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Anne Warth, da Agência Estado

O prefeito de São Bernardo do Campo (SP), Luiz Marinho (PT), disse hoje que a festa que será organizada na cidade no sábado (01) à noite para receber o presidente Luiz Inácio Lula da Silva será custeada com recursos do diretório municipal do partido. Ao chegar ao Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, para visitar o vice-presidente José Alencar, Marinho negou que a prefeitura bancará a recepção.

“É uma festa organizada pelo PT local, da cidade”, disse. O prefeito de São Bernardo do Campo afirmou que a festa será realizada em frente do prédio onde mora Lula, na Avenida Prestes Maia, que será fechada para a ocasião. Marinho disse que a Orquestra de Violinos de São Bernardo deverá se apresentar em homenagem ao presidente. Não há uma estimativa sobre a quantidade de participantes do evento.

“O presidente está voltando e o partido e a militância acharam por bem fazer uma recepção”, disse.  “É um dia que não ajuda muito, diga-se de passagem. É possível que muita gente esteja viajando e que muitos estejam na posse da presidente eleita Dilma Rousseff e não consigam voltar a tempo, mas a militância antiga do PT quer recepcionar o presidente e dar boas-vindas a ele em sua casa”, afirmou.

De acordo com o prefeito, caberá a Lula decidir se fará algum pronunciamento no local. “Se ele quiser falar, fala. Se não quiser, não fala. Para nós, está de bom tamanho. Quem estiver na cidade e com disposição, quem não estiver consumido pelas comemorações do dia e do réveillon, está convidado.”

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Luciana Nunes Leal

É curioso observar as diferenças na descrição da festa “Obrigado, presidente Lula – o povo do Rio de Janeiro agradece” feita pela Presidência da República, pelo governo do Estado e pelo PMDB-RJ. A festa aberta ao público acontece na noite de hoje no Sambódromo.

O site da Presidência informa que “o presidente Lula recebe homenagem do governo do Rio de Janeiro”. Já a agenda do governador Sérgio Cabral (PMDB) define como “homenagem do povo do Rio de Janeiro ao presidente Lula”. O PMDB fluminense, por sua vez, afirma em nota que “se sente feliz em poder oferecer uma grande festa para o presidente do Brasil que tanto fez pelo País e pelo nosso Estado”.

Existe uma explicação para essas nuances. Idealizador da homenagem, Cabral procurou evitar denúncias de uso da máquina e de recursos públicos na festa para o presidente. O PMDB fluminense assumiu, então, o patrocínio da festa. A direção do partido diz que foram gastos R$ 507 mil em aluguel do espaço, produção e transporte e que os sambistas Zeca Pagodinho e Martinho da Vila, que vão se apresentar, abriram mão dos cachês. O PMDB-RJ garante que não usou recursos do fundo partidário e, portanto, “não haverá dinheiro público envolvido no evento”. Os R$ 507 mil são “recursos próprios”, informa a nota do partido.

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Tânia Monteiro e Karla Mendes, de Brasília

Depois da vitória, a presidente eleita Dilma Rousseff reuniu-se no domingo, 31, à noite por mais de uma hora com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio da Alvorada. Lula evitou manifestações públicas depois da proclamação do resultado sob a alegação de que “o dia é dela”.

Logo após a chegada de Dilma, por volta das 22h40, vários governadores de partidos aliados se juntaram à comemoração, provocando um congestionamento na entrada da residência oficial do presidente. Também participaram da comemoração o vice-presidente eleito, Michel Temer, o presidente do Senado, José Sarney e vários ministros, entre eles Paulo Bernardo (Planejamento), Celso Amorim (Relações Exteriores) e Orlando Silva (Esportes).

Junto à entrada do Alvorada, vários militantes se aglomeraram, com camisas, bandeiras, buzinas e apitos, gritando: “Dilma! Dilma”. Quando Celso Amorim chegou, os militantes perguntaram até se o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, havia telefonado para Dilma, para cumprimentá-la. O ministro respondeu que não sabia.

Com tantas autoridades querendo participar da “festa privê”, nomes como os deputados do PC do B, Ignácio Arruda, Renato Rabelo, Vanessa Grazziotin tiveram de esperar cerca de 30 minutos para ter autorização para entrar no Alvorada.

Por conta da demora da autorização para entrar, os carros desses deputados fecharam a entrada, impedindo que outros veículos prosseguissem. O ministro Paulo Bernardo, irritado com a demora, desceu do carro e teve que andar pelo menos 300 metros até a entrada da residência oficial, junto com sua mulher, senadora Gleise Helena Hoffman e os assessores especiais Marco Aurélio Garcia e Clara Ant. Por volta de 00h10, Dilma deixou o Alvorada.

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Carol Pires e Rodrigo Alvares

No primeiro discurso como presidente eleita do Brasil, em um hotel em Brasília, Dilma Rousseff prometeu há pouco que em seu futuro governo irá garantir a liberdade de imprensa e religiosa, temas que geraram polêmica ao longo do segundo turno da campanha eleitoral. Ela também falou sobre a área econômica: “Cuidaremos da nossa economia com toda a responsabilidade. O povo brasileiro não aceita mais a inflação como solução irresponsável para eventuais desequilíbrios”.

Leia íntegra do discurso de Dilma

Ouça o discurso da presidente eleita Dilma Rousseff

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Foto: Jonne Roriz

Ao lado do seu vice, Michel Temer (PMDB), a petista registrou como compromisso de sua gestão valorizar o direito democrático à opinião e à expressão. “Eu vou zelar pela mais ampla e irrestrita liberdade de imprensa, pela mais ampla liberdade religiosa e de culto”, prometeu.

22h25 - “Um abraço a cada um, meus amigos e minhas amigas”. Termina o primeiro discurso de Dilma Rousseff como presidente eleita do Brasil.

22h24 - “Baterei muito à sua porta e tenho certeza e confiança que a encontrarei sempre aberta”, afirma Dilma, ao falar de Lula. Dilma está emocionada, ensaiou um choro.

22h23 - Lula levanta a platéia de aliados ao agradecer o apoio do presidente Lula. “Olê, olê, olé, olá, Lula, Lula”, cantam.

22h22 - Dilma vai chegando ao fim do discurso agradecendo aos aliados, adversários, eleitores e à imprensa. Ela afirma que por vezes, ao longo da campanha, “vezes muitas das coisas difundidas” a deixaram “triste”. Mas ressalta que ela, que lutou contra  a ditadura, é amante da liberdade.

22h20 - “Valorizarei a transparência na administração pública, não haverá compromisso com o erro, o desvio e o malfeito”, afirma Dilma, que foi duramente atacada ao longo da campanha por causa das denúncias contra a ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra, considerada sua “braço-direito”.

22h18 - A petista manda recado para a oposição: “Dirijo-me também aos partidos de oposição e aos setores da sociedade que não estiveram conosco nessa caminhada. Estendo minha mão a eles. Da minha parte não haverá discriminação, privilégios ou compadrios”.

22h17 - Dilma está reafirmando compromissos de campanha. Ela citou há pouco, o combate contra as drogas, como crack, um dos assuntos mais tratados por ela no início da campanha. “Todos os compromissos que assumi vou perseguir de forma dedicada e carinhosa”.

22h16 - Dilma está reafirmando compromissos de campanha. Ela citou há pouco, o combate contra as drogas, como crack, um dos assuntos mais tratados por ela no início da campanha. “Todos os compromissos que assumi vou perseguir de forma dedicada e carinhosa”.

22h15 - A petista afirma que trabalhará pela aprovação, no Congresso Nacional, do projetos de lei que muda o marco regulatório da exploração de petróleo na camada pré-sal de concessão para partilha e do projeto que cria um Fundo Social com parte do lucro da exploração do óleo.

22h10 - Dilma fala sobre propostas para área econômica. “Cuidaremos da nossa economia com toda a responsabilidade. O povo brasileiro não aceita mais a inflação como solução irresponsável para eventuais desequilíbrios”.

22h08 - Dilma afirma que o Brasil precisa fomentar o mercado interno, não depender tanto da “pujança dos países desenvolvidos. “Eu estou longe de dizer com isso que pretendemos fechar o país ao mundo, muito pelo contrário”, ela pondera.

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Foto: Jonne Roriz/AE

22h05 - Dilma é muito aplaudida ao reafirmar compromisso de campanha de erradicar a miséria do País. “Não podemos descansar enquanto houver brasileiros com fome”, diz. Dilma está lendo em papéis seu primeiro discurso como presidente eleita.

22h03 - O primeiro compromisso de campanha dela: “honrar as mulheres brasileiras para que esse fato até hoje inédito se transforme num fenômeno natural”. A presidente eleita promete zelar pela “total liberdade religiosa”, pela “democracia”, e pela “ampla liberdade de imprensa”.

22h01 - Dilma: “Queria agradecer os que estão aqui presente nesta noite que para mim é uma noite, vocês imaginam, completamente especial”. Dilma diz que a eleição dele demonstra o avanço democrático do País, porque “pela primeira vez uma mulher governará o País”.

22h - Foi pedido que os aliados descessem do palco. Ficaram ao lado de Dilma apenas: José Sarney, Tarso Genro, Agnelo Queiroz, Michel Temer, Dutra, Palocci, Cid Gomes, Marta Suplicy, Marcelo Déda Eduardo Campos e Renato Casagrande.

21h58 - Os peemedebistas subiram juntos ao palco.  O vice-presidente eleito Michel Temer e o senador eleito Eunício Oliveira (PMDB-CE) abraçam a candidata. O coordenador jurídico da campanha, José Eduardo Cardozo (PT-SP), e o presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra foram os últimos a entrar na sala.

21h52 - A presidente eleita chegou. É recebida ao som do jingle “Meu Brasil está querendo Dilma, meu Brasil está querendo continuar (…) Agora é Dilma, é a vez da mulher”. Os aliados batem palma sincronizadamente. A plateia canta, agora, o Hino Nacional. Dilma chegou acompanhada do coordenador da campanha, o ex-ministro da Fazenda Antônio Palocci. Os dois estão abraçando os aliados. Alguns senadores filmam a cena pelos respectivos celulares.

21h50 - Ministros, governadores e parlamentares da base já estão de pé, apontado o celular para a porta por onde Dilma Rousseff deve passar para chegar ao local da coletiva. O governador de Sergipe Marcelo Déda afirma que Dilma já chegou, mas ainda não é possível ver.

21h38 - José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil, acaba de aparecer na sala. Mais cedo ele falou com a imprensa. Negou participar do governo Lula antes de ser julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no caso do Mensalão. “Não posso, não quero e não devo”.

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Foto: André Dusek/AE

21h34 - A presidente eleita acabou de sair de sua casa em Brasília. “Dilma falou que estava muito feliz pelos votos que o povo brasileiro me honrou” e que “será o governo de todos os brasileiros”.

21h28 - “A indelicadeza final de José Serra: São 21:30h e ele ainda não ligou para parabenizar a vencedora”, publicou já pouco Marta Suplicy no Twitter. “É constrangedor dar a entrevista da vitória, sem o parabéns do derrotado”, completou a senadora eleita por São Paulo.

21h20 - Aliados não sabem dizer se José Serra já ligou para parabenizar Dilma pela vitória. “Tem tempo que estou aqui, não falei com ela”, esclarece Marco Aurélio Garcia, um dos coordenadores da campanha petista.

21h13 - Mercadante continua: “Sabe por que Serra não ligou ainda? Porque ele está tentando ligar a cobrar”. A senadora Ideli Salvatti (PT-SC),  também derrotada na disputa pelo governo, emenda: “Ele não ligou porque está procurando um orelhão e não encontra”.

21h10 - O senador Aloizio Mercadante, derrotado na disputa pelo governo de São Paulo, é um dos mais animados na platéia. Questionado qual ministério ele poderia ocupar no governo de Dilma, respondeu: “Economia brasileira: é a pasta que eu vou carregar debaixo do braço lá na aula eu vou dar na Unicamp”. “Terminado o meu mandato de senador, volto a comer giz”

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 Foto retirada do Twitter de Marcelo Déda (PT), governador de SE

21h07 - Equipe econômica do presidente Lula em peso à espera da coletiva: ministros Guido Mantega (Fazenda), Paulo Bernardo, (Planejamento) e Henrique Meirelles (Banco Central) estão a postos. Nem todos conseguiram cadeira para sentar. Os ministros da Saúde, José Gomes Temporão, e dos Esportes, Orlando Silva, estão em pé.

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Festa da militância do PT na Esplanada dos Ministérios pela vitória de Agnelo Queiroz para governador do DF e de Dilma Rousseff para presidente da República. Foto: Dida Sampaio/AE

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Agência Estado, de Brasília

Animados com a perspectiva de dobradinha vitoriosa ainda no primeiro turno, os candidatos petistas Dilma Rousseff e Agnelo Queiroz organizaram uma grande festa no estacionamento do Ginásio Nilson Nelson, a poucos quilômetros da Esplanada dos Ministérios, em Brasília.

A comemoração, frustrada diante dos resultados das urnas, previa até mesmo a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Para o evento, uma estrutura suntuosa foi montada, com espaços reservados a autoridades, convidados vips e ao público em geral. As câmeras de televisão poderiam captar a imagem da suposta multidão do alto. Um tablado foi montado especialmente para isso.

No acessos da festa, havia detectores de metal e grande número de seguranças. O local tinha capacidade para abrigar 5 mil pessoas, segundo cálculo de policiais.

Dois telões transmitiam a apuração dos votos desde o início da noite. Foram instalados próximos a um palanque preparado para os futuros discursos, adornado com as fotos de Dilma Rousseff e Agnelo Queiroz, com Lula ao centro e destaque para o nome da candidata petista ao Planalto. E até mesmo um buffet foi contratado, o Cristina Roberto.

Na semana passada, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), ligado à Presidência da República, chegou a solicitar reforço de policiamento à Secretaria de Segurança Pública do DF. E o número de policiais era grande no local.

Simpatizantes e candidatos foram convocados para acompanhar, já a partir da abertura das primeiras urnas, o resultado da apuração. Embora anunciada como uma festa conjunta, os cartazes davam destaque à candidata à presidência, Dilma Rousseff. Agnelo Queiroz desempenharia o papel de homenageado secundário, mas foi o único que apareceu.

No início da noite, quando a possibilidade de uma vitória no primeiro turno já se mostrava distante, ninguém quis assumir a autoria da festa precipitada. Os assessores de Dilma negaram a participação na organização. O mesmo foi feito por integrantes da campanha de Agnelo, que atribuíram ao comitê da candidata Dilma a iniciativa.

Até às 20 horas, um público pequeno participava daquela que deveria ser a festa da vitória. A maioria levou bandeiras do PT.

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Da redação

“Uísque 12 anos, vinho chileno e prosecco, servidos em 1.500 copos e taças, regaram coquetel promovido ontem pelas centrais sindicais no Salão Negro do Congresso. Motivo: agradecer aos parlamentares aprovação do projeto de lei que destina às centrais 10% dos recursos arrecadados com o imposto sindical.

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“Esse dinheiro não é do imposto sindical. Não recebemos nada ainda”, explicou Paulinho da Força.

Foto: André Dusek/AE

A expectativa é que as centrais recebam cerca de R$ 100 milhões por ano. Parlamentares de todos os matizes políticos compareceram: os presidentes da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), e do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), e o ministro do Trabalho, Carlos Lupi (PDT). “Eu não pago contribuição social.

“Não sou celetista. Não sou sindicalizado”, desconversou Lupi. Segundo o presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho, a festa custou R$ 17,5 mil, rateados entre cinco centrais sindicais. “Esse dinheiro não é do imposto sindical. Não recebemos nada ainda”, explicou o deputado. “Mas isso não significa que não vamos usar o dinheiro em eventos desse tipo.”

O salão foi decorado com duas faixas para saudar os parlamentares, que receberam diploma de agradecimento.  No cardápio, sushi e canapés. “Esse esforço pela legitimação do movimento sindical vai continuar no Congresso”, discursou Chinaglia.

Ontem, o DEM protocolou no Supremo Tribunal Federal ação para que seja considerado inconstitucional o repasse de parte do imposto sindical às centrais. “Esse projeto veio com um vício de origem, é inconstitucional. Centrais não podem receber recursos públicos”, disse o deputado Rodrigo Maia (RJ), presidente do DEM.”

Texto de Eugênia Lopes e Luciana Nunes Leal (10/04/2008)

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