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Oi e TIM se unem para compartilhar rede 4G

Mariana Congo

sexta-feira 18/01/13

As operadoras Oi e TIM preparam a construção de uma rede única de 4G, compartilhada entre as duas empresas. O objetivo da parceria é reduzir custos para inaugurar a rede de quarta geração de telefonia celular, mais rápida que o atual 3G. Outra motivação: o cronograma para iniciar a operação do 4G está apertado. A [...]

Foto: Reuters/Arnd Viegmann

As operadoras Oi e TIM preparam a construção de uma rede única de 4G, compartilhada entre as duas empresas.

O objetivo da parceria é reduzir custos para inaugurar a rede de quarta geração de telefonia celular, mais rápida que o atual 3G. Outra motivação: o cronograma para iniciar a operação do 4G está apertado.

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) deu o mês de abril como prazo para início da operação da rede 4G – a tempo de ser testada e funcionar nas cidades sede da Copa das Confederações em junho deste ano (Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Recife, Rio de Janeiro e Salvador).

As informações foram publicadas pelo jornal Valor Econômico e pelo  informativo TeleSíntese Análise nesta sexta-feira, 18.

Segundo a reportagem do Valor Econômico, o modelo é inédito no Brasil, pois vai além da divisão de infraestrutura de torres, antenas e sistemas de energia: nesta parceria, as teles vão operar uma só rede .

Oi e TIM economizarão entre 40% e 60% do custo para implantar a tecnologia 4G LTE (Long Term Evolution). Além disso, ao somarem a quantidade de espectro, terão vantagem em relação a quem operar individualmente.

O informativo TeleSíntese Análise afirma que as duas operadoras já apresentam suas propostas para a Anatel e que fontes da agência dizem que não haverá obstáculos para aprovação.

Posicionamento

A Oi afirmou, em nota ao mercado, que o compartilhamento de infraestrutura de rede de telecomunicações é uma prática mundialmente difundida e que a companhia sempre avalia oportunidades do tipo.

A TIM também informou que constantemente avalia modelos de negócios para compartilhamento de infraestrutura de redes e ponderou que esse tipo de iniciativa otimiza a eficiência dos investimentos, da velocidade de implantação da tecnologia e da disponibilidade dos serviços.