O Estado de S. Paulo
SÃO PAULO – Apesar de alguns momentos polêmicos, marcados por troca de acusações sobre temas como aborto ou controle de drogas, os três candidatos à presidência da seção paulista da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP) mostraram na última segunda-feira, 26, no debate promovido pelo Estado – e transmitido pela TV Estadão – um objetivo em comum: todos defendem a manutenção das prerrogativas da classe na capital paulista.
A eleição será realizada nesta quinta-feira. Marcos da Costa, candidato da situação, com apoio do atual presidente, Luiz Flávio Borges D’Urso – que está no posto há 9 anos – foi seguidamente cobrado pelos dois rivais oposicionistas, Ricardo Sayeg e Alberto Zacarias Toron. De saída, acusado de não ter propostas, o candidato situacionista rebateu: “Não é uma candidatura personalista. Estou bastante preparado para presidir a entidade”.
Os três convergiram, porém, na discussão sobre a prerrogativa da saúde para os advogados paulistas – nascida da proposta de Sayed de criar hospitais exclusivos para a classe. “O advogado, quando fica doente, é lançado à miséria. A OAB serve para defender a Constituição, para atender os direitos fundamentais da população. Mas ela também serve para defender o advogado”, advertiu Sayeg.”Só critica esse projeto quem tem plano de saúde milionário.”
“A Ordem não tem condições de construir um hospital. O que a Ordem tem condições é de criar plano de saúde decente para o advogado. Coisa que a atual gestão não fez”, afirmou Toron.
Criticado, Costa voltou no bloco seguinte acusando Toron de “sentir mágoas” por ter perdido espaço na equipe de D’Urso durante sua gestão na instituição.
Aborto. Tema dominante no segundo bloco, o aborto aproximou as posições de Sayeg e Costa, desta vez contra Toron. Costa mostrou-se contrário à legalização do aborto: “Não pode ser liberado, sou radicalmente contra”, concordou Sayeg. Toron ponderou, por sua vez, que “a OAB não tem que ser a favor ou contra, mas discutir a matéria”. Para ele, “isso precisa ser pensado com base na realidade, não adianta querermos nos apresentar como cristãos quando a realidade é outra”.
A legalização das drogas tomou a maior parte do terceira bloco. Sayeg afirmou que Toron havia defendido essa posição. “A liberação da droga vai financiar os cartéis, o narcotráfico, essa guerra civil que estamos vivendo em São Paulo”, argumentou. Marcos da Costa reforçou essa opinião. “Sou contra qualquer forma de liberalização das drogas. Rezo todo dia para que meus filhos não se envolvam (com drogas)”, afirmou.
Em outro momento, Toron cobrou do adversário situacionista o fato de o atual presidente da OAB ter-se lançado candidato a vice-prefeito na chapa de Celso Russomanno (PRB) e com isso ter transformado a OAB paulista em um “estaleiro de político fracassado”. Segundo ele, com tal iniciativa a entidade deixou de representar a classe para atender aos interesses políticos do mandatário. E, dessa forma, “se esqueceu dos advogados”.
Veja os principais trechos de todo o debate:
16h20 – Alberto Toron, em sua conclusão, classificou a gestão atual da OAB de “arrogante e inábil” e prometeu que, se for eleito, vai mudá-la.
16h18 – Na sua vez, Sayeg ressaltou que se lançou candidato da chapa que vai representar “adequadamente a advocacia” e defender “cada advocado da cidade de SP”.
16h14 – Em suas considerações finais, Marcos da Costa manifestou respeito aos seus adversários e afirmou que espera que as eleições da OAB sirvam de exemplo para todo o País.
16h08 – Para Toron, a queda de prestígio da advocacia é atribuída, dentre outras coisas, ao uso político que fazem da Ordem. Ele se referiu outra vez ao ex-presidente da OAB, que saiu como candidato à vice prefeito de SP.
16h07 – O candidato Alberto Toron se defendeu e afirmou que seus rivais distorcem sua fala.
16h06 – Sayed também reforçou a acusação e disse que Toron defendeu “até a liberação da cocaína”. “Será que existe uma boa cocaína, uma boa maconha? Falou da liberação até mesmo da cocaína. Isso é péssimo. Isso não pode servir de bandeira me hipótese alguma para a Ordem”, disparou.
16h04 – Marcos da Costa também se posicionou contrário à legalização das drogas: “Tenho posição firme, série, contra qualquer forma de liberação das drogas. Rezo todo dia para que meus filhos não se envolvam com drogas”, disse. Ele também acusou Toron de comparar o usuário de maconha a quem bebe caipirinha.
16h01 – Toron lembrou do que era feito com os usuários de droga na época da ditadura. “É preciso que se discuta o que fazer o que com o usuário. É legítimo que nós nos posicionemos. O que não podemos é nos escondermos atrás de frases feitas e de conceitos.”
15h55 – Pergunta dirigida a Ricardo Sayed sobre se ele é a favor da legalização das drogas. Sayed afirmou ser contra a legalização. “A liberação da droga vai financiar os cartéis, o narcotráfico, a violência, essa guerra civil que estamos vivendo em SP. É evidente a relação com a droga”, disse. Sayeg também acusou Toron de defender a liberação num simpósio científico que o candidato rival apresentou e tem em seu currículo.
15h49 – Fim do segundo bloco.
15h49 – Toron comentou que a OAB não tem que ser a favor ou contra a legalização do aborto, mas discutir a matéria. “Estamos num estado laico. Não é o aborto banalizado, livre e indiscriminado. Isso precisa ser pensado com base na realidade. “Não adianta nós querermos nos apresentar como cristãos quando a realidade é outra”, disse em crítica à opinião dos seus rivais. “O papel da Ordem não é ser ou não a favor do aborto. É discutir esse assunto”.
15h47 – Na mesma linha foi a resposta do candidato da oposição Ricardo Sayeg: “O aborto não pode ser tido como liberado. Pensando em aborto, na minha esfera individual, eu sou radicalmente contra. Eu ainda sou a favor da vida, sou a favor da existência.
15h44 – A quarta pergunta é se o candidato Marcos da Costa é a favor da legalização do aborto. Ele afirmou não ser a favor, citando sua vida pessoa, por ter mulher e filha.
15h40 – Toron negou qualquer rusga com D’Urso. “Não existe isso”.
15h39 – Sayeg concordou com Marcos da Costa. “Foi uma briga pessoal que o Toron teve com o D’Urso. Toda a advocacia sabe disso”.
15h38 – Para Marcos da Costa, Toron tem mágoas por ter perdido espaço na equipe de D’Urso quando ele presidia a OAB.
15h32 – Toron afirmou que o ex-presidente da OAB-SP, que apoia o candidato Marcos da Costa, fez da Ordem um “estaleiro de político fracassado”. “Eu acho um cúmulo um sujeito fracassado na campanha eleitoral fazer da OAB como se fosse estaleiro de político fracassado”, afirmou. Luiz Flávio Borges D’Urso foi candidato à vice prefeito de São Paulo neste ano na chapa de Celso Russomanno (PRB).
15h31 – Fim do primeiro bloco.
15h30 – Sayeg: “Eles não acreditam do hospital do advogado porque eles (situação) não conseguiram fazer.”
15h27- No comentário, Toron disse que Sayeg refluiu da resposta. “A Ordem não tem condições de construir um hospital. O que a Ordem tem sim condições é de criar plano de saúde decente para o advogado. Coisa que a atual gestão não fez”.
15h17 – Marcos das Costa teve direito de resposta concedida, mas seu tempo se esgotou durante a réplica.
15h16 – O outro candidato da oposição, Alberto Toron, em comentário da primeira pergunta, afirmou que a OAB, durante a gestão de Marcos da Costa, “sentou no banco dos réus” por causa de um crime ambiental. “Instrumentalização da OAB para fins políticos não podem acontecer”, disse Toron.
15h15 – Sayeg respondeu que o candidato da situação não tem proposta. “É inadmissível”. Infelizmente há continuidade e falta de proposta.
15h13- Marcos da Costa é o primeiro a responder. Seu adversário, Ricado Sayeg classifica que Costa tem perfil limitada. Em resposta, Costa apresentou seu histórico e disse que está preparado para presidir a OAB-SP. ”Não é uma candidatura personalista. Estou bastante preparado para presidir a entidade”, afirmou o candidato Marcos da Costa.
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O Estado de S. Paulo
Os três candidatos à presidência da seção paulista da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP), Marcos da Costa – da situação – Ricardo Sayeg e Alberto Toron – ambos da oposição – realizaram na tarde desta segunda-feira, 26, o debate promovido pela ‘TV Estadão’ e travaram embate em temas polêmicos como a legalização das drogas e a legalização do aborto.
Costa e Sayeg se mantiveram contra as legalizações, ambos fazendo menções ao cristianismo e à vida pessoal. Sobre o aborto, na avaliação de Toron, a OAB não tem que ser a favor ou contra, mas discutir a matéria. Ao comentar sobre a legalização das drogas, ele disse que o assunto não deve ser tratado como era na época da ditadura. Toron foi acusado pelos seus adversários de ser a favor da liberação da cocaína e de comparar o consumo de drogas ao de caipirinha.
Acompanhe os trechos principais do debate:
1620 – Alberto Toron, em sua conclusão, classificou a gestão atual da OAB de “arrogante e inábil” e prometeu que, se for eleito, vai mudá-la.
16h18 – Na sua vez, Toron ressaltou que se lançou candidato da chapa que vai representae “adequadamente a advocacia” e defender “cada advocado da cidade de SP”.
16h14 – Em suas considerações finais, Marcos da Costa manifestou respeito aos seus adversários e afirmou que espera que as eleições da OAB sirvam de exemplo para todo o País.
16h08 – Para Toron, a queda de prestígio da advocacia é atribuída, dentre outras coisas, ao uso político que fazem da Ordem. Ele se referiu outra vez ao ex-presidente da OAB, que saiu como candidato à vice prefeito de SP.
16h07 – O candidato Alberto Toron se defendeu e afirmou que seus rivais distorcem sua fala.
16h06 – Sayed também reforçou a acusação e disse que Toron defendeu “até a liberação da cocaína”. “Será que existe uma boa cocaína, uma boa maconha? Falou da liberação até mesmo da cocaína. Isso é péssimo. Isso não pode servir de bandeira me hipótese alguma para a Ordem”, disparou.
16h04 – Marcos da Costa também se posicionou contrário à legalização das drogas: “Tenho posição firme, série, contra qualquer forma de liberação das drogas. Rezo todo dia para que meus filhos não se envolvam com drogas”, disse. Ele também acusou Toron de comparar o usuário de maconha a quem bebe caipirinha.
16h01 – Toron lembrou do que era feito com os usuários de droga na época da ditadura. “É preciso que se discuta o que fazer o que com o usuário. É legítimo que nós nos posicionemos. O que não podemos é nos escondermos atrás de frases feitas e de conceitos.”
15h55 – Pergunta dirigida a Ricardo Sayed sobre se ele é a favor da legalização das drogas. Sayed afirmou ser contra a legalização. “A liberação da droga vai financiar os cartéis, o narcotráfico, a violência, essa guerra civil que estamos vivendo em SP. É evidente a relação com a droga”, disse. Sayeg também acusou Toron de defender a liberação num simpósio científico que o candidato rival apresentou e tem em seu currículo.
15h49 – Fim do segundo bloco.
15h49 – Toron comentou que a OAB não tem que ser a favor ou contra a legalização do aborto, mas discutir a matéria. “Estamos num estado laico. Não é o aborto banalizado, livre e indiscriminado. Isso precisa ser pensado com base na realidade. “Não adianta nós querermos nos apresentar como cristãos quando a realidade é outra”, disse em crítica à opinião dos seus rivais. “O papel da Ordem não é ser ou não a favor do aborto. É discutir esse assunto”.
15h47 – Na mesma linha foi a resposta do candidato da oposição Ricardo Sayeg: “O aborto não pode ser tido como liberado. Pensando em aborto, na minha esfera individual, eu sou radicalmente contra. Eu ainda sou a favor da vida, sou a favor da existência.
15h44 – A quarta pergunta é se o candidato Marcos da Costa é a favor da legalização do aborto. Ele afirmou não ser a favor, citando sua vida pessoa, por ter mulher e filha.
15h40 – Toron negou qualquer rusga com D’Urso. “Não existe isso”.
15h39 – Sayeg concordou com Marcos da Costa. “Foi uma briga pessoal que o Toron teve com o D’Urso. Toda a advocacia sabe disso”.
15h38 – Para Marcos da Costa, Toron tem mágoas por ter perdido espaço na equipe de D’Urso quando ele presidia a OAB.
15h32 – Toron afirmou que o ex-presidente da OAB-SP, que apoia o candidato Marcos da Costa, fez da Ordem um “estaleiro de político fracassado”. “Eu acho um cúmulo um sujeito fracassado na campanha eleitoral fazer da OAB como se fosse estaleiro de político fracassado”, afirmou. Luiz Flávio Borges D’Urso foi candidato à vice prefeito de São Paulo neste ano na chapa de Celso Russomanno (PRB).
15h31 – Fim do primeiro bloco.
15h30 – Sayeg: “Eles não acreditam do hospital do advogado porque eles (situação) não conseguiram fazer.”
15h27- No comentário, Toron disse que Sayeg refluiu da resposta. “A Ordem não tem condições de construir um hospital. O que a Ordem tem sim condições é de criar plano de saúde decente para o advogado. Coisa que a atual gestão não fez”.
15h17 – Marcos das Costa teve direito de resposta concedida, mas seu tempo se esgotou durante a réplica.
15h16 – O outro candidato da oposição, Alberto Toron, em comentário da primeira pergunta, afirmou que a OAB, durante a gestão de Marcos da Costa, “sentou no banco dos réus” por causa de um crime ambiental. “Instrumentalização da OAB para fins políticos não podem acontecer”, disse Toron.
15h15 – Sayeg respondeu que o candidato da situação não tem proposta. “É inadmissível”. Infelizmente há continuidade e falta de proposta.
15h13- Marcos da Costa é o primeiro a responder. Seu adversário, Ricado Sayeg classifica que Costa tem perfil limitada. Em resposta, Costa apresentou seu histórico e disse que está preparado para presidir a OAB-SP. ”Não é uma candidatura personalista. Estou bastante preparado para presidir a entidade”, afirmou o candidato Marcos da Costa.
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João Domingos, de O Estado de S. Paulo
O deputado Nelson Pelegrino (PT), candidato a prefeito de Salvador, se disse confiante na vitória ao votar na Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia, embora pesquisa divulgada no sábado pelo Ibope indique que ele tenha 45% das intenções de voto, contra 55% de seu opositor, ACM Neto (DEM).
Segundo Pelegrino, as pesquisas em Salvador nunca acertam. “Eu serei eleito com fé em Deus Pai e vou fazer de tudo para recuperrar Salvador”.
A campanha do petista contou com um empenho pessoal da presidente Dilma Roussef e do ex-presidente Lula. Dilma foi a Salvador na semana passada para pedir votos para Pelegrino. Lula fez o mesmo durante as campanhas do primeiro e do segundo turno.
Tags: Eleições, Nelson Pelegrino, prefeito, Salvador
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Tiago Décimo, de O Estado de S. Paulo
SALVADOR – Um conflito entre os partidários de ACM Neto (DEM) e Nelson Pelegrino (PT) atrapalhou a votação na Faculdade de Administração, da Universidade Federal da Bahia (UFBA), em Salvador. A Instituição é local de votação do candidato do DEM, que teve sua entrada invadida por 50 militantes do PT, que começaram a cantar palavras de ordem.
Contrariados, os cabos eleitorais dos Democratas, também cerca de 50, iniciaram um bate-boca seguido de empurra-empurra. A entrada da faculdade acabou sendo bloqueada pelos manifestantes, exigindo uma ação da Polícia, para montar um corredor de proteção para os eleitores que buscavam chegar às urnas.
Alguns dos principais apoiadores da campanha de ACM Neto ainda estavam no local no início da tarde, como o ex-governador Paulo Souto, também do DEM, e outros dirigentes do partido, além do ex-ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira de Lima (PMDB). O pemedebista atribuiu a manifestação petista ao resultado da pesquisa Ibope divulgada na noite de sábado, que apontou a liderança de ACM Neto. “É desespero. Agride até a democracia em si”, afirmou.
Tags: ACM Neto, Eleições, Nelson Pelegrino, prefeitos, Salvador
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Ricardo Brandt, de O Estado de S. Paulo
CAMPINAS – Os candidatos a prefeito de Campinas, no interior de São Paulo, votaram logo cedo acompanhados de suas famílias e de seus candidatos a vice. O favorito Jonas Donizette (PSB) afirmou que a “expectativa é de vitória”, mas que vai esperar o resultado das urnas.
O candidato Márcio Pochmann (PT) disse estar “convicto” de que o eleitor o elegerá e minimizou os resultados das pesquisas. Segundo o Ibope, em levantamento divulgado na noite deste sábado, 27, o candidato do PSB deve ser eleito hoje prefeito da terceira maior cidade paulista, com 758 mil eleitores. Jonas aumentou sua vantagem
para 15 pontos em relação ao adversário do PT e apareceu com 49% das intenções de voto, contra 35%.
“As pesquisas são elementos importantes para avaliação de trajetórias, mas a melhor pesquisa é aquela que é realizada na urna e estamos muito convictos que o resultado será muito favorável para nós”, afirmou
Pochmann. Ele votou às 8h54, ao lado da mulher, do filho e da vice, Adriana Flosi (PSD).
“A pesquisa nos anima, mas vou esperar o resultado oficial. A grande pesquisa é a do dia de hoje”, afirmou Jonas, que votou às 9h50, ao lado da mulher, das duas filhas e do vice, Henrique Magalhães Teixeira (PSDB). Ele ressaltou que o eleitor em Campinas tem a “tradição” de definir o voto na reta final”. “Essa última semana foi definitiva para que nós pudéssemos estabilizar os nossos votos e crescer um pouco.”
Estratégia
Elevada à cidade estratégia no cenário político nacional, por servir como prévia para a disputa de 2014, os eleitores de Campinas vão testar nas urnas o PSB, partido que mais cresceu nessas eleições, coligado com o PSDB.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente Dilma Rousseff se envolveram diretamente na eleição local pelo PT. Do lado adversário, o apoio veio do presidente nacional do PSB e governador de Pernambuco, Eduardo Campos, do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e do senador Aécio Neves (PSDB-MG) – três nomes que terão papel de destaque na disputa de 2014.
“Já recebi hoje de manhã do presidente do PSB e do vice-presidente nacional (Roberto Amaral) nos desejando sorte. Na última semana tivemos a presença de grandes figuras políticas do partido e de partidos aliados. Tudo tem um propósito. Ter esse segundo turno foi importante para que Campinas se inserisse no contexto do mapa político nacional”, afirmou Jonas, após votar. “Principalmente pela importância que meu partido e o partido adversário deram para a disputa eleitoral na cidade.”
Os dois candidatos evitaram falar como prefeito eleito, mas defenderam que se forem vitoriosos terão de mudar os rumos da política local. Para o candidato do PSB, o primeiro desafio será “fazer com que Campinas volte a ser conhecida no Brasil pelas coisas positivas que ela tem e não pelas coisas negativas que aconteceram na política”. A declaração é uma referência aos escândalos de corrupção na prefeitura, que terminaram com dois prefeitos cassados, 11 pessoas presas e 28 processadas por formação de quadrilha.
Pochmann defendeu a necessidade de modernização da máquina. “Nossa primeira decisão será o processo de modernização da administração pública, porque entendemos que a prefeitura é hoje um grande obstáculo para o desenvolvimento social e ambiental da cidade.”
Tags: Campinas, Eleições, prefeitos, PSB
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Julio Cesar Lima, especial para O Estado de S. Paulo
CURITIBA – O candidato a prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet (PDT), minimizou os resultados das pesquisas eleitorais divulgadas no sábado, 27, que o apontaram como favorito à disputa pela Prefeitura de Curitiba contra Ratinho Júnior (PSC). “Vou aguardar o resultado da eleição, não vou pensar em números, até como forma de conter qualquer ansiedade”, disse pela manhã, logo após votar na Unicuritiba, no bairro Rebouças.
Acompanhado pelo ministro Paulo Bernardo, das Comunicações, e Gleisi Hoffmann, ministra chefe da Casa Civil, principais apoiadores de sua campanha, Fruet creditou o favoritismo à migração de votos dos eleitores do prefeito Luciano Ducci (PSB), que tentava a reeleição e foi eliminado ainda no primeiro turno. “Acredito nisso (migração) pois os eleitores do prefeito têm um perfil muito parecido com os que votaram em mim”, afirmou.
O governador Beto Richa, que votou no Colégio Amâncio Moro, disse se manter neutro, mas confirmou a projeção de Fruet. “O meu eleitor está mais póximo de Fruet e isso percebia quando alguns amigos cometavam. O eleitor votou nas qualidades pessoais do candidato, não avaliando quem era o seu partido ou os seus apoiadores.”
Fruet, mesmo com o apoio do governo federal, não contou com visitas ou gravações de apoio da presidente Dilma Rousseff e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Nunca conversei com eles nesse período de campanha. Essa é uma campanha local e tentaram nacionalizar. Mas mantivemos sempre um diálogo mais próximo com a ministra Gleisi Hoffmann.”
Já a ministra Gleisi, que deve ser a candidata do PT ao governo estadual em 2014, não quis comentar seu futuro e disse que estaria voltada somente às eleições municipais. “A aliança foi feita para as eleições municipais”, limitou-se a dizer.
Em relação às eleições em Cascavel, Ponta Grossa e Maringá, onde o PT tem candidatos no segundo turno, Gleisi disse que o partido está fortalecido no âmbito estadual, mesmo que não vença em todas as disputas. “Avalio de forma positiva a atuação do PT no processo eleitoral do Paraná nesse pleito municipal. Chegar nessas três cidades no segundo turno já representou uma vitória política importante. Claro que isso nos dá uma grande responsabilidade com o Paraná, se ganhar as prefeituras, e se não ganhar nos dá uma responsabilidade política por ter cativado um número expressivo de eleitores”, concluiu.
Tags: Curitiba, Eleições, Fruet, ratinho junior
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Bruno Siffredi, de O Estado de S.Paulo
O tema da saúde dominou o debate entre os candidatos a vice-prefeito de São Paulo, promovido nesta quinta-feira, 25, pela TV Estadão. Nádia Campeão (PC do B), companheira de chapada de Fernando Haddad (PT), e Alexandre Schneider (PSD), da chapa de José Serra (PSDB), defenderam suas posições sobre o tema durante o encontro.
Os candidatos foram questionados pelo jornalista Daniel Bramatti, do jornal O Estado de S.Paulo, sobre a polêmica envolvendo os convênios da Prefeitura de São Paulo com entidades privadas na área da saúde. Primeiro a responder, Alexandre Schneider disse que seu partido já deixou claro sua posição favorável às Organizações Sociais na Saúde (OSs) e acusou o partido do candidato rival de manter posição pouco clara sobre o tema. Por sua vez, Nádia Campeão defendeu o Sistema Único de Saúde (SUS) como modelo a ser priorizado pela gestão caso seja eleita, mas destacou que não pretende acabar com as OSs.
Vices discutem a criação de creches em SP:
O debate foi dividido em três blocos e teve uma hora de duração. Os candidatos responderam às perguntas formuladas pelo moderador, Roberto Godoy, e por jornalistas do Grupo Estado.
Vice de Haddad diz que Serra não deveria ter atendido ao partido:
Sintonia. Os candidatos mostraram que também mantêm posições próximas sobre alguns temas. Ao responderem uma pergunta sobre a situação das calçadas na cidade, Alexandre Schneider e Nádia Campeão concordaram que a atual legislação precisa ser revista.
Schneider disse que a lei atual, que responsabiliza apenas o morador pela manutenção da calçada de sua casa, não funciona porque muitas pessoas não têm meios para manter o pavimento em ordem, principalmente na periferia. Nádia Campeão também defendeu a revisão da legislação e destacou que o fato de a população brasileira estar envelhecendo. Ela lembrou que as pessoas mais velhas estão entre as que mais sofrem com o calçamento de má qualidade.
Vices negam denúncias em secretarias que comandaram:
Conclusão. Em suas considerações finais, os dois candidatos mostraram confiança em relação à vitória eleitoral. Nádia Campeão observou que, no primeiro turno da eleição, a população de São Paulo deixou claro a sua preferência por candidaturas “de mudança”. Alexandre Schneider defendeu a gestão de Serra, que “fez muito por São Paulo”, e destacou o resultado da votação no primeiro turno, em que o tucano terminou em primeiro.
Veja como foi a cobertura minuto a minuto:
17h01 - Termina o debate entre os candidatos a vice-prefeito de São Paulo.
17h00 - Alexandre Schneider defende a gestão de José Serra, que “fez muito por São Paulo”. O candidato a vice destaca que a população de São Paulo já conhece o trabalho do tucano e diz acreditar que, por isso, ele deve ser eleito no próximo domingo.
16h59 - Nádia Campeão faz as suas considerações finais. Ela agradece a oportunidade para apresentar as suas propostas e afirma que a população de São Paulo deixou claro no primeiro turno a sua preferência por candidatos que defende mudanças na gestão. Para ela, São Paulo quer mudar de gestão e por isso deve eleger o candidato petista Fernando Haddad.
16h57 - Schneider diz que a acusação sobre a compra de uniformes é mentirosa. Ele afirma que está até processando um veículo que repercutiu a informação. O candidato a vice diz que sua gestão recebeu muito menos processos do que a gestão do PT em São Paulo.
16h55 - Nádia Campeão, ao comentar a resposta, ressalta que essa é uma oportunidade para o rival explicar os processos e as acusações contra sua gestão. Ela cita a acusação de formação de cartel na compra de uniformes.
16h54 - Alexandre Schneider afirma que acredita que sua gestão na Secretaria de Educação teve ótimos resultados. Ele destaca a implementação de projetos nas escolas públicas durante o seu período à frente da pasta.
16h53 - Nadia Campeão diz que prefere falar sobre sua gestão. Ela destaca os feitos à frente da Secretaria de Esportes no governo de Marta Suplicy e diz nunca foi alvo de nenhum processo. Campeão ressalta que, para ela, isso é motivo de orgulho.
16h50 - Pergunta que abre o terceiro e último bloco refere-se a denúncias. O mediador questiona como cada um dos candidatos avaliam a gestão do outro.
16h48 - Nádia Campeão concorda e diz que também defende a revisão da atual legislação para fazer com que a Prefeitura tenha maior controle sobre a situação das calçadas. Ela destaca o fato que a população brasileira está envelhecendo e que pessoas mais velhas, assim como deficientes físicos e visuais, estão entre as que mais sofrem com a falta de qualidade no calçamento em São Paulo.
16h45 - Schneider afirma que a atual lei, que responsabiliza apenas os moradores pela manutenção da calçada na frente de sua casa, deve ser revisto, principalmente nas periferias. Ele diz que muitas pessoas não tem meios para manter as calçadas em ordem e isso é um problema para todos os cidadãos.
16h44 - Agora, os candidatos respondem uma pergunta sobre a situação das calçadas em São Paulo.
16h41 - Ao comentar a resposta, Alexandre Schneider afirma que a proposta sobre os leitos, na verdade, pretende garantir que convênios médicos paguem ao Estado quando pacientes conveniados usam os hospitais públicos.
16h40 - Nádia Campeão defende o Sistema Único de Saúde (SUS) e diz que esse é o modelo que ela considera mais próximo da visão do seu partido. A candidata a vice de Haddad nega que pretenda acabar com as OSs e diz que está preocupada com a proposta do partido rival de ceder 25% dos leitos do SUS para a iniciativa privada.
16h37 - Alexandre Schneider afirma que seu partido já deixou claro que quer manter as OSs, sistema de parceria com hospitais particulares. Ele questiona o posicionamento do candidato rival.
16h35 - O jornalista Daniel Bramatti, do jornal O Estado de S.Paulo, faz uma pergunta para os candidatos sobre a área da Saúde. Ele cita a polêmica envolvendo o posicionamento dos candidatos sobre os convênios público-privados criados pela Prefeitura.
16h33 - Ao comentar a resposta, Schneider afirma que as iniciativas “devem ser combinadas” para solucionar os diversos problemas da cidade. Na tréplica, Nádia campeão destaca que áreas centrais com imóveis abandonados, como a “orla ferroviária”, devem entrar nos planos da Prefeitura.
16h31 - Nádia Campeão afirma que a cidade precisa retomar “em ritmo acelerado” a construção de novas moradias em São Paulo. Ela afirma que, em São Paulo, “muita gente vive com o bolsa-aluguel” e que isso precisa mudar. Ela também cita moradores de áreas de risco como exemplo de quem deveria ser contemplado pela iniciativa.
16h29 - O mediador faz uma pergunta sobre a situação das favelas em São Paulo. O primeiro a responder é Alexandre Schneider. Ele afirma que São Paulo é uma cidade com bom orçamento, mas muitos problemas. Ele diz que a gestão atual implementou o maior programa de urbanização de favelas na cidade.
16h25 - Alexandre Schneider afirma que a decisão de José Serra de deixar a prefeitura para se candidatar ao governo do Estado foi aprovada pela população de São Paulo. Ele destaca a vitória eleitoral na disputa pelo governo estadual e a vitória de Kassab na Prefeitura, contra a atual ministra da Cultura, Marta Suplicy.
16h24 - Nádia Campeão garante que o candidato do PT ficará os quatro anos no cargo. Ela afirma que o projeto de sua chapa não é usar a cidade para alcançar outros cargos.
16h22 - O mediador apresenta uma pergunta enviada por um internauta. Ele pergunta se os candidatos Serra e Haddad vão deixar a prefeitura para concorrer a outros cargos em 2014.
16h18 - O candidato a vice da chapa de José Serra, Alexandre Schneider, disse que as questões devem ter o mesmo peso para os eleitor paulistanos. Ele admite a existência de problemas na cidade, mas diz que a questão ética também é importante.
16h12 - A candidata a vice de Haddad, Nádia Campeão, afirma que para ela, é impossível que as questões nacionais, como o tema da corrupção, não sejam relevantes durante a eleição para prefeito. Ela diz acreditar, no entanto, que os temas da cidade são os que têm maior importância para os eleitores.
16h10 - Começa o debate. A primeira pergunta é do moderador. Ele pergunta o que, para os candidatos, vai definir a escolha dos eleitores no domingo: as questões administrativas ou as questões relacionadas à ética.
15h59 – Candidatos a vice já estão no estúdio da TV Estadão.
Tags: Alexandre Schneider, debate vices, Eleições, Fernando Haddad, José Serra, Nádia Campeão
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Wilson Tosta, especial para o Estado
BELO HORIZONTE – Marcado pela frieza com que enfrentou a campanha eleitoral de 2012, quando evitou responder a ataques dos adversários, o prefeito Marcio Lacerda (PSB), candidato à reeleição, revelou neste domingo, 7, que não será tão “bonzinho” em um eventual segundo turno.
Marcado pela frieza com que enfrentou a campanha eleitoral de 2012, quando evitou responder a ataques dos adversários, o prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB), candidato à reeleição, revelou neste domingo, 7, que não será tão “bonzinho” em um eventual segundo turno.
Embora disse acreditar na vitória no primeiro turno, o prefeito, que tem o apoio do senador Aécio Neves (PSDB-MG), avisou que, caso precise disputar nova rodada da eleição, irá para o ataque contra o adversário, o ex-prefeito Patrus Ananias (PT). Lacerda acusou a campanha do petista de “desconstruir sua imagem” no primeiro turno.
“Se houver segundo turno, não sei como é que vai ser. Naturalmente não seremos tão bonzinhos como fomos no primeiro”, disse Lacerda depois de votar na 111ª Seção da 33ª zona eleitoral, da Escola Estadual Governador Milton Campos, em Lourdes, acompanhado de Aécio e do governador Antonio Anastasia (PSDB).
Na véspera, pesquisas apontaram resultados diferentes para a eleição belo-horizontina: para o Ibope, o prefeito venceria (55% a 40% dos votos válidos), mas o DataFolha mostrou possibilidade de segundo turno (50% a 43%). O aviso do prefeito indica que a campanha poderá se tornar mais polarizada, se houver nova rodada de votação.
Lacerda recordou que na campanha municipal passada enfrentou situação semelhante. “Em 2008, tivemos segundo turno e foi completamente diferente do primeiro”, contou o prefeito, que já foi chamado pelo ex-presidente Lula de “homem de coração de gelo”. “No primeiro turno, todos os candidatos estava contra mim, o principal adversário fazia papel de bonzinho e eu era muito atacado nas redes sociais. E a gente praticamente não reagiu, não respondeu às acusações, ficou numa postura mais olímpica. Isso nos prejudicou”, recorda o socialista a respeito da eleição municipal passada.
Lacerda contou que mudou a estratégia na ocasião. “Apareci mais, fomos também para o ataque e mudamos uma situação desfavorável para uma situação muito favorável.” Ele negou, porém, que sua campanha vá ser agressiva num eventual segundo turno. De acordo com ele, pesquisas demonstram que os eleitores da capital mineira rejeitam essa postura.
“A população de Belo Horizonte não gosta de ataques”, revelou. “As nossas pesquisas, os nossos grupos qualitativos, mostraram isso com muita clareza. Os grupos qualitativos reagem imediatamente quando há um ataque pessoal. Isso não ganha eleição. O que estou dizendo é que os ataques diretos ao candidato não foram respondidos adequadamente, tal como no primeiro turno em 2008″, analisa o prefeito.
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Wilson Tosta, especial para o Estado
BELO HORIZONTE – Um dos protagonistas do processo de nacionalização da campanha eleitoral na capital mineira, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) procurou desvincular o resultado da eleição local da política nacional e de uma eventual candidatura sua à Presidência em 2014.
Apoiador da reeleição do prefeito Marcio Lacerda (PSB), em oposição ao ex-prefeito Patrus Ananias (PT), candidato da presidente Dilma Rousseff, o parlamentar ressaltou neste domingo, 7, o caráter municipal da disputa em entrevista após votar. Na véspera, uma pesquisa do Ibope apontou a reeleição do socialista, com 55% dos votos válidos contra 40% do petista, mas outra sondagem, do DataFolha, apontou apenas 50% para o concorrente do PSB, contra 43% do oponente, o que indica a possibilidade de realização de segundo turno e seria uma derrota para o senador. Em tom moderado, porém, ele destacou que “estamos em 2012″.
“Todos aqui, ou pelo menos a grande maioria, somos mineiros. E eu digo sempre: mineiro não coloca o carro na frente dos bois. Estamos em 2012. Vamos ter uma extraordinária vitória do PSDB em Minas Gerais, o PSDB e seus aliados, entre os quais, obviamente, aqui o PSB participa com destaque”, declarou Aécio, após votar na Escola Estadual Governador Milton Campos, na mesma seção que Lacerda, a 111ª da 33ª Zona Eleitoral, no bairro Lourdes.
Bem-humorado, o senador não repetiu os ataques que fizera a Dilma, a quem, inicialmente, acusara de ser uma “estrangeira” que estaria se intrometendo indevidamente na campanha da cidade – a presidente, depois de deixar a prisão política, em 1973, radicou-se no Rio Grande do Sul.
Na quarta-feira, em comício de Patrus, a presidente reafirmou sua condição de belo-horizontina, disse que em sua “veia corre o sangue de Minas Gerais” e afirmou que deixou a cidade por ser perseguida politicamente, não para ir à praia, em clara alusão às constantes viagens de Aécio ao Rio de Janeiro.
Na sexta, o senador voltou a atacar a presidente, acusando-a de prejudicar Minas e perguntando, em tom de ironia, ter curiosidade de saber onde votaria a “mineira Dilma Rousseff”, cujo domicílio eleitoral fica em Porto Alegre. No sábado, porém, o senador afirmou ter “respeito pessoal” pela presidente e disse que só respondera àquilo que achara impróprio no discurso de Dilma.
O governador Antonio Anastasia (PSDB), que acompanhou Lacerda e Aécio na votação, avaliou que os partidos ligados à base do governo de Minas Gerais elegeriam o prefeito em 85% a 90% dos 853 municípios do Estado. “Acredito firmemente na vitória do prefeito Marcio Lacerda no primeiro turno”, declarou.
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Clarissa Thomé, de O Estado de S. Paulo
RIO – O desembargador Luiz Zveiter, presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), informou que cerca de 500 pessoas foram presas por fazer boca de urna no Estado durante este domingo, 7. Entre os presos havia candidatos a vereador do Rio, Magé, Campos e Paty do Alferes.
Zveiter disse que, como boca de urna é crime de menor potencial ofensivo, não prejudica o candidato caso seja eleito. “Fica o mal exemplo”, disse o juiz.
Zveiter informou ainda que algumas pessoas foram presas tentando burlar a regra que proíbe que o eleitor leve para a cabina celulares, rádios, câmeras e qualquer equipamento que possa comprometer o sigilo do voto. “Eles se esmeram, se superam. Em Magé, um cidadão estava com uma chave de veículo que tinha uma filmadora na ponta. Ele foi preso e o aparelho será periciado”.
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