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Google acusa Microsoft de plágio

quarta-feira 02/02/11

Para os mais velhos, o episódio tem cara de reprise ou remake.  Em 1988, a Apple acusou a Microsoft de plagiar seu principal produto, o sistema operacional gráfico Macintosh OS, ao lançar o Windows 2.0. Agora é a vez da Google acusar a Microsoft de plagiar seu principal produto, o site de buscas Google, com [...]

Para os mais velhos, o episódio tem cara de reprise ou remake.  Em 1988, a Apple acusou a Microsoft de plagiar seu principal produto, o sistema operacional gráfico Macintosh OS, ao lançar o Windows 2.0.

Agora é a vez da Google acusar a Microsoft de plagiar seu principal produto, o site de buscas Google, com o buscador Bing. A denúncia foi feita nesta terça-feira (1) pelo engenheiro-chefe Amit Singhal durante entrevista ao site Search Engine Land.

Entendendo um pouco

O Google possui um sistema de busca baseado num algoritmo patenteado chamado Page Rank – que nada tem a ver com página (Page), mas com o nome do criador Larry Page (atual CEO da Google).

Esse algoritmo faz um cálculo de “popularidade de cada página” através dos links destinados a ela. Uma explicação mais detalhada – incluindo os cálculos – pode ser vista aqui.

Sim, é complicado. Mas no final das contas, o buscador te mostra um ranking com as páginas do assunto que você procura.

Onde está o plágio?

Segundo Singhal, que foi um dos desenvolvedores do algoritmo do Google, a Microsoft estaria colocando uma opção durante a instalação da barra de buscas no Internet Explorer.

Essa opção (opt-in) autorizaria a dona do Bing a consultar o histórico de navegação, de modo “melhorar seus serviços”. Mas, no fundo, tal consulta puxaria exatamente os resultados iniciais do Google, ou seja, o principal resultado do ranking.

Para comprovar, Signhal alega que a empresa criou em Dezembro termos indecifráveis e estabeleceu manualmente links para eles para controlar a busca pelo Google. Depois,  cerca de 20 funcionários realizaram a mesma busca com o Bing e o resultado foi exatamente o mesmo. Estranho, não?

Defesa da Microsoft

O diretor do Bing, Stefan Weitz, disse ao mesmo site que seu sistema “usa múltiplos métodos para rankear sites” mas não pretende dar mais detalhes, assim como “o restante dos concorrentes na indústria”.

Depois, a Microsoft deu uma resposta mais elaborada, argumentando que seus resultados são fruto da experiência aprimorada com os consumidores que topam dividir sua experiência de navagação.  “Não estamos copiando nada. Estamos apenas aprendendo com nossos consumidores, como a Google faz”.