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Game Boy, de brinquedo a decoração (e vice-versa)

27 de junho de 2012 | 14h59

Bianca Pinto Lima

Texto de Ligia Tuon, do Economia & Negócios

:: BAÚ TECNOLÓGICO::

 

Era para ser só um enfeite na mesa da sala. Mas o Game Boy, de 20 anos de idade, acabou virando a sensação das visitas. Essa foi a primeira afirmação que Gustavo Angimahtz, 27 anos, fez ao falar de sua relíquia.

“Todas as visitas sempre se surpreendem por ele existir e, ainda mais, por funcionar. Tenho amigos que já vieram me visitar e só ficaram jogando até acabar o Super Mario Land (um dos dois jogos do Game Boy)”, conta ele.

Gustavo ganhou o Game Boy em 1992, aos sete anos, e o aparelhinho funcionava tão bem quanto hoje. “Joguei tanto que, quando saí da minha casa pra morar sozinho, pensei nele ao definir a decoração da sala”, conta. Naquela época, o lançamento era inovador pelo fato de ser portátil.

O jogo fica na mesinha ao lado do sofá, como mostra a foto que Gustavo nos mandou e, ao contrário dos mini games atuais, só tem uma cor na tela e não possui iluminação. “Só conta com um dispositivo para regular o contraste. Por isso só pode ser jogado se eu estiver em um ambiente claro.” Ou seja, nada de jogar na cama antes de dormir com o quarto escuro.

 

Além de o Game Boy ainda funcionar perfeitamente, Gustavo guardou os dois jogos que vieram com ele: o clássico Tetris original e Super Mario Land original. “Naquele tempo, o aparelho não salvava os jogos de onde você parou, por isso não eram tão compridos como hoje em dia; e o barato era ligar e jogar até zerar ou acabar a pilha”, diz.

Apesar de ser velhinho, o jogo não perdeu a graça. Fica ali quietinho na mesa da sala e não consome muita energia. Só mesmo as pilhas que, de vez em quando, ainda podem ser roubadas do controle remoto da televisão.

 O videogame portátil marcou uma geração e foi o primeiro produto original da Nintendo comercializado no País por um grande magazine: as lojas Mesbla. A empresa japonesa aproveitou o Dia da Criança, de 1991, para trazer a novidade com força ao País. O caderno de Economia do jornal Estado noticiou o fato. (Clique em cima da imagem para ler.)

* Texto atualizado às 17h20 para correção de informações.

O Baú Tecnológico é um espaço para você compartilhar a lembrança daquele eletrônico que você tanto amou (ou odiou). Tem até hoje um celular tijolão? Um rádio capelinha? Um Super Nintendo? Um Tamagotchi? Um Pense Bem? Compartilhe seu saudosismo com a gente. Envie e-mail para nayara.fraga@grupoestado.com.br.

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