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Agência Estado

O governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), elogiou o estilo de campanha adotado pelo tucano José Serra na disputa pela prefeitura paulistana, ressaltando que “faz parte da democracia ganhar ou perder uma eleição”. “O Serra representou muito bem o PSDB e a coligação de partidos. Fez uma bela campanha. Ganhar e perder faz parte do processo democrático”, avaliou o governador.

Em tom conciliador, Alckmin cumprimentou o petista Fernando Haddad (PT) por sua vitória na capital, dizendo que é “dever da prefeitura e do governo estadual” trabalhar em conjunto. “É nosso dever trabalharmos juntos. É isso que a população espera: prefeitura e Estado na defesa dos interesses da cidade.”

Alckmin compareceu ao evento em que Serra cumprimentou Haddad pela vitória, realizado no comitê municipal do PSDB, na região central da cidade. Após o discurso de Serra, Alckmin foi indagado por jornalistas sobre a necessidade do PSDB renovar-se – ideia sugerida pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e outras lideranças tucanas – e evitou se posicionar.

 

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Guilherme Waltemberg e Álvaro Campos, da Agência Estado, e Ricardo Chapola e Bruno Boghossian, de O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO – O coordenador da campanha de José Serra, deputado federal Edson Aparecido (PSDB), afirmou neste domingo, 28, que a derrota do tucano nas eleições municipais está ligada ao fato da campanha não ter conseguido mostrar os pontos positivos da gestão de Gilberto Kassab (PSD), que tem sido mal avaliada pela população de São Paulo.

Aparecido citou também o fato de Serra ter sido criticado durante o primeiro turno por ter deixado a prefeitura pouco mais de um ano após assumi-la, em 2006. “A campanha enfrentou adversidades no primeiro turno. Eram cinco candidatos batendo no Serra e desinformando a população sobre a sua renúncia da Prefeitura. Além disso, não conseguimos explicar tudo de bom que foi feito na gestão Kassab”, afirmou.

Para Aparecido, a primeira semana da campanha tucana no segundo turno “patinou” ao entrar no debate sobre o chamado “kit gay”. “No segundo turno, teve a primeira semana que nós patinamos. Seguramente, o resultado teria sido diferente”, afirmou o deputado, ressaltando que discussão sobre a polêmica envolvendo a manutenção ou rompimento da parceria entre a Prefeitura e as organizações sociais (OS) em hospitais trouxe mais resultado à campanha.

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Flávia D’Angelo, de O Estado de S.Paulo

O candidato do PSDB, José Serra, derrotado neste domingo, 28, na disputa pela Prefeitura de São Paulo, fez seu primeiro discurso após a divulgação do resultado da eleição municipal. Abatido, Serra começou sua fala agradecendo todos os envolvidos em sua campanha eleitoral e destacou as conquistas da gestão atual, de Gilberto Kassab (PSD), aliado político do tucano. Ao desejar sorte ao novo prefeito, Serra afirmou que o eleitor cobrará as promessas de campanha.”As pessoas estarão atentas para as cobrança das propostas apresentadas (por Haddad)”.

Em um discurso de menos de 10 minutos, o tucano fez um balanço da campanha e agradeceu os 2,6 milhões de votos obtidos na disputa. “Nossa campanha foi uma campanha a favor de SP. Uma campanha limpa, propositiva e que defendeu a ética na vida pública”. Serra disse ainda que foi muito bem recebido pelo eleitor de São Paulo. ”Esse contato renovou a minha disposição e as minhas ideias”.

Ao terminar a sua fala, o tucano evitou traçar qualquer plano, mas não deixou de repetir o bordão muito usado durante a sua campanha. ”Como disse, termino a campanha com mais energia, mais vigor, mais disposição e com ideias renovadas de que quando comecei. Vamos em frente”.

Veja os principais momentos do discurso:

20h52 – Serra deixa então o púlpito e é cumprimentado pelo governador de São Paulo e pelo candidato derrotado a vice, Alexandre Schneider (PSD).

20h52- Sera termina o seu discurso.

20h52 - “Como disse, termino a campanha com mais energia, mais vigor, mais disposição e com ideias renovadas de que quando comecei. Vamos em frente”.

20h52 - Ao falar sobre o governo atual, ele diz que espera que as conquistas sejam mantidas.

20h51 - Ele deseja boa sorte ao novo prefeito. “As pessoas estarão atentas para as cobrança das propostas apresentadas”.

20h50 - “Chego ao final desta campanha com essa energia, essas ideias e essa disposição, maior do que quando entrei na campanha. Me sinto revigorado. As urnas falaram e ela é soberana”.

20h49 - Serra pontua que foi recebido muito bem pelos eleitores de São Paulo. “Esse contato renovou a minha disposição e as minhas ideias (…) Nossa campanha foi uma campanha a favor de SP. Uma campanha limpa, propositiva e que defendeu a ética na vida pública”.

20h48 - “Quero agradecer os 2,6 milhões de eleitores que acreditaram em nós”.

20h47 – Serra cita nomes dos principais coordenadores de sua campanha. “Sempre fico com receio de faltar algum nome”.

20h47 - Serra sobe no púlpito e agradece todos, inclusive a militância dos partidos aliados. “Queria agradecer companheiros de jornada nesta campanha”.

20h46 - Militantes tucanos aplaudem a chegada do governador Geraldo Alckmin (PSDB). Ele cumprimenta Serra.

20h45 - Entre os aliados, ele conversa com Guilherme Afif (PSD) e Gilberto Kassab (PSD).

20h44 – José Serra cumprimenta as lideranças partidárias e, em breve, fará o seu discurso.

 

 

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Guilherme Waltemberg e Alvaro Campos, da Agência Estado, e Ricardo Chapola, de O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO – O vereador reeleito e líder do PSDB na Câmara Municipal de São Paulo, Floriano Pesaro, afirmou que o momento é de “renovação” dentro do partido, ao se referir à derrota do candidato tucano à prefeitura de São Paulo, José Serra. De acordo com Pesaro, a conquista de Haddad mostrou “a importância de um partido ter quadros novos”.

“Isso mostra um sentimento que já havia sido detectado (pela mídia) da importância de termos quadros novos (nas eleições). O PT soube trabalhar isso melhor que o PSDB”, avaliou o vereador, ressaltando o fato de que nos últimos dez anos o PSDB lançou para as eleições majoritárias para o Estado de São Paulo e para a Presidência apenas o governador Geraldo Alckmin e o candidato José Serra.

“O PT vem testando novos nomes, o que não necessariamente quer dizer novas ideias. Eles testaram o José Genoino (para o governo do Estado), o Aloizio Mercadante (para o governo do Estado) e a Marta Suplicy (para a prefeitura)”, disse.

De acordo com o vereador, a renovação que seu partido precisa vivenciar inclui uma revisão da “forma de se comportar e um regaste do legado do PSDB”. “Temos que voltar às origens da época do (ex-governador) Franco Montoro. Não temos somente que mostrar novas caras, mas pensar as nossas origens”, afirmou.

Mesmo com a proposta de renovação, Pesaro avalia que não foi um erro do PSDB lançar José Serra para a Prefeitura, afirmando que o candidato apenas respondeu a um pedido do partido. “O Serra foi grande nesta eleição. Respondeu a um pedido do partido e se comportou como um estadista. É um orgulho para os tucanos”, disse.

Oposição. A bancada do PSDB na Câmara dos Vereadores, que é parte da base de sustentação do governo Gilberto Kassab (PSD), irá migrar para a oposição com a chegada do petista Fernando Haddad ao poder. De acordo com o vereador, a bancada já está preocupada com o possível “aparelhamento” da prefeitura. “O PSDB agora está na oposição, uma oposição fiscalizadora. Estamos preocupados com o aparelhamento da máquina, que é uma tendência do PT”, disse.

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Bruno Boghossian, de O Estado de S.Paulo

Líderes do PSDB de São Paulo criticaram as declarações do ministro da Educação, Aloizio Mercadante (PT), que disse neste domingo, 28, apostar uma vitória com “vantagem significativa” do PT nas eleições municipais no Estado.

“A posição do Mercadante, sem esperar o resultado das urnas, reflete uma profunda arrogância e prepotência diante da cidade e do povo de São Paulo”, disse o deputado federal Edson Aparecido coordenador da campanha de José Serra (PSDB) na capital paulista e aliado do governador Geraldo Alckmin.

Otimista com os resultados apontados pelas últimas pesquisas do Ibope e Datafolha, que mostram vitória de Haddad, o ministro afirmou que São Paulo caminhava “para a vitória” do petista.

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O Estado de S.Paulo

O candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, líder nas pesquisas de intenções de voto, evitou o clima de “já ganhou”, mas destacou o caráter nacional das eleições paulistanas, após votar, por volta das 12h deste domingo, 28. Momentos antes, seu adversário, o tucano José Serra, parafraseou o apresentador de TV Chacrinha ao dizer que “a eleição acaba quando termina”.

“Temos que levar em conta o peso da cidade para o desenvolvimento do nosso País”, diz Haddad. Se eleito, o candidato disse que fará “fortes parcerias” com o governo federal. Haddad afirmou ainda que após os 60 dias de debate o eleitor pôde compreender o que está em jogo, “a continuidade ou a mudança”.

Antes de votar, Haddad participou de um café da manhã com lideranças petistas em um hotel na região da Avenida Paulista, para onde voltará à noite para se reunir com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e outros aliados. O candidato vai acompanhar a apuração em seu apartamento

O candidato tucano, José Serra, por sua vez, se disse otimista e procurou destacar o papel do eleitor, ao deixar a urna eleitoral, por volta das 10h, acompanhado do neto Antonio. Em um discurso de menos de 1min30s, com a voz baixa, o tucano pediu que o paulistano cobre do próximo prefeito as promessas feitas durante a campanha. “Hoje o eleitor é o protagonista, através do voto, e deve continuar nos próximos quatro anos, cobrando as realizações de quem venha a vencer”, disse.

Em desvantagem de 18 pontos em relação a Haddad nas pesquisas de intenção de voto, Serra afirmou que a campanha foi “difícil”, mas destacou o debate. “Fizemos uma campanha limpa e propositiva, com ideias para melhorar a vida da cidade”./Bruno Lupion e Bruno Boghossian

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Felipe Frazão, de O Estado de S.Paulo

O ex-prefeito de São Paulo e deputado federal Paulo Maluf (PP) disse na manhã deste domingo, 28, que o candidato José Serra (PSDB) errou ao criticar a aliança dele com o Fernando Haddad (PT) e terminou por dar votos ao adversário. Maluf avalia que a estratégia do tucano beneficiou Haddad, porque, ao atacar na propaganda de TV a aliança PP-PT, serviu como um aviso ao eleitorado malufista: “votem no petista”. Maluf afirmou que também contribuiu com a votação de Haddad.

“Os nossos adversários erraram na estratégia. Atacaram a aliança Haddad-Partido Progressista-Maluf e aí eles comunicaram aos malufistas que nós estávamos com Haddad”, disse o deputado antes de votar, na sede da Faculdade de Engenharia de São Paulo, no Jardim Europa, zona oeste. “Nossos adversários fizeram uma boa campanha pro Haddad.”

Maluf também criticou o marqueteiro de Serra, Luiz Gonzalez, que resgatou imagens de Maluf pregando votos no ex-prefeito Celso Pitta e ligou a imagem dele à de Haddad. “Foi um grande erro do marqueteiro do Serra. O Serra, que é um homem experiente, não devia ter permitido que através do horário eleitoral dele se comunicasse que eu estava apoiando o Haddad. Ele deu votos pro Haddad no horário dele.”

Maluf arriscou o palpite de que Haddad terá 1,2 milhão de votos a mais que Serra. Parte deles, afirma, virá de seu eleitor fiel. “Lógico que dei votos para o Haddad. Olha aqui quantos malufistas vão votar no 13″, disse cercado por apoiadores. “O nosso partido deu uma contribuição porque o Datafolha dava que 12% da população de São Paulo estava disposta a votar num candidato que o Paulo Maluf e o Partido Progressista apoiassem. E nós começamos quando ele tinha 3% (das intenções de voto). Depois vocês viram que ele foi crescendo, crescendo”, sustenta.

A aliança de Haddad com Maluf, costurada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e marcada por uma foto no jardim da casa de Maluf, gerou insatisfação no PT. Haddad chegou a perder a então candidata a vice na chapa, a ex-prefeita e deputada Luiza Erundina (PSB). Erundina se recusou a fazer campanha ao lado de Maluf, antigo adversário.

Maluf definiu Haddad como uma “obra de Lula e Dilma”. Mas disse que conversou com o petista pelo telefone e deu dicas e conselhos sobre como se portar em debates, apesar de não terem se encontrado mais. Ele também acredita que a “população gosta de renovação” e que o Executivo “deve ter gente mais jovem”. “Graças a Deus deu Haddad, moço novo, de 49 anos, cheio de vontade de fazer. Essa cidade precisa de alguém para solucionar seus problemas”.

Maluf disse que tentará se reeleger deputado em 2014, por causa da experiência e da idade avançada, 81 anos. Em palpite sobre Serra, de 70 anos, afirmou que o tucano se elegeria deputado federal com facilidade, 500 mil votos, e tem chances para senador. Ainda arriscou que não deve se candidatar a governador e que as derrotas são pedagógicas. “Ele perdeu, acho que ele há de ter seus ensinamentos pela derrota e pode ser vitorioso em outras eleições. Ele há de fazer pesquisas e saber em 2014 o que ele tem de dividendo eleitoral. Mas quem sou eu para dar lição pros tucanos. Eles que são bicudos que se entendam”.

Secretariado. Também presidente do PP paulista, Maluf disse que o partido não fez exigências de cargos na Prefeitura. Mas poderá contribuir se Haddad quiser. O partido tem interesse na Secretaria Municipal de Habitação. “Não pedimos nada. Absolutamente nada. Foi um casamento na igreja, com o cardeal Lula, à vista de toda a mídia. Fizemos pela primeira vez não um casamento atrás da igreja, mas na frente, com véu, grinalda e todos os cardeais presentes.” Maluf ressaltou a participação do ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro (PP), “coroinha” que agendou a visita de Lula a casa de Maluf. O PP ainda ganhou mais uma secretaria no ministério pela aliança.

Maluf não quis revelar quem o partido tende a apoiar nas eleições de 2014. O PP faz parte da base da presidente Dilma Rousseff (PT), que vai tentar reeleição. Em São Paulo, Maluf tem independência dentro do Partido Progressista e disse que o governador Geraldo Alckmin (PSDB) merece ser reeleito.

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Bruno Boghossian, de O Estado de S.Paulo

O candidato do PSDB a prefeito de São Paulo, José Serra, se disse otimista após votar em um colégio no Alto de Pinheiros, zona oeste da cidade, na manhã deste domingo, 28. Em um discurso de menos de 1min30s, com a voz baixa, o tucano afirmou que o eleitor é o protagonista da disputa nas urnas e pediu que os paulistanos cobrem do próximo prefeito as promessas feitas durante a campanha.

“Hoje o eleitor é o protagonista, através do voto, e deve continuar nos próximos quatro anos, cobrando as realizações de quem venha a vencer”, disse.

Em desvantagem de 18 pontos em relação a Fernando Haddad (PT) nas pesquisas de intenção de voto, Serra afirmou que a campanha foi “difícil” e parafraseou o apresentador Chacrinha: “a eleição acaba quando termina”.

“Fizemos uma campanha limpa e propositiva, com ideias para melhorar a vida da cidade e a defesa da ética, sem a qual nada é possível”, declarou.

 

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Bruno Lupion, de O Estado de S.Paulo

O candidato derrotado do PMDB, Gabriel Chalita, que apoiou o petista Fernando Haddad no segundo turno das eleições paulistanas, afirmou neste domingo, 28, que seu adversário tucano, José Serra, sai deste pleito “menor do que ele entrou”.

Para Chalita, ex-secretário estadual de Educação de 2003 a 2007 na gestão de Geraldo Alckmin (PSDB), Serra fez uma campanha “muito agressiva”, semelhante à empreendida contra a presidente Dilma Rousseff nas eleições de 2010. “Serra veio, de novo, com a história de pegar um tema que não é referente à grande questão da cidade. Na eleição presidencial, ele pegou o aborto, na eleição local, ele pegou o kit gay. Sai menor do que entrou”, disse.

Já o prefeito Gilberto Kassab (PSD), na opinião de Chalita, ficará marcado como um político “muito esperto”, por ter conseguido montar um partido “que vai de um lado, vai do outro lado”. Contudo, segundo o peemedebista, também será lembrado como um mau administrador, “que perdeu uma grande oportunidade de cuidar de São Paulo”.

“Eles (Serra e Kassab) não conseguiram usar esse orçamento fantástico e deixaram a maior parte da população de São Paulo na miséria, são 3 milhões de pessoas morando em favelas e áreas irregulares”, disse. Chalita está no Hotel Intercontinental, na região da Avenida Paulista, onde petistas e aliados acompanham o dia da votação do segundo turno.

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