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O Supremo Tribunal Federal (STF) comunicou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a decisão tomada na quarta-feira, 19, determinando a diplomação e a posse do ex-governador da Paraíba Cássio Cunha Lima (PSDB) no Senado Federal. Agora, o TSE deverá comunicar a decisão ao TRE da Paraíba, que deverá então marcar a diplomação de Cunha Lima.

Cunha Lima recebeu 1.004.183 votos na eleição para o Senado na Paraíba nas eleições gerais de 2010. No entanto, o TSE manteve, no dia 18 de novembro de 2010, o indeferimento de seu registro de candidatura por considerar Cunha Lima inelegível com base Lei da Ficha Limpa – ele havia sido condenado por abuso de poder político e econômico, além de uso indevido dos meios de comunicação durante a campanha eleitoral de 2006, quando disputou a reeleição a governador. Quem assumiu em seu lugar foi o terceiro colocado na disputa, José Wilson Santiago (PMDB).

Com a invalidação da Lei da Ficha Limpa pelo mesmo STF, em março deste ano, Cunha Lima pôde recuperar seu cargo.

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O ministro da Defesa, Nelson Jobim, declarou ter votado no candidato tucano José Serra nas eleições presidenciais de 2010. A escolha não interfere, segundo ele, nas relações com a presidente Dilma Rousseff. “Não se toca no assunto”, afirmou em entrevista à Folha de S.Paulo.

 

 

A afinidade política de Jobim com o PSDB já era conhecida e sua opção nas eleições de 2010, afirmou, era de conhecimento de Dilma. “Não costumo fazer dissimulações, então não tenho dificuldades”, disse. Na entrevista, o ministro afirmou ainda que, caso Serra tivesse vencido as eleições, a condução da atual crise do Ministério dos Transportes teria sido a mesma de Dilma.

Jobim falou novamente sobre a polêmica frase dita em cerimônia de homenagem aos 80 do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso [tolerar idiotas], no começo do mês. Segundo ele, a declaração foi interpretada de forma equivocada pela imprensa e Dilma “até riu” do episódio.

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Carol Pires, de Brasília

Atualizado às 14h49

Em reunião esvaziada – a primeira depois da eleição na qual José Serra foi derrotado por Dilma Rousseff (PT) na corrida pela presidência da República -  o PSDB decidiu que é preciso reorganizar o partido e movimentar as bases eleitorais. A meta do partido é chegar à eleição municipal de 2012 com o candidato à eleição presidencial de 2014 escolhido.

“É salutar que o em 2012 nosso candidato de 2014 já circule o país”, resumiu o deputado federal reeleito Bruno Araújo (PE), ao deixar reunião da Executiva Nacional do partido, nesta quinta-feira, em Brasília.

A primeira ação do partido será atualizar o cadastro de filiados. O PSDB calcula ter registrado 230 mil filiados, mas a cúpula admite que esta militância não está ativa. “Queremos montar o partido em todos os municípios do Brasil”, afirma o Luiz Paulo Veloso Lucas, presidente do Instituto Teotônio Vilela.

O objetivo é ter esse cadastro refeito e conseguir novos filiados até março, quando haverá eleição para os diretórios municipais. A eleição deve ocorrer até 20 daquele mês. As eleições dos diretórios regionais e nacional também já estão agendadas. Os Estados farão a escolha dos novos dirigentes até 17 de abril, e a eleição do presidente do partido será até 29 de maio.

No entanto, a maioria dos tucanos que participou da reunião da Executiva Nacional nesta quinta-feira fala em reconduzir ao cargo atual presidente, senador Sérgio Guerra (PE). “Ele tem o respeito de todo o partido”, afirma Bruno Araújo.

Nova rodada de reuniões

A reunião da Executiva Nacional do PSDB ficou esvaziada, e apenas dois governadores eleitos viajaram a Brasília – Teotônio Vilela, de Alagoas, e Anchieta Júnior, de Roraima. O senador eleito Aécio Neves, continua em viagem, e os líderes do partido no Senado, Arthur Virgílio (AM) e Álvaro Dias (PR) não participaram do encontro por problemas de saúde.

Nas próximas semanas, haverá duas novas reuniões do partido. A primeira está sendo organizada pelo governador eleito Teotônio Vilela. Ele quer reunir todos os governadores eleitos pelo PSDB na próxima sexta-feira, em Maceió. “Se ainda tiver alguém viajando, vou esperar”, pondera.

Uma das pautas do encontro entre os governadores será o posicionamento do partido em relação à recriação de um imposto para financiar investimentos em saúde. Teotônio Vilela admite que a recriação de um imposto nos moldes da extinta CPMF seria vantajosa para os investimentos em saúde em Alagoas, mas pondera que seria “uma incoerência” do partido defender a criação de um novo tributo enquanto a campanha tucana teve como bandeira a redução da carga tributária.

Caberá ao líder do PSDB na Câmara dos Deputados, João Almeida (BA), organizar uma segunda reunião, entre as bancadas antigas e novas de deputados e senadores do partido. O encontro está sendo organizado para a primeira semana de dezembro.

Saldo da eleição

Após cerca de duas horas de reunião, a cúpula tucana evitou fazer um balanço crítico sobre o desempenho do PSDB na campanha. O presidente da legenda, Sérgio Guerra, avaliou que, apesar de o partido ter eleito um número menor de parlamentares em comparação com a eleição passada, a qualidade da bancada continua forte. “Perdemos o Arthur Virgílio [AM], mas ganhamos o Aécio Neves [MG]“, emenda Márcio Fortes, secretário do partido.

Sérgio Guerra garante que, apesar do enxugamento da oposição, o partido manterá um posicionamento firme durante o governo da presidente eleita Dilma Rousseff. “A oposição perdeu vagas no Congresso e terá de ser mais combativa do que foi. E não nos faltará vozes para isso”.

O presidente informou ainda que, dos R$ 140 milhões gastos na campanha de José Serra à presidência, o PSDB conseguiu arrecadar pouco mais de R$ 130 milhões. Pouco menos de R$ 10 milhões em dívidas ficaram para o partido.

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Flávia Tavares

A organização Safernet, que recebe denúncias sobre violações contra os direitos humanos na internet, apresentou ao Ministério Público Federal (MPF) uma lista de 1.037 internautas sociais acusados de praticar, entre 31 de outubro e 4 de novembro, racismo e apologia a crimes contra a vida.

A onda de manifestações de ódio contra nordestinos foi desencadeada pela estudante Mayara Petruso – só contra ela a entidade recebeu mais de 800 denúncias. “Ao todo, foram 10 mil, mas muitas eram repetidas. Filtramos e chegamos aos 1.037 perfis”, explica Thiago Tavares, diretor presidente da Safernet.

Segundo Tavares, foram apresentadas as páginas dos usuários e, portanto, ainda não foram apuradas suas identidades reais. “Essa apuração ficará a cargo do MPF, se aceitar a denúncia.” A entidade espera agora uma posição da Justiça. Tavares explica que as manifestações se propagam porque há uma certeza de impunidade na web. “Por isso, esperamos algum tipo de punição, não só para Mayara.”

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O mesário que trabalhava na seção em que Dilma Roussef votou no último domingo, 31, roubou a cena da candidata. Ele permaneceu o tempo todo em pé, equanto repórteres e fotógrafos pediam aos berros para que ele saísse. O mesário ainda abraçou a então candidata a presidente. O vídeo virou um hit na internet. Às 21h44 desta quarta-feira, 3, quase 70 mil pessoas já haviam visto no link que está neste post – além de outros tantos que viram em outras páginas do YouTube.

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Jair Stangler

A vitória de Dilma Rousseff (PT) no segundo turno das eleições presidenciais deste domingo, 31, estampa as capas de diversos jornais pelo Brasil e pelo mundo. O site ‘Newseum’, uma espécie de museu virtual do jornalismo, permite que se tenha acesso a muitas dessas capas.

Na seção América do Sul, por exemplo, a maioria das capas é para a vitória de Dilma – o que não acontece em outras regiões.

O jornal ‘Clarín’, um dos principais da Argentina, manchetou que “‘También en Brasil una mujer llegó a la Presidencia”. Na mesma página, aparece a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, retornando a Buenos Aires para retomar suas atividades após cumprir período de luto pela morte de seu marido, o ex-presidente Néstor Kirchner. A vitória de Dilma também é destaque de outros jornais do País, bem como o ineditismo de ter o Brasil uma mulher na Presidência. O “Hoy”, do Equador, manchetou: “Dilma, la 12ª presidenta de America”.

A página também traz capas de muitos jornais brasileiros, inclusive a capa de ‘O Estado de S.Paulo’, que destacou a importância do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que Dilma chegasse à vitória (“A vitória de Lula”) . O ‘Jornal da Tarde’, também do Grupo Estado, brincou com um dos jargões mais populares do presidente Lula para destacar que esta é a primeira vez que uma mulher alcança a Presidência da República no País: “Nunca antes”.

Jornais de Estados que tiveram segundo turno destacaram também o vitorioso no Estado, como no caso do Diário do Pará, que deu manchete para a vitória do tucano Simão Jatene ao governo do Estado, e de Dilma na briga pelo Planalto.

A manchete de ‘O Estado de Minas’ faz menção à origem mineira da presidente, “Mineira será a primeira presidente”. Os gaúchos também reivindicam a “nacionalidade” de Dilma. O jornal ‘O Pioneiro’, de Caxias do Sul, manchetou: “Gaúcha por adoção é eleita presidente”. Para “O Diário de Santa Maria”, “Gaúcha de coração faz história”.

 

A eleição da primeira mulher também ganha destaque, em sua forma mais óbvia, o “Super Notícia” de Belo Horizonte: “O Brasil elege a 1º mulher presidente”, até formas mais brincalhonas, como Acabou o clube do bolinha, do jornal “Extra, do Rio, ou “Brasil cor-de-rosa”, do Diário do Grande ABC, de Santo André.

Clique aqui para ver outras capas destacando a vitória de Dilma.

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Com informações de Eduardo Reina

O ex-ministro chefe da Casa Civil e atual dirigente do PT, José Dirceu, negou nesta segunda-feira, 1º, na gravação do programa Roda Viva, da TV Cultura, que atue como lobista e defendeu sua atuação como consultor. “No Brasil, lobista tem característica de tráfego de influência, é pejorativo, quase criminoso. Não ganho a vida ilegalmente. Todo mundo sabe onde moro, em que trabalho. Sou advogado e consultor. Eu devo contas à Receita Federal e não a ninguém aqui”.

Para José Dirceu, campanha eleitoral foi a mais suja até hoje

Dirceu chegou a se exaltar sobre a questão: “Vou repetir, lobby para o espectador significa outra coisa. Eu exerço a minha profissão. Durante esses anos todos passei por uma pressão enorme, conseguiram me tirar da vida pública, da política. Agora, quando ganho dinheiro como advogado e consultor, todo mundo vem falar que sou lobista? isso não dá, não!”

 Acusado de formação de quadrilha e corrupção no escândalo do mensalão, Dirceu afirma que foi massacrado e injustiçado. “Durante esses anos todos, houve uma pressão neste País para me tirarem da vida política, da vida pública. E o PSDB conseguiu. Quem lê meu processo vê que lá não existe nenhuma acusação sobre mim. Não posso aceitar o que o José Serra fez comigo, ele me linchou. Eu tenho biografia e não folha corrida. Estou cumprindo pena e eu não aceito isso. Eu não tenho foro privilegiado, eu fui injustiçado pela minha própria história dentro do PT. Sou inocente! “  

‘Não posso, não devo e não quero’

Dirceu, que atuou nos bastidores da campanha de Dilma, disse que não terá cargo algum no governo da nova presidente do Brasil. “Não posso, não devo e não quero. Não terei participação direta no governo de Dilma. Tenho que primeiro prestar contas na Justiça, estou sendo acusado de chefe de quadrinha e corrupção, não é pouca coisa”.

Questionado sobre o que achou sobre o discurso feito pelo candidato derrotado do PSDB, José Serra, o ex – ministro disse que considerou o tucano”pequeno”. “O Serra me surpreendeu com a agressividade dele. Ele já se colocou como primeiro da oposição no Brasil e eu nem sei se ele terá credenciais para isso. Foi totalmente indelicado com o seu próprio partido e também com a vitória da Dilma”, disse.

O ex-ministro da Casa Civil reconhece que a oposição no Brasil mostrou que tem força e ele não a subestima. “A oposição elegeu muitos governadores, eles têm força, sim. O Serra ainda tem muito o que fazer, e admito que ele lutou até o final de sua campanha, tem o seu valor. Nosso País tem rumo e a Dilma terá condições de governar muito bem e a oposição terá um papel importante. Não existe governo sem oposição”.

Dirceu afirmou ainda que a prioridade do primeiro ano de mandato da presidente eleita Dilma Rousseff (PT) será implementar as reformas política, administrativa e tributária. Para isso, contará com a “enorme colaboração” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Nesse primeiro ano, ela precisa se esforçar muito para fazer muito para fazer essas reformas”, disse.

O controle social da mídia foi outro assunto levantado, e que José Dirceu colocou sua posição: “O que existe é uma regulamentação na mídia como, por exemplo, o código de ética do jornalista. Em Portugal isso existe, na França também. Ao meu ver, o audiovisual tem que ter um regulador, sim. Muitos países tem regulamentação que protege o jornalismo político, por exemplo. Agora, não é censura política. Isso é um absurdo!”.

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Tânia Monteiro e Karla Mendes, de Brasília

Depois da vitória, a presidente eleita Dilma Rousseff reuniu-se no domingo, 31, à noite por mais de uma hora com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio da Alvorada. Lula evitou manifestações públicas depois da proclamação do resultado sob a alegação de que “o dia é dela”.

Logo após a chegada de Dilma, por volta das 22h40, vários governadores de partidos aliados se juntaram à comemoração, provocando um congestionamento na entrada da residência oficial do presidente. Também participaram da comemoração o vice-presidente eleito, Michel Temer, o presidente do Senado, José Sarney e vários ministros, entre eles Paulo Bernardo (Planejamento), Celso Amorim (Relações Exteriores) e Orlando Silva (Esportes).

Junto à entrada do Alvorada, vários militantes se aglomeraram, com camisas, bandeiras, buzinas e apitos, gritando: “Dilma! Dilma”. Quando Celso Amorim chegou, os militantes perguntaram até se o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, havia telefonado para Dilma, para cumprimentá-la. O ministro respondeu que não sabia.

Com tantas autoridades querendo participar da “festa privê”, nomes como os deputados do PC do B, Ignácio Arruda, Renato Rabelo, Vanessa Grazziotin tiveram de esperar cerca de 30 minutos para ter autorização para entrar no Alvorada.

Por conta da demora da autorização para entrar, os carros desses deputados fecharam a entrada, impedindo que outros veículos prosseguissem. O ministro Paulo Bernardo, irritado com a demora, desceu do carro e teve que andar pelo menos 300 metros até a entrada da residência oficial, junto com sua mulher, senadora Gleise Helena Hoffman e os assessores especiais Marco Aurélio Garcia e Clara Ant. Por volta de 00h10, Dilma deixou o Alvorada.

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Denise Madueño, de Brasília

Derrotado na disputa pela Presidência da República e com bancadas parlamentares menores na Câmara e no Senado, o PSDB reagiu nos Estados e elegeu o maior número de governadores, oito, e comandará os maiores colégios eleitorais do País. Com os dois governadores eleitos pelo DEM no primeiro turno, a oposição estará à frente em dez Estados.

O resultado final das eleições mostrou que a estratégia do PSB de sacrificar a candidatura presidencial do deputado Ciro Gomes (PSB-CE) para investir no crescimento do partido deu certo. Dos 27 governadores, seis são do PSB, número maior do que elegeu o PMDB, cinco, partido tradicionalmente forte nos Estados. Dos 27 governadores, 13 foram reeleitos. Eles estão no mandato desde 2006 ou assumiram o cargo neste ano com a renúncia dos titulares.

Veja a seguir o mapa dos partidos no País a partir de 1º de janeiro de 2011:

PSDB: 8 governadores.

Geraldo Alckmin (SP), Antonio Anastasia (MG), Beto Richa (PR), Siqueira Campos (TO), no primeiro turno. Marconi Perillo (GO), Simão Jatene (PA), Teotônio Vilela (AL) e José de Anchieta Júnior (RR), no segundo turno.

PSB: 6 governadores.

Eduardo Campos (PE), Renato Casagrande (ES), Cid Gomes (CE), no primeiro turno, Ricardo Coutinho (PB), Camilo Capiberibe (AP) e Wilson Martins (PI), no segundo turno.

PMDB: 5 governadores.

Sérgio Cabral (RJ), Silval Barbosa (MT), André Puccinelli (MS), Roseana Sarney (MA), no primeiro turno, e Confucio Moura, no segundo.

PT: 5 governadores.

Tarso Genro (RS), Jaques Wagner (BA), Marcelo Déda (SE), Tião Viana (AC), no primeiro turno, e Agnelo Queiroz (DF), no segundo.

DEM: 2 governadores.

Raimundo Colombo (SC) e Rosalba Ciarlini (RN), no primeiro turno.

PMN:
Omar Aziz (AM), no primeiro turno.

Foram reeleitos: Jaques Wagner (PT-BA), Cid Gomes (PSB-CE), Roseana Sarney (PMDB-MA), André Puccinelli (PMDB-MS), Eduardo Campos (PSB-PE), Sérgio Cabral (PMDB-RJ), Marcelo Déda (PT-SE), José de Anchieta Júnior (PSDB-RR), Teotônio Vilela (PSDB-AL), Omar Aziz (PMN-AM), Silval Barbosa (PMDB-MT), Antonio Anastasia (PSDB-MG), Wilson Martins (PSB-PI).

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01.novembro.2010 02:02:10

Gostosas para Dilma

Jair Stangler


Erica Gonsales, em auto-retrato

A presidente eleita do Brasil, Dilma Rousseff (PT), ganhou, na reta final da campanha, um apoio curioso no Facebook. Um grupo de amigos resolveu criar uma comunidade no Facebook apoiando a então candidata. Até aí, nada demais. O Facebook tem inúmeras comunidades pró e contra ela ou José Serra, do PSDB. Mas a comunidade ‘Gostosas para Dilma’ tem um apelo diferente. A começar pelo próprio nome, diga-se.

A comunidade foi idealizada por Erica Gonsales, que é modelo e fotógrafa. Seu namorado, André Maleronka, editor da revista Vice, havia sugerido a ela a foto que ilustra esse post – e que também está na comunidade. A própria Erica fez a foto e também fez outras imagens suas que estão na comunidade, que também foi ideia de Erica. Seus amigos, Autumn Sonnichsen e André Carvalho, fotógrafos, são autores de outras fotos da comunidade, que também é aberta a fotos de outras pessoas. As modelos das fotos são amigas, a própria Erica e pessoas que estão mandando as fotos.

Carvalho conta que a ideia surgiu quando o grupo se encontrava em um bar, todos com algum adesivo pró Dilma. “Na hora que a gente estava saindo, uma menina falou: ‘Nossa, um bando de petistas’”, relata. Segundo ele, houve alguma discussão e as meninas diziam “Essa mina é feia. A gente que é gostosa vota na Dilma”. 

Carvalho diz que o objetivo é fazer propaganda pró Dilma com “um pouco de humor, brincadeira”. E todo mundo gosta de ver uma mulher gostosa. Pessoal de esquerda querendo apoiar a candidata. Você não tem como mostrar o perfume”, acrescenta. “A gente pensou: a gente tem um bando de amigas gostosas, vamos fotografar”, conclui. Ele conta ainda que as pessoas estão aderindo e que há contribuições espontâneas. “Se alguém votar na Dilma por isso, acho ótimo”, disse ainda – a entrevista foi feita antes da eleição. 

Erica explicou a ideia como uma reação ao que chamou de “campanha violenta, para ir contra essas discussões mais caretas e violentas”, explicou. 

Lista de pretendentes

A criação da comunidade, no sábado, 23 de outubro, antecedeu em alguns dias uma declaração de Serra, em Minas Gerais, para que as “meninas bonitas” o ajudassem a conquistar votos. “Se é menina bonita, tem que ganhar 15 [votos]. É muito simples: faz a lista de pretendentes e manda e-mail dizendo que vai ter mais chance quem votar no 45″, disse o candidato na ocasião.

“Eu vejo que ele está tentando usar uma influencia, um pouco em cima dessa ideia de que a mulher manda nos caras. As mineiras tem uma fama de mulher forte”, diz Carvalho.

Erica classificou a declaração de Serra como “infeliz”. “Só de dar essa ideia, desabona o cara. Acho que ele enlouqueceu. Ou deram uma ideia e quando ele foi expressar essa ele só mostrou como ele realmente é”, disse.

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