Luciana Nunes Leal, de O Estado de S.Paulo – ampliado às 11h32
Rio – O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o governador Sérgio Cabral (PMDB) e o vice-governador, Luiz Fernando Pezão (PMDB), fizeram visita secreta às obras do Maracanã, na manhã desta quinta-feira, 28. Eles chegaram ao estádio às 7h15 e ficaram até as 8h30. A programação não consta na agenda oficial do governador distribuída pela assessoria de imprensa do governo.
Lula fez um discurso para os operários e prometeu ir ao jogo oficial de reabertura do Maracanã, no dia 2 de junho. O ex-presidente disse que aplaudiria não apenas as seleções do Brasil e da Inglaterra, mas também os trabalhadores. Em sua fala, o petista comemorou as baixas taxas de desemprego e, reforçando as comemorações dos 10 anos do PT no poder, exaltou ações do governo federal na área social. “Nós sabemos, o presidente do sindicato sabe o que são as conquistas de hoje e o que eram as de dez anos atrás”, afirmou.
PMDB-RJ x PT. Lula chegou ao Rio na tarde dessa quarta-feira, 27, em meio à crise entre o PMDB e o PT do Rio por causa da sucessão estadual. Os peemedebistas fluminenses exigem que o senador petista Lindbergh Farias abra mão da candidatura ao governo do Estado e apoie a candidatura de Pezão, escolhido por Cabral para disputar a sucessão.
Apesar do conflito entre os partidos, o clima entre Lula e Cabral, que jantaram juntos na casa do governador, era muito amistoso, com elogios mútuos e muita risada. Antes do jantar, Cabral deu carona a Lula no helicóptero do Estado e os dois foram juntos ao encontro de portadores de hanseníase, em um hotel na Barra da Tijuca. Durante a visita ao estádio nesta manhã, Lula fez elogios ao governador.
“Os moradores das favelas do Rio começaram a ser tratadas como seres humanos. Os pobres passaram a ter acesso a coisas que só os ricos tinham. O Brasil está melhorando a cada dia”, disse Lula no discurso. O ex-presidente também elogiou Cabral por ter dialogado com os operários da obra do Maracanã, que ameaçavam fazer greve, mas desistiram depois de ter parte das reivindicações atendida. “Não é qualquer governador no Brasil que tem liberdade para vir aqui, sem segurança, no meio dos trabalhadores, conversar com vocês”, disse Lula.
O ex-presidente aproveitou o discurso para rebater avaliações pessimistas sobre a preparação do governo brasileiro para a Copa de 2014. “Até há seis meses a gente ouvia dizer ‘a Copa do Mundo vai ser um fracasso, o Brasil não está preparado’. Eu digo: ‘nunca mais ousem duvidar da capacidade dos trabalhadores da construção civil desse país, que vão construir os melhores estádios’”, disse. Após a passagem pelo Rio de Janeiro, o ex-presidente segue para Fortaleza, onde participa de um encontro do PT.
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Elizabeth Lopes, da Agência Estado
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva usou sua página oficial no Facebook para dar os parabéns à cidade de São Paulo, que completa 459 anos nesta sexta-feira, 25, e ao seu afilhado político e prefeito da cidade, o petista Fernando Haddad, que hoje faz 50 anos. “É uma comemoração ainda mais especial no momento em que a cidade tem um novo prefeito, que, tenho certeza, trará ainda mais motivos de celebração. O prefeito Fernando Haddad também comemora seu aniversário hoje, então aproveito a oportunidade para desejar um duplo parabéns: à cidade de São Paulo e ao meu grande amigo e companheiro Fernando Haddad”, disse Lula.
Na mensagem, o ex-presidente da República diz que recebeu o título de cidadão paulistano no ano passado e não poderia, portanto, deixar de comemorar o aniversário de São Paulo junto com todos os cidadãos da cidade. “Quando recebi a honraria, destaquei que foi aqui que estudei, conquistei uma profissão e fiz minha primeira greve. Por isso que me coloco ao lado dos paulistanos no dia de hoje”, emendou.
Nesta sexta, nas celebrações do aniversário de São Paulo, a presidente Dilma Rousseff terá agenda na Capital. Durante a manhã, embora não confirmado oficialmente, Lula e Dilma teriam uma conversa em São Paulo, em local também não revelado.
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Ricardo Brandt, especial para O Estado de S. Paulo
CAMPINAS – O candidato a prefeito de Campinas do PT, Márcio Pochmann, conseguiu levar a disputa para o segundo turno e começa oficialmente nesta segunda-feira as conversas com aliados do PDT, tendo como meta principal o apoio do PMDB, para a disputa com o adversário Jonas Donizette (PSB) – que até a boca de urna apresentava chances de definir a disputa no primeiro turno. Indicado diretamente pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a eleição, após o partido se envolver no maior escândalo de corrupção da prefeitura no ano passado, o petista partiu de 1% de intenções de voto em julho e chegou ontem a 28% dos votos válidos, contra 47% do adversário. O prefeito Pedro Serafim (PDT), que também tinha chances de ir para o segundo turno, terminou com 18% dos votos.
Com uma campanha dominada por trocas de acusações entre os adversários, a disputa foi nacionalizada pela polarização entre o PT e o PSDB – que tem o vice de Jonas, Henrique Magalhães Teixeira.
Enquanto Pochmann teve em seu palanque Lula e ministros como Aloizio Mercadante (Educação), Alexandre Padilha (Saúde), Miriam Belchior (Planejamento) e Gilberto Carvalho (Secretaria-geral da Presidência), Jonas contou com o governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB) e o governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos.
“Nosso objetivo nesse primeiro momento era estar no segundo turno. Nós fomos superando uma série de hipóteses levantadas em relação à nossa coligação. Primeiro as de que o Partido dos Trabalhadores não teria candidato e se aliaria a outra candidatura. Depois foi dito que não teriamos capacidade de construir uma coligação. Depois foi dito que não teríamos condição de chegar ao segundo turno”, afirmou Pochmann.
Sobre seu crescimento, o candidato atribuiu o resultado a fatores como a coligação com o PSD, que representa o empresariado da cidade, às propostas de governo e o trabalho da militância. Sem citar o seu maior cabo eleitoral, o ex-presidente Lula, Pochmann reconheceu que foi “um privilégio” seu apoio, mas lembrou que sua escolha para a disputa fez parte de um projeto de renovação de quadros dentro do PT.
“Não dexei de lado [seu apoio], entendo que o presidente Lula, a despeito da personalidade que ele é, é um militante e veio aqui como um militante. Há um ano, quando me chamou para um diálogo, ele falou da necessidade de renovalção dentro do Partido dos Trabalhadores. Ele me falou como militante, não como presidente, como alguém preocupado em apresentar quadros que estejam conectados com esse novo Brasil que ele ajudou a construrir”, disse Pochmann.
Além do PMDB, com quem lideranças do partido já mantiveram conversas, os petistas vão correr atrás do apoio do PTB, do PP e do PR. Uma eventual conversa com o PDT, de Serafim e do prefeito cassado Hélio de Oliveira Santos, é vista com reservas e deve ser rejeitada internamente. A aliança PDT e PT, no governo Hélio, é diretamente associada pelos adversários aos escândalos de corrupção na Sanasa (empresa de água da cidade), que terminou com dois prefeitos cassados, 11 pessoas presas e 28 denunciados por formação de quadrilha à Justiça – entre eles, o vice-prefeito petista Demétrio Villagra.
Jonas vai contar com o apoio do governador Geraldo Alckmin para disputar o apoio de partidos que fazem parte da base de sustentação no Estado, como o PTB, do deputado estadual Campos Machado. Uma aproximação com o PDT também é vista com cautela, principalmente depois do enfrentamento entre os candidatos durante a campanha.
Serafim foi um dos maiores críticos de Jonas durante a corrida eleitoral, atribuindo a ele a implantação de pedágios urbanos na cidade. “Em todas as zonas eleitorais a nossa candidatura foi vitoriosa. Eu me preparei para esse segundo turno”, afirmou Jonas, que esperava sua vitória já no primeiro turno.
Votos
Ao todo, foram contabilizados 603.166 votos até as 21h, com 490 votos válidos, o equivalente a 81%. Com 758 mil eleitores, maior colégio eleitoral do interior, a disputa em Campinas era considerada estratégica tanto pelo PT como pelo PSDB, que colocou todas suas fichas no candidato do PSB.
O candidato do PT disse logo pela manhã durante a votação que tinha o segundo turno como certo. “A partir de amanhã teremos uma segunda oportunidade de apresentar as nossas propostas. E aí que vamos ter as condições melhores para fazer a disputa em Campinas”, afirmou Pochmann. O candidato do PT começou a disputa em julho com 1% das intenções de voto, subiu em agosto para 8%, depois para 18% em setembro e ontem teve 19% no último levantamento Ibope.
“Certamente a presença das lideranças dos nosso partidos, assim como a de vários ministros, deram maior consistencia à identificação que nós temos com o governo federal, porque expressamos ao nosso modo de ver o mesmo modelo e mesmo estilo de governar já implementados pelo presidente Lula e pela presidenta Dilma”, afirmou o candidato, revisitando um discurso que foi explorado durante toda campanha.
O candidato do PSB, único nome alheio aos escândalos de corrupção na cidade, liderou a corrida durante toda campanha e chegou a 50% das inteções de voto em setembro, para depois cair para 42%. Pela manhã, ele evitou falar em vitória no primeiro turno, mas lembrou os escândalos de corrupção na cidade e os seus efeitos. “É um momento diferente para Campinas. Não é uma eleição igual as outras. A desilusão foi muito grande diante de tudo que aconteceu”, afirmou o candidato.
Os escândalos de corrupção influiram diretamente também no índice de votos válidos. Foram 5,83% de votos em branco, 12,79% de nulos e 19,57% de abstenções Os demais candidatos da disputa não ultrapassaram os 3% cada. Arlei Medeiros (PSOL) teve 2,42% dos votos, Silvia Ferraro (PSTU), 2,17% e Dr. Campos (PRTB), 0,83%. Os votos do candidato Rogério Menezes (PV) não foram divulgados, porque sua candidatura foi impugnada na sexta-feira. Com a definição de sua impugnação pode haver uma alteração de percentual dos votos válidos, mas não deve influir em uma mudança sobre definição em primeiro turno.
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José Maria Tomazela, de O Estado de S.Paulo
SÃO BERNARDO DO CAMPO – O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse neste domingo, 7, que, independentemente do resultado das eleições, o PT vai manter a aliança com o PSB de Eduardo Campos, governador de Pernambuco. “O PSB continua sendo nosso aliado”, disse Lula. “As pessoas tentaram transformar uma divergência de Recife numa divergência nacional e não existe essa hipótese.” Campos lançou candidato próprio, Geraldo Júlio, contra o candidato do PT, o ex-ministro Humberto Costa, o que contrariou os petistas e o próprio Lula.
Sobre a possível candidatura do próprio Eduardo Campos nas eleições presidenciais de 2014, Lula disse que, se isso ocorrer, o PT vai respeitar, mas ele deixou claro o que espera: que o partido aliado esteja com o PT na campanha pela reeleição da presidente Dilma Rousseff. “Respeito se o PSB quiser candidatura própria porque foi assim que o PT se consolidou, mas continuaremos sendo aliados. Tenho certeza de que nos grandes projetos brasileiros vamos estar juntos”, disse.
Boca de urna. O ex-presidente votou Escola Estadual Dr. João Firmino Correia de Araujo, em São Bernardo, na companhia da esposa Marisa Letícia e do prefeito e candidato à reeleição Luis Marinho, a quem declarou o voto. Cerca de 300 simpatizantes lotaram o ginásio para ver Lula – foi necessário improvisar um cordão de isolamento com barreiras metálicas.
Do lado de fora, cabos eleitorais ignoravam a lei eleitoral e distribuíam santinhos. Um casal que ocupava o Gol vermelho, com placas de São Bernardo do Campo, entregava santinhos do filho do ex-presidente, Marcos Lula, a dez metros do portão de entrada. “Quem disse que não pode?”, retrucou o homem, ao ser abordado. Policiais militares que davam apoio à chegada de Lula com o ex-prefeito disseram estar orientados para conduzir a uma unidade policial quem fosse flagrado fazendo boca de urna, mas ninguém foi detido.
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Bruno Lupion, de O Estado de São Paulo
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou na manhã deste domingo, 7, que o julgamento do mensalão não deve influenciar o eleitor. “O povo não está preocupado com isso. Está preocupado em saber se o Palmeiras vai cair e se o Haddad vai ganhar”, disse ao falar com a imprensa durante café da manhã com líderes petistas na capital paulista. O candidato Fernando Haddad estava entre os presentes.
Lula afirmou que Haddad chegará ao segundo terno. Nessa etapa, avalia ele, os candidatos poderão “mostrar melhor suas ideias”.
Para o ex-presidente, Haddad enfrentará uma pessoas “de ontem, com ideias de anteontem”, referindo-se ao candidato José Serra (PDSB), “ou um candidato que não tem uma perspectiva de projeto”, numa citação indireta ao candidato Celso Russomanno (PRB).
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O Estado de S.Paulo
O ex-presidente Lula já entrou em ação para usar seu nome e ajudar os candidatos do PT nas disputas eleitorais de outubro. Nesta terça-feira, ele posou ao lado dos candidatos petistas do ABC Paulista, região onde o partido domina a preferência do eleitorado.
Da esquerda para a direita, os candidatos são Luiz Marinho (São Bernardo), Donizete Braga (Mauá), Carlos Grana (Santo André), Maria Inês (Ribeirão Pires), Claudinho da Geladeira (Rio Grande da Serra), Mario Reali (Diadema).
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O Estado de S. Paulo
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva divulgou nesta terça-feira, 28, um vídeo comentando a importância das eleições municipais de 7 de outubro, dizendo que a participação de cada um dos eleitores é fundamental.
Na gravação de um minuto, Lula não cita nenhum candidato, seja do seu partido, o PT, ou de qualquer outro, e apenas diz que “esse discurso de que todo político é igual não é verdadeiro”.
“A participação de cada um de nós é crucial para garantir que o Brasil continue no caminho certo”, finaliza o ex-presidente, depois de dizer que o eleitor precisa se informar sobre as propostas dos candidatos e votar de forma consciente.
As imagens foram divulgadas pelo Instituto Lula. Assista ao vídeo abaixo.
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de O Estado de S. Paulo
Em entrevista concedida ao jornal americano The New York Times, publicada neste sábado, 25, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva negou a existência do mensalão e afirmou que a presidente Dilma Rousseff é a sua candidata.
O texto conta que mais de 30 políticos, incluindo um dos principais assessores de Lula, José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil, participam de um dos principais escândalos do país, o mensalão. O NYT fala que as revalações do esquema aconteceram em 2005, mas só neste ano está sendo julgado por reflexo da lentidão da justiça brasileira.
Lula afirmou à reportagem não acreditar que houve o mensalão, mas respeitará a decisão da Justiça no caso: “Se houver algum culpado, este deve ser punido e se alguém for inocente, este deve ser absolvido”. O ex-presidente também negou ao jornal que seu encontro com o ministro Gilmar Mendes em maio foi para adiar o julgamento do escândalo.
Sobre uma possível nova candidatura, Lula negou os rumores que poderia concorrer à presidência em 2014: “Dilma é minha candidata e, se Deus quiser, ela será reeleita”.
Lula declarou que não é uma tarefa fácil saber qual o papel de um ex-presidente, mas quando questionado se estaria diminuindo o seu ritmo de vida, ele enfatizou ao NYT que não, respondendo “política é a minha paixão”.
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O Estado de S. Paulo
O candidato do PT à Prefeitura de Salvador, Nelson Pelegrino, fez um vídeo, em forma de desenho animado, com a presidente Dilma e o ex-presidente Lula dançando axé, o tradicional ritmo baiano. De acordo com a letra da música, “Pelegrino, Olívia Santana, Lula, Dilma e Jaques Wagner estão juntos pra mudar Salvador”.
Assista ao vídeo
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Bruno Boghossian e Daiene Cardoso
Cinco meses depois de ter concluído um tratamento contra o câncer na laringe, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva demonstrava incômodo com o inchaço na região do pescoço – reflexo das sessões de radioterapia. Aliados do ex-presidente relataram que ele aparenta estar bem de saúde.
Lula protagonizou uma produção em série de fotografias para estampar os cartazes de petistas e aliados na eleição deste ano. O cabo eleitoral mais requisitado dessas eleições passou a manhã desta segunda-feira, 30, posando ao lado de cerca de 100 candidatos no salão de um hotel na Zona Sul de São Paulo. O ex-presidente continua poupando sua voz e fez uma sessão de fonoaudiologia no próprio hotel antes das fotos.
Foram convidados 84 petistas e 34 candidatos apoiados pelo PT nas capitais e municípios com mais de 150 mil eleitores. A três dias do início do julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF), foi notada no evento a ausência de João Paulo Cunha, que é um dos 38 réus do processo e candidato do PT à prefeitura de Osasco, a uma hora de distância do hotel.
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