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Débora Álvares, de O Estado de S.Paulo

O presidente nacional do PRB Marcos Pereira anunciou nesta segunda-feira, 7, que mantém a pré-candidatura de Celso Russomanno em São Paulo e que a coordenação da campanha fica sob sua responsabilidade. A composição da chapa pode ter Netinho de Paula (PC do B) como vice. Segundo Pereira, as negociações estão bem avançadas.

De acordo com ele, especulou-se a princípio um acordo com o PMDB para a composição de uma chapa. As pesquisas de opinião de junho foram definidas como determinante para decidir a cabeça de chapa, ou seja, quem estivesse na frente nas pesquisas sairia como candidato e o outro, como vice.

A proposta foi feita pelo PRB, mas o PMDB não concordou com o acordo, segundo Pereira. O partido aposta na candidatura de Gabriel Chalita em SP.

“Conversamos eu e o Celso (Russomanno) com o (Michel) Temer e o (Gabriel) Chalita, mas ao que me parece por questões pessoais o Chalita não abre mão de ser cabeça de chapa”, afirmou Pereira.

O PRB mantém conversas com outros partidos para eventual aliança em SP como PT do B, PTN, PHS, PRP.

 

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Por Felipe Frazão – O Estado de S.Paulo

O deputado federal e pré-candidato do PMDB a prefeito de São Paulo, Gabriel Chalita, brindou nesta quinta-feira seus 43 anos (completados segunda-feira) no Bar Brahma, centro de São Paulo. A festa começou às 19 horas e seguiu até meia noite regada a chopp gelado, samba e apresentação de passistas. Já passava das 23 horas, quando o samba Fidelidade Partidária ecoou pelo salão reservado no bar da famosa esquina das Avenidas Ipiranga com São João.

Chalita se elegeu o terceiro deputado mais votado do País em 2010 pelo PSB. Sua trajetória política, no entanto, teve início no PDT de Cachoeira Paulista. Depois, migrou para o PSDB por influência do ex-governador Franco Montoro, saindo depois por desavença com o agora adversário na corrida eleitoral José Serra (PSDB).  Um ano depois, trocou os socialistas pelo PMDB (com a promessa de apoio a sua candidatura à Prefeitura feita pelo vice-presidente da República, Michel Temer).

Entre beijos e abraços políticos recebidos na comemoração, Chalita foi cumprimentado pessoalmente pelos deputados petistas Edinho Silva e Cândido Vaccarezza e pelos democratas Jorge Tadeu e Alexandre de Moraes,  um dos mais cotados para assumir a vice em sua chapa caso o DEM declare adesão ao PMDB paulistano. Pelo PC do B, outro partido que flerta com Chalita, apareceram o ex-ministro do Esporte e pré-candidato a vereador Orlando Silva e os vereadores Netinho de Paula (também pré-candidato a prefeito) e Jamil Murad. Além de uma série de novos e antigos peemedebistas, como o próprio Temer e presidente estadual do partido, Baleia Rossi, amigos tucanos e convidados VIPs.

 

 

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Atualizada às 10h07

Estadão.com.br

Nesta terça-feira, 24, deputados começam a analisar o parecer enviado pelo deputado relator do projeto do Código Florestal Paulo Piau (PMDB-MG), que fez 21 mudanças no texto aprovado no Senado. Como há divergências sobre as mudanças feitas por Piau, a expectativa é que a votação só seja concluída nesta quarta-feira, 25.

Embora não tenha liberado o seu parecer, o relator  adiantou que vai propor a retirada das regras de recuperação das áreas de preservação permanente (APPs) em torno dos rios. Os textos aprovados tanto na Câmara como no Senado estipulam que, para cursos d’água com até 10 metros de largura, os produtores rurais devem recompor 15 metros de vegetação nativa.

A retirada de outros dois dispositivos do texto do Senado atende aos ruralistas. O primeiro dividia os produtores rurais em categorias para receber incentivos; o segundo impedia o recebimento de crédito agrícola por produtores que não promovessem a regularização ambiental em cinco anos.

Antecipando uma possível derrota, Dilma Rousseff já teria encomendado uma solução para o imbróglio: a criação de medida provisória revogando a anistia que o texto do relator da matéria, deputado Paulo Piau (PMDB-MG), concede aos desmatadores. A pedido de Dilma, a MP deve excluir os pequenos produtores da obrigatoriedade de recomposição de matas nativas desmatadas ilegalmente, mas manterá a regra para os demais.

No primeiro sinal de enfraquecimento dos ruralistas na Câmara, o deputado Paulo Piau (PMDB-MG) acenou na segunda-feira, 23, com a possibilidade de mudar seu relatório sobre a reforma do Código Florestal “até a hora da votação”, prevista para esta terça, em troca de um acordo com o governo.

A presidente Dilma Rousseff (PT) reiterou que prefere ver o governo perder a concordar com a anistia a desmatadores. Isso significa que a chance de um acordo para a votação está cada vez mais distante se os ruralistas insistirem na oposição à exigência de faixas mínimas de recuperação das áreas de preservação permanente.

Ao todo, são 21 mudanças propostas por Piau e algumas delas deverão ser decididas por meio de destaques para votação em separado, a favor ou contra o parecer do relator, seja para manter o texto da Câmara ou o do Senado. Nesta fase do processo legislativo, o Regimento Interno não permite a criação de novos textos, apenas a montagem da redação final com partes do substitutivo do Senado e da Câmara; ou a aprovação integral de uma das versões.

O Código já havia sido aprovado na Câmara em maio de 2011 e depois em dezembro no Senado, onde recebeu mais 21 alterações. Mas, por causa delas, terá que passar novamente pela avaliação dos deputados. Só depois disso é que será submetida à sanção presidencial.

O relatório de Piau foi criticado por petistas e por ambientalistas. Eles dizem acreditar que modificações no texto promovidas por membros do PMDB favoreçam a bancada ruralista em detrimento da preservação ambiental./Com Agência Câmara

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Estadão.com. br

Indicado pelo PMDB, o senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) será o presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito Mista (CPIM) do Cachoeira. O PMDB é a legenda que tem a maior bancada e tem prerrogativa na escolha do presidente. Rêgo ainda aguarda a indicação que será feita pelo PT na Câmara de um nome para a relatoria da comissão para então definir o plano de trabalho. O convite foi feito oficialmente na tarde de quinta-feira, 19, por Renan Calheiros (PMDB-AL).

Na quinta, o senador Demóstenes Torres (sem partido) reconheceu que o Congresso tem razão em instalar a CPMI, que investigará a sua ligação e a de outros parlamentares e agentes públicos com o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. “Eu respeito o Congresso”, afirmou o senador, ao chegar ao Senado. Ele reiterou que fará sua defesa no Conselho de Ética, “no momento oportuno”.

O presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), defendeu nesta sexta-feira, 20, que a  CPI comece seus os trabalhos com a aprovação de requerimentos com a quebra de sigilo bancário, fiscal e telefônico de todas as pessoas que tiveram contato com o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.

“Eu começaria a CPI quebrando o sigilo, bancário e fiscal e telefônica de todos aqueles que tiveram qualquer tipo de contato com Cachoeira”, disse Maia. “Mas quem vai tomar essa decisão é relator”, completou. Ele classificou ainda como “imaginação de alguns” a suposta interferência do governo na CPI.

O líder do PT na Câmara, Jilmar Tatto (SP), disse que definirá o nome do relator da CPI na próxima terça-feira, 24. Existe uma disputa entre grupos do PT para ocupar a relatoria da CPI. De um lado, com o apoio do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, está o ex-líder Cândido Vaccarezza (PT-SP). De outro, respaldado pela ministra das relações Institucionais, Ideli Salvati, e Tatto, estão Paulo Teixeira (SP) e Odair Cunha (MG)./Colaborou Eugênia Lopes

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estadão.com.br

O secretário executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann – segundo na hierarquia da pasta -, já assinou a ficha de filiação ao PMDB. O documento chegou, assinado, à mesa do presidente nacional da legenda, senador Valdir Raupp (RO), na última quinta-feira, 22, como resultado de uma operação orquestrada a quatro mãos com o Palácio do Planalto.

A filiação de Zimmermann é o primeiro passo da estratégia desenhada pela presidente Dilma Rousseff para transformar o ministro Edison Lobão (PMDB) em presidente do Senado no ano que vem.

 

Leia mais no blog de João Bosco Rabello.

 

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Agência Brasil

Em uma sessão tensa da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), da Câmara, de ânimos acirrados, os deputados governistas, exceto os do PMDB, conseguiram adiar nesta terça-feira, 20, por falta de quorum, a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 215, que transfere para o Congresso Nacional a competência para demarcar e homologar terras indígenas e quilombolas. Atualmente, essa competência é do Poder Executivo, mas a bancada ruralista quer colocar a PEC em votação para ter mais influência sobre as homologações.

Não faltaram vaias e aplausos da plateia que acompanhou a votação, formada principalmente por representantes indígenas. O adiamento da votação se deu após uma série de manobras regimentais utilizadas principalmente pelos deputados do PT, PV, PSB e PSOL. Para protelar a votação, os petistas pediram a leitura da ata da reunião anterior e a discussão do documento. O deputado Paulo Teixeira (PT-SP) deu início a leitura do documento às 15h10, em ritmo lento, que fez consumir meia hora da reunião.

A leitura da ata anterior é prevista no Regimento Interno da Câmara, mas, geralmente é dispensada pelos deputados na abertura dos trabalhos das comissões. Os deputados ruralistas ficaram irritados com a atitude dos governistas. “É, no mínimo, vexatória essa leitura tartaruga”, reagiu o deputado Jerônimo Goergen (PP-RS), a favor da aprovação da PEC.

Houve ainda a discussão da ata, a apresentação de mais três requerimentos, um de audiência pública feito pelo deputado Alessandro Molon (PT-RJ), na tentativa de encerrar a reunião pela ordem do dia. O que ocorreu, às 17 horas, com um pedido de verificação de quórum apresentado pelo deputado Luiz Couto (PT-PB) que constatou não haver número suficiente de deputados para a votação. O PT, o PV, o PSB haviam entrado em obstrução, fazendo com que a presença de seus parlamentares não fosse computada. Já os ruralistas contaram com o apoio principalmente do DEM, do PMDB, do PP e do PPS, mas o número dos deputados presentes não foi suficiente.

A proposta entrou na pauta de votação da comissão por causa da pressão da bancada ruralista que deseja barrar as homologações de terras no Brasil e retomar os processos de demarcações já iniciados. Um dos argumentos defendidos pelos deputados ruralistas para aprovar a PEC é que “há um descontrole” do Executivo na homologação de terras.

“Há um descontrole e falta de critérios para a homologação de terras hoje no Brasil. Este País está vivendo uma crise de cumprimento de regras em relação ao direito à propriedade”, disse o vice-líder do PP, deputado Jerônimo Goergen (PP-RS). Para ele, o argumento dos povos tradicionais e do governo, de que, caso essa atribuição seja transferida para o Congresso, nenhuma terra será mais demarcada, é injusto. “Não serão homologadas mesmo, talvez porque não tenham mesmo que ser. É uma medida injusta para quem tem a propriedade da terra registrada”, declarou o deputado.

Um grupo de índios da etnia Xacriabá, de Minas Gerais, permaneceu durante todo tempo na reunião. Vestidos com trajes típicos e munidos de chocalhos e apitos, antes de começar a votação, eles dançaram em círculo e cantaram músicas com letras em defesa de suas terras.

A entrada da proposta na pauta da CCJ resultou da pressão feita pela bancada ruralista, que está articulada para aprovar o parecer do relator Osmar Serraglio (PMDB-PR), a favor da admissibilidade da PEC. Além da transferência de competência, a proposta também prevê a revisão dos processos fundiários e estudos antropológicos encerrados e já publicados.

Em 2004, o deputado Luiz Couto (PT-PB) emitiu parecer contrário à admissibilidade, que não chegou a ser votado. No ano passado, já com relatoria do deputado Osmar Serraglio, a votação foi adiada duas vezes, com influência direta do governo. Na primeira reunião, na semana passada, o assunto não estava na pauta e os ruralistas pressionaram para que o presidente da CCJ, deputado Ricardo Berzoini (PT-SP), o incluísse na reunião desta terça.

 

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Tânia Monteiro, de O Estado de S.Paulo

A relação do PMDB com o PT “pode não ser ótima, mas é boa”, disse nesta terça-feira, 13, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. Sobre a saída de Romero Jucá (PMDB-RR) da liderança do governo no Senado, o ministro afirmou que “essas alternâncias são normais” e defendeu que “se isso resultar em apaziguar alguma crise com a base e ampliar o diálogo, ótimo”.

Segundo o ministro, Jucá “estava se queixando que estava cansado”. Lobão argumentou, ainda, que Jucá “cumpriu muito bem o papel dele”. Lobão é senador do Maranhão pelo PMDB e afastou-se do parlamento para ocupar o cargo de ministro.

 

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Jair Stangler, do estadão.com.br

A ministra das Relações Institucionais Ideli Salvatti evitou comentar nesta quinta-feira, 26, as declarações do líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), que na quarta-feira, 25, teria descartado a possibilidade de o governo criar uma crise com o maior partido da base aliada em torno das denúncias do Departamento Nacional de Obras contra as Secas (Dnocs). Em suas declarações, Alves teria manifestado a favor da permanência de seu apadrinhado político, Elias Fernandes, na diretoria-geral do Dnocs. As afirmações abriram uma crise na base do governo no Planalto e Fernandes apresentou sua demissão nesta quinta, após pressão do Planalto.

A orientação para não dar declarações sobre o caso teria partido da própria presidente Dilma Rousseff. A avaliação é que comentar o assunto pode piorar o cenário diante das declarações “incisivas” de Henrique Eduardo Alves. A decisão sobre o substituto de Elias Fernandes na direção-geral do órgão só deve ocorrer após o retorno de Dilma da viagem que ela fará a Cuba e ao Haiti. Por enquanto, o secretário nacional de irrigação, Ramon Rodrigues, assume interinamente o cargo.

Ideli passou a tarde desta quinta despachando no escritória da Presidência da República, em São Paulo. Entre os compromissos do dia, a ministra recebeu a prefeita de Cubatão, Márcia Rosa (PT), para tratar de demandas do projeto do Porto de Santos.  Segundo a assessoria da ministra, não há nada de atípico no fato da ministra ter saído de Brasília para falar com uma prefeita.

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Jair Stangler, do estadão.com.br

A população deu notas baixas para Transparência e participação política em São Paulo (3,5)  e honestidade dos políticos (2,9), segundo pesquisa divulgada nesta quarta-feira, 18, pela Rede Nossa São Paulo.  O evento de lançamento da pesquisa Ibope sobre os Indicadores de Referência de Bem-Estar do Município (Irbem)  contou com a participação dos pré-candidatos a prefeito de São Paulo Gabriel Chalita (PMDB), Netinho de Paula (PCdoB) e Soninha Francine (PPS),  além de representantes dos demais partidos. O PT enviou o vereador Antonio Donato no lugar de Fernando Haddad, que cumpria agenda como ministro, o PSOL, que ainda não definiu candidato mandou o presidente municipal da legenda, Maurício Costa e o PV, também sem candidato, mandou Luiz Carlos Bosio, da executiva municipal. PTB e PSDB não mandaram representantes.

As baixas notas pautaram as falas dos debatedores, principalmente dos pré-candidatos que estavam presentes. Soninha Francine (PPS) lembrou que a pesquisa é sobre percepção. “Isso é muito importante. Como é que o poder público tem de analisar esses dados de percepção? É sempre importante, quer a percepção seja condizente com os fatos frios ou não combinem com os fatos analisados mais objetivamente”, diz. Na sua avaliação, os mecanismos de transparência têm melhorado e se a população não vê assim, o problema é de “comunicação”. “Se as pessoas não sabem onde tem prestação de contas, se aconteceram várias audiências públicas e foram sempre as mesmas pessoas, se elas nem sabem que houve audiência pública, então nem adianta aumentar a trasnparência se isso não for bem comunicado para as pessoas”, argumentou. O vereador Antonio Donato (PT) respondeu que mesmo que a pesquisa seja de percepção, ela não está avançando, não está melhorando em relação aos últimos anos.

Já para Maurício Costa, presidente municipal do PSOL, a classe política está “absolutamente desacredidata”. “Que transparência tem o Orçamento da cidade?”, questionou. Netinho de Paula (PCdoB) também mencionou a questão do Orçamento da cidade, afirmando que a classe política não consegue atrair a população para discutir o tema. Para ele, não se trata apenas de criticar os políticos, mas de como fazer para atrair as pessoas para o debate.

Por sua vez, o pré-candidato Gabriel Chalita (PMDB) disse sentir “vergonha” da nota concedida pela população e avaliou que “essa visão da classe política se deve à ideia de que político mente, político diz uma coisa e faz outra. São Paulo tem uma imprensa que faz o que um político deveria fazer, de entrevistar, de falar com a população”, diz.

Durante o evento, não houve muitos ataques diretos à gestão do prefeito Gilberto Kassab (PSD) – exceção feita à fala de Maurício Costa, que criticou a prática de empreiteiras financiarem campanhas. Depois do evento, no entanto, ao falar com a imprensa, Chalita criticou a aproximação entre Kassab e o PT. “Eu acho estranho porque o Kassab se oferece para o PT, para o PSDB. O PT diz que não num primeiro momento, depois diz que talvez, que vai pensar. Esses elementos fazem com que a população desconfie da classe política”, declarou.

A pesquisa mostrou ainda crescimento de insegurança na cidade. De 24% que consideravam a cidade nada segura em 2010, o número passou para 35% em 2011. Os pré-candidatos aproveitaram o dado para linkar com a questão da cracolândia, que vem pautando o debate na cidade nos últimos dias.

O Irbem constatou, entre outros dados, que 56% se mudariam da cidade se pudessem, 51% mais que no ano passado. Das 25 áreas, 19 receberam notas abaixo da média, que é 5,5. A nota geral para a qualidade de vida teve leve queda, passando de 5 para 4,9. A pior nota foi para Transparência e participação política, com 3,5. Acessibilidade para pessoas com deficiência ficou em 3,9 e Desigualdade Social com 4.

O levantamento apontou ainda preocupação dos paulistanos com o tempo de espera para ônibus – 22 minutos – e no tempo de espera para atendimentos de saúde – 52 dias para realização de consultas no serviço público, 65 para realização de exames e 146 dias para procedimentos complexos. Os números apresentaram melhoras, mas ainda são considerados altos.

30% consideram a atual administração municipal ruim ou péssima, contra 21% em 2010. Também houve queda no grau de confiança em instituições. A Câmara Municipal teve as piores respostas de desconfiança, com 69%, seguida pelo Tribunal de Contas do Município (63%) e pela Prefeitura (64%).

Para a pesquisa Irbem, foram entrevistados 1.512 moradores da capital com 16 anos ou mais entre 25 de novembro e 12 de dezembro de 2011. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa aborda 25 temas como Sexualidade, Aparência, Consumo, Lazer, Saúde, Educação, Meio Ambiente, Habitação e Trabalho, além de medir o grau de confiança da população nas instituições. No mesmo evento, foram apresentados ainda dados sobre a desigualdade docial em São Paulo.

Veja como foi o evento:

12h52 – Luiz Carlos Bosio, do PV, diz considerar que R$ 38 bilhões do Orçamento para a cidade é pouco. Segundo ele existem muitas dívidas de precatórios. “Vamos utilizar pouco mais de R$ 20 bilhões. É muito pouco para uma cidade com R$ 12 milhões, com a quantidade de problemas que temos aqui”, afirma. Defende a questão da sustentabilidade.

12h35 – O vereador Antonio Donato, do PT, desculpa-se pela ausência de Haddad. Cita a fala de Soninha sobre a percepção da população, afirmando que a percepção da população não melhorou, “no momento em que o Brasil melhora”. Lembra que a nota média dos mais pobres é a pior e defende a descentralização da administração. “A gente traz um Uruguai da zona leste para o centro”, critica. Afirma que dar prioridade ao transporte público é estratégico e lembra da importância do corredor de ônibus. “Precisamos desenvolver a zona leste, desenvolver a zona sul. Precisamos gerar emprego e renda nessas regiões. Temos um centro com 30 mil imóveis fechados. Precisamos de um centro com espaço para os pobres”, diz.

12h25 – Grajew diz que prefeito e secretários foram convidados e que sua presença no evento também seria uma forma de transparência.

12h20 – Soninha defende a atuação da prefeitura. Segundo ela, muito da pesquisa é “percepção, mas não necessariamente corresponde aos fatos”. Mas se a população tem a percepção de que não há transparência, alguma coisa está errada, diz ela. Para Soninha, o problema é que falta “comunicação”. Ela também cita preocupação em relação a conflitos entre vizinhos, problemas com barulho. “A gente precisa atenção às coisas mínimas.

12h10 – Netinho se diz deprimido com a pesquisa. “Os indíces mostram quanto os homens públicos foram incapazes de atender às necessidades da população. Estamos reclamando das mesmas coisas que reclamávamos quando eu ainda morava na periferia”, afirma. Segundo ele, a zona sul foi totalmente esquecida.

12h00 – Maurício Costa diz repudiar a ação da polícia na cracolândia e  cita também que a classe política está “totalmente desacreditada”. Lembra a baixa nota dada para o item transparência. “Que transparência tem o Orçamento da cidade?” Afirma que  tanto Kassab como boa parte dos vereadores foram financiados por empreiteiras e lança um desafio a todos os pré-candidatos: “que não aceitem verbas de empreiteiras”, sendo ovacionado pela plateia.

11h56 – Maurício Costa, presidente municipal do PSOL, diz que representa o partido porque candidato ainda não foi definido. “Os dez minutos são um tempo pequeno para fazer um debate sobre tudo. Vou escolher alguns temas”, diz. Ele ironizou o aumento da nota na honestidade dos políticos. Lembra que 56% disseram que gostariam de sair da cidade. “Significa que a cidade tem um modelo desigual para a maioria da  população”, afirma. “Temos de discutir quem governa e para quem governa. A questão do trânsito mostra isso. Duas horas é o mínimo que se gasta no trânsito e 3h33 é o tempo que quem mora na Zona Leste gasta. Como essa cidade quer receber uma Copa do Mundo que vai ser justamente na Zona Leste?” Costa lembrou que o governo Marta Suplicy (PT) reduziu o investimento em Educação de 30% para 25%.

11h51 – “Quadro da desigualdade nos ajuda a criar uma compreensão da complexidade que é a cidade de São Paulo”, avalia Chalita. “Essa visão da classe política se deve à ideia de que político mente, político diz uma coisa e faz outra. São Paulo tem uma imprensa que faz o que um político deveria fazer, de entrevistar, de falar com a população”, diz. Em sua fala, Chalita conta que esteve na cracolândia para falar com os dependentes e entender o que acontece no local.

11h47 – Chalita é o primeiro a falar. “Champanha de subsolo, de submundo não nos ajudam. Espero que tenhamos muitos debates para mostrar o que gostaríamos de fazer pela cidade de São Paulo. Quando vemos esses dados temos dois sentimentos. O primeiro é o de vergonha. Vergonha pela situação da nossa cidade, pela avaliação que os políticos recebem”, afirma.

11h40 – Oded Grajew explica que Fernando Haddad, pré-candidato do PT, desculpou-se por não ter vindo, que precisava seguir recomendação da Comissão de Ética Pública, e enviou o presidente do diretório municipal do PT, Antonio Donato. O PSDB, que ainda não defininiu candidato ainda, não justificou sua ausência. Além de Donato, participam da mesa Gabriel Chalita, Maurício Costa, presidente do diretório municipal do PSOL, Netinho de Paula, pré-candidato do PCdoB, Soninha Francine, pré-candidata do PPS, e Luiz Carlos Bosio, da executiva municipal do PV.

11h29 – Números sobre trabalho e renda repetem a mesma estrutura de bons indicadores na região central em detrimento das periferias.

11h24 – Gravidez na adolescência atinge mais os distritos da periferia. Região central da cidade concentra leitos em detrimento das regiões periféricas.

11h06 – Após a apresentação dos números da pesquisa Irbem, Maurício Broinzi, da Rede Nossa São Paulo, apresenta dados sobre a Desigualdade Social na capital.  No indicador bibliotecas, as áreas mais mal servidas são as periferias. Em relação às creches, a situação se inverte. Em relação à demanda, as periferias estão bem atendidas e áreas centrais tem déficit. 56 distritos tem zero equipamentos esportivos.

11h03 – Irbem pediu notas da população para a honestidade dos governantes, que evoluiu de  2,3 em 2009 e 2,7 em 2010para 2,9 em 2011. Segundo Márcia Cavalari, apesar da evolução do número, o índice ainda é baixo.

10h38 – Após uma breve apresentação realizada por Oded Grajew, da Rede Nossa São Paulo, a diretora do Ibope, Márcia Cavalari, apresenta os dados da pesquisa.

10h20 – Em conversa com os jornalistas, o pré-candidato Gabriel Chalita retoma o que tem sido a tônica do debate político na cidade nos últimos dias, a operação policial na cracolândia. Para ele, a operação é o mesmo erro cometido por Serra quando assumiu a prefeitura e prometeu acabar com a cracolândia. Ele apontou responsabilidade da gestão do prefeito Gilberto Kassab ao não criar uma rede de atendimento aos dependentes de crack.

 

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O ministro do Turismo, Gastão Vieira, viajou nesta terça-feira, 17, para Madri, na Espanha, onde participa da Feira Internacional de Turismo (Fitur), para promover o Brasil como destino turístico para o público local. Segundo o ministério, o objetivo da viagem é “estreitar as relações entre Brasil e Espanha e buscar visitantes por meio de estratégias e de exemplos nacionais nos segmentos de turismo de cultura, ecoturismo, aventura e gastronomia, entre outros”.

Na quarta-feira, 18, Gastão Vieira deve receber a visita do príncipe de Astúrias, Don Felipe, e sua esposa, Princesa Letizia, no estande do Brasil na feira. Mais á tarde, será a vez do ministro visitar os estandes de Argentina, Uruguai e Paraguai. À noite, ele deve discursar no evento Disfrute Brasil, organizado pela Embratur para formadores de opinião e imprensa.

A agenda do ministro para quinta-feira, 19, inclui um encontro com o embaixador do Brasil na Espanha, Paulo Cesar de Oliveira Campos, pela manhã. A última atividade prevista para a visita de Gastão Vieira á Madri é a participação no evento Viva Las Maravillas de Brasil, organizado pela TAM, com apoio da Embratur, e dirigido para operadores e agências de viagem.

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