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Fábio Fabrini e Débora Álvares, de O Estado de S. Paulo

Eleito nesta segunda-feira, 4, à presidência da Câmara, Henrique Alves (PMDB) assume o cargo sob questionamentos que podem comprometer o exercício do mandato. Na Câmara desde 1971, ele tenta há anos se livrar de processo no qual é acusado de enriquecimento ilícito, supostamente por manter dinheiro no exterior. A ação corre em sigilo na Justiça Federal em Brasília, que recebeu, do Ministério Público Federal (MPF), pedidos de quebra dos sigilos bancário e fiscal do parlamentar.

A denúncia partiu de depoimento da ex-mulher do deputado Mônica Infante de Azambuja, que, ao pleitear pensão alimentícia maior, disse em 2002 que Alves mantinha US$ 15 milhões não declarados em contas em paraísos fiscais. O caso se arrasta nos tribunais, graças a manobras protelatórias da defesa.

Como o Estado revelou em 13 de janeiro, os advogados de Alves conseguiram barrar a análise das quebras de sigilo, ao pedir à Justiça que, antes de dar continuidade à ação, apreciasse se o caso está prescrito e se baseou em provas ilícitas.

O relator do processo no Tribunal Regional Federal da 1ª Região, Cândido Ribeiro, determinou que a 1ª instância analisasse a questão. A ação corre na 16ª Vara da Justiça Federal em Brasília. Há 11 mandatos na Câmara, Alves declarou, para a atual legislatura, patrimônio de R$ 5,5 milhões. Empresário com extensa rede de influência, as atividades privadas, não raro, se misturam às públicas. Em agosto, fez lobby no Tribunal de Contas da União (TCU) para que um de seus sócios obtivesse o contrato de concessão da BR-101, entre o Espírito Santo e a Bahia. O negócio, de R$ 7 bilhões, é alvo de disputa na corte entre os grupos que participaram da licitação. O parlamentar percorreu gabinetes da corte com representantes do Consórcio Rodovia Capixaba, segundo colocado no leilão, apresentando argumentos favoráveis ao grupo aos ministros que julgariam o processo.

Ele é sócio da Caraíva Participações, que controla a Tervap Pitanga Mineração e Pavimentação – uma das seis empresas integrantes do consórcio, que pleiteia a desclassificação da primeira colocada. Após o caso ser revelado pelo “Estado”, o TCU julgou o processo e considerou a licitação regular, autorizando a assinatura do contrato com o grupo vencedor. O consórcio derrotado recorreu, mas parecer da área técnica, ainda não apreciado em plenário, sugere manutenção da decisão. A concessão, contudo, está suspensa por liminares da Justiça. Questionado, Alves diz apenas ter feito um favor ao amigo Fernando Aboudib Camargo, dono da Caraiva.

A eleição de Renan no Senado e de Alves na Câmara é ponto crucial do acordo político do PT com o PMDB para manter a governabilidade e sustentar a aliança eleitoral nas eleições presidenciais de 2014. Alves deixará o cargo de líder do PMDB, que usa para acessar gabinetes de Brasília com extensa e variada lista de pleitos, parte deles registrada no próprio Twitter. Os pedidos vão de cargos e obras à realização de partida de futebol, pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), no Rio Grande do Norte, sua base política.

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Ricardo Brandt, de O Estado de S.Paulo

CAMPINAS – A Justiça em Paulínia, interior de São Paulo, analisa cinco pedidos de impugnação da candidatura do prefeito eleito Edson Moura Júnior (PMDB), filho do ex-prefeito Edson Moura (PMDB), que substituiu o pai na disputa um dia antes da eleição. Moura, que acumula processos na Justiça de suas gestões anteriores e podia ser cassado caso fosse eleito por causa da Lei da Ficha Limpa, colocou o filho que tem o mesmo nome eu seu lugar, no sábado, dia 6.

Quatro dos pedidos são do Ministério Público e do prefeito e candidato derrotado à reeleição, José Pavan (PSB). A Promotoria alega que Moura tentou ludibriar os eleitores sem tempo para ampla divulgação da troca e que a “população elegeu o filho acreditando que estava votando no pai”. Se alguma das ações for acatada pela Justiça, os votos de Edson Moura Júnior, que teve 41% dos votos válidos, serão considerados nulos e o segundo colocado, o atual prefeito, que teve 35% dos votos, será considerado eleito.

O advogado de Moura, Arthur Freire, disse que a troca foi realizada de acordo com a Lei Eleitoral, que foi dada publicidade ao ato e que os pedidos não tem base no item de inelegibilidade.

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A vitória já prevista de Eduardo Paes (PMDB) para a prefeitura do Rio de Janeiro fortaleceu o candidato, o que deve ser um problema para o governador Sérgio Cabral, do mesmo partido, nas eleições do Estado daqui dois anos, avaliou o professor e pesquisador do Insper, Humberto Dantas, em entrevista à TV Estadão. “Eduardo Paes pode pleitear participar da disputa. O PMDB pode ter dor de cabeça”, afirmou.

Apesar da vitória folgada do candidato no Rio de Janeiro, o professor do Insper não acredita na projeção nacional de Eduardo Paes, por enquanto, para uma disputa presidencial. Ele também ressaltou que pode ser importante Paes cumprir o mandato até o final em 2016, por conta dos jogos olímpicos na cidade.

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O professor e pesquisador do Insper, Humberto Dantas, avaliou as tendências de apoio neste segundo turno em São Paulo. “O PMDB de Gabriel Chalita nacionalmente apoia o PT. Há uma probabilidade muito grande de apoio em São Paulo”, afirmou, em entrevista à TV Estadão. “Paulinho da Força (PDT) parece mais adepto da candidatura do PSDB”, avaliou.

Sobre a tendência do eleitorado, Dantas falou da infidelidade dos eleitores. “Segundo pesquisas, a característica do eleitor é mais relevante do que o apoio do candidato que ele votou no primeiro turno. Ou seja, não é porque eu tenho uma afinidade com a sua proposta que eu vou para onde você vai”, disse.

Sobre Celso Russomanno (PRB), ele diz que o candidato surgiu como uma surpresa. “Esperava-se que ele caísse antes. Deveria ter caído, mas só caiu quando os adversários perceberam que precisavam de uma ação mais incisiva”, disse.

Ele avalia que Russomanno teve forte apoio do eleitorado conservador. “Há uma probabilidade maior desse eleitorado se aproximar de José Serra (PSDB) do que Fernando Haddad (PT)”, afirmou.

Ele afirmou que chegou-se a considerar que Serra estaria fora do segundo turno, mas que ele chega agora como o mais votado. “O panorama para o segundo turo é indefinido”, analisa.

Dantas disse que há boas justificativas para os dois partidos acusarem um ao outro, citando o mensalão e a rejeição de Serra em São Paulo. “É importante ver o passado, mas precisaria ter uma discussão de uma forma mais consistente o que eles pretendem para a cidade”.

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O deputado estadual e coordenador da campanha de Gabriel Chalita (PMDB) à prefeitura de São Paulo, Jojji Hato, sinalizou em entrevista à TV Estadão que o partido deve apoiar a candidatura de Fernando Haddad (PT) no segundo turno da disputa paulistana. O PMDB se reúne neste momento para decidir o apoio e avaliar os resultados da eleição.

O vice-presidente do Brasil Michel Temer e também presidente nacional do PMDB se reúne amanhã com a presidente Dilma Rousseff para tratar do assunto.

Jojji disse que no passado houve uma aliança com o PSDB e que na gestão Kassab a vice-prefeitura ficou com o PMDB, mas não há nada definido na disputa do segundo turno. “No máximo até terça-feira, fecharemos uma posição”, afirmou.

“Essa é uma eleição muito difícil para o nosso candidato, vai ficar em quarto lugar”, disse. Segundo ele, os brasileiros têm uma característica de não votar em quem está perdendo. “Houve um crescimento da campanha no fim da campanha. Se tivesse sido há duas semanas, ajudaria na campanha”, afirmou.

 

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A TV Estadão começou no último dia 4 de setembro  entrevistas com os candidatos à vice-prefeitos em São Paulo. Os encontros, sempre realizados às 15h, são transmitidos ao vivo pelo portal Estadão.com.br (www.estadao.com.br/aovivo/). Durante 30 minutos, os vices apresentam suas propostas e seus programas de governo e respondem às perguntas de jornalistas do Grupo Estado e de internautas.

Marianne Pinnoti foi a entrevistada do dia 05/09: A médica Marianne Pinnoti defendeu melhorias no sistema de saúde da cidade de São Paulo, questão que a candidata classifica como em estado de “caos” na capital paulista. Pinotti disse que, se Chalita for eleito, sua primeira ação seria um choque na administração do sistema de saúde. Na avaliação dela, “faltam hospitais, leitos, mas o pior problema é na gestão. Falta comunicação, os pacientes se perdem nas redes de saúde em São Paulo”. A candidata propôs também melhorias no trabalho de prevenção do sistema público de saúde, além de uma ação entre as secretarias de Saúde, Educação e Assistência Social no combate às drogas. “Tem que passar os dependentes por uma internação longa, reinserção na sociedade e até no mercado de trabalho. Precisamos de um forte esforço de prevenção. Estamos perdendo nossos jovens para as drogas”, afirmou.

Assista ao vídeo da candidata:

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O Estado de S. Paulo

Em entrevista para a TV Estadão nesta quarta-feira, 5, a médica Marianne Pinotti, vice do candidato Gabriel Chalita (PMDB) à Prefeitura de São Paulo, disse que sua motivação para entrar na política é a saúde pública e a chapa tem um projeto para a construção de 4 novos hospitais. A candidata garantiu que Chalita resolverá o problema de falta de vagas em creches e irá implantar o ensino público em tempo integral: “Talvez demore 2 governos para colocar todas crianças em tempo integral, mas é preciso começar”.

Biografia. Também do PMDB, Marianne Pinotti é médica e contou com o apoio do vice-presidente da República, Michel Temer, na sua indicação para a vice. O fato de ser mulher e ter atuado na área da saúde também contaram ao seu favor. Marianne terá 30 minutos para apresentar suas propostas e responder às perguntas de jornalistas do Grupo Estado. O internauta também pode participar enviando perguntas pelo Twitter, usando a hashtag #viceChalita, pelo Facebook ou ainda pelo e-mail eleicoes2012@estadao.com.

Nessa terça-feira, Joaquim Grava, vice de Paulinho da Força (PDT), abriu a série Entrevistas Estadão com os postulantes a vice no pleito de São Paulo. Ainda nessa semana será entrevistado Edmilson Costa (PCB), vice de Carlos Giannazi (PSOL), na quinta-feira, 6. Na próxima semana, na segunda-feira, 10, será a vez de Luiz Flávio D’Urso, vice de Celso Russomanno (PRB); na terça, 11, Nádia Campeão (PC do B), vice de Fernando Haddad (PT); na quarta, 12, Alexandre Schneider (PSD), vice de José Serra (PSDB); e Lucas Albano (PMN), vice de Soninha Francine (PPS), na quinta, 13.

Abaixo, os melhores momentos da entrevista:

15h34 – “Minha visão da ação da cracolândia é muito ruim, essas pessoas foram apenas espalhadas pelas ruas”.

15h33 – Marianne diz que a chapa tem um projeto para dependentes químicos e propõe a união da Secretária da Saúde com a Educação para prevenção. “Isso vai ser uma guerra para a gente resolver”.

15h30 – Marianne diz que sua paixão é a saúde pública, mas quanto à política, caso Chalita não vença, não tem um projeto político para seguir.

15h27 – “Na verdade, SP tem grande cocnentração de hospitais no centro e falta na periferia. Nossa população dependente do SUS tem carência de leitos. Nosso projeto conta com a construção de 4 hospitais”. Marianne fala da importância de organizar a gestão dos hospitais.

15h26 – Pai de Marianne foi secretário da Educação por 1 ano e meio na gestão de Serra. “Ele acabou com as escolas de lata e com o período da fome. Ele começou a construir as escolas de tempo integral e fazer projetos culturais para crianças”.

15h25 – Na educação, vice diz que Chalita vai resolver o problema das creches e fazer escolas em tempo integral. “Talvez demore 2 governos para colocar todas crianças em tempo integral, mas é preciso começar”.

15h24 – Marianne fala sobre padrinhos políticos: que Michel Temer tem ajudado bastante na campanha e começará a aparecer mais na TV. “É importante que a população veja que quem vai governar não é o padrinho, mas o candidato”.

15h23 – “Eu tenho  certeza que a população de SP vai ver que ele tem propostas pé no chão e consegue trabalhar junto com governo estadual e federal”.

15h22 – “A campanha é muito tranquila. O Chalita não tem rejeição nenhuma, um moço jovem, bom, bonito, as pessoas querem estar perto. O que eu sinto é que s pessoas reconhecem mais o candidato”.

15h21 –  Marianne fala sobre liderança de Russomanno nas pesquisas: “O Russomanno era um candidatos mais conhecidos, tinha um programa bastante conhecido e visto. Acho que ele é mais uma 2ª alternativa para quem não queria votar no outro candidato mais conhecido”.

15h20 – “Acho que a pesquisa é uma fotografia do momento e nós temos muito tempo. Ainda tem grande parte de pessoas indecisas”.

15h19 – Marianne diz que Chalita está ficando mais conhecido pela população e que “a partir daí nós vamos crescer. Estamos esperando quem vai conosco para o 2ª turno”.

15h18 – Marianne diz que o “prefeito precisa dar as mãos para o governador e atuar na segurança. A gente precisa de iluminação, bandido gosta de escuro, uma melhora é iluminar ruas e calçadas”.

15h17 – Vice diz que tem acompanhado Chalita nas caminhadas pela periferia. “Choca ver as desigualdades que existem dentro de uma cidade tão rica, com pessoas vivendo em situações tão precárias. Esse é o grande desafio para o prefeito de SP”.

15h16 – Vice fala que solução do trânsito é investir em transporte público de qualidade.

15h15 – Vice diz que é preciso melhorar o transporte público e não implantar pedágio urbano.

15h14 – “Sou contra o aborto, sou a favor da vida. Sobre a legalização do aborto é um ponto que não vamos mexer na Prefeitura, é uma missão do nosso Legislativo”.

15h13 – Marianne fala que é contra o aborto. “Qualquer cidadão em sã consciência é contra o aborto”. Vice fala que é preciso ligar saúde com educação para evitar gravidez precoce na adolescência”.

15h11 – Marianne ressalta a importância de atendimento 24 horas.  ”Construir  rede de tendimentos 24 horas seria importante”.

15h10 – “Hoje uma coisa que não temos é a visão de prevenção, exames de prevenção de doenças”. Marianne diz que sua primeira ação seria um choque de gestão básica na saúde.

15h09 – “Terei um papel na construção da saúde no programa do Chalita. Existe um caos na saúde paulistana, de gestão e de inteligência, precisa de uma reorganização imediata. Faltam equipamentos e leitos hospitalares. Mas acho que o pior problema hoje é a gestão”.

15h08 – Marianne diz que sua motivação para entrar na política é atuar na saúde pública.

15h07 – Vice de Chalita diz que candidato não pretende abandonar o mandato e deve ficar 4 anos, e 8 se for reeleito a prefeito. Marianne diz que Chalita terá atenção especial com as mulheres.

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O Estado de S.Paulo

O candidato do PMDB à Prefeitura do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, minimizou a influência do julgamento do mensalão em sua aliança com o PT na disputa eleitoral. “O PT é um partido que tem história. Agora se tem um julgamento de um problema que aconteceu com alguns membros. Tenho muito orgulho de ter apoio do ex-presidente Lula, da presidente Dilma”, disse Paes durante entrevista à Folha de S.Paulo, nesta sexta-feira, 31.

O candidato evitou falar sobre o julgamento em curso no Supremo Tribunal Federal (STF) e disse não estar acompanhando o processo. “Torço para que se faça justiça”, resumiu.

Segundo a última pesquisa Datafolha, divulgada nessa semana, Eduardo Paes tem 53% das intenções de voto, contra 13% do segundo colocado, o candidato Marcelo Freixo (PSOL). Estão empatados tecnicamente em terceiro Rodrigo Maia (DEM), com 5%, e Otávio Leite (PSDB), com 3%.

Questionado se, caso reeleito, deixaria a prefeitura para disputar o governo carioca, Paes disse não haver “hipótese de sair”. “Defendo uma aliança em 2014 entre o PT e o PMDB. E nem sei se vou querer ser mais nada depois (de 2016)”, afirmou.

Escolas de samba. O candidato do PMDB foi breve ao comentar a polêmica criada em torno da proposta do adversário Marcelo Freixo de condicionar apoio financeiro às escolas de samba que tiverem enredos com “contrapartida cultural”. “A minha única ideia é deixar o povo ter a criatividade liberta. O comentário [do Freixo] o povo tem que julgar”, disse.

 

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A TV Estadão começou no último dia 16 de agosto uma série de entrevistas com os candidatos à Prefeitura de São Paulo. Os encontros, sempre realizados às 15h, são transmitidos ao vivo pelo portal Estadão.com.br (www.estadao.com.br/aovivo/). Durante uma hora, os candidatos apresentam suas propostas e seus programas de governo e respondem às perguntas de três jornalistas do Grupo Estado e de internautas.

Gabriel Chalita foi o entrevistado do dia 27/08. O candidato afirmou que faz campanha pagando “fiado” e que essa é uma prática comum entre os postulantes ao cargo. Em outra declaração, o peemedebista disse que, embora tenha um bom relacionamento com a presidente Dilma Rousseff, conseguiu na Justiça uma liminar para poder usar a sua imagem na campanha em São Paulo. Chalita avaliou que o petista Fernando Haddad ainda pode crescer nas pesquisas por causa da participação do ex-presidente Lula em sua campanha, mas que não considera esse um fator determinante para a vitória petista.

Veja os vídeos do candidato:

Chalita voltará a exibir foto com Dilma na TV

Chalita: “Seria importante receber doações pela internet”

Chalita avalia governo Kassab com nota abaixo de três

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O Estado de S.Paulo

Em entrevista ao ‘Estado’, nesta segunda-feira, 27, o candidato à Prefeitura de São Paulo pelo PMDB, Gabriel Chalita, afirmou que embora tenha um bom relacionamento com a presidente Dilma Rousseff, conseguiu na Justiça uma liminar para poder usar a sua imagem na campanha em SP. “Conseguimos uma liminar da Justiça e vamos usar a imagem da Dilma hoje”. Chalita disse ainda ter uma “relação fantástica” com o governador Geraldo Alckmin.

A Justiça havia suspendido a permissão das imagens do candidato com a presidente a pedido dos advogados da campanha de Fernando Haddad (PT), alegando que Dilma não integra coligação de Chalita. O peemedebista exibia na propaganda peças em que mostrava sua amizade com a presidente e a participação do seu partido no governo federal.

Para o peemedebista, Gilberto Kassab, ao lado de Paulo Maluf e Celso Pitta, foi um dos piores prefeitos da capital paulista. Segundo ele, Kassab teve dinheiro disponível para fazer uma boa gestão, mas não soube aplicar na sua administração. O candidato elogiou realizações de Luiza Erundina e Marta Suplicy.

Questionado sobre as pesquisas de intenção de votos, Chalita disse que José Serra (PSDB) e Celso Russomanno (PRB) estão na liderança porque são os mais conhecidos pelo público. “O público que rejeita o Serra foi para o Russomanno porque ele é mais conhecido. O Serra tem qualidades, fez coisas importantes, mas ele não passa para a população que quer ser prefeito, ele quer ser Presidente da República”.

O candidato avalia que o petista Fernando Haddad ainda pode crescer nas pesquisas por causa da participação de Lula na campanha, porém, a presença do ex-presidente não seria um fator decisivo em sua opinião: “Eu acho que o Haddad vai crescer ainda nas pesquisas por causa da participação do Lula. Ele ajuda muito o Haddad, o Lula tem muito respeito. Ajuda, mas não decide”.

O peemedebista comentou que com o ínicio da propaganda eleitoral no rádio e na TV, houve crescimento de sua popularidade entre os eleitores, mas lamentou a dificuldade para conseguir financiamento privado para a campanha. “Seria muito bom que pudesse haver doações pela internet, seria muito mais democrático, mas existe muita burocracia”.

Nesta terça, 28, será a vez de Soninha Francine (PPS) responder às perguntas dos jornalistas do Grupo Estado e apresentar seu programa de governo. Na quarta, 29, será Celso Russomanno (PRB), seguido de Fernando Haddad (PT), na quinta, 3. O candidato José Serra (PSDB) foi convidado para a sexta-feira, 31, mas ainda não confirmou presença.

A série ‘Entrevistas Estadão’ já teve a participação dos candidatos José Maria Eymael (PSDC), Anaí Caproni (PCO), Ana Luiza (PSTU), Miguel Manso (PPL), Paulinho da Força (PDT), Carlos Giannazi (PSOL) e Levy Fidelix (PRTB).

Abaixo, os melhores momentos da entrevista:

16h08 - Candidato fala que os piores prefeitos de SP foram Maluf, Pitta e Kassab. Chalita diz que Kassab teve dinheiro para fazer as coisas, mas não soube usar.

16h07 - ”Tem vários prefeitos que mudaram estruturalmente a cidade, como o Prestes Maia, que melhorou o trânsito, mas os prefeitos seguintes não deram continuidade”. Chalita elogia realizações de Erundina e Marta.

16h06 - Chalita diz que a população está descrente na política e com razão. “Tem muita gente que olha com descrença mas quem escolher para governar 4 anos a cidade de SP, vai escolher o melhor”.

16h04 - Chalita diz que é preciso valorizar a cultura de cada bairro de SP. Chalita diz que gostaria transformar o Bixiga em pólo gastronômico e a zona leste em pólo de cinema.

16h - Chalita diz que a campanha dele ainda está fraca na zona leste e afirma que vê mais cavaletes do Haddad nas ruas.

15h59 - ”Eu acho que o Haddad vai crescer ainda por causa da participação do Lula, mas isso não decide. O Serra tem qualidades, fez coisas importantes, mas ele não passa para a população que quer ser prefeito, ele quer ser Presidente da República. E o Kassab colocou o foco dele no partido”.

15h58 - ”A pesquisa mede o momento”. Chalita diz que Russomanno e o Serra são mais conhecidos, por isso que estão na frente, mas ainda vai mudar muito. “O público que rejeita o Serra foi para o Russomanno porque ele é conhecido”.

15h57 - ”Eu acho que esse maniqueísmo dos ambientalistas com ruralistas não é saudável para o Brasil. Há coisas muito positivas no Código Florestal, mas existe coisas que não concordo e a Dilma vetou depois”.

15h56 - Chalita diz que o bilhete único mensal de Haddad não é “uma proposta consistente de melhoria do transporte público” de SP.

15h55 - Chalita diz que vai continuar o projeto “Cidade Limpa” e limpar a cidade. “A população gostou e tem que respeitar isso. Foi uma coisa que deu certo”, mas afirma que ainda precisar limpar de fato a cidade.

15h53 - Chalita diz que faria o projeto semelhante do Porto Maravilha que Eduardo Paes fez no Rio, aqui em São Paulo no centro.

15h51 - ”A Av. Rio Branco (centro) pode ser hoje o que é a Berrini”, diz Chalita.

15h50 – Chalita diz que o projeto da Nova Luz desconsidera os comerciantes da Santa Efigênia.

15h48 – Chalita diz que pretende enterrar os fios de São Paulo como existe na Oscar Freire e diz que em 4 anos é possível fazer pelo menos 25%.

15H47 - Chalita diz que manteria a Virada Cultural de Serra em SP, mas mudando: “Faria uma Virada Cultural por semana em bairros diferentes. Trocaria a Virada de hoje por Viradas semanais”.

15h45 - Chalita diz que pretende urbanizar as favelas e criar áreas verdes.

15h44 - Chalita diz que falta transparência na gestão de Kassab.

15h43 - Chalita diz que não é favorável ao calote da dívida da prefeitura.

15h42 - Chalita diz que é difícil chegar um salário ideal ao professor e diz que hoje um técnico ganha mais do que um professor. “Se investir 10% do PIB na educação, é possível ter um acréscimo maior”.

15h40 - ”Como secretário da educação, consegui aumentar quase 50% o salários dos professores e o Serra não deu nenhum. Pra mim, o professor é o líder do processo educativo”.

15h37 - ”Na minha época, nunca uma avaliação da educação caiu em SP”. Chalita diz que Serra fechou escolas em tempo integral.

15h35 - Chalita avalia que gestão de Schneider (vice de Serra) não foi boa.

15h34 - ”Eu acho que o Lula ajuda muito o Haddad, o Lula tem muito respeito. Ajuda, mas não decide”.

15h33 - ”Derrubamos liminar da justiça e vamos usar a imagem da Dilma hoje”. Chalita afirma que imagem da presidente será usada na sua campanha.

15h32 - ”A gente (PMDB) tem uma militância razoável em SP, mas a contamos muito com os candidatos a vereador. Não sinto que nossa campanha esteja frágil nos bairros, com o rádio e a TV melhorou muito. Algumas partes de SP, não me conheciam, mas com a campanha na TV, percebo que melhorou”.

15h30 - ”Seria muito bem que pudesse haver doações pela internet, seria muito mais democrático, com mais gente doando e com menores quantias”.

15h27 - Chalita diz que Paulo Skaf está ajudando para atrair doações de empresas.

15h24 - Chalita fala que está difícil conseguir financiamento privado para a campanha e diz que gostaria de fazer arrecadação por internet, mas existe muita burocracia.

15h20 - Chalita propõe um corredor expresso-leste de ônibus que não param: “Itaquera direto para a Sé, Brás direto para Sé…”. Chalita explica que são corredores com semáforos inteligentes.

15h15 -  Chalita diz que tem uma “relação fantástica com Alckmin” e tem condições perfeitas para trabalhar com o governador. “O Alckmin é uma pessoa madura, ele não é de picuinha, só porque sou do PMDB”.

15h12 - ”Eu sou contra o pedágio urbano. Se usar carro fosse um luxo e o transporte público, tudo bem, mas não é o caso de SP”. Chalita propõe agilizar a aprovação das plantas de metrô.

15h10 - Chalita propõe reformular o funcionamento da inspeção do Controlar.

15h08 - ”Eu acho que o Serra foi incorreto com a Marta, ele quis destruir a imagem dela. Eu não faria isso”. Chalita comenta a devassa que Serra realizou dos contratos da gestão de Marta.

15h06 - ”Eu não coloco a culpa nos shopppings, a culpa é da prefeitura”, Chalita comenta o caso de irregularidades dos shopping centers. “Kassab foi um prefeito ausente”.

15h05 - Chalita propõe o poupatempo da área jurídica, para agilizar aprovamento de empreendimentos.Chalita propõe o poupatempo da área jurídica, para agilizar aprovamento de empreendimentos.

15h03 –  Chalita diz que tem a ousadia necessária para governar São Paulo. “Eu vejo os candidatos dizendo as mesmas coisas do passado, os mesmos projetinho midiáticos”. Candidato diz que hoje a administração está “capenga”.

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