Gerson Monteiro, enviado especial a Taubaté
TAUBATÉ – O candidato Ortiz Júnior, do PSDB, apoiado pelo governador Geraldo Alckmin, filho do presidente afastado da Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE), José Bernardo Ortiz, é o novo prefeito de Taubaté, no Vale do Paraíba, a 140 km da capital paulista, com 62,92% dos votos válidos e vai governar a cidade com maioria na Câmara de Vereadores.
PSDB e PT travaram a batalha do segundo turno na cidade com 215.151 eleitores. O petista Isaac do Carmo ficou com 37,08% dos votos válidos e teve como seu principal cabo eleitoral o ex-presidente Lula, que visitou a cidade na última quinta-feira, 25, e atraiu mais de três mil para o último comício do candidato petista.
O candidato eleito deve governar com folga no apoio político. 11 dos 19 vereadores eleitos fazem parte da bancada tucana.
Apontado pelas últimas pesquisas como o preferido do eleitor, Ortiz Júnior votou pela manhã acompanhado por sua esposa e pelo vice. O candidato eleito acompanhou a apuração com sua família. Com 30% das urnas apuradas, simpatizantes de Ortiz Júnior já comemoravam a vitória na Avenida do Povo – tradicional local de comemorações na cidade.
O resultado final foi confirmado pelo Tribunal Superior Eleitoral pontualmente às 19h. O índice de abstenção no 2º turno foi de 20,45% em Taubaté, 44,008 mil eleitores deixaram de votar. Este número pode ter sido influenciado pela folga concedida aos servidores municipais nesta segunda-feira (29) em motivo ao Dia do Servidor Público.
Na avaliação da Justiça Eleitoral, a disputa foi tranquila e sem qualquer ocorrência de boca de urna. Um acordo entre partidos e Ministério Público estipulou multa para o candidato que jogasse panfletos eleitorais nas ruas e foi cumprido pelos candidatos, mantendo a cidade limpa.
De filho para pai. Após votar, Ortiz Júnior disse que pretende ter o apoio do pai em seu governo. “Ele é minha referência do ponto de vista da moral, do ponto de vista coerência, do ponto de vista do trabalho. Ele realizou muito por Taubaté e é um grande conselheiro”, comentou.
O Ibope acertou o resultado da eleição em Taubaté. Sua última pesquisa apontava o PSDB com 62% dos votos válidos contra 38% do PT,
Pendência. Nesta semana a Justiça de São Paulo manteve o bloqueio dos bens da família Ortiz e o afastamento de José Bernardo da presidência da FDE. Pai e filho são investigados pelo Ministério Público por corrupção em licitações da Fundação, que aponta que Ortiz Júnior receberia 5% do valor dos contratos para fornecimento de mochilas ao Estado.
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Guilherme Waltemberg e Álvaro Campos, da Agência Estado, e Ricardo Chapola e Bruno Boghossian, de O Estado de S. Paulo
SÃO PAULO – O coordenador da campanha de José Serra, deputado federal Edson Aparecido (PSDB), afirmou neste domingo, 28, que a derrota do tucano nas eleições municipais está ligada ao fato da campanha não ter conseguido mostrar os pontos positivos da gestão de Gilberto Kassab (PSD), que tem sido mal avaliada pela população de São Paulo.
Aparecido citou também o fato de Serra ter sido criticado durante o primeiro turno por ter deixado a prefeitura pouco mais de um ano após assumi-la, em 2006. “A campanha enfrentou adversidades no primeiro turno. Eram cinco candidatos batendo no Serra e desinformando a população sobre a sua renúncia da Prefeitura. Além disso, não conseguimos explicar tudo de bom que foi feito na gestão Kassab”, afirmou.
Para Aparecido, a primeira semana da campanha tucana no segundo turno “patinou” ao entrar no debate sobre o chamado “kit gay”. “No segundo turno, teve a primeira semana que nós patinamos. Seguramente, o resultado teria sido diferente”, afirmou o deputado, ressaltando que discussão sobre a polêmica envolvendo a manutenção ou rompimento da parceria entre a Prefeitura e as organizações sociais (OS) em hospitais trouxe mais resultado à campanha.
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Flávia D’Angelo, de O Estado de S.Paulo
O candidato do PSDB, José Serra, derrotado neste domingo, 28, na disputa pela Prefeitura de São Paulo, fez seu primeiro discurso após a divulgação do resultado da eleição municipal. Abatido, Serra começou sua fala agradecendo todos os envolvidos em sua campanha eleitoral e destacou as conquistas da gestão atual, de Gilberto Kassab (PSD), aliado político do tucano. Ao desejar sorte ao novo prefeito, Serra afirmou que o eleitor cobrará as promessas de campanha.”As pessoas estarão atentas para as cobrança das propostas apresentadas (por Haddad)”.
Em um discurso de menos de 10 minutos, o tucano fez um balanço da campanha e agradeceu os 2,6 milhões de votos obtidos na disputa. “Nossa campanha foi uma campanha a favor de SP. Uma campanha limpa, propositiva e que defendeu a ética na vida pública”. Serra disse ainda que foi muito bem recebido pelo eleitor de São Paulo. ”Esse contato renovou a minha disposição e as minhas ideias”.
Ao terminar a sua fala, o tucano evitou traçar qualquer plano, mas não deixou de repetir o bordão muito usado durante a sua campanha. ”Como disse, termino a campanha com mais energia, mais vigor, mais disposição e com ideias renovadas de que quando comecei. Vamos em frente”.
Veja os principais momentos do discurso:
20h52 – Serra deixa então o púlpito e é cumprimentado pelo governador de São Paulo e pelo candidato derrotado a vice, Alexandre Schneider (PSD).
20h52- Sera termina o seu discurso.
20h52 - “Como disse, termino a campanha com mais energia, mais vigor, mais disposição e com ideias renovadas de que quando comecei. Vamos em frente”.
20h52 - Ao falar sobre o governo atual, ele diz que espera que as conquistas sejam mantidas.
20h51 - Ele deseja boa sorte ao novo prefeito. “As pessoas estarão atentas para as cobrança das propostas apresentadas”.
20h50 - “Chego ao final desta campanha com essa energia, essas ideias e essa disposição, maior do que quando entrei na campanha. Me sinto revigorado. As urnas falaram e ela é soberana”.
20h49 - Serra pontua que foi recebido muito bem pelos eleitores de São Paulo. “Esse contato renovou a minha disposição e as minhas ideias (…) Nossa campanha foi uma campanha a favor de SP. Uma campanha limpa, propositiva e que defendeu a ética na vida pública”.
20h48 - “Quero agradecer os 2,6 milhões de eleitores que acreditaram em nós”.
20h47 – Serra cita nomes dos principais coordenadores de sua campanha. “Sempre fico com receio de faltar algum nome”.
20h47 - Serra sobe no púlpito e agradece todos, inclusive a militância dos partidos aliados. “Queria agradecer companheiros de jornada nesta campanha”.
20h46 - Militantes tucanos aplaudem a chegada do governador Geraldo Alckmin (PSDB). Ele cumprimenta Serra.
20h45 - Entre os aliados, ele conversa com Guilherme Afif (PSD) e Gilberto Kassab (PSD).
20h44 – José Serra cumprimenta as lideranças partidárias e, em breve, fará o seu discurso.
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Priscila Trindade, de O Estado de S. Paulo
SÃO PAULO – Alexandre Ferreira (PSDB) foi eleito o novo prefeito de Franca, no interior de São Paulo. O tucano recebeu 95.267 votos, o que corresponde a 57,98% dos votos válidos. Já Graciela Ambrósio (PP) conseguiu 69.054 votos (42,02%).
Ferreira foi secretário da Saúde de Franca e fez parte da Secretaria de Desenvolvimento. As informações são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
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Guilherme Waltemberg e Alvaro Campos, da Agência Estado, e Ricardo Chapola, de O Estado de S. Paulo
SÃO PAULO – O vereador reeleito e líder do PSDB na Câmara Municipal de São Paulo, Floriano Pesaro, afirmou que o momento é de “renovação” dentro do partido, ao se referir à derrota do candidato tucano à prefeitura de São Paulo, José Serra. De acordo com Pesaro, a conquista de Haddad mostrou “a importância de um partido ter quadros novos”.
“Isso mostra um sentimento que já havia sido detectado (pela mídia) da importância de termos quadros novos (nas eleições). O PT soube trabalhar isso melhor que o PSDB”, avaliou o vereador, ressaltando o fato de que nos últimos dez anos o PSDB lançou para as eleições majoritárias para o Estado de São Paulo e para a Presidência apenas o governador Geraldo Alckmin e o candidato José Serra.
“O PT vem testando novos nomes, o que não necessariamente quer dizer novas ideias. Eles testaram o José Genoino (para o governo do Estado), o Aloizio Mercadante (para o governo do Estado) e a Marta Suplicy (para a prefeitura)”, disse.
De acordo com o vereador, a renovação que seu partido precisa vivenciar inclui uma revisão da “forma de se comportar e um regaste do legado do PSDB”. “Temos que voltar às origens da época do (ex-governador) Franco Montoro. Não temos somente que mostrar novas caras, mas pensar as nossas origens”, afirmou.
Mesmo com a proposta de renovação, Pesaro avalia que não foi um erro do PSDB lançar José Serra para a Prefeitura, afirmando que o candidato apenas respondeu a um pedido do partido. “O Serra foi grande nesta eleição. Respondeu a um pedido do partido e se comportou como um estadista. É um orgulho para os tucanos”, disse.
Oposição. A bancada do PSDB na Câmara dos Vereadores, que é parte da base de sustentação do governo Gilberto Kassab (PSD), irá migrar para a oposição com a chegada do petista Fernando Haddad ao poder. De acordo com o vereador, a bancada já está preocupada com o possível “aparelhamento” da prefeitura. “O PSDB agora está na oposição, uma oposição fiscalizadora. Estamos preocupados com o aparelhamento da máquina, que é uma tendência do PT”, disse.

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O Estado de S.Paulo
O Estado consultou personalidades e artistas e perguntou qual é a opção para prefeito neste domingo, 28. Veja abaixo quem declarou que votará no tucano José Serra.
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O Estado de S.Paulo
Três candidatos à Prefeitura de São Paulo estão empatados tecnicamente, segundo pesquisa Datafolha divulgada neste sábado, 6. José Serra (PSDB) tem 28% da intenção de votos, Celso Russomanno (PRB) 27% e Fernando Haddad (PT) 24%.
De acordo com a pesquisa, o candidato do PMDB Gabriel Chalita obteve 13% das intenções. Soninha (PPS) aparece com 5%, e Carlos Giannazzi (PSOL), Paulinho da Força (PDT), Ana Luiza (PCO) e Levy Fidelix (PRTB) marcaram 1%. Os demais candidatos não tiveram pontuação.
Nas simulações de segundo turno, Russomanno venceria José Serra por 44% a 37%. Contra o candidato do PT, Fernando Haddad, Russomanno aparece empatado tecnicamente, com vantagem para o petista de 40% a 39%.
Num segundo turno entre Haddad e Serra, o candidato petista tem 45% contra 39% do tucano. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos porcentuais para baixo ou para cima.
Rejeição. O candidato tucano marca a maior rejeição entre os candidatos, aponta o Datafolha. Ele aparece com 42% no índice, contra 30% de Russomanno e 25% de Haddad.
O levantamento do Datafolha entrevistou 3.959 pessoas entre sexta-feira, 5, e sábado, 6. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral com o número SP-01778/2012.
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Felipe Frazão, de O Estado de S.Paulo
Após anunciar que reavaliaria seu apoio ao PSDB, o PV decidiu na noite desta terça-feira, 3, ficar na aliança do pré-candidato tucano José Serra a prefeito de São Paulo. Depois de reunião de cerca de 2 horas na sede do diretório municipal, a executiva decidiu fazer exigências a Serra.
“A parceria nunca foi rompida. Estaremos ao lado de José Serra nos próximos oito anos, porque ele ficará oito anos”, disse o presidente municipal do PV, Carlos Camacho.
O PV decidiu entregar a Serra um pedido de criação de um comitê com membros de cada um dos coligados PSD, PV, PR, DEM e PSDB para coordenar a campanha. Será enviado ao tucano também um pedido para manter a secretaria do Verde e do Meio Ambiente nas mãos de Eduardo Jorge. O secretário, que era um dos potenciais nomes para ser o vice de Serra, está licenciado e prepara um programa com 12 propostas de governo.
Vice. O PV apostava na indicação de Eduardo Jorge, que deixou o cargo no último dia 1º de junho, mas o nome perdeu força desde que apareceu em escândalo sobre liberação de imóveis na cidade. Em nota, o partido afirmou que se sentiu “alijado do processo de escolha da vaga de vice” da chapa tucana. Para os verdes, a escolha foi feita a “portas fechadas” e desconsiderou acordos feitos nos últimos meses.
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Guilherme Walterberg, da Agência Estado
Ricardo Chapola, do estadão.com.br
SÃO PAULO – Uma das apostas para “puxar votos” para a chapa de vereadores do PSDB é o ex-secretário de cultura Andrea Matarazzo, que foi cotado para ser vice do candidato tucano à Prefeitura de São Paulo, José Serra. Ele inclusive , já aparece na lista de candidatos a vereador do partido, com o número 45000. Interlocutores confirmam a informação, mas ponderam que presença na lista não tira Matarazzo da briga pela vice. Não cravam também que esse seja o seu número definitivo, caso se candidate a vereador.
Outro pré-candidato a vereador que, de acordo com fontes ligadas à negociação, também pleiteia esse número (e conta com certo apoio dos membros da executiva municipal do partido) é Zuzinha, filho do ex-governador Mário Covas. O filósofo ligado a Teologia da Libertação, Rosalvo Salgueiro, também almeja o número. Eles seriam três dos principais chamadores de votos da chapa tucana. Outros pré-candidatos que são considerados puxadores de votos são o atual líder do partido na Câmara, Floriano Pesaro, que é cotado para ser lançado com o número 45444 e Adolfo Quintas, que pode ser lançado com o número 45222 e o vereador Claudinho (45157).
Com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) tomada na última quinta em dar direitos ao PSD no rateio do tempo de TV no programa eleitoral, a indicação do prefeito Gilberto Kassab, Alexandre Schneider, ex-secretário de Educação, ganhou força.
O cargo na chapa tucana é alvo de uma disputa interna por envolver conflito de interesses dos aliados. O grupo ligado ao governador Geraldo Alckmin quer que a indicação venha do DEM, o que ajudaria para sua reeleição em 2014. Seria também uma forma de Alckmin enfraquecer a imagem de Kassab, possível adversário na corrida pelo Palácio dos Bandeirantes.
Os tucanos, contudo, avaliam que o DEM pode apoiar o pleito do PSDB pela puro-sangue, com Andrea Matarazzo, aliado e amigo de Serra, se o partido for contemplado com uma participação no governo Alckmin – a Secretaria de Desenvolvimento Econômico é o alvo prioritário. Para o governador, a saída puro-sangue é melhor alternativa que dar a vice ao PSD. O grupo de Alckmin chegou a se movimentar na semana passada, ao lançar como pré-candidato ao posto Edson Aparecido, ex-secretário de Desenvolvimento Metropolitano, e marcar posição na questão.
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estadão.com.br
As convenções partidárias continuam neste final de semana em São Paulo. Neste sábado, 23, o PPS deve oficializar Soninha Francine como candidata do partido e o PSDC deve confirmar Eymael à disputa na cidade. No domingo, 24, PSDB e PMDB realizam as convenções que oficializarão José Serra e Gabriel Chalita. O PRB, de Celso Russomano, alterou a data marcada da convenção para o domingo, 30, e também deve confirmá-lo candidato.
Veja as datas das próximas convenções em São Paulo:
DIA 23 – Sábado
PPS – Soninha Francine
PSDC – José Maria Eymael
DIA 24 – Domingo
PSDB – Serra
PMDB – Chalita
PSD
DIA 30 – Sábado
PC do B – Netinho
PRB – Celso Russomanno
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