Se a maconha fosse legalizada nos EUA, haveria uma economia de US$ 13,7 bilhões por ano. Cerca de 300 economistas, incluindo três que ganharam o Prêmio Nobel, assinaram um documento solicitando atenção para um estudo da Universidade de Harvard, o qual sugere que a legalização da maconha, de imediato, traria uma economia de US$ 7,7 bilhões com o fim da repressão. Se taxada como álcool e cigarro, geraria mais US$ 6 bilhões em impostos.
Os economistas não pedem claramente a legalização da maconha no país, afirma o Huffington Post. Porém, pedem um debate “claro e honesto” sobre os benefícios da legalização, principalmente num momento em que o país possui um déficit de US$ 1,5 trilhões, registrado no ano passado.
“No mínimo, este debate forçará os defensores da atual política a mostrar que a proibição traz benefícios suficientes para justificar o custo dos impostos e as inúmeras outras consequências que resultam da proibição da maconha”, dizem os economistas em documento.
O uso regular de maconha não causa impacto nas funções pulmonares. E quem fez uso da erva demonstrou alguma vantagem em comparação a não-fumantes durante um teste respiratório. É o que afirma um estudo conduzido pela Universidade do Alabama, em Birmingham, informa o jornal The New York Times.
O estudo foi extenso: os pesquisadores analisaram mais de 5 mil pessoas por duas décadas e descobriram que o fumo regular não teve impacto em um teste de saúde pulmonar. O jornal ainda cita Donald Tashkin, um pneumologista da Universidade da Califórnia que estudou os efeitos da erva por quase 30 anos e não esteve envolvido na pesquisa. Segundo ele, não há “conexão significativa” entre a maconha e danos ao pulmão.
O THC, uma das substâncias presentes na erva, também é citada pelo pneumologista por suas propriedades “anti-inflamatórias”, o que, de acordo com ele, torna o uso regular menos danoso para o órgão que o consumo de tabaco.
A Holanda não permitirá mais que turistas frequentem cofeeshops para fumar maconha. A droga lá é legalizada desde 1976. A medida começa a entrar em vigor em 1º de janeiro do próximo ano nos 650 cofeeshops do país.
A medida tem a ver com duas preocupações dos governos locais: os jovens e o aumento da potência da maconha. Devido a manipulação genética, já contém mais de 15% de THC, o princípio ativo, o que aumenta os efeitos sobre o cérebro. ”É um perigo para o usuário mais vulnerável: os adolescentes e jovens”, disse o ministro da Justiça local ao explicar as medidas.
Proibir turistas de consumirem maconha em cofeeshops é uma forma de frear também o consumo de jovens. O governo quer receber outro tipo de visitante, diz o El Pais. Agora, só sócios cadastrados – e moradores locais – das cofeeshops poderão frequentá-las. E o número máximo de sócios é de 2 mil por estabelecimento.
Um abaixo-assinado na internet, com 13 mil assinaturas, pede que Jô Soares se desculpe por ter feito piada com a Bíblia no programa de 17 de novembro.
Na ocasião, foi exibido um documentário no qual um entrevistado disse que o grupo Novos Baianos utilizava as páginas da Bíblia para fazer cigarros de maconha. Jô comentou que a Bíblia tem “mil e uma utilidades”.
O pastor Renê de Araújo Terra Nova, do Ministério Internacional da Restauração, é o autor do abaixo-assinado. “Repudiamos as declarações apresentadas no Programa do Jô, veiculado no dia 17 de Novembro de 2011, sobre o fato de fumar maconha com as páginas da Bíblia”, diz o documento.
A Folha procurou a Globo: “Evidentemente, não foi um comentário ofensivo, mas é assustadora toda iniciativa contra a liberdade de expressão”, disse a assessoria da emissora.