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A direção municipal do PSB de São Paulo divulgou nota nesta quarta-feira, 23, negando que tenha chegado a uma definição sobre coligações para as eleições para prefeito e vereadores neste ano e fechado apoio em torno do pré-candidato petista Fernando Haddad.
A direção nacional da legenda, liderada pelo governador Eduardo Campos (PE), pretende apoiar o PT, mas a ala paulistana do PSB, alinhada ao prefeito Gilberto Kassab (PSD), tenta evitar a aliança.
Na nota, assinada pelo presidente municipal da sigla, vereador Eliseu Gabriel, o partido afirma que há “um debate interno sobre pontos programáticos e avaliação de cenários possíveis”, e que a possibilidade de lançamento de candidatura própria em São Paulo “tem ganhado corpo”.
A executiva municipal do PSB pretende se reunir nesta sexta-feira para discutir a situação do partido na eleição de São Paulo, quando será colocada na mesa a questão da candidatura própria.
Segundo estimativas de pessebistas, Eliseu Gabriel teria 42 dos 45 votos da executiva do PSB paulistano, caso coloque a questão da candidatura própria em votação. Restaria, então, ao diretório nacional intervir em São Paulo, caso insistisse no apoio a Haddad.
Ninguém, no entanto, acredita que a divergência chegará a esse ponto. Campos estaria esperando ação do PT em Recife a favor do seu pré-candidato, Maurício Rands (PT). Se isso ocorrer, fica muito difícil evitar a coligação com Haddad. E os pessebistas paulistanos admitem disso.
(Com Julia Duailibi, de O Estado de S. Paulo)
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Por Débora Álvares, de O Estado de S.Paulo
Apesar de o PSB ainda não ter decidido quem apoiará nas eleições deste ano, o presidente municipal do partido, o vereador Eliseu Gabriel (PSB-SP), acompanhou , nesta terça-feira, 15, a visita do candidato do PSDB José Serra ao seu reduto eleitoral, na região de Pirituba, Zona Oeste de São Paulo. No seu discurso, Gabriel destacou que espera que tucano seja eleito prefeito de SP. “O Serra veio à região onde eu fui mais votado, então eu tenho que ser cordial e recebê-lo”, disse.
Embora tenha mostrado a preferência por Serra, o vereador foi cuidadoso ao citar a política de aliança do PSB para as eleições municipais deste ano e disse que não compareceu ao evento para sinalizar a possibilidade de aliança com o PSDB. De acordo com ele, o PSB ainda não finalizou as conversas para definir em que coligação entrará e a intenção é analisar quem é o melhor candidato nas esferas municipal, estadual e federal.
O evento, que aconteceu na Associação Comercial de Pirituba, faz parte de uma agenda intensa que Serra tem cumprido para se aproximar das lideranças regionais. O ex-governador aborda, em seus discursos, os projetos realizados enquanto governador e prefeito de SP e sempre que se refere a eles, fala sobre o prefeito de SP Gilberto Kassab e o governador de SP Geraldo Alckmin como parceiros. Entre os principais citados em Pirituba, Serra falou sobre as rodovias para melhorar o acesso á região e a construção de escolas.
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Fernando Gallo – O Estado de S.Paulo
O pré-candidato à Prefeitura de São Paulo Fernando Haddad (PT) prometeu nesta terça-feira, 8, que caso seja eleito colocará no mínimo 20% das crianças da capital paulista em escolas de tempo integral. Segundo ele, a meta constará em seu programa de governo que será apresentado até o início da campanha eleitoral “(O objetivo será alcançado) na pior das hipóteses. Essa meta pode ser atingida até antes, mas até 2016 (será) no mínimo 20% das crianças”. O candidato participou de evento com os militantes do PSB em SP.
Haddad afirmou que o foco inicial da ação serão “as crianças de família mais vulneráveis socialmente”. O petista criticou a atual gestão da Prefeitura de São Paulo por não ter usado os recursos federais a que tinha direito para a área da educação e sustentou que essas verbas serão usadas para ajudar a cumprir a sua promessa. “A prefeitura dispensou boa parte dos recursos federais que obrigatoriamente são destinados para cá.”
Troca de apoio. Após a reunião, o vereador Juscelino Gabelha (PSB) afirmou que, além de cidades brasileiras em que os socialistas negociam alianças com os petistas como Mossoró (RN), o PSB paulista também condicionou as alianças com Haddad ao apoio do PT aos candidatos socialistas nas cidades de Ferraz de Vasconcelos e Taboão da Serra, únicos municípios que o PSB comanda na Grande SP. Ele disse ainda que espera que as conversas entre os dois partidos sejam resolvidas até o fim de maio, para que não se arrastem até o fim do período em que os partidos farão as suas convenções.
Tags: eleições 2012, Fernando Haddad, PSB, PT, São Paulo
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Marta Salomon, de O Estado de S.Paulo
O ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho (PSB), interrompeu suas férias. Na quarta-feira, 4, o ministro estará em Brasília e concederá entrevista coletiva para falar sobre a situação das chuvas no Brasil e os repasses de recursos federais para o combate e a prevenção de desastres naturais.
A edição de terça-feira, 3, do jornal O Estado de S. Paulo publicou a matéria Ministro dá ao seu Estado 90% da verba antienchente, mostrando que Pernambuco foi o maior beneficiado pelo repasse dessas verbas. Pernambuco, que é o Estado de Bezerra Coelho, recebeu R$ 25,5 milhões, 14 vezes mais do que o segundo colocado, o Paraná.
Tags: Fernando Bezerra Coelho, Ministério da Integração Nacional, Pernambuco, PSB
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O ex-governador de São Paulo, José Serra, rebateu nesta segunda-feira, 21, a declaração do ex-ministro Ciro Gomes sobre sua atuação na Constituinte e afirmou que o rival político tem “imaginação fértil”, em artigo publicado em seu blog pessoal.
De acordo com Serra, os fatos citados por Ciro na crítica recente jamais aconteceram. “Qualquer interessado pode pesquisar os anais da Constituinte ou a imprensa da época. Não encontrará nada do que ele diz a meu respeito. Não apresentei uma só emenda, não votei em uma só proposta, não proferi um só discurso com aquele conteúdo”, escreveu.
Serra afirma ainda que Ciro manifestou “preconceito contra São Paulo e contra o Rio de Janeiro” nas declarações. No texto, ex-governador detalha a própria atuação na Constituinte em relação aos temas citados pelo rival.
Ao final do artigo divulgado nesta segunda-feira, Serra ainda faz críticas diretas a Ciro: “A verdade está de um lado, Ciro Gomes está de outro; de um lado, estão os fatos; do outro, a imaginação fértil deste senhor, especialmente quando se refere a mim. Às vezes, suspeito que seja um caso clínico.”
Acusação. Em entrevista à TV UOL realizada na semana passada, o ex-ministro Ciro Gomes disse que, enquanto participava da Constituinte, Serra “desmontou o sistema de incentivos fiscais que compensariam o Nordeste das assimetrias competitivas” e “queria acabar” com a Zona Franca de Manaus.
Tags: Ciro Gomes, José Serra, PSB, PSDB

Julia Duailibi, de O Estado de S.Paulo
A cúpula do PSB se reúne neste sábado, 29, em São Paulo para o congresso estadual do partido. Em ato na Assembleia, as principais lideranças da legenda, como o presidente do PSB, governador Eduardo Campos (PE), vão discutir os rumos da sigla na eleição de 2012.
O partido é alvo de investidas do PSDB, do governador Geraldo Alckmin, e do PSD, do prefeito Gilberto Kassab. Ambos cortejam o PSB para uma aliança em torno do candidato que disputará a Prefeitura de São Paulo no ano que vem. Tanto Alckmin quanto Kassab confirmaram presença no encontro.
Campos mantém conversas com o governador e com o prefeito. A ambos deu sinais de que pretende fazer uma aliança na eleição do ano que vem.
O discurso dele no congresso poderá ajudar a decifrar qual rumo o PSB pretende seguir em São Paulo.
Tags: Eduardo Campos, Geraldo Alckmin, Gilberto Kassab, PSB, PSD, PSDB
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O ex-ministro da saúde José Gomes Temporão e o pianista Arthur Moreira Lima filiaram-se ao PSB nesta segunda-feira, 5, durante a abertura do seminário nacional “A Crise Econômica Internacional e a Economia do Brasil”, evento que acontece no hotel Rio Othon Palace, na cidade do Rio de Janeiro.
José Gomes Temporão disse que a opção pelo PSB foi influenciada pelos resultados da gestão do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, presidente nacional do partido. “Tenho observado de perto a profunda e brilhante transformação que está sendo feita no nordeste brasileiro a partir de uma política clara, corajosa e incisiva. A questão da equidade, liberdade, democracia e igualdade estão muito presentes nessa região. Estou com muita vontade de contribuir para o partido”, declarou.
Por sua vez, o pianista Arthur Moreira Lima afirmou estar “extremamente emocionado” por ingressar no partido. “Quero dizer que neste cenário atual, o partido tem tudo para crescer e atingir os seus nobres objetivos. Sinto-me honrado de fazer parte desta sigla. Farei o que puder para participar junto com todos os companheiros, nos projetos que possam melhorar o Brasil. Realmente aqui é minha casa”, disse.
A cerimônia contou com as presenças de Eduardo Campos, do vice-presidente do Partido, Roberto Amaral; do primeiro secretário Nacional da sigla, Carlos Siqueira; da líder socialista na Câmara Federal, deputada Ana Arraes, além de lideranças estaduais e militantes.
Tags: Arthur Moreira Lima, filiação, PSB, RJ, Temporão
Jair Stangler, do Estadão.com.br
O senador Aécio Neves (PSDB-MG) afirmou nesta sexta-feira, 26, que irá procurar o PMDB de Minas Gerais para discutir uma possível aliança. Na quinta-feira, 26, o PMDB mineiro anunciou o fim da parceria com o PT. Lideranças do PMDB mineiro afirmaram que o partido está sendo excluído das discussões para a sucessão do prefeito Marcio Lacerda, que é do PSB e foi eleito com o apoio do PT e do PSDB. Apesar disso, Aécio avaliou que o PMDB deve ter ficado incomodado com a maneira como o PT faz oposição ao governador Antonio Anastasia (PSDB).
Aécio particpou nesta sexta em São Paulo de seminário sobre a Frente Parlamentar de Adoção, na FMU, em São Paulo. Também estiveram presentes o senador Lindberg Farias (PT-RJ) e o deputado federal Gabriel Chalita (PMDB-SP).
“Nós temos uma relação histórica com muitos setores do PMDB. O que nós percebemos é que o PMDB estava incomodado com a forma como o PT fazia oposição em Minas Gerais. O governador Anastasia conduz o Estado na nossa sucessão, de forma extraordinariamente correta, com altíssimos níveis de aprovação, e nós vamos incorporar os setores do PMDB que queiram participar desse grande esforço em Minas Gerais que vem ocorrendo no nosso governo”, afirmou.
Questionado ainda sobre uma possível candidatura de José Serra (PSDB) à Prefeitura de São Paulo, o senador esquivou-se: “Eu sou mineiro, eu tenho juízo.”
Tags: Aécio Neves, Marcio Lacerda, PMDB, PSB, PT
O suplente de deputado federal Marcelinho Carioca (PSB) entrou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com pedido para que o deputado Gabriel Chalita (PMDB-SP) perca o mandato por infidelidade partidária. Marcelinho é o suplente imediato de Chalita, que foi eleito pelo PSB. Chalita deixou o PSB e filiou-se ao PMDB neste ano. Se conseguir que Chalita perca o mandato, é Marcelinho que assume em seu lugar na Câmara.
Segundo Marcelinho, no entando, mudança foi feita de forma totalmente imotivada, não estando inserida em nenhuma das hipóteses de justa causa”. A Resolução 22.610/2007 estabelece que existe justa causa para a troca partidária nos casos de incorporação ou fusão de partido; criação de novo partido; mudança substancial ou desvio reiterado do programa partidário ou grave discriminação pessoal. O relator do caso no TSE é o ministro Gilson Dipp.
Tags: Gabriel Chalita, Marcelinho Carioca, PMDB, PSB
O jurista Sérgio Sérvulo, ex-vice-prefeito de Santos pelo PSB, um dos advogados de acusação no processo de impeachement do ex-presidente Fernando Collor, e o ex-vereador Celio Nori, anunciaram em carta aberta a desfiliação do Partido Socialista Brasileiro. Filiados na década de 1980, eles afirmam que hoje “a legenda perdeu a sua identidade política, apesar de ostentar o vocábulo socialista que, para ela, nada significa”. Dizem ainda que o PSB não se diferencia do caráter fisiológico reinante na política partidária brasileira.
Leia a íntegra da carta:
“Desfiliando-nos, neste momento, do Partido Socialista Brasileiro, queremos ratificar, publicamente, nosso compromisso com o socialismo democrático. Foi por causa desse compromisso que nos filiamos ao PSB, há muitos anos, é por causa dele que agora nos desfiliamos.
Partidos políticos são canais da representação popular, locais de encontro nos quais, mediante o confronto de ideias, se assentam propostas de políticas públicas, programas consensuais de governo e ações para a conquista e exercício do poder político.
Sempre entendemos que a condição de filiado a um partido político representa clara opção política e compromisso com determinada visão de mundo. Por tais razões, escolhemos o Partido Socialista Brasileiro para nos filiar na década de 80 e nos integrar a outros companheiros que comungavam solidariamente o ideário do Socialismo Democrático.
Após a vitória sobre a ditadura militar, a promulgação da Constituição de 1988 e a conquista do Estado de Direito, reuníamos a expectativa de que, finalmente, os partidos brasileiros passariam , de fato, a representar forças políticas distintas, capazes de dar sustentabilidade à democracia brasileira, recém emergida dos escombros de um dos mais terríveis períodos da história do país.
Ledo engano. À medida em que o tempo avançava e os governos se sucediam, mais e mais os partidos foram se transformando em meros cartórios eleitorais para a concessão de legendas, sob a influência crescente do poder econômico sobre as instituições políticas.
É grande a diferença entre um partido e uma facção. A facção é um ajuntamento de interesses, onde prevalecem as ambições pessoais. A convivência democrática é característica do partido, o autoritarismo a marca da facção.
A crise da democracia representativa faz que os partidos – mesmo os mais ciosos de sua identidade – degenerem em facções. Tendo lutado no PSB pela manutenção de sua identidade partidária, nada mais temos a fazer, agora, dentro dele. A legenda perdeu a sua identidade política, apesar de ostentar o vocábulo socialista que, para ela, nada significa.
Constatando que o PSB não se diferencia do caráter fisiológico reinante – visto assumir sem nenhum pudor a lógica do pragmatismo político-eleitoral, sendo incapaz de responder a si mesmo e muito menos à sociedade sobre o que significa nos tempos atuais o Socialismo Democrático – é chegada a hora de tomar a sofrida decisão de nos desfiliarmos do Partido Socialista Brasileiro, sem contudo abdicar da luta política, como dever e prerrogativa do cidadão.”
Tags: Celio Nori, desfiliação, PSB, Sérgio Sérvulo
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