FBI libera ficha de Steve Jobs
9 de fevereiro de 2012 | 18h14
Nayara Fraga

A biografia de Steve Jobs não é o único documento a revelar as diversas facetas do fundador da Apple. A ficha de Jobs na polícia federal americana (FBI), revelada nesta semana pela instituição, detalha uma investigação de 191 páginas sobre Jobs que contém depoimentos ácidos de antigos colegas.
O cofundador da Apple chega a ser descrito, no documento, como indivíduo de “caráter questionável”, “falso”, “que distorceria a realidade para alcançar seus objetivos”. “… Jobs isolava muitas pessoas na ACI (Apple Computer Inc) como resultado de sua ambição”, disse um dos entrevistados, em trecho transcrito pelo Talking Points Memo (TPM).
A delicada relação entre ele e sua filha também aparece no depoimento de uma das fontes ouvidas pelo FBI: “… Jobs, basicamente, abandonou (palavra omitida) e sua filha. Mas ele as tem apoiado mais ultimamente.”
O documento data de 1991. A essa época, o empresário era considerado para ocupar uma posição num comitê para questões de comércio internacional no governo de George H.W. Bush, segundo o TPM. A investigação de um atentado à bomba contra a Apple, em 1985, também é detalhado no relatório do FBI.
Ainda aparece na ficha o Jobs usuário de drogas. Uma das entrevistadas explica à polícia que o cofundador da Apple “cresceu no fim dos anos 1960 e início dos anos 1970, quando o uso de drogas era comum”. Ela afirma ter experimentado várias drogas com ele, apesar de não especificar quais. Outra fonte diz que ele usava drogas ilícitas livremente na universidade, incluindo maconha e LSD.
“Ela acrescenta que uma reportagem da revista Time, escrita 1983 por Michael (último nome desconhecido), fez uma descrição bastante precisa do nomeado (Jobs) no quesito de ele ser um indivíduo visionário e carismático que, ao mesmo tempo, era superficial e insensível no trato com as pessoas. Ela descreve a vida pessoal dele como incompleta por causa do seu narcisismo e superficialidade”, diz outro trecho descrito pelo TPM.
“O relatório é fascinante por sua extensão e profundidade”, diz o site. As 191 páginas estão disponíveis aqui.
“Ele (uma das fontes ouvidas pelo FBI) conclui dizendo que, embora não considere o nomeado (Jobs) um amigo pessoal, acredita que o nomeado tem o necessário para assumir uma posição política de alto nível no governo, que, em sua opinião, não exige como pré-requisitos honestidade e integridade”, diz outro trecho do documento. Steve Jobs não chegou a ocupar o cargo.
Tópicos relacionados







