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O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO – Apesar de alguns momentos polêmicos, marcados por troca de acusações sobre temas como aborto ou controle de drogas, os três candidatos à presidência da seção paulista da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP) mostraram na última segunda-feira, 26, no debate promovido pelo Estado – e transmitido pela TV Estadão – um objetivo em comum: todos defendem a manutenção das prerrogativas da classe na capital paulista.

A eleição será realizada nesta quinta-feira. Marcos da Costa, candidato da situação, com apoio do atual presidente, Luiz Flávio Borges D’Urso – que está no posto há 9 anos – foi seguidamente cobrado pelos dois rivais oposicionistas, Ricardo Sayeg e Alberto Zacarias Toron. De saída, acusado de não ter propostas, o candidato situacionista rebateu: “Não é uma candidatura personalista. Estou bastante preparado para presidir a entidade”.


Pouco depois, Costa era acusado por Toron num caso de crime ambiental. “Instrumentalização para fins políticos não pode acontecer”, afirmou Toron.

Os três convergiram, porém, na discussão sobre a prerrogativa da saúde para os advogados paulistas – nascida da proposta de Sayed de criar hospitais exclusivos para a classe. “O advogado, quando fica doente, é lançado à miséria. A OAB serve para defender a Constituição, para atender os direitos fundamentais da população. Mas ela também serve para defender o advogado”, advertiu Sayeg.”Só critica esse projeto quem tem plano de saúde milionário.”


Costa e Toron não concordaram com a ideia de que caiba à OAB custear a construção de hospitais para os advogados. Em vez disso, ambos apoiaram a implementação de planos de saúde.

“A Ordem não tem condições de construir um hospital. O que a Ordem tem condições é de criar plano de saúde decente para o advogado. Coisa que a atual gestão não fez”, afirmou Toron.

Criticado, Costa voltou no bloco seguinte acusando Toron de “sentir mágoas” por ter perdido espaço na equipe de D’Urso durante sua gestão na instituição.

Aborto. Tema dominante no segundo bloco, o aborto aproximou as posições de Sayeg e Costa, desta vez contra Toron. Costa mostrou-se contrário à legalização do aborto: “Não pode ser liberado, sou radicalmente contra”, concordou Sayeg. Toron ponderou, por sua vez, que “a OAB não tem que ser a favor ou contra, mas discutir a matéria”. Para ele, “isso precisa ser pensado com base na realidade, não adianta querermos nos apresentar como cristãos quando a realidade é outra”.

A legalização das drogas tomou a maior parte do terceira bloco. Sayeg afirmou que Toron havia defendido essa posição. “A liberação da droga vai financiar os cartéis, o narcotráfico, essa guerra civil que estamos vivendo em São Paulo”, argumentou. Marcos da Costa reforçou essa opinião. “Sou contra qualquer forma de liberalização das drogas. Rezo todo dia para que meus filhos não se envolvam (com drogas)”, afirmou.

Em outro momento, Toron cobrou do adversário situacionista o fato de o atual presidente da OAB ter-se lançado candidato a vice-prefeito na chapa de Celso Russomanno (PRB) e com isso ter transformado a OAB paulista em um “estaleiro de político fracassado”. Segundo ele, com tal iniciativa a entidade deixou de representar a classe para atender aos interesses políticos do mandatário. E, dessa forma, “se esqueceu dos advogados”.


Em suas considerações finais, Costa afirmou que espera que as eleições da OAB-SP sirvam de exemplo para o País e festejou o êxito ao regularizar todo o processo administrativo da entidade. Toron enfatizou a importância de se resgatar o papel social da OAB, segundo ele dirigida nos últimos três anos por uma gestão “arrogante” e “inábil”. Sayeg, em sua conclusão, prometeu “representar adequadamente a advocacia” em São Paulo.

Veja os principais trechos de todo o debate:

16h20 – Alberto Toron, em sua conclusão, classificou a gestão atual da OAB de “arrogante e inábil” e prometeu que, se for eleito, vai mudá-la.

16h18 – Na sua vez, Sayeg ressaltou que se lançou candidato da chapa que vai representar “adequadamente a advocacia” e defender “cada advocado da cidade de SP”.

16h14 – Em suas considerações finais, Marcos da Costa manifestou respeito aos seus adversários e afirmou que espera que as eleições da OAB sirvam de exemplo para todo o País.

16h08 – Para Toron, a queda de prestígio da advocacia é atribuída, dentre outras coisas, ao uso político que fazem da Ordem. Ele se referiu outra vez ao ex-presidente da OAB, que saiu como candidato à vice prefeito de SP.

16h07 – O candidato Alberto Toron se defendeu e afirmou que seus rivais distorcem sua fala.

16h06 – Sayed também reforçou a acusação e disse que Toron defendeu “até a liberação da cocaína”. “Será que existe uma boa cocaína, uma boa maconha? Falou da liberação até mesmo da cocaína. Isso é péssimo. Isso não pode servir de bandeira me hipótese alguma para a Ordem”, disparou.

16h04 – Marcos da Costa também se posicionou contrário à legalização das drogas: “Tenho posição firme, série, contra qualquer forma de liberação das drogas. Rezo todo dia para que meus filhos não se envolvam com drogas”, disse. Ele também acusou Toron de comparar o usuário de maconha a quem bebe caipirinha.

16h01 – Toron lembrou do que era feito com os usuários de droga na época da ditadura. “É preciso que se discuta o que fazer o que com o usuário. É legítimo que nós nos posicionemos. O que não podemos é nos escondermos atrás de frases feitas e de conceitos.”

15h55 – Pergunta dirigida a Ricardo Sayed sobre se ele é a favor da legalização das drogas. Sayed afirmou ser contra a legalização. “A liberação da droga vai financiar os cartéis, o narcotráfico, a violência, essa guerra civil que estamos vivendo em SP. É evidente a relação com a droga”, disse. Sayeg também acusou Toron de defender a liberação num simpósio científico que o candidato rival apresentou e tem em seu currículo.

15h49 – Fim do segundo bloco.

15h49 – Toron comentou que a OAB não tem que ser a favor ou contra a legalização do aborto, mas discutir a matéria. “Estamos num estado laico. Não é o aborto banalizado, livre e indiscriminado. Isso precisa ser pensado com base na realidade. “Não adianta nós querermos nos apresentar como cristãos quando a realidade é outra”, disse em crítica à opinião dos seus rivais. “O papel da Ordem não é ser ou não a favor do aborto. É discutir esse assunto”.

15h47 – Na mesma linha foi a resposta do candidato da oposição Ricardo Sayeg: “O aborto não pode ser tido como liberado.  Pensando em aborto, na minha esfera individual, eu sou radicalmente contra. Eu ainda sou a favor da vida, sou a favor da existência.

15h44 – A quarta pergunta é se o candidato Marcos da Costa é a favor da legalização do aborto.  Ele afirmou não ser a favor, citando sua vida pessoa, por ter mulher e filha.

15h40 – Toron negou qualquer rusga com D’Urso. “Não existe isso”.

15h39 – Sayeg concordou com Marcos da Costa. “Foi uma briga pessoal que o Toron teve com o D’Urso. Toda a advocacia sabe disso”.

15h38 – Para Marcos da Costa, Toron tem mágoas por ter perdido espaço na equipe de D’Urso quando ele presidia a OAB.

15h32 – Toron afirmou que o ex-presidente da OAB-SP, que apoia o candidato Marcos da Costa,  fez da Ordem um “estaleiro de político fracassado”. “Eu acho um cúmulo um sujeito fracassado na campanha eleitoral fazer da OAB como se fosse estaleiro de político fracassado”, afirmou. Luiz Flávio Borges D’Urso foi candidato à vice prefeito de São Paulo neste ano na chapa de Celso Russomanno (PRB).

15h31 – Fim do primeiro bloco.

15h30 – Sayeg: “Eles não acreditam do hospital do advogado porque eles (situação) não conseguiram fazer.”

15h27- No comentário, Toron disse que Sayeg refluiu  da resposta. “A Ordem não tem condições de construir um hospital. O que a Ordem tem sim condições é de criar plano de saúde decente para o advogado. Coisa que a atual gestão não fez”.

15h24- A segunda pergunta foi sobre a proposta de Ricardo Sayed de serem construídos hospitais para os advogados. “O advogado quando fica doente é lançado à miséria. A OAB serve para defender a Constituição, para atender os direitos fundamentais da população. Mas ela também serve para defender o advogado”, disse Sayeg.

15h17 – Marcos das Costa teve direito de resposta concedida, mas seu tempo se esgotou durante a réplica.

15h16 – O outro candidato da oposição, Alberto Toron, em comentário da primeira pergunta, afirmou que a OAB, durante a gestão de Marcos da Costa, “sentou no banco dos réus” por causa de um crime ambiental. “Instrumentalização da OAB para fins políticos não podem acontecer”, disse Toron.

15h15 – Sayeg respondeu que o candidato da situação não tem proposta. “É inadmissível”. Infelizmente há continuidade e falta de proposta.

15h13- Marcos da Costa é o primeiro a responder. Seu adversário, Ricado Sayeg classifica que Costa tem perfil limitada. Em resposta, Costa apresentou seu histórico e disse que está preparado para presidir a OAB-SP.  ”Não é uma candidatura personalista. Estou bastante preparado para presidir a entidade”, afirmou o candidato Marcos da Costa.

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Atualizado às 22h10

O Estado de S. Paulo

O professor e jornalista Eugênio Bucci comentou as eleições municipais na TV Estadão e destacou que o atual formato dos debates políticos empobrece a discussão eleitoral no País.

Segundo ele, a falta de um jornalista na mediação dos debates empobreceu a discussão política nessas eleições. ”No Brasil, a imprensa acabou sendo descartada e a função de esclarecer foi esquecida.”

Bucci comentou que, nos debates, as perguntas feitas entre candidatos muitas vezes terminam sem resposta e não cumprem o papel de esclarecer propostas ao eleitor. “A frase que mais ouvimos nos debates foi ‘a minha pergunta não foi respondida’”, disse o professor e jornalista.

Nos EUA, em comparação, os candidatos indicam jornalistas que consideram confiáveis e independentes para a função de mediador e de garantir que as perguntas serão respondidas.

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Bruno Siffredi, de O Estado de S.Paulo

O julgamento do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e os problemas do atendimento de saúde em São Paulo voltaram à pauta no último debate entre os candidatos a prefeito de São Paulo, que ocorreu nesta sexta-feira, 26. O encontro entre o petista Fernando Haddad e o tucano José Serra foi promovido pela Rede Globo.

Logo no primeiro bloco, ao responder uma pergunta sobre o tema da saúde, Haddad acusou o adversário de ter uma “visão limitada da mulher”. Ele criticou o tucano por falar apenas do programa Mãe Paulistana e, na tréplica, disse que as mulheres “são as que mais sofrem com o caos do transporte público”, fato que estaria sendo ignorado pelo rival.

Haddad tentou aproveitar todas as oportunidades que teve para criticar a gestão do prefeito Gilberto Kassab e associá-la à candidatura de Serra. O tucano, por sua vez, buscou destacar a ligação partidária entre o petista e os condenados pelo julgamento do mensalão no STF.

Ao formular uma pergunta sobre o tema da corrupção, Serra imediatamente relembrou o caso do mensalão. Ele pediu que Haddad explicasse “como isso aconteceu com o PT”. Na resposta, o petista lembrou o caso do mensalão mineiro, comandado pelo tucano Eduardo Azeredo. Haddad voltou a dizer, assim como nos debates anteriores, que tem “12 anos de vida pública e uma reputação que ninguém discute”. Na réplica, Serra disse que, se os petistas imitaram o modelo criado por Azeredo, “é ainda pior”.

Recorrente. Mais tarde, o tema da saúde voltaria a ser citado em perguntas sobre medicamentos, hospitais universitários e parcerias. Haddad disse que o orçamento da saúde quadruplicou em São Paulo, mas o atendimento não evoluiu. Ele lamentou os “hospitais em situação precária de atendimento” e prometeu foco na gestão.

Serra anunciou a proposta de criar uma bolsa-creche para atender as mães que não encontrarem vagas. O tucano também voltou a acusar o rival de querer acabar com as Organizações Sociais de Saúde (OSs). “É uma perda para São Paulo e uma perda para o sistema de saúde.”

Ao responder uma pergunta sobre os problemas sociais de São Paulo, Serra voltou a citar o mensalão. O tucano disse que o esquema de compra de votos de parlamentares “tirou dinheiro da política social” do País, citando inclusive o Bolsa Família. Na resposta, o petista aproveitou a deixa para prometer que irá trazer “todos os programas sociais do governo federal para São Paulo”.

Pesquisa. A última pesquisa Ibope/Estado/TV Globo, divulgada na quarta-feira, 24, mostrou uma distância de 13 pontos entre o candidato do PT, que lidera com 49%, e o tucano, que aparece com 36%. Com isso, a diferença entre os dois caiu de 16 para 13 pontos em uma semana.

Veja como foi a cobertura minuto a minuto:

23h59 - Termina o último debate entre os candidatos à Prefeitura de São Paulo.

23h58 - Serra agora faz suas considerações finais. Ele diz que São Paulo “é uma cidade rica, vibrante, mas cheia de problemas”. O tucano diz que vai fazer o bilhete único de seis horas, a bolsa “para mãe que está na fila da creche”, e promete enfrentar “com conhecimento” a questão da saúde. “A população leva em consideração questões como honra.” O tucano diz que tem “passado limpo”.

23h56 - Haddad faz as suas considerações finais. Ele diz que apresentou um programa sério, “que não foi remendado ao sabor das pesquisas de opinião”. Ele diz que a cidade “pode muito mais, desde que a Prefeitura não atrapalhe e ajude”. Ele defende dedicação “por quatro anos”, sem “renúncia e meio expediente”. O petista defende parceria com governo federal e diz que “o que falta é projeto”.

23h54 - Serra diz que houve problemas no Ministério da Educação “por inépcia”.

23h54 - Haddad diz que vai trazer todos os programas sociais do governo federal para São Paulo e diz que “não tem cabimento” ficar sofrendo desse jeito. “Isso tem que mudar.”

23h53 - Serra diz que o mensalão “tirou dinheiro da política social”. Ele afirma que o PT “não tem nada de social como procura aparentar”. O tucano fala da criação do Fundo de Amparo ao Trabalhador, medicamentos genéricos e ensino técnico e profissionalizante em São Paulo como obras “sociais”.

23h52 - Haddad afirma que São Paulo tem muitos problemas sociais. “Porque a cidade mais rica do País não tem a política social mais rica?”

23h51 - O tucano defende a “integração completa dos serviços de saúde”. Haddad volta a dizer que Serra não cita a intenção de fazer parcerias com o governo federal. “Vocês não têm projeto para São Paulo.”

23h50 - Serra faz uma pergunta sobre os hospitais universitários. Haddad afirma que os números citados pelo tucano estão errados. O petista diz que o tucano quer “vender 25% dos leitos do SUS”. Haddad afirma que “abriu o curso de medicina Santa Marcelina” e não teria motivos para querer fechar as parcerias.

23h48 - “Porque apenas a pessoa rica pode ser atendida pelo padrão (do hospital Albert) Einstein?”, pergunta Serra na tréplica.

23h47 - Haddad diz que apresentou apenas um programa de governo e que, nele, não há nada sobre acabar com parcerias. Ele afirma que o tucano se refere a uma proposta feita por outro petista, que disputaria as prévias com ele mas retirou sua candidatura.

23h46 - O tucano afirma que a Prefeitura tem diversas parcerias com o governo federal. Ele acusa o petista de querer acabar com as Organizações Sociais de Saúde (OSs). “É uma perda para São Paulo e uma perda para o sistema de saúde.”

23h45 - O petista pergunta a Serra porque ele não cita em seu programa no horário eleitoral a intenção de fazer parcerias com o governo federal.

23h44 - Haddad cita a cessão de leitos do SUS para entidades privadas e diz que São Paulo pode ter uma crise de leitos se a proposta for implementada.

23h44 - Na réplica, Serra volta a falar sobre o programa Mãe Paulistana. Ele afirma que pretende criar uma bolsa-creche para as mães que não encontrarem vagas em creches públicas.

23h43 - Haddad afirma que a saúde em São Paulo quadruplicou de orçamento, mas o serviço não melhorou. Ele diz que há “hospitais em situação precária de atendimento”. O petista afirma que terá foco na gestão.

23h42 - Serra faz uma pergunta sobre medicamentos e pergunta quais são as propostas de Haddad.

23h39 - Tucano afirma que sua especialidade é “resolver problemas”. Ele destaca os feitos da sua gestão e da administração Kassab para a área da habitação.

23h38 - Haddad diz que está indignado com a situação de São Paulo. “Tua propaganda eleitoral não reflete a situação da cidade.” Ele diz, se o candidato conhecesse São Paulo, teria outra opinião sobre a situação.

23h37 - Haddad faz uma pergunta sobre habitação. Serra diz que sua gestão fez “um grande movimento de urbanização de favelas, transformando favelas em bairros”. Ele cita Heliópolis, Paraisópolis e Real Parque.

23h35 - Haddad afirma que “professor não é reciclado e nem treinado”. Ele diz que Serra comete um erro ao usar essas palavras para se referir à atividade.

23h34 - Serra diz que elevou o piso durante sua gestão. Ele destaca também o reajuste de 25% que ainda não foi aplicado. O tucano promete valorizar creches, dando o piso estadual para as professoras das creches.

23h33 - Haddad provoca: “Tirou a ideia da cachola do Levi Fidelix.” Sobre as escolas, Haddad afirma que defende a escola em tempo integral, com aulas de recuperação, teatro e xadrez no segundo turno. No caso do professor, o petista promete trazer cursos de mestrado e doutorado para melhorar o nível dos docentes paulistanos.

23h32 - Serra pergunta quais são as propostas do petista para os professores e para o tempo de estudo das crianças.

23h31 - Haddad afirma que o rival roubou uma proposta de Levi Fidelix. Na tréplica, Serra afirma que tirou a proposta “da cachola”.

23h30 - Serra diz que fez dois corredores de ônibus: Tiradentes e Diadema. Em seguida, ressalta que o de Diadema foi feito pelo Estado. O tucano afirma que os corredores feitos pela ministra Marta Suplicy tiveram de ser corrigidos porque foram mal feitos.

23h28 - Haddad agora pergunta a Serra se ele é favorável à construção de novos corredores de ônibus.

23h27 - Serra diz que, se ocorreu algo errado, pior é imitar o erro. Ele diz que o mensalão usou dinheiro público e compara o valor ao número de AMAs que puderam ser construídas com isso. Na tréplica, Haddad cita o caso Aref.

23h26 - Haddad afirma que quem criou o modelo do mensalão foi criado pelo tucano Eduardo Azeredo e será julgado em seguida. Ele diz que tem “12 anos de vida pública e uma reputação que ninguém discute”. O petista pede a Serra que não finja que não sabe o que aconteceu.

23h25 - O tucano cita o julgamento do mensalão e pergunta a Haddad como aconteceu isso com o PT.

23h24 - Serra agora faz a primeira pergunta do segundo bloco. O tema é corrupção.

23h20 - Serra diz que, no tema, é fácil criticar, mas fazer é mais difícil. O tucano destaca as obras entregues na atual gestão. Na tréplica, Haddad afirma que população merece “mais seriedade”.

23h19 - Haddad diz que defende o investimento em metrô, CPTM e monotrilho. Ele afirma que a gestão atual prometeu fazer trechos de metrô e não cumpriu. O petista afirma que pretende antecipar as obras, e não adiá-las como o rival.

23h18 - Serra faz uma pergunta a Haddad sobre o metrô. Ele pede que Haddad fale sobre suas propostas para a área.

23h17 - O petista diz que os tucanos tiveram 8 anos para melhorar a iluminação da cidade “e não fizeram nada”. Ele diz que vai investir na juventude mais pobre e diz que a cidade vive uma “escalada da violência”.

23h16 - Haddad faz uma pergunta sobre os planos de Serra para a área da segurança. Serra afirma que será um “prefeito ativista para colaborar com o governo do Estado”. Ele promete que, “dentro de um ano”, a cidade estará melhor iluminada. O tucano destaca a cooperação entre as polícias. “Precisamos cooperar e trabalhar para trazer paz para nossa cidade.”

23h14 - Na tréplica, Haddad afirma que as mulheres “são as que mais sofrem no transporte público”.

23h13 - Serra diz que não tem uma visão limitada. Ele destaca que o programa Mãe Paulistana será expandido se ele for eleito. O tucano cita também os remédios genéricos.

23h12 - Agora os candidatos respondem a uma pergunta sobre saúde. Haddad afirma que o tucano tem uma “visão limitada da mulher”. O petista diz ser capaz de “ver a mulher em toda a sua complexidade” e afirma que a saúde da mulher deve ser cuidada dessa maneira. Ele destaca que o programa Mãe Paulistana deve ser mantido, mas diz querer fazer mais.

23h11 - Na réplica, o petista afirma que, se for eleito, vai oferecer uma nova gestão para São Paulo, diferente da atual. O tucano destaca os processos contra a gestão de Marta Suplicy na tréplica.

23h09 - Na resposta, Serra destaca que Kassab foi eleito prefeito após sua gestão. Ele cita programas como a urbanização de favelas e o Cidade Limpa como feitos da administração. “Os problemas continuam. São Paulo está longe de ser uma cidade sem problemas”, admite o tucano. “Por isso a minha candidatura (existe)”.

23h07 - Haddad pergunta que avaliação que o tucano faz da gestão Kassab e que responsabilidade ele se atribui pela administração de seu sucessor.

23h07 - O primeiro candidato a perguntar é Haddad. Ele pode escolher o tema da pergunta.

23h04 - Os candidatos recebem uma salva de palmas do público. O mediador explica as regras do debate.

23h03 - Começa o último debate entre os candidatos a prefeito de São Paulo.

 

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O Estado de S.Paulo

O Estado promove nesta sexta-feira, 26, um bate-papo em vídeo com jornalistas para analisar o debate eleitoral promovido pela TV Globo entre os candidatos à Prefeitura de São Paulo.

Participam da conversa Luís Fernando Bovo, editor executivo de Conteúdos Digitais, e José Roberto de Toledo, colunista e responsável pelo núcleo Estadão Dados.

O bate papo virtual, usando a ferramenta Hangout do Google, será transmitido ao vivo e terá início logo após o término do debate. Para saber mais, acesse a página do Estado no Google Plus.

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A TV Estadão promove nesta quinta-feira, 25, debate entre os candidatos a vice-prefeito de São Paulo, Nádia Campeão (PCdoB) e Alexandre Schneider (PSD). O evento será transmitido ao vivo a partir das 16h pelo endereço politica.estadao.com.br/eleicoes/aovivo/.

O debate será dividido em três blocos e terá uma hora de duração. Os candidatos vão responder as perguntas formuladas pelo moderador, Pablo Pereira, e por jornalistas do Grupo Estado. Os eleitores também poderão participar, mandando questões pelas Twitter e pelo Facebook do Estadão, usando as hashtag #debatevicesp, ou por email ( eleicoes2012 at estadao.com)

Vices. Candidata a vice-prefeita na chapa do petista Fernando Haddad, Nadia Campeão é a atual presidente estadual do PC do B paulista. Durante a gestão de Marta Suplicy à frente da Prefeitura de São Paulo, Nadia comandou a secretaria de Esportes.

Ex-secretário de municipal de Educação na gestão de Gilberto Kassab (PSD), Alexandre Schneider (PSD) é o candidato a vice-prefeito da chapa de José Serra (PSDB). Sua escolha para a chapa foi uma indicação pessoal de Kassab.

Os dois candidatos já foram entrevistados pela TV Estadão no primeiro turno. Na entrevista, Nádia disse que a gestão Kassab foi insuficiente por não conseguir cumprir suas metas. Já Schneider criticou a gestão de Haddad à frente do Ministério da Educação.

 

 

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O diretor de conteúdo do Grupo Estado, Ricardo Gandour, afirmou em entrevista à TV Estadão que a jornalismo do Estado prepara para o segundo turno um cobertura profunda como fez no primeiro. “Tivemos um comprometimento dos candidatos de que eles iriam fazer um debate para o segundo turno. Será no mesmo formato do primeiro, com parceria da TV Cultura e Youtube”, afirmou.

Ele ressaltou que um segundo turno é muito mais rápido, mas que não deixa de ser uma nova eleição. Gandour também concordou com o colunista João Bosco Rabello de que para os candidatos de São Paulo que ficam seria mais fácil disputar contra Celso Russomanno (PRB).

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O Estado de S.Paulo

No debate promovido pela Cúria Arquidiocesana, autoridade da Igreja Católica na capital paulista, nesta quinta-feira, 20, em São Paulo, o candidato líder nas pesquisas Celso Russomanno (PRB) foi pouco lembrado pelos convidados. Em uma das poucas citações, Gabriel Chalita (PMDB) afirmou que São Paulo corre o risco de ter um prefeito “sem propostas e com projetos estranhos”.  Além de Chalita, os candidatos participaram do debate José Serra (PSDB), Fernando Haddad (PT) e Soninha Francine (PPS). O mediador foi d.Odilo Scherer.

Dividido em dois blocos, o debate teve a participação de representantes da Arquidiocese que questionaram os candidatos a respeito de temas ligados à comunidade, como políticas para juventude, idosos e moradores em situação de rua e apoio à Igreja. Além disso, tocaram em questões como habitação e educação.

Logo no início, Chalita trouxe à tona a gestão da ex-prefeita de São Paulo Luiza Erundina (PSB) e disse que ela foi a prefeita que mais investiu em moradia. Haddad, que tem o partido da ex-prefeita em sua base de apoio em SP, não hesitou em lembrar o candidato do PMDB sobre o apoio. “A questão da moradia é uma das razões que a Erundina apoiasse minha candidatura, porque está no meu plano de governo”.

No decorrer do debate, Serra fez questão de exaltar muitas vezes a sua experiência enquanto que Haddad lembrou do nome do presidente Lula em algumas situações. Haddad, entretanto, não perdeu a oportunidade de contestar o tucano. Quando Serra citou que as vagas para moradores em situação de rua aumento quase 50% em SP, o petista disparou: “Convido a todos a verificar como aqueles moradores são acordados pela manhã no Largo São Francisco”.

Sem Russomanno. O lugar reservado a Russomanno ficou vazio enquanto os outros postulantes respondiam às questões . O candidato se recusou a participar do debate já que não recebeu a resposta do arcebispo de São Paulo, d. Odilo Scherer, sobre o pedido para uma reunião entre o candidato e o religioso antes do debate. O pedido foi uma reação à nota divulgada por d. Odilo e lida nas igrejas, no domingo, 16, com críticas ao presidente do PRB, Marcos Pereira. Como a Arquidiocese não atendeu, a coordenação da campanha de Russomanno cancelou a participação.

 

Veja os melhores momentos:

17h36 - Haddad: “Eu me coloco um ministro da Educação que por 6 anos e meio honrou seu cargo e sua biografia. Venho de uma família religiosa e acho que honrei todos cargos que ocupei. E é com a experiência de um ministro que mais expandiu a educação infantil, suprior, inclusiva e bateu todos recordes de qualidade por ser o 1ª a fixar metas, a não ser o exemplo de SP. Não entendo que a razão venha sendo bem administrada, 85% dos paulistanos desejam uma mudança de rumo”.

17h34 - Soninha: “Sempre tenho vontade de responder as perguntas que não são pra mim ou estender um pouco mais, porque gosto do colóquio. Eu acho que a Prefeitura poderia conceder bolsas de ensino superior onde há maiores carências no serviço público”.

17h32 - Serra: “Muito obrigado pelo debate. Eu ganhando a eleição vou governar com meu estilo, trabalhando desde o 1ª dia, sabendo o que vai encontrar e o que vai ser feito. Porque governo não é curso de graduação. Segundo, fazer uma boa equipe, sem loteamento, nada de nomeação para barganha política. Terceria, parcerias, com o governo do estado e o que conseguir na esfera federal trazer. Trabalhar com planejamento é essencial”.

17h30 - Chalita: “SP vem dessa picuinha entre dois partidos: PT e PSDB. Hoje corremos riscos por causa dessas picuinhas, ter um prefeito em SP que nem veio hoje aqui, sem proposta nenhuma, com projetos estranhos. É necessário fazer essa ponte entre governo federal e estdual, trabalhar de forma integrada. Eu tenho competência para administrar, estudei para isso”.

17h28 - Chalita: “Eu não me conformo de SP perder algumas oportunidades, como as UPAs. Não tem lógica SP não ter parceria com o governo federal, a gente perde recursos federais.A saúde é a reclamação principal dos idosos. A humanização do serviço da saúde é fundamental”.

17h26 - Haddad: “Concordo com o diagnóstico apresentado por Chalita e a cidade tem que estar preparada para a população idosa. Nós vamos criar o centro de saúide Hora Certa. Pequenas cirurgias que não precisam de internação, podem ser agilizadas. Não é só equipamento para o idoso se exercitar na praça, mas tem que ter a pessoa para atender. Vamos equipar as praças, mas não vamos esquecer de pessoas para monitorar”.

17h23 - Chalita fala da saúde de convênio com academias de ginásticas, para que os idosos possam ir gratuitamente. Chalita fala de programa para que idosos voltem a estudar e fala que é necessário humanizar a cidade de SP. “Esse olhar da dignidade que temos usar na administração pública. Mesmo que algumas ações demorem, o importante é o conceito”.

17h20 - Padre faz pergunta sobre as propostas para os idosos. Chalita responde, Haddad comenta.

17h18 - Haddad: “Convido a todos a verificar como aqueles moradores são acordados pela manhã no Largo São Francisco. Na minha gestão, a militarização da polícia vai ser substituúida pela polícia comunitária, contra a repressão”.

17h16 - Serra: “Eu me solidarizo com quem protesta contra a violência, principalmente, contra os moradores de rua. O número de vagas em albergues aumentou quase 50% em SP”.

17h14 - Haddad: “Entendo que há uma política higienista e medidas autoritáias contra ambulantes, que tiveram seu alvará cassado.Dá pena verificar o que está acontecendo no Largo São Francisco, deveria ser um ambiente de acolhimento e generosidade. Não há uma articulação da prefeitura para acolhimento a essa população. Eu assinei um compromisso com o movimento de rua, foram convidados todos candidatos, alguns foram , outros não”.

17h11 – Padre: “Hoje a população de rua sofre uma epidemia de violência, como no Largo São Francisco apanhando da GCM todo dia, com gás de pimenta. Qual a proposta para solução e não limpeza social?”

17h09 - Serra: “Creio que quando isso da Soninha dar aula na Cultura Inglesa é interessante. Ela deu um bom exemplo pessoal e traduz o que eu penso. Tempo integral é coisa séria, custa tempo, preparação, não se faz por decreto”.

17h07 - Soninha: “Ter a capacidade e habilidade de dar aula apenas no Ensino Superior. Quando fui dar aula na Cultura Inglesa, passei por vários treinamentos antes”.

17h04 - Serra: “Muito obrigado pela pergunta, pela chance de tratar o tema. A qualidade do ensino é minha obsessão. Eu sou professor, tenho obsessão pelo ensino, pela didática. No tempo que estudei, escola pública era melhor, mas era muito restrito. No governo de FHC, houve grande conquista. Temos que fortalecer os professores. Na prefeitura, o piso dos professores era 1.200 e hoje é 2.600. 47% das escolas de SP tinham nota no Ideb inferior na 4, hoje é menos de 5%”.

17h02 -Padre pergunta sobre a educação. “Uma das críticas, é que os adolescentes são analfabetos funcionais. Se os professores não sabem alfabetizar, como ter alunos alfabetizados? Quais são as propostas para habilitar professores para alfabetizar?

17h - Soninha: “Eu acredito muito nos conselhos, quando era vereadores criei dois, o da Juventudade e de Sustentabilidade”.

16h58 - Chalita: “Eu me comprometo sim, acho muito legítimo. O prefeito tem que ser um grande estadista, envolver a cidade em grandes temas”. Chalita cita o projeto do Cidade Limpa.

16h55 - Soninha: “Eu me comprometo para encaminhar o assunto para discussão, para consulta pública. Sou totalmente favorável a discutir. Respeitaria na decisão da maioria na Câmara Municipal”.

16h54 - Padre; “Se eleito, promete criar uma cadeira para representação da Cúria em SP?”. Soninha responde, Chalita comenta.

16h38 - Soninha: “Precisamos ter mais portas de entradas para pessoas que precisam ser abrigadas. Temos abrigos com sistemas muito rígidos, para quem está acostumado a viver na rua . Provalmente, nós também não aceitaríamos passar uma noite em um sistema tão rígido”.

16h36 - Serra: “O trabalho com convênios é fundamental. Criamos pela primeira vez clínicas para dependentes químicos. Em São Bernado, o prefeito de PT se manifestou contrário”.

16h33 - Soninha: “Temos entidades seríssimas com recursos insuficientes. Não tenho nada contra o modelo de convênios, muito pelo contrário, acho perfeito desde que seja transparente. Estabelecer convênios ajuda o poder público com a demanda”.

16h30 - Padre fala sobre os convênios firmados com a Igreja Católica com a prefeitura. “Não há tratamentos para os dependentes químicos e não há política para aqueles que saem da Fundação Casa”.

16h28 - Chalita: “Quando um programa tem problemas, não se acaba com ele, se evolui. Uma criança rica estuda o dia inteiro, uma criança carante tem o que oeferemos a ela, e hoje temos de baixíssima qualidade. SP não conseguiu atingir a meta do Ideb”.

16h26 - Soninha: “Eu até 2007, era do PT e fiz críticas pesadas ao Alckmin, porque não concordava com a educação naquele momento. A Escola da Família tinha premissa boa, mas a realização tinha problemas. Não adianta a gente ter uma cultura do prazer imediato e falar para o jovem ser moderado. Temos que criar um lazer saudável”.

16h23 - Chalita: “Temos um país que é rico, mas com educação fracassada. Quando fui secretário da Educação, tive o programa de escola integral. Infelizmente, o governo seguinte, fechou metade dessas escolas integrais. Queremos criar o centro da juventudade, com cinco grandes praças. Hoje, o jovem não tem atividade”.

16h21 - Padre: “Quais as ações de políticas públicas para juventudade, envolvendo também a educação?” Chalita responde, Soninha comenta.

16h19 - Serra diz que o “PT votou contra o Fundef do FHC e este virou Fundeb”.

16h17 - Haddad: “Tivemos o presidente Lula que teve muita sensibilidade para educação infantil”. Haddad diz que houve enorme avanço na educação pública com a obrigatoriedade da matrícula a partir dos 4 anos. “Antes era a partir dos 7 anos, veja o avanço do governo Lula”.

16h14 - Serra: “A garantia dessa articulação é com nossa experiência. Tenho um plano com as entidades conveniadas com a Prefeitura. Vamos criar um centro de treinamento para professores e incluir os professores nas redes conveniadas. Foram criadas vagas em creches como nunca foi criado, mas por que o déficit? Porque aumentou a demanda, melhorou a qualidade”. Serra fala sobre a favela do Moinho e diz que é área de risco.

16h10 - Irmã Adriana pergunta para Serra com comentário de Haddad. Irmã fala que a Igreja mesma como parceira da prefeitura não é ouvida nas questões sociais. Irmã pergunta como garantirá a participação de igreja em convênios com educação e assistência social.


16h09 - Haddad: “A questão da moradia é uma das razões que a Erundina apoiasse minha candidatura, porque está no meu plano de governo”.

16h06 - Chalita diz que Erundina foi a prefeita que mais investiu em moradia. “Essa questão da moradia é possível de fazer com a Minha Casa, Minha Vida, com parcerias e acabar com a picuinhas, e não faltam recursos”. Chalita fala da favela do Moinho e diz que aquilo é situação de “penúria”.

16h03 - Haddad: “Não estamos em um bom momento de moradia de SP, talvez seja o pior da história. Queremos trazer com muita força Minha Casa, Minha Vida para SP. Podemos adaptar em SP, inclusive, nas regiões centrais, que têm infraestrutura. Queremos liberar a sobreloja para moradia popular. O centro à noite é morto, precisamos levar vida ao centro, precisa de moradores para garantir segurança. Temos interesse na região do Brás, da Sé e da República com empreendimentos imobiliários”.

16h - Padre Lino de Heliópolis pergunta sobre moradia e a construção de habitações ao mais pobres na periferia para Haddad, com cometário de Chalita.

15h53 - Fernando Haddad inicia seu discurso. “Temos por constituição o Estado Laico, mas isso não significa que é contra a religião, mas preserva a liberdade religiosa”. Petista diz que pretende governar com parcerias para melhorar a cidade. “Nossa cidade não vem sendo bem administrada. O desejo de mudança se faz notar, as pessoas estão pedindo um novo rumo. Nos últimos rumos, tivemos o pior desempenho de moradias populares, segundo dados oficiais da prefeitura. Fui o 1ª ministro da Educação a fixar metas de qualidade. Muita gente me criticou por fixar metas tímidas para educação, mas mesmo assim, a prefeitura que foi signatária de um acordo nacional, não foi capaz de cumpri-las. Quero muito parceria com a União”.

15h47 - Soninha Francine propõe a construção de uma cidade inteligente. “Desperdiçamos água, energia, conhecimento, comida. Lixo até se desperdiça no Brasil, descarta aquilo que  não deveria ser lixo. Uma cidade inteligente precisa de uma mobilidade inteligente, e não é aquele que privilegia o transporte individual. Temos que privilegiar o coletivo”. Soninha critica a fila de ônibus nos corredores e a lentidão. Candidata ressalta que é precisa garantir moradia a menores custos e diminuir e defende incentivos fiscais para empresas se instalarem em outros locais.

15h41 - José Serra diz que está envolvido na vida pública “desde que se sente gente”. “Eu sou de uma família pobre na Mooca, fui alfabetizado pelos salesianos. Através da política foi onde procurei sempre dar o sentido na vida de servir ao próximo. Eu devo praticamente tudo o que eu sou à cidade de SP. Foi onde nasci, estudei, tive meus filhos e netos. Foi aqui que aprendi aquilo que sou, vejo até hoje o mundo da janela da minha 1ª casa”. Serra enumera os cargos que já ocupou na política. “Eu vivo de bem com meu passado e vivo batalhando no presente pelo futuro. Quero muito ser prefeito de SP, fazer a cidade avançar, ser o prefeito da mudança, mas da mudança pra frente. Pra mim, as prioridades são a moradia, a transformação de favelas em bairros. Em Heliópolis, tinha apenas 5% do abastecimento de água, hoje, tem mais de 90%. Estamos transformando em bairros. Outra prioridade é o emprego. No meu governo do Estado, fizemos o maior investimento da história. Criamos 40 mil vagas de ensino técnico e quero tocar isso junto com o governo do Estado, que é meu parceiro. Outra questão, é a segurança, com o reforço da Operação-Delegada”.

15h34 - Gabriel Chalita toma a palavra. “Fico com o convite dos padres aos candidatos para um debate de forma democrática. O grande desafio de SP é fazer uma ponte entre a São Paulo pobre e a São Paulo rica. É uma cidade que tem um poderio econômico impressionante e essa mesma cidade trata de forma desumana as crianças que não têm vagas nas creches. A saúde de SP está falida, não funciona, as pessoas demoram 3 anos para marcar uma cirurgia. No nossa programa, prevemos construção de 39 UPAs. É uma cidade que tem problemas sérios de gestão. Tenta ligar para uma subprefeitura para falar de algum problema. É a forma errada de administrar. A Igreja tem um trabalho social impressionante em SP, ela vai onde o estado e a prefeitura não conseguem ir. É impressionante o acolhimento da Igreja com a população de rua, coisa que a prefeitura não faz. A cracolândia foi uma tragédia, porque a prefeitura não pensou no lado humano”.

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O debate Estado/TV Cultura/YouTube reuniu os oito principais candidatos à Prefeitura de São Paulo para discutirem suas propostas e planos de governo na noite da última segunda-feira, 17. Compareceram ao evento José Serra (PSDB), Fernando Haddad (PT), Celso Russomanno (PRB), Gabriel Chalita (PMDB), Carlos Gianazzi (PSOL), Soninha Francine (PPS), Paulinho da Força (PDT) e Levy Fidelix (PRTB).

Na primeira etapa, os candidatos responderam a perguntas enviadas pelos internautas usuários do Youtube. Na segunda e na quarta fases, eles fizeram perguntas entre si. No terceiro bloco, foi a vez de os jornalistas do Grupo Estado questionarem os convidados, que fizeram suas considerações finais no quinto e último bloco. Veja abaixo os vídeos do debate separados por blocos.

1º Bloco

2º Bloco

3º Bloco

4º Bloco

5º Bloco

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O Estado de S.Paulo

O Estado promove nesta quarta-feira, 5, um bate-papo online ao vivo com eleitores paulistanos, a partir das 13h, para discutir os temas do debate Estadão/TV Cultura/Youtube, que acontece no dia 17 de setembro. A conversa será comandada por Luís Fernando Bovo, editor executivo de Conteúdos Digitais do Grupo Estado.

No bate-papo, os eleitores poderão fazer perguntas para os candidatos a prefeito. Se o vídeo for escolhido, um dos oito candidatos terá de responder à questão ao vivo durante o debate. Para participar da conversa virtual, o internauta deve responder ‘O que você perguntaria aos candidatos à Prefeitura de SP?’

É preciso uma webcan e um microfone acoplados ao computador para poder participar do bate-papo virtual. Além disso, por acontecer na plataforma virtual do Google+, também é necessário fazer parte da comunidade do Estadão na rede social.

 

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