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Atualizado às 22h20

Bruno Boghossian, do estadão.com.br

Depois de conquistar a vaga de vice na chapa de José Serra (PSDB) na disputa pela Prefeitura de São Paulo, o PSD do prefeito Gilberto Kassab ganhou peso também na coligação de vereadores liderada pelos tucanos. O “chapão” que deve ser protocolado na Justiça Eleitoral nesta quinta-feira, 5, o PSDB ficou com 29 vagas entre os homens, o PSD tem direito a 22, o PR levará 14 às urnas e o DEM 12.

Kassab ganhou peso na coligação depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) concedeu uma fatia maior de tempo na propaganda eleitoral na TV ao PSD, na semana passada. Desde então, o prefeito passou a pressionar o PSDB para conseguir mais espaço para seus candidatos à Câmara Municipal. Como resultado, conseguiu que o PSDB abrisse mão de quatro vagas: duas ficaram com o PSD e duas foram para o PR, aliado de Kassab.

Parte do comando tucano nega que tenha respondido a pressões do prefeito e alegam que o PSD só ganhou espaço porque pré-candidatos do PSDB desistiram de disputar a eleição ou tinham um potencial de votos baixo demais.

Levando em consideração também o número de mulheres – que devem compor 1/3 da chapa, segundo a legislação eleitoral – o PSD se iguala ao PSDB: cada um vai lançar 37 nomes. O PR deve ter 20 e o DEM, 16. A chapa completa deve ser confirmada nesta sexta-feira.

Numerologia. Disputado entre os tucanos cotados para “puxar votos” para o partido, o número 45.000 na urna eletrônica ficará com Mário Covas Neto, filho do ex-governador Mário Covas. Ele venceu, em um sorteio, o direito de usar o código. Quem também queria a marca era o ex-secretário de Cultura, Andrea Matarazzo, que agora será inscrito sob o número 45.450.

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estadão.com.br

SÃO PAULO – O Democratas (DEM) oficializa nesta quinta-feira, 17, seu apoio à candidatura de José Serra ao cargo de prefeito de São Paulo. O evento ocorrerá no Clube Homs, na Avenida Paulista.

O acordo foi selado na semana passada, depois que os tucanos garantiram seu apoio ao democrata ACM Neto na eleição de Salvador. Na costura final da aliança, o DEM concordou em não impor barreiras à escolha do vice na chapa de Serra. O partido disputa com o PSD a indicação de um nome para a vaga.

O evento terá a presença do presidente nacional do Democratas, senador José Agripino Maia, do presidente estadual, deputado Jorge Tadeu Mudalen e do presidente municipal, Alexandre de Moraes. Rodrigo Garcia, que se colocava como pré-candidato do DEM até a formalização do apoio a Serra, também estará presente.

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estadão.com.br

SÃO PAULO – Cerca de 50 pré-candidatos a prefeito do Democratas (DEM) se reunirão em São Paulo nesta quinta-feira, 10, para um curso preparatório sobre como administrar campanhas e se relacionar com a mídia.

O chamariz do seminário, organizado em conjunto pelo DEM e a Fundação Liberdade e Cidadania, vinculada ao partido, são palestras com três especialistas norte-americanos: Lee Brener, diretor político da rede social Myspace, Jim Harff, presidente da empresa de relações públicas Global Communicators, e Gary Nordlinger, presidente da consultoria política Nordlinger Associates. As palestras vão tratar de uso de mídias sociais, relações com a mídia durante a disputa eleitoral e gestão de campanhas em cidades com programas de TV, entre outros temas.

Os principais pré-candidatos do partido estarão presentes no seminário, segundo a assessoria do DEM: ACM Neto, postulante à prefeitura de Salvador, Rodrigo Maia, que disputará a campanha no Rio de Janeiro, e Mendonça Filho, que prepara a campanha no Recife.

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Agência da Justiça Eleitoral

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manteve na sessão desta noite (25) a cassação de 2 minutos e 30 segundos no tempo de inserção nacional e a aplicação de multa de R$ 5 mil ao Democratas. Por maioria de votos, os ministros entenderam que o DEM desvirtuou a inserção nacional do partido divulgada em maio de 2010, para promover as pré-candidaturas do ex-governador de Minas Gerais Aécio Neves e de Antonio Anastasia, respectivamente, aos cargos de senador e governador.

A representação contra o partido foi apresentada pelo PT. Na avaliação da Corte, o teor da propaganda desrespeitou a legislação por fazer apologia aos candidatos. A regra determina, no entanto, que propaganda eleitoral gratuita deve ser, exclusivamente voltada aos programas partidários da sigla, à transmissão de mensagens de filiados, entre outros.

O ministro Marcelo Ribeiro não aplicou multa a Aécio Neves e a Antonio Anastasia por julgar que não há provas de que eles concordaram ou tiveram conhecimento prévio do uso de imagens suas na inserção nacional do Democratas. O ministro informou também que, na inserção, nenhum deles fala ou interage com o telespectador.

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Agência Brasil

O advogado do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO), Antônio Carlos de Almeida Castro, pedirá ao Supremo Tribunal Federal (STF), na segunda-feira, 9, a anulação das provas apresentadas pela Procuradoria-Geral da República contra o parlamentar. Demóstenes é acusado de participar de suposto esquema de exploração de jogos ilícitos comandado pelo empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.

O advogado argumentou que houve uma “usurpação da competência do STF” que não autorizou a Polícia Federal e o Ministério Público a realizar qualquer investigação contra o seu cliente. Desta forma, a linha de defesa do senador, nesse episódio, terá como base o argumento de que as provas foram obtidas ilicitamente.

Castro disse que existe “um bando de ilegalidades” no processo, a começar pelo fato de o parlamentar ter imunidade e só poder ser investigado a partir de uma autorização do Supremo Tribunal Federal. O advogado ressaltou que os autos apresentados pela Procuradoria-Geral da República mostram que a Polícia Federal, na Operação Monte Carlo, registrou mais de 300 telefonemas entre Demóstenes e Carlinhos Cachoeira, o que deixa claro que “não foram encontros fortuitos”.

Punição. O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Eunício Oliveira (PMDB-CE), reconheceu que há um desgaste político “enorme” e o destino do mandato dependerá de como o processo de cassação terá andamento no Conselho de Ética.

“A situação dele (Demóstenes) é difícil, complicada”, acrescentou o peemedebista. Ele acrescentou que “ter relações como uma pessoa (Carlos Cachoeira) que não é bem vista pela sociedade não é problema. O problema é o envolvimento com ele”.

O líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias (PR), procurou desvincular o caso de Demóstenes Torres das denúncias que começaram a aparecer de um suposto envolvimento do governador de Goiás, Marconi Perillo, do PSDB, no esquema comandado por Carlos Cacheira.

Dias disse que conversou com Perillo pela manhã e foi informado que Eliane Pinheiro pediu demissão do cargo na terça-feira à noite. Ele defendeu uma ampla investigação e ressaltou que, no caso de Marconi Perillo, ainda é cedo para se fazer qualquer avaliação uma vez que não teve conhecimento de todo o processo e dos anexos. “Em relação ao senador (Demóstenes) é diferente. Jorraram fatos sucessivamente, gravações e aí já há possibilidade de se ter uma avaliação” acrescentou o líder PSDB.

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Agência Brasil

BRASÍLIA – O presidente do Democratas, José Agripino Maia (RN), disse nesta terça-feira, 27, que o partido está incomodado com as denúncias publicadas na imprensa da participação do líder do DEM no Senado, Demóstenes Torres (GO), em um suposto esquema de corrupção comandado pelo empresário José Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Ele aguarda um possível pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) de abertura de ação contra o parlamentar no Supremo Tribunal Federal (STF). Só a partir daí, a legenda vai debater uma eventual abertura de processo de expulsão de Demóstenes Torres.

“A situação no partido é incomodante. A dúvida gera o incômodo”, frisou José Agripino. Para ele, se o Ministério Público tem elementos suficientes para pedir a abertura de processo no STF não tem cabimento a demora do procurador-geral Roberto Gurgel em definir o caso. Todas as investigações são resultado da Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, já encaminhadas à PGR. “Seria um demérito a Procuradoria-Geral da República não apresentar as gravações feitas”, completou. Ele acrescentou que é necessário o partido analisar a gravidade e a qualidade das denúncias para definir o caso.

O corregedor do Senado, Vital do Rêgo (PMDB-PB), enviou hoje pedido de informações ao Ministério Público para que a entidade encaminhe a ele as informações de um suposto envolvimento de Demóstenes no esquema de corrupção investigado pela operação Monte Carlo. Segundo ele, só depois disso, é possível definir se encaminha denúncia ao Conselho de Ética.

O líder do PT no Senado, Walter Pinheiro (BA), e os líderes do PDT, Acir Gurgacz (RO), e do PSB, Lídice da Mata (BA), encaminharam ofício hoje a Roberto Gurgel para que “preste os devidos esclarecimentos” sobre as providências adotadas, as que estão em curso e os próximos procedimentos que adotará no caso. Há oito dias, Pinheiro e outros senadores enviaram ao Ministério Público pedido de informações sobre as denúncias que envolvem supostamente Demóstenes Torres e que estão sob a tutela da Procuradoria-Geral da República.

Walter Pinheiro telefonou hoje pela manhã para Gurgel na tentativa de marcar um encontro. Segundo ele, o procurador-geral disse que não poderia agendar compromissos, porque participaria de um seminário durante todo o dia. “Estamos cobrando, por ofício, que ele [Roberto Gurgel] cumpra a função dele”.

O líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM), disse que é preciso evitar qualquer “politização” do assunto. Ele ressaltou que os dados investigados pela Polícia Federal estão no Ministério Público e, agora, cabe aguardar o encaminhamento que será dado por Roberto Gurgel.

A assessoria de Demóstenes Torres disse que ele não dará qualquer entrevista sobre o assunto. Ele tem evitado se pronunciar desde que as primeiras denúncias tornaram-se públicas há dez dias.

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estadão.com.br

Texto atualizado às 18h43

O envolvimento irregular entre o contraventor Carlos Augusto Ramos, conhecido como Carlinhos Cachoeira, e parlamentares, e que desencadeou em investigações da Polícia Federal resultou também numa troca de provocações entre deputados de Goiás, via Twitter. A discussão envolveu o deputado Armando Vergílio (PSD) e o deputado Ronaldo Caiado (DEM), após Caiado ter cobrado provas do Ministério Público e da Polícia Federal sobre a denúncia feita pela revista Veja de que Cachoeirinha financiava campanhas políticas com fundos vindos da exploração ilegal de jogos em Goiás, entre as quais a do senador Demóstenes Torres (DEM-GO).

‘Não se deixe levar pelas provocações dos desafetos q vc constrói com seu estilo ‘BOI SELVAGEM’ no comando do DEM’, disparou Vergílio.

Caiado deu como resposta: ‘Prefiro fazer política ao estilo boi selvagem que ao seu estilo boi de canga’, replicou ao se manifestar também contrário à instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), proposta pelo deputado Protógenes (PCdoB) exclusiva para o caso. Segundo Caiado, já existem provas e investigações suficientes do MP e da PF. ‘CPI é para algo novo, sem investigação, como a corrupção que toma conta dos ministérios. Por que não assinaram a CPI da Corrupção?’, tuitou.

Vergílio reagiu à discordância do colega e ironizou Caiado. ‘Porém sendo a CPI instalada me disponho a participar ativamente dela ativamente, e vc???’, escreveu.

‘Mostre q ñ tem canga. Faça parte da CPI. Quero te encontrar lá. Quem ñ deve, ñ teme, quem ñ teme ñ treme’, postou Vergílio.

O deputado do PSD ainda cobrou de Caiado ‘a verdadeira opinião’ que ele tinha sobre os deputados de sua sigla envolvidos no caso. O deputado do DEM disse que esperará para ver todos os documentos da operação antes de formular qualquer juízo de valor dos partidos. Vergílio rebateu, afirmando que fará também o juízo de todos, ‘especialmente daqueles que são (ou se consideram os paladinos da moralidade’, referindo-se aos correligionários de Caiado.

Mais tarde, o deputado do DEM voltou a tuitar sobre o caso, escrevendo que não poupará culpados do caso, independente de partido, cargo ou governo.

Registros revelam gravações feitas pela PF de diálogos entre o senador e Cachoeira, em que Demóstenes pediria o pagamento de uma despesa de táxi-aéreo de R$ 3 mil. Em outra gravação, o senador teria revelado ao empresário detalhes de reuniões reservadas da qual participou no Congresso.

O relatório, segundo a reportagem, foi enviado à Procuradoria Geral da República em 2009, mas não teve encaminhamento. O documento aponta o envolvimento de outros deputados.

Carlinhos Cachoeira foi preso no final de fevereiro na Operação Monte Carlo, deflagrada pela Polícia Federal e que levou cerca de 30 pessoas à prisão. Na semana passada, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, disse que vai analisar os diálogos. Nessa terça-feira, 20, o deputado Protógenes Queiroz (PC do B-SP) entregou pedido de instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a relação de parlamentares com o empresário.

 

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Gustavo Uribe, da  Agência Estado

Principal afetado pela criação do PSD, o DEM inicia agora um processo de renovação de suas diretrizes e bandeiras e já prepara uma ofensiva para recuperar os espaços perdidos com o avanço da sigla fundada pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab. Em São Paulo, o DEM tem dialogado tanto com o PSDB como com o PMDB para a formação de uma aliança com chances de vitória. Em entrevista exclusiva à Agência Estado, o presidente municipal do DEM em São Paulo, Alexandre de Moraes, reconhece a importância de renovação da sigla e defende uma candidatura própria para a eleição de 2012. E não descarta a possibilidade do partido apoiar um nome do PMDB.

Qual é a principal missão do senhor à frente do DEM em São Paulo?
Foi pedido a mim, no começo do ano, pelo senador Agripino Maia (RN) (presidente nacional da legenda), que eu pudesse ajudar na reorganização do DEM e dar uma cara nova à sigla. O DEM tem duas eleições importantíssimas: 2012 e 2014. Apesar dessa alteração que houve, o DEM continua sendo o 4º maior tempo de TV e continua tendo o 4º maior voto de legenda em São Paulo.

O projeto nacional do DEM, então, é lançar uma candidatura própria em 2014?
O projeto nacional do DEM, em 2012, é lançar candidaturas próprias, onde der, nas principais capitais e cidades. E dependendo do resultado deste pleito, nós poderemos construir uma candidatura para 2014.

O DEM pretende lançar candidatura própria em 2012 em São Paulo?
O DEM tem candidato próprio que é o deputado federal e secretário estadual Rodrigo Garcia, que foi muito bem votado na capital paulista. Para fazer a comparação de candidatos, ele teve quase o mesmo número de votos que o Bruno Covas teve na capital paulista.

Se o ex-governador José Serra for candidato, o DEM abre mão da candidatura própria?
Isso teria de ser discutido com a Executiva Nacional do DEM, mas há uma tendência natural, conversada desde o início, de que se o ex-governador José Serra for candidato, terá o apoio do DEM. Eu diria que é natural que nós o apoiássemos como já o apoiamos anteriormente.

O PMDB está no radar de alianças do DEM? Em que pé estão as conversas com o PMDB?
Nós estamos tendo conversas tanto com o PSDB como com o PMDB. O PMDB nos procurou, vem conversando conosco em virtude da pré-candidatura do Gabriel Chalita, que é um candidato bom, um candidato novo e que conhece a cidade de São Paulo.

O DEM apoiaria o nome do deputado federal Gabriel Chalita para a Prefeitura de São Paulo?
Nós estamos conversando. Eu diria o seguinte: não há nenhum óbice intransponível para apoiar a candidatura do deputado federal Gabriel Chalita. Assim como não há nenhum óbice em apoiar um dos candidatos do PSDB. Hoje nós temos candidatura própria, mas estamos conversando com o PSDB e o PMDB.

O senhor considera o senador Aécio Neves (PSDB-MG) um bom nome para a disputa presidencial de 2014?
Eu vejo três bons nomes no PSDB, sem demérito a nenhum outro nome: o do senador Aécio Neves, o do ex-governador José Serra e o do governador Geraldo Alckmin. Não acredito, hoje, que o governador Geraldo Alckmin seja candidato, porque acho que o natural é que ele tente a reeleição ao Palácio dos Bandeirantes. Agora, eu acho que se São Paulo e Minas Gerais estiverem unidos, nós não vamos perder a eleição.

Em 2014, a tendência hoje do DEM é apoiar a reeleição do governador Geraldo Alckmin?
A tendência é apoiar a sua reeleição, independentemente de marcharmos ou não juntos em 2012. São coisas diferentes. Nós podemos ir juntos com o PSDB em 2012 ou não. Mas independentemente disso, em 2014, a tendência é apoiar a sua reeleição.

Como ex-secretário municipal, quais são os principais gargalos que impedem o crescimento da cidade de São Paulo?
A cidade de São Paulo tem um grande problema na área de saúde. E, em segundo, vem a educação. A educação progressivamente, no País todo, vem melhorando, mas ainda está aquém do que deveria. E um problema da cidade, como um todo, é o trânsito e o transporte. O grande desafio para a próxima administração é ter coragem de fazer uma licitação de ônibus que favoreça a cidade, não as empresas de ônibus.

Como o senhor avalia a segunda gestão do prefeito Gilberto Kassab?
Eu não vou avaliar, por uma questão ética, porque eu participei do final da primeira gestão e de quase metade da segunda gestão. Eu deixo a população avaliar.

Como senhor avalia a criação do PSD, sigla que levou o DEM a perder lideranças relevantes?
O PSD foi uma criação do prefeito de São Paulo, que conseguiu formá-lo, apesar de uma série de irregularidades durante o procedimento. É uma novidade no cenário nacional, mas é uma novidade que vai perder esse invólucro de novidade em 2012. E 2012 é crucial para o PSD. O PSD não se aliando ao PSDB em São Paulo, a situação do partido não vai ser muito confortável, até porque o PSD não tem tempo de televisão para a bancada em 2014. Não há, diferente do que se fala, uma candidatura forte do PSD. Não há candidatura forte e não há tempo de televisão.

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Julia Duailibi, de O Estado de S.Paulo

Enquanto PSDB e PSD cortejam o PSB para fechar aliança na disputa pela Prefeitura de São Paulo, o DEM também é alvo de investidas tanto de tucanos quanto de peemedebistas. O presidente municipal do partido, Alexandre de Moraes, foi visto no Palácio do Planalto, visitando Michel Temer (PMDB), que estava como presidente em exercício, na semana passada. Temer quer o apoio do DEM na candidatura do deputado Gabriel Chalita.

Dois dias antes, Moraes e Alckmin conversaram. O presidente paulistano do DEM deu uma carona para o governador após evento na Pinacoteca do Estado.

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Eduardo Bresciani, do Estadão.com.br

O DEM ingressará na quinta-feira, 22, no Supremo Tribunal Federal (STF) com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) para tentar derrubar o aumento de 30 pontos percentuais no IPI para veículos importados anunciado pelo governo na semana passada. A medida prevê a cobrança sobre carros que não tenham pelo menos 65% de peças nacionais.

Para o partido, a medida vai contra a Constituição porque não poderia ter entrado em vigor antes de 90 dias. A base é a alínea c, do inciso III do artigo 150 da carta-magna que determina que a cobrança de tributo deve respeitar o prazo acima.

A ação do DEM antecipa a disputa judicial que já era prevista pelas empresas importadoras. O partido justifica sua atuação com o argumento de que a medida protecionista do governo servirá apenas para que o consumidor pague mais e tenha um carro de pior qualidade. Para o partido, o melhor caminho para defender a indústria nacional seria a diminuição da carga tributária, a queda dos juros, a redução da burocracia e investimentos em infraestrutura.

 

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