FBI tem lista de 12 milhões de IDs de iPhones, dizem hackers
4 de setembro de 2012 | 15h06
Nayara Fraga
Atualizado às 16h19

O grupo de hackers AntiSec, que assumiu a autoria de um ataque a um servidor da Apple em julho, afirma ter obtido 12 milhões de números de identificação (IDs) de iPhones, iPads e iPods Touch a partir de uma invasão no computador de um agente do FBI, a polÃcia federal americana.
Os hackers publicaram no site PasteBin um arquivo com a lista de um milhão de IDs. “O arquivo original contém 12 milhões de aparelhos. Nós decidimos que um milhão seria o bastante para divulgar”. Dados pessoais, como nomes completos, números de celulares e endereços foram retirados do arquivo, conforme o grupo, que diz ter capturado as informações há seis meses.
Durante a segunda semana de março, eles teriam invadido o computador do agente Christopher K. Stangl por meio de uma vulnerabilidade do Java. Para o All Things D, os números são legÃtimos.
A Apple e o FBI não se manifestaram até o inÃcio da tarde desta terça-feira. Não é difÃcil imaginar que os números tenham sido requisitados pelo FBI como parte de uma investigação criminal, conforme  All Things D. “Mas o vazamento de 1 milhão de UDIDs, com a promessa de que há 12 milhões, certamente levanta muitas questões problemáticas.”
O  o site de tecnologia explica que todos os aparelhos iOS (iPhone, iPad e iPod Touch) têm um número de identificação, conhecido, em inglês, pela sigla UDID (Unique Device Identifiers). Uma das funções desse número de identificação seria a distribuição de versões testes de aplicativos por desenvolvedores, antes de os apps serem lançados no iTunes. Mas, historicamente, o UDID tem sido parte de um grupo de dados que muitos aplicativos têm compartilhado com outras empresas, junto da idade do dono, sexo e código postal.
Essa prática começou a ser banida pela Apple no começo desse ano,  como lembra o All Things D. A empresa, sem muito barulho, teria começado a negar aos desenvolvedores acesso ao número de identificação dos aparelhos. De outro lado, o congresso americano chegou a levantar discussões sobre a privacidade em apps para iOS e sobre o UDID.






