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Julia Duailibi, de O Estado de S.Paulo

Mensagem enviada por integrante do PSDB aos militantes do partido conclama os tucanos a “defenderem o governador” Geraldo Alckmin e fala em “bateu, levou”. O texto, enviado por email a cerca de 850 pessoas da legenda, fala ainda: “Colocou a mão, a cobra vai piar e a pêa (pau) vai descer”.

A mensagem foi escrita pelo tucano Edson Marques, que é jornalista e mantém um blog com informações para a militância do partido. De acordo com Marques, tucanos do Jardim Helena, extremo leste da capital paulista, souberam que integrantes do PSOL, PSTU e PT da região programaram uma manifestação contra a ação da Polícia Militar no Pinheirinho durante agenda do governador no sábado, 4, de manhã, no Parque Ecológico do Tietê.

Marques resolveu, então, convocar a militância para “defender” Alckmin de eventuais ataques. “Vamos todos pra lá tucanada. Bateu, levou. Não tem conversa”, diz a mensagem. Nos últimos dez dias, secretário estadual Andrea Matarazzo (Cultura) e o prefeito Gilberto Kassab foram alvos de protestos durante eventos oficiais do governo.

O presidente municipal do PSDB, Julio Semeghini, disse que o email não é uma mensagem oficial do partido e que discorda do teor do texto.

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A presidente Dilma Rousseff teria feito duras críticas à ação da Polícia Militar na reintegração de posse da área conhecida como Pinheirinho, em São José dos Campos, no interior de São Paulo. Em reunião fechada com movimentos sociais em Porto Alegre, onde participou do Fórum Social Temático, a presidente teria classificado a operação como ‘barbárie’, de acordo com reportagem da Folha de S.Paulo desta sexta-feira, 27 (para assinantes).

Participantes do encontro, realizado nessa quinta-feira, 26, relataram as declarações de Dilma, que também teria afirmado que o modelo de reintegração usado no episódio jamais seria usado pelo governo federal. A remoção de cerca de 6 mil pessoas do terreno no domingo, 22, teve confronto entre policiais e moradores, que relataram ter sofrido agressões. Após a reintegração, famílias foram levados para abrigos improvisados.

No dia seguinte ao início da ação, o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, fez críticas à operação. Em nota, o PSDB rebateu o ministro e disse ser “deplorável a intromissão do governo federal” na desocupação.

Eleições. No início do mês, petistas também criticaram a ação do governo e da Prefeitura de São Paulo na cracolândia. O episódio serviu de estopim para PT e PSDB trocarem acusações de omissões no combate ao tráfico de drogas. Em ano de eleições municipais, especialistas afirmaram que a operação na capital paulista pode pautar a campanha eleitoral na cidade. Na quarta-feira, 25, quando esteve em São Paulo para receber homenagem do prefeito Gilberto Kassab, Dilma evitou comentários sobre cracolândia e Pinheirinho.

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estadão.com.br

O PSDB divulgou nota nesta terça-feira, 24, acusando o PT de mentir sobre a reintegração de posse ocorrida no último final de semana no Pinheirinho, em São José dos Campos.  ”É  temerário que, mal se tenha iniciado o processo eleitoral deste ano, o PT já disponha de uma fábrica tão ampla de mentiras. Pior ainda é ver esse projeto de poder ser traçado às custas da ordem democrática e do sofrimento de pessoas que os petistas, hipocritamente, fingem confortar”, diz a nota, assinada pelo presidente interino da legenda, Alberto Goldman.

A nota traz uma série de críticas à “deplorável” intervenção do ministro-chefe da Secretária-Geral da Presidência, que na segunda-feira, 23, classificou como “grave” que o secretário nacional de Articulação Social tenha tomado um tiro com bala de borracha e comparou a ação a uma “praça de guerra”. O terreno foi desocupado após decisão judicial que determinou a reintegração de posse da área, que pertence à massa falida da Selecta S/A, do empresário Naji Nahas.

 

 

“Ao politizar um assunto que se transformou em drama que sensibiliza a todos nós, mas sobre o qual nunca procurou encontrar uma solução, o ministro ignorou o princípio da separação entre os poderes e a autonomia dos entes federativos. Mais: ao dizer que o “método” do governo federal não é esse, sugeriu à nação que não se acatem decisões judiciais. Fato grave quando a atitude vem de um ministro que tem a obrigação de zelar pela Constituição”, diz ainda o documento.

Para o PSDB, o cumprimento da decisão judicial ordenando a reintegração de posse fez o PT movimentar “seus tentáculos políticos e sua máquina de desinformação, com o intuito de atingir três metas: culpar o Governo do Estado pelo fato, caracterizar como de extrema violência a intervenção policial no local e se apresentar como paladino da justiça social, fazendo falsas promessas e criando expectativas irreais para os moradores do local”.

De acordo com a nota, o ministro e o PT criaram a “falsa expectativa” de resolver a questão. “O Governo Federal poderia ter publicado decreto de desapropriação da área, mas não o fez”, acusa o PSDB. “O governo de São Paulo agiu em cumprimento de determinação do Judiciário, e a operação foi comandada diretamente pela Presidência do  Tribunal de Justiça paulista. Enquanto o governo federal só agride, o governo paulista e a prefeitura do município providenciam a ajuda necessária para minorar o sofrimento das famílias desalojadas”, diz ainda.

Nesta terça-feira, 24, casas da ocupação do Pinheirinho começaram a ser demolidas e um caminhão foi incendiado. Também nesta terça, o arquiteto Cláudio Acioly, da ONU, criticou o processo de reintegração de posse executado na região.

Leia a nota na íntegra:

“É deplorável a intromissão do governo federal, através do ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, no processo de reintegração de posse da área invadida do Pinheirinho, em São José dos Campos. Ao politizar um assunto que se transformou em drama que sensibiliza a todos nós, mas sobre o qual nunca procurou encontrar uma solução, o ministro ignorou o princípio da separação entre os poderes e a autonomia dos entes federativos. Mais: ao dizer que o “método” do governo federal não é esse, sugeriu à nação que não se acatem decisões judiciais. Fato grave quando a atitude vem de um ministro que tem a obrigação de zelar pela Constituição.

O método do ministro e de seu governo é conhecido. O cumprimento da decisão judicial fez com que o PT movimentasse todos seus tentáculos políticos e sua máquina de desinformação, com o intuito de atingir três metas: culpar o Governo do Estado pelo fato, caracterizar como de extrema violência a intervenção policial no local e se apresentar como paladino da justiça social, fazendo falsas promessas e criando expectativas irreais para os moradores do local.

Criaram, o ministro e seu partido, nos moradores do Pinheirinho, uma falsa expectativa, nunca concretizada, de resolver a questão. Ao invés de fazer proselitismo político, o Governo Federal poderia ter publicado decreto de desapropriação da área, mas não o fez.

É  temerário que, mal se tenha iniciado o processo eleitoral deste ano, o PT já disponha de uma fábrica tão ampla de mentiras. Pior ainda é ver esse projeto de poder ser traçado às custas da ordem democrática e do sofrimento de pessoas que os petistas, hipocritamente, fingem confortar.

O governo de São Paulo agiu em cumprimento de determinação do Judiciário, e a operação foi comandada diretamente pela Presidência do  Tribunal de Justiça paulista. Enquanto o governo federal só agride, o governo paulista e a prefeitura do município providenciam a ajuda necessária para minorar o sofrimento das famílias desalojadas.

Brasília, 24 de Janeiro de 2012
ALBERTO GOLDMAN
Presidente Interino
Comissão Executiva Nacional”

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