Radar político - Estadao.com.br
ir para o conteúdo
 • 

Patrocinado por

Beatriz Bulla, da Agência Estado

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse, após votar por volta das 11h30 no Colégio Sion, em Higienópolis (zona oeste da capital), que o equilíbrio entre os três candidatos à frente nas pesquisas de intenção de voto na disputa pela prefeitura de São Paulo está “um pouco exagerado”. “Olha que eu conheço bem esse negócio de pesquisa. Nunca vi, deve ser um (caso) em um bilhão ter três candidatos com 26%. Eu duvido”, afirmou neste domingo, 7.

Na pesquisa Ibope, divulgada nesse sábado, 6, tanto o candidato do PSDB, José Serra, quanto o petista Fernando Haddad e o candidato do PRB, Celso Russomano, aparecem com 26% das intenções de voto.

Quando perguntado sobre o peso do julgamento do esquema conhecido como mensalão nas eleições municipais deste ano, FHC respondeu “espero que seja grande”. Ele classificou o julgamento como um marco histórico e disse que o Supremo Tribunal Federal (STF) está assumindo uma posição de vanguarda no País.

O ex-presidente comentou ainda as declarações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de que não está preocupado com o julgamento do mensalão. “Ele, como líder, tinha de estar preocupado. E não deveria ter feito o que ele fez, que é fingir que não houve mensalão”, disse.

Sobre a participação da presidente Dilma Rousseff na campanha de Fernando Haddad, do PT, FHC afirmou: “Ela tem a decisão dela, ela é cidadã. Eu, quando estive na presidência, não fiz isso, porque acho que presidente é de todos os brasileiros”.

Tags: , ,

Comentários desativados

Isadora Peron, de O Estado de S. Paulo

Pelo segundo dia consecutivo, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) divulgou um vídeo comentando o início do julgamento do mensalão. Na segunda-feira, 30, defendeu que todos devem cumprir a lei independentemente do cargo que exerceram. Na segunda, destacou que o julgamento poderia marcar a história e mudar a cultura política brasileira.

Entre os 38 réus do processo, estão parlamentares, ex-ministros, dirigentes de instituições financeiras e empresários. O ex-chefe da Casa Civil José Dirceu é apontado como chefe do esquema, considerado o maior escândalo político da Era Lula.

Citando o abolicionista Joaquim Nabuco, o ex-presidente falou da importância de julgar da mesma maneira um nobre e um plebeu. “(Joaquim Nabuco diz que) a Inglaterra tem uma coisa que é insubstituível. É que lá, o Duque de Westminster e o seu lacaio, ou o seu mordomo, se forem chamados ao juiz, quando eles chegam no tribunal, eles chegam como pessoas, como cidadãos. E o juiz os julga independentemente das suas características de nobreza ou não nobreza, e assim é a lei, é uma coisa objetiva”, afirmou.

Na mensagem, FHC alertou ainda para o fato de considerar importante “criar um espírito no Brasil cada vez mais republicano”, para que todas as pessoas, sem exceção, se sintam obrigadas a cumprir a lei.

Segundo a assessoria do ex-presidente, mais um vídeo sobre o assunto deve ser postado no site Observador Político até sexta-feira. O julgamento do mensalão está marcado para começar na quinta-feira, 2.

 

Tags: , ,

Comentários desativados

O Estado de S.Paulo

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou em vídeo divulgado nesta segunda-feira, 30, que o julgamento do mensalão pode marcar a história e mudar a cultura política brasileira. “Eu tenho muita confiança que o Supremo mostrará que as insituições no Brasil valem.”

Para FHC, embora haja o comentário de que não há punição no Brasil, o Supremo Tribunal Federal tem tomado decisões importantes. “Espero que (o STF) julgue com isenção e o que for correto, absolve, o que for crime, castigo”, diz FHC.

Segundo o ex-presidente, a Corte deve também ouvir a opinião pública para a decisão que está prestes a tomar em relação ao processo, já que as “opiniões na sociedade faz parte também de um processo que é iminentemente político”.

 

Tags: , ,

Comentários desativados

Daiene Cardoso, da Agência Estado

 

 

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) visitou na manhã desta terça-feira, 27, no Hospital Sírio-Libanês, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O encontro durou cerca de 50 minutos e os dois conversaram, a maior parte do tempo, a sós. Segundo a assessoria de Lula, na saída, FHC comentou apenas que Lula estava bem melhor, “melhor do que ele imaginava”. Esta é a primeira visita do tucano ao petista, desde que ele iniciou o tratamento contra um câncer na laringe, em 31 de outubro do ano passado.

Os dois tiraram fotos juntos e Fernando Henrique saiu sem dar declarações à imprensa. A assessoria de Lula não divulgou o teor da conversa entre os ex-presidentes, uma vez que o encontro teve caráter pessoal. Independentemente das disputas políticas entre suas legendas, eles foram parceiros de luta pela redemocratização do País e fazem questão de dar demonstrações de respeito mútuo em momentos delicados, como na morte da ex-primeira dama Ruth Cardoso, ocasião em que Lula era presidente da República e esteve no velório para prestar solidariedade a FHC.

Nesta semana, Lula deve ser submetido a exames que visam detectar se houve remissão do tumor na laringe. O petista tem ido diariamente ao hospital Sírio-Libanês para se submeter a sessões de fonoaudiologia. Após a visita de FHC, Lula retornou para a sua residência, em São Bernardo do Campo.

 

Tags: , ,

1 Comentário | Comente! !

estadão.com.br

O governo federal realizou na segunda-feira, 6, em São Paulo, o leilão de privatização dos aeroportos de Cumbica (SP), Viracopos (SP) e de Brasília, arrecadando R$ 24,535 bilhões. A justificativa para a medida seria a necessidade de acelerar o processo de modernização dos aeroportos em vista dos eventos internacionais que serão sediados no País nos próximos anos.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardozo, cujo governo foi muito criticado pelo PT por ter privatizado empresas estatais, divulgou nesta quarta-feira, 8, um vídeo no qual afirma que a privatização “não é uma questão ideológica” e, se realizada da forma correta, é capaz de melhorar o modelo de gestão e serviços. Por isso, queremos saber a  sua opinião:

A privatização vai resolver o problema dos aeroportos brasileiros?

Ver Resultados

Loading ... Loading …

Tags: , , , ,

Comentários desativados

estadão.com.br

O ex-presidente Fernando Henrique Cardozo rompeu o silêncio e comentou, em vídeo, o leilão de privatização dos aeroportos de Guarulhos, Campinas e Brasília. Para FHC, trata-se de uma contradição do PT, já que o partido sempre foi crítico da prática, muito adotada no governo tucano. O comentário foi divulgado no site Observador Político.

Resgatando privatizações da época do governo de José Sarney, FHC diz que Dilma acaba com a demonização da privatização. “A privatização não é uma questão ideológica. É uma questão de como você aumenta sua capacidade de gerenciar”, afirma. Em contrapartida, o PT esmera-se para dar um nome diferente a uma prática que rejeitou no passado e tenta rebatizá-la de “concessão”.

O êxito do leilão da privatização dos Aeroportos de Guarulhos, Campinas e Brasília também foi tema de comentários de outros tucanos. Para Álvaro Dias (PSDB-PR) a negociação evidencia o ‘estelionato eleitoral’ do PT. Para o senador, ao concordar em conceder ao setor privado a gestão dos aeroportos, o partido de Dilma demonstra a sua “incapacidade’ administrativa e revela a incoerência do discurso petista”.

O governo arrecadou R$ 24,535 bilhões com o leilão de privatização de três aeroportos.

Assista ao vídeo.

 

Tags: , ,

Comentários (2)| Comente!

Bruno Siffredi, do estadão.com.br, e Gustavo Uribe, da Agência Estado

O ex-governador de São Paulo José Serra comentou nesta terça-feira, 24, a declaração do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que apontou o senador mineiro Aécio Neves como “candidato óbvio” do PSDB à Presidência em 2014. “São opiniões dele. Não estou de acordo com algumas delas, mas não vou polemizar com um amigo”, disse.

Fernando Henrique manifestou a preferência por Aécio em entrevista concedida para a revista inglesa The Economist. O ex-presidente ainda previu uma “luta interna muito forte” entre o senador mineiro e o ex-governador paulista pela indicação do partido nas eleições nacionais.

Na semana passada, Serra anunciou aos aliados que não pretende entrar na disputa pela Prefeitura de São Paulo e disse que pretende focar nas questões nacionais, visando o projeto de disputar, pela terceira vez, a Presidência da República.

Em nota divulgada nesta terça, Aécio agradeceu a iniciativa de Fernando Henrique e disse que caberá ao partido escolher “o melhor nome” para 2014. “Agradeço a referência do presidente Fernando Henrique. O partido saberá definir o melhor nome, entre os vários de que dispõe, no momento certo, que, acredito, será após as eleições municipais.”

O mineiro acrescentou que o partido deve trabalhar para se fortalecer “para além do alcance do discurso”. “No momento certo, independentemente de quem será o nome, o PSDB estará em condições de apresentar um projeto ao país que faça o contraponto ao modelo de governança representado hoje pelo PT”, concluiu.

Sem pressa. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, também comentou a declaração de Fernando Henrique nesta terça-feira. Ele disse que existem “grandes nomes” no PSDB, mas o tema precisa “ser amadurecido e não há razão para essa discussão” a dois anos da eleição presidencial.

Alckmin respondeu com bom humor quando foi perguntado se a previsão de Fernando Henrique estava correta sobre o seu distanciamento da corrida presidencial. “A minha modéstia não permite (comentar)”, disse.

O governador participou nesta terça-feira de cerimônia de assinatura de decreto que regulamenta o Programa Paulista da Agricultura de Interesse Social (PPAIS), iniciativa que deve beneficiar cerca de 150 mil famílias de agricultores familiares, estimulando a produção e garantindo a comercialização dos produtos.

Tags: , , , ,

Comentários desativados

Bruno Siffredi, do estadão.com.br

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou que o seu partido, o PSDB, deve dizer “o que é contra e o que é a favor” para marcar suas posições em relação governo federal, em entrevista nesta segunda-feira, 5, ao programa Roda Viva, da TV Cultura.

Durante sua participação no programa, FHC falou sobre política, economia e a sociedade brasileira, entre outros temas. Ele admitiu que seu partido não soube “deixar uma marca” nas políticas sociais, apesar dos esforços do seu governo nessa área, e atribuiu a isso a imagem mais associada às parcelas ricas da população.

FHC lembrou também que, durante a sua Presidência, ocorreram algumas crises econômicas e “a situação da população era objetivamente pior”. “A política depende muito das circunstâncias”, observou.

Ao ser questionado o slogan em inglês “Yes, we care”, que sugeriu para o PSDB em recente evento partidário, FHC esclareceu que não pretendia ser interpretado literalmente. “Imagine se eu iria falar isso pro povo. Só se fosse um débil mental”, disse.

O ex-presidente comentou a atual situação da economia nacional, que avançou muito nos últimos anos, e afirmou que, segundo ele, “o Brasil está saindo de uma fase de escassez para um começo de prosperidade”. Sobre a nova classe média, ele disse que hoje ela é apenas uma “classe de  renda”. FHC prevê que no futuro, a nova classe vai superar a busca pelo acesso e vai querer mais qualidade. “É essa hora que entra a questão do valor.”

Além do jornalista Mario Sergio Conti, que apresenta o programa, participaram da bancada o diretor de Conteúdo do Grupo Estado, Ricardo Gandour; o editor-executivo do jornal Folha de S. Paulo, Sérgio Dávila; o colunista do jornal O Globo, Ancelmo Góis; a psicanalista e escritora Maria Rita Kehl, e a historiadora e antropóloga, professora titular de Antropologia da USP, Lilia Schwarcz.

Redes sociais. FHC destacou mais de uma vez durante o programa o papel importante que atribui às novas formas de comunicação, como os sites de relacionamento e outras plataformas da internet. “Acho que hoje em dia que está fora do Facebook não está na vida real”, disse logo no início da transmissão.

“Esse mundo me fascina”, admitiu o ex-presidente, que aos 80 anos estreou nesta segunda-feira sua página na rede social criada pelo norte-americano Mark Zuckerberg. FHC destaca que não é “usuário habitual” desses meios, mas já apresenta uma  visão pessoal sobre sua utilização. O ex-presidente criticou a exposição pessoal através da rede e disse não achar que o espaço deve ser usado para dizer “fiz isso, fiz aquilo, estive com fulano”.

Veja como foi:

23h43 - Termina o programa Roda Viva.

23h40 - Ao comentar sua estreia no Facebook, FHC afirma que “o mundo novo é um mundo que tem essa discussão direta” e admite: “Esse mundo me fascina.” Ele diz não ser “usuário habitual” das redes sociais, mas afirma ter “interesse pelo que acontece”. O ex-presidente critica a exposição de si mesmo através da rede e diz que não achar que o espaço deve ser usado para dizer “fiz isso, fiz aquilo, estive com fulano”. Para resumir seu sentimento sobre os novos meios, afirma: “Tem muita coisa boa no mundo.”

23h32 - Estimulado a comentar a criação da Comissão da Verdade pelo governo Dilma, FHC afirma ser “totalmente favorável” ao projeto. “As vitimas têm o direito de saber o que aconteceu”, ressalta. Ele diz ter sido vítima da ditadura e ter visto pessoas que foram torturadas. “Pra mim não é uma questão retórica, é uma questão existencial.” Ele conclui indicando que acredita que o modo como a Comissão da Verdade foi feita é “equilibrada”.

23h25 - Gandour questiona se o modelo chinês seria perigoso, por unir desenvolvimento econômico e falta de democracia. Para FHC, pode ser uma tentação para “atrasar” determinadas ações. Ele afirma que o governo “hesita  entre modelos” e cita como exemplo a privatização dos aeroportos. “Não se assume.”

O ex-presidente afirma que considera a Educação um setor “essencial”. “O mundo mudou muito e nos continuamos ensinando a mesma coisa”, afirma. “Acho que tem que ir mais fundo, não adianta só dar mais.” Ele diz se assustar com um dado sobre as escolar: “A evasão escolar estava ocorrendo pela falta de interesse do aluno no que estava sendo lecionado.”

Sobre a economia, diz que o mundo “só vai sair” da situação atual quando “abrir novas frentes de investimento”. Segundo FHC, “tanto a China como os Estados Unidos sabem disso e estão se preparando”.

23h10 - Após pergunta pré-gravada do ex-governador de São Paulo José Serra sobre as diferenças entre o governo FHC e o governo Lula, o tucano destaca a atual situação da economia. “Pela primeira vez a definição de desindustrialização cabe”, diz o ex-presidente. “Quando saí, a indústria era 60% e a os commodities 40%, e agora se inverteu”, afirma FHC, que atribui a mudança ao cenário externo.

O ex-presidente critica a criação de cargos de confiança e diz que há clientelismo demais no governo federal. É um “botim do Estado, vou repartir o Estado e assim tenho uma maioria”, diz FHC ao descrever a mentalidade atual. Ele afirma que, se pudesse dar um conselho à presidente Dilma Rousseff, diria que “não precisa de uma maioria tão grande”. “Se você quiser uma maioria  absoluta, 80%, você vai ter que negociar com todo mundo.”

22h59 - Sobre a crise europeia, FHC afirma que faltou capacidade política e que isso é “preocupante”. O ex-presidente aponta a “falência dos partidos” europeus como uma das causas da crise política que acompanhou os problemas econômicos. Ao ouvir uma comparação com o Plano Real, ele diz que a Europa terá que fazer os seus sacrifícios e se reorganizar, como ocorreu no Brasil para superar a hiperinflação. FHC destaca que a falta de punição aos grandes banqueiros norte-americanos é um problema. “Houve crime, mas não houve castigo.”

22h49 - Ricardo Gandour lembra que ele tem escrito sobre a predominância do mercado e pergunta se, no âmbito econômico, não é mais difícil fazer oposição devido aos avanços do País nos últimos anos. “Na pratica hoje, o que orienta é o mercado”, responde FHC. “Está todo mundo obcecado com o mercado.” Ele diz que, na Europa, os governos “de esquerda e de direita” caem porque o mercado “está lá embaixo”.

Para o ex-presidente, a crítica à corrupção pode ser vista como um “estilo UDN”, mas destaca que os jovens “nem sabem o que é UDN hoje em dia”. O partido tem que dizer “o que é contra e o que é a favor”, opina. Questionado se foi isso que faltou na campanha de 2010, ele responde. “Não posso falar da ultima, mas falta em geral.” Segundo o ex-presidente, nas redes sociais não existe “individualismo possessivo” e as pessoas “querem ser pessoas, querem opinar”.

Sobre as novas classes médias, ele diz que hoje são apenas “classes de  renda”. FHC prevê que no futuro, a nova classe vai superar a busca pelo acesso e vai querer mais qualidade. “É essa hora que entra a questão do valor.”

22h39 - Lilia Schwarcz lembra de posição sobre a ação afirmativa e compara àquela expressa pelo ex-presidente sobre a descriminalização da maconha. “Equidade é o principal problema para mim. É preciso ter equidade”, diz FHC sobre as ações afirmativas para negros.

Sobre a questão das drogas, ele diz que a “preocupação veio pela desmoralização das instituições”. FHC cita número de mortos na guerra contra o narcotráfico no México e compara aos mortos dos EUA no Vietnã. “O país que mais progrediu nesta matéria foi Portugal, que conseguiu diminuir o consumo e descriminalizar.”

FHC diz que, com base em estudos que leu, sabe que “a maconha faz menos dano do que o álcool e do que o cigarro” e pergunta: “Porque não fazer com a maconha o que fizeram com o cigarro?”

22h34 - Após ouvir pergunta pré-gravada do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, sobre o grande número de partidos no País, FHC diz que temos “legendas, não partidos”. O ex-presidente lembra que as “poucas tentativas” de alterar esse quadro, “como a cláusula de barreira”, foram derrubadas na Justiça.

22h28 - Maria Rita Kehl lembra declarações de FHC sobre a impossibilidade de incluir todos na economia e sobre “quebrar a espinha” dos petroleiros em greve durante seu governo. Sobre a primeira, FHC diz: “Nos vivemos no regime capitalista. O regime capitalista raramente dá pleno emprego.” Ele destaca que não queria dizer que era “impossível” a inclusão de todos, mas que naquele momento não ocorreria. O ex-presidente lembra que, durante seu governo, havia a hiperinflação e diz que na atualidade “dá pra incluir”.

“O Brasil está saindo de uma fase de escassez para um começo de prosperidade”, analisa FHC. Sobre a segunda declaração, o ex-presidente  afirma que a greve era política e a frase foi “uma força de expressão”. Ele lembra que, na década de 1980, participou das greves no ABC e do início da Força Sindical. Sobre a greve na refinaria, diz que os grevistas queriam “criar condições de inviabilidade do governo”.

22h19 - Conti lembra critica de FHC a Lula, na qual o compara aos stalinistas. O ex-presidente afirma que é um exagero, mas destaca que o Congresso perdeu importância durante o governo petista e diz que Lula tem um discurso que deixa a entender que “começou tudo”.

22h15 - Sérgio Dávila lembra do slogan “Yes, we care” e pergunta se acha que isso funciona. “Imagine se eu iria falar isso pro povo. Só se fosse um débil mental”, responde FHC. Ele diz que usou a expressão em inglês em evento político para exemplificar o que acredita ser o discurso certo para o partido, mas ressalta que não espera que o slogan seja usado em inglês.

22h13 - FHC destaca o papel das novas tecnologias e diz que falta ao partido a capacidade de se apresentar nesses meios. “O povo muda”, diz ele, indicando que o partido deve seguir essas mudanças.

22h10 - Ao iniciar o programa, o apresentador lembra de uma pesquisa que mostra que o PSDB é um partido mais identificado com os ricos e o PT, com os pobres. Ele pergunta se é um problema de comunicação. Para FHC, “dizer que não consegue se comunicar é colocar toda a culpa na comunicação”. O ex-presidente afirma que seu partido não soube “deixar uma marca” nas políticas sociais e apresentar os esforços do governo nesta área. FHC lembra que, durante sua presidência, ocorreram crises e “a situação da população era objetivamente pior”. “É muito difícil para quem melhorou e antes economicamente era pior que antes era melhor.” O ex-presidente conclui que “política depende muito das circunstâncias”.

22h00 - Antes do início do programa, Mario Sérgio Conti lembra que Fernando Henrique Cardoso lança nesta segunda-feira, 5, o seu perfil no Facebook. Ao ser questionado sobre o motivo da adesão à rede social, afirma: “Acho que hoje em dia que está fora do Facebook não está na vida real.”

Tags: , ,

Comentários desativados

Bruno Siffredi, do estadão.com.br

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou, em entrevista ao jornal chileno El Mercurio, que os escândalos de corrupção nos ministérios são uma herança deixada pelo governo Lula para a presidente Dilma Rousseff. “Ela tem que demonstrar uma vontade diferente e indicar funcionários novos que não sejam corruptos”, observou.

Em visita ao Chile, onde participa de um seminário sobre economia organizado pelo Banco Itaú, o ex-presidente disse que a extensão dos escândalos que eclodiram neste ano “passam a impressão que aceitar a corrupção se tornou uma condição para governar” o Brasil.

Fernando Henrique criticou diretamente o ex-presidente Lula e disse que no seu governo houve mais impunidade. “Ele foi complacente. Sempre deu desculpas frente a condutas que não têm desculpa”, afirmou.

Drogas. O ex-presidente falou também sobre seu engajamento no debate sobre a descriminalização da maconha. Fernando Henrique defendeu a adoção de penas alternativas, “como trabalho comunitário”, e comparou a situação da droga a do tabaco. “Muita gente fumava (o tabaco), inclusive no início por glamour. Hoje isso já passou. Não houve proibição, mas sim regulação.”

FMI. Ao comentar a recente visita da presidente do Fundo Monetário Internacional, Christine Lagarde, ao Brasil, Fernando Henrique disse que “é um sinal de que o mundo mudou”. Ele destacou que, no passado, eram os brasileiros que iam pedir ajuda ao fundo. “Agora eles vêm para que emprestemos (dinheiro) a outros países que precisam.”

Tags: , , ,

Comentários (117)| Comente!

Comentários recentes

  • David Gon: Da para acreditar em pesquisas do 2o turno se na semana passada o Serra estava em 3o lugar, agora esta em...
  • Vanessa: E isso Ai Tiririca!!!!! Nos te amamos!!!
  • Marco Aurelio Miquilini: Esse Lula engana e já enganou muita gente, mas a mim nunca enganou. Como pode ter tanta...
  • Fabio Fernando: Ministra Calmon, Nao estamos no Velho Oeste americano, onde funcionava a voz do Xerife, como a sra...
  • Cristina Rodrigues: Dias Toffoli tem alguma relação com o PT, que poderia talvez ser questionada. E Gilmar Mendes,...

Enquetes

Os deputados condenados pelo mensalão devem perder seus mandatos?

Ver Resultados

Loading ... Loading ...

Arquivos

Seções