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Facebook vai lançar assinatura de aplicativos em julho

Nayara Fraga

terça-feira 19/06/12

Aplicativos poderão oferecer ao usuário assinatura mensal (Imagem: Reprodução) O Facebook anunciou nesta terça-feira, 19, que oferecerá aos desenvolvedores de aplicativos a possibilidade de vender assinaturas aos usuários na rede social a partir de julho. Será uma maneira de obter receita oferecendo conteúdo atualizado ou experiências diferentes por uma taxa mensal, diz o blog de [...]

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Aplicativos poderão oferecer ao usuário assinatura mensal (Imagem: Reprodução)

O Facebook anunciou nesta terça-feira, 19, que oferecerá aos desenvolvedores de aplicativos a possibilidade de vender assinaturas aos usuários na rede social a partir de julho. Será uma maneira de obter receita oferecendo conteúdo atualizado ou experiências diferentes por uma taxa mensal, diz o blog de desenvolvedores da empresa.

O recurso estará disponível para os aplicativos existentes no site do Facebook e na versão móvel da rede social (para celulares e tablets). Alguns desenvolvedores já estão testando a ferramenta, como as produtoras de jogos Kixeye e Zynga.

O Facebook, segundo o site de tecnologia Mashable, ficará com 30% da receita obtida pelos desenvolvedores com a cobrança das taxas mensais.

O pagamento poderá ser feito na moeda local (dólar, iene, libras, real, etc.). Os Facebook Credits, modo de pagamento que a rede social lançou em 2009, não serão mais usados. A empresa afirma que, desde essa época, a maioria dos games usa sua própria moeda virtual, o que reduz a necessidade de uma plataforma de pagamento no site.

Mudança de planos

Em janeiro de 2011, o Facebook anunciou que o meio de pagamento usado na rede social passaria a ser oficialmente o Facebook Credits. A ideia era que todos os aplicativos trabalhassem apenas com a moeda da rede — e o Facebook ficaria com 30% de qualquer transação, a exemplo do que acontece no iTunes, da Apple.

A rede social imaginava, no entanto, que os aplicativos de jogos fossem usar os Credits dentro dos jogos. Assim, os usuários poderiam gastar o dinheiro em mercadorias virtuais de diferentes aplicativos, seja um bezerro no FarmVille ou uma caixa de armas no Mafia Wars, explica o site de tecnologia All Things D.

O problema é que isso nunca aconteceu. Os produtores de jogos continuaram a exigir dos usuários a conversão dos Facebook Credits para a moeda do game (FarmVille Cash, por exemplo). Para o All Things D, isso foi feito para ofuscar o valor real das mercadorias virtuais. É mais fácil gastar 5 mil na moeda do FarmVille, quando o usuário não se dá conta do dinheiro gasto de verdade, do que gastar 20 Facebook Credits, quando se sabe que foram gastos US$ 20, exemplifica o site.

Você é um usuário que compra produtos virtuais em jogos no Facebook? O que acharia de pagar uma mensalidade para ter direito a mais  itens ou a fases especiais nos jogos?