Facebook disponibiliza as publicações que considera mais importantes para o usuário com base no comportamento no site, não necessariamente na ordem cronológica.

Zuckerberg comparou a nova plataforma a um jornal, com suas diferentes seções e editorias para contemplar diferentes interesses de público. Para a empresa, as abas do novo feed de notícias permitem que o usuário tenha uma experiência similar a de um jornal personalizado, vendo as atualizações da categoria que deseja. “Estamos tentando dar a todos o melhor jornal pessoal do mundo”, disse ele durante o evento, que durou cerca de 30 minutos.

E os anúncios?

O tema anunciantes não apareceu na apresentação do novo feed de notícias do Facebook. Segundo matéria do site TechCrunch, o assunto só surgiu em algumas perguntas de jornalistas depois do evento, quando a diretora de design de produto da empresa, Julie Zuho, comentou que as mudanças anunciadas hoje envolvem todo o conteúdo do feed, o que, claro, inclui os anúncios.

Como as fotos terão mais destaque, o mesmo valerá para os anúncios, diz o TechCrunch. Assim, uma empresa que pagar por uma propaganda com foto terá, por consequência, mais espaço no feed. Isso poderia atrair, por exemplo, mais propagandas de marcas de luxo e revistas, que estão acostumadas a explorar imagens grandes. Já outras redes sociais que se conectam com o Facebook e exploram imagens, como Pinterest e o Instagram, terão a chance de melhorar sua performance dentro do Facebook.

O novo recurso de abas, diz o TechCrunch, tem potencial misto: pode ajudar ou atrapalhar as empresas – depende como as pessoas vão usar a função. Isso porque as páginas profissionais, de notícias e de negócios poderão ser organizadas pelo usuários para aparecerem em abas diferentes do feed principal. E, assim, serem mais ou menos acessadas.

Lista de espera

O novo feed de notícias estará disponível para os usuários ao longo das próximas semanas, nas versões para web, smartphones e tablets (primeiro para iPhone e iPad e, depois, para Android). Quem visitar o site www.facebook.com/newsfeed pode entrar em uma lista de espera para testar o serviço primeiro.

O vídeo (em inglês) mostra detalhes sobre o projeto:

No mercado

As ações do Facebook começaram o dia cotadas a US$ 27,57 e fecharam a US$ 28,58 – alta de 4,10%.

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Para promover o Messenger, Facebook faz parcerias com operadoras de celular

25 de fevereiro de 2013 | 16h59

Mariana Congo

O Facebook anunciou nesta segunda-feira, 25, parcerias com operadoras de telefonia celular para oferecer acesso ao aplicativo de mensagens da rede social gratuitamente ou com descontos no uso de dados via internet móvel.

Além de mensagens de texto e chat, o Facebook Messenger permite a troca de arquivos multimídia e, desde o ínicio de janeiro, também envia mensagens de voz. Nos Estados Unidos, os usuários podem, inclusive, fazer chamadas de voz e vídeos.

A Oi vai oferecer a promoção no Brasil. A operadora confirma a parceria, mas ainda não dá detalhes de como o serviço vai funcionar. Segundo o Facebook, cerca de um terço dos usuários brasileiros acessa o aplicativo da rede social em dispositivos móveis.

Mais de 18 operadoras participam. Em 14 países. Além do Brasil: Portugal, Irlanda, Índia, Bulgária, Azerbaijão, Indonésia, Filipinas, Malásia, Tailândia, Bahrein, Arábia Saudita, Egito e Itália.

Segundo o site TechCrunch, pelo perfil das parcerias, o Facebook mostra que pretende fortalecer seu relacionamento com as operadoras móveis de mercados emergentes.

A promoção vale para os próximos meses no Messenger para Android e iOS, no aplicativo Facebook for Every Phone ou via m.facebook.com. Mais de 6 mil modelos de celular estão aptos para acessar o aplicativo.

Web

A TIM anunciou em janeiro uma parceria com o Facebook para clientes do plano Infinity Web Modem (internet pré-paga 3G para computadores e tablets), na qual o cliente não paga pelos dados quando acessar à rede social. Outra parceria com a operadora, de 2011, permite que o cliente que não tem smartphone atualize e receba alertas das atividades no Facebook via SMS.

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