Em entrevista à TV Estadão, o ministro dos esportes Aldo Rebelo, avaliou que a provável eleição de Fernando Haddad em São Paulo não é uma surpresa. Para ele, as participações do ex-presidente Lula e da presidente Dilma Rousseff na campanha tiveram influência importante na vitória do petista, mas o fator decisivo foi “o esgotamento de um certo círculo em São Paulo, que é natural na política”.
Para o ministro, no entanto, a provável eleição do candidato do PSDB Jonas Donizette em Campinas, no interior do estado, comprova que fenômeno ocorrido na capital não é uma receita. Rebelo avalia que o petista Márcio Pochmann era, “de certa forma, Fernando Haddad de Campinas”, e que a eleição do candidato do PSDB contraria uma suposta tendência de desejo de renovação do eleitorado. “O eleitor escreve certo por linhas tortas, e escapa dos prognósticos universais que a ciência política tenta estabelecer”, afirmou.
Copa
Rebelo afirmou que o trabalho do Ministério dos Esportes com as prefeituras e governos estaduais tem ocorrido em clima de “grande afinidade” e cooperação, independentemente dos partidos que os ocupam. De acordo com ele, o compromisso do Ministério se divide entre o cronograma da Fifa e a necessidade de promover melhorias nos municípios antes do início da Copa do Mundo de 2014. Segundo Rebelo, o ministério realiza um acompanhamento diário da evolução das obras, que permite que se estabeleçam projeções das suas datas de conclusão, e que, com base nisso, providências sejam tomadas nos casos em que são constatados atrasos.
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Eduardo Bresciani, do estadão.com.br
O deputado Vicente Cândido (PT-SP) apresentou nesta terça-feira, 6, seu parecer sobre a Lei Geral da Copa liberando a venda de bebidas alcoólicas em estádios. A permissão vai além dos eventos da Fifa porque ele promove uma alteração no Estatuto do Torcedor para garantir essa liberação também em jogos de campeonatos nacionais. O relatório, atendendo a demanda da Fifa, limita o direito a preços mais baixos em ingressos para estudantes e idosos a uma cota social, que atenderá também a indígenas e beneficiários de programas de transferência de renda. Como já foi acertado um pedido de vista, o projeto será votado pela comissão apenas na próxima semana.
A liberação da venda de bebidas nos estádios é uma exigência da Fifa para atender a um de seus patrocinadores. Cândido, que é vice-presidente da Federação Paulista de Futebol e alinhado à Confederação Brasileira de Futebol, é um defensor da venda de bebidas e, por isso, optou por estender essa possibilidade a todos os jogos. O relatório altera o Estatuto do Torcedor para determinar a permissão da venda em bares, restaurantes ou estabelecimentos similares dentro dos estádios.
Em relação à polêmica dos ingressos, o texto de Cândido susta durante a Copa das Confederações de 2013 e Copa do Mundo de o direito a meia-entrada dispostos tanto em leis federais como estaduais e municipais. O relatório estabelece que a Fifa terá de oferecer 300 mil ingressos, cerca de 10% do total, na categoria 4, apelidada de “cota social”. Estes ingressos, que terão preço inferior à metade do da categoria 3, serão destinados a estudantes, idosos, indígenas e beneficiários de programas de transferência de renda, como o Bolsa Família.
O relatório traz ainda outras inovações. Ele incluiu no texto uma bolsa para os atletas campeões das Copas de 1958, 1962 e 1970 constituída de um prêmio de R$ 100 mil mais um benefício mensal que pode chegar ao teto da Previdência Social, atualmente em R$ 3,6 mil, dependendo da renda dos ex-jogadores.
Está no relatório também a permissão de uso de aeroportos militares para a aviação civil durante o evento. O texto prevê esse uso de acordo com convênios a serem firmados para este fim. Cândido altera ainda o projeto em relação aos vistos para turistas que visitarão o país. Ele determina que o prazo máximo de permanência deles será de 90 dias. Prevê ainda a emissão de vistos de entrada por meio eletrônico.
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O deputado federal Romário de Souza Faria (PSB-RJ), consagrado nos gramados antes de entrar para a política, confessou, em entrevista à revista Playboy que chega às bancas no dia 8, estar surpreso com seu jeito para a política. “Eu não sabia que tinha esse dom para a política. Tô amarradão”, conta.
Na entrevista, o jogador fala de sua fama de antipático que teria adquirido nos corredores da Câmara. “Esse negócio de ficar rindo pra todo mundo não é uma coisa minha. Entendeu ou não?”, explica.
Romário, que vem ganhando fama de sério e comprometido em sua atuação como deputado, falou também sobre o preconceito que sofreu ao chegar ao Congresso. “O cara que vem dizer pra mim que eu sou uma celebridadezinha é um imbecil completo… Eu sou o Romário!”.
Ele critica também o andamento da Copa do Mundo, uma de suas causas. “Oito ou nove (estádios) não vão ficar 100% prontos. Vai ter uma maquiagem para receber o pessoal.”
Romário criticou ainda ex-jogadores que viraram comentaristas, citando nominalmente Casagrande. “Quem é o Casagrande para falar do Neymar? Tecnicamente, não tem condição… São caras que não jogaram p… nenhuma. Fizeram muitas coisas de errado, em todos os lugares, e agora querem dar uma de santinhos, ficam pichando os outros.”
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Eduardo Bresciani, do Estadão.com.br
O relator da Lei Geral da Copa, Vicente Cândido (PT-SP), afirmou ao Estado que a queda do ministro do Esporte, Orlando Silva, não vai atrasar a tramitação do projeto no Congresso. Ele afirmou que a comissão vai continuar trabalhando normalmente e deverá ouvir o futuro ministro da área no final de novembro, quando estará encerrando seu trabalho.
“Acho que não tem nenhum problema. A bola está com o Congresso. Enquanto o novo ministro toma pé da discussão nós vamos conversando com outras áreas do governo, como o Ministério da Justiça, e com a sociedade civil. No final dos trabalhos aí voltaremos para ouvir a área do Esporte”, disse o relator “Esse fato de hoje não vai alterar nosso cronograma. O governo é maior que a crise, que já está contornada”, completou.
Na terça-feira, 24, um dia antes de cair, a comissão ouviu por quatro horas Orlando Silva falar sobre a organização do evento enquanto a oposição cobrava dele o esclarecimento das denúncias de corrupção.
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Eduardo Bresciani, do Estadão.com.br
O ministro do Esporte, Orlando Silva, pediu nesta quarta-feira, 28, ao presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), a aceleração da tramitação do projeto da Lei Geral da Copa com a criação de uma comissão especial sobre o tema. Ele afirmou ainda que o governo agendará em breve uma reunião com a Fifa para tratar do assunto.
Orlando disse que o governo espera aprovar a Lei Geral da Copa na Câmara e no Senado até o final deste ano. Marco Maia, segundo o ministro, teria aceitado a sugestão de criação de uma comissão especial, o que proporcionaria uma tramitação mais rápida.
Esse projeto dá garantias à Fifa para a realização da Copa como a proteção da marca do evento e flexibilizações em legislações relativas ao Esporte. Questionado sobre alterações relativas às regras do Estatuto do Torcedor, o ministro afirmou que as diferenças devem-se ao fato de o evento ser internacional.
“Os torneios internacionais são diferentes dos nacionais, então por isso tem essas adaptações, mas sem nenhuma suspensão de direitos”, disse ele.
O ministro afirmou que as garantias dadas às marcas da Fifa não provocarão alterações nos hábitos brasileiros de decorar as ruas na época do evento. “Não tenho a menor dúvida que isso acontecerá sem restrições”. Disse ser intenção da lei combater a pirataria. “A pirataria deve ser combatida sempre e não é um assunto só da Copa”.
Ele confirmou que será agendada em breve uma reunião da presidente Dilma Rousseff com representantes da Fifa para discutir a preparação para o evento. Além disso, pontuou que o governo vai trabalhar em “harmonia” com a entidade máxima do futebol. A Fifa não gostou de a Lei Geral da Copa por ela, por exemplo, não ter derrubado a meia-entrada para estudantes. O ministro afirmou que isso não foi feito por não ser assunto de lei federal. Segundo ele, isso tem de ser negociado diretamente com Estados e municípios. O mesmo vale em relação à permissão de venda de bebidas nos estádios durante o evento.
Orlando desconversou sobre a participação do presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Ricardo Teixeira, na reunião sobre a Copa. Ele afirmou que ainda está sendo debatido quem participará. Questionado se havia problemas entre a presidente Dilma e Teixeira, o ministro preferiu destacar que há uma relação “muito positiva” com a Fifa.
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Jair Stangler, do Estadão.com.br
O secretário municipal de Articulação de Grandes Eventos de São Paulo, Walter Feldman, criticou, em entrevista ao Estadão.com.bra falta de planejamento do Brasil para gerir grandes eventos como Copa do Mundo e Jogos Olímpicos. Feldman usou o exemplo do Pan-Americano. “O Pan-Americano lá fora é muito criticado. Porque não teve legado, não teve sustentabilidade, não teve planejamento estratégico, não teve orçamento definido”, avalia.
Para ele, o problema está na maneira como as licitações são feitas. “O Brasil não pode mais ter projeto básico. Quando eu voltar a Brasília, vou querer discutir isso no Congresso Nacional. O Brasil tem que ter projeto executivo para todas as obras. Se tivéssemos projeto executivo não teríamos gasto R$ 4 bilhões no Pan Americano. Teríamos nos planejado muito mais. Aquilo que está lá hoje totalmente abandonado não teria acontecido”, diz.
Feldman, que é deputado eleito, já anunciou sua saída do PSDB, o que deverá ser confirmado em outubro, quando volta para o Brasil. Ele diz que pretende ficar sem partido e tem se aproximado de Marina Silva.
Londres
Feldman está há quatro meses em Londres acompanhando a preparação da cidade para os Jogos Olímpicos de 2012. Para facilitar seu trabalho em Londres, ele conta com representação do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e da embaixada do Brasil em Londres, o que, segundo ele, abriu muitas portas por lá. Suan presença em Londres para estudar um evento que não acontecerá em São Paulo, mas no Rio, tem recebido algumas críticas. Ele se defende: “Estou apresentando resultados”, afirma.
Entre esses resultados, ele cita convênios como o que será firmado com a cidade de Birmingham, que está em situação parecida com São Paulo: uma grande cidade que não vai receber os jogos, mas pode se beneficiar deles. Além de observar a adaptação da cidade com o evento, Feldman diz que tem uma série de idéias que apresentará como propostas para transformar em projeto de lei e ações administrativas da prefeitura.
Olimpíada em São Paulo?
Feldman afirma que mesmo que os Jogos Olímpicos sejam mais importantes para o Rio que para São Paulo, é possível tirar benefícios para SP. “Nós não vamos sediar os jogos em si. Mas vamos também. O futebol será realizado em São Paulo, masculino e feminino”, lembra. Ele cita também o fato de que a cidade vai receber algumas delegações, como a da Jamaica e a dos Estados Unidos e acredita que muitos turistas também irão passar por São Paulo. O principal, no entanto, é entender o que é preciso para que São Paulo possa receber os grandes eventos do mundo. “As Olimpíadas são o maior laboratório. Há 50 grandes eventos no mundo e as grandes cidades que estiverem capacitadas vão poder disputar. O que eu quero? Que São Paulo dispute tudo que for possível”, declara.
O secretário avalia que, com a participação da iniciativa privada, será possível atrair mais grandes eventos a São Paulo. Ele vê, no entanto, alguns gargalos para que São Paulo se torne esta ‘capital de eventos’. Segundo ele, as principais carências da cidade são de equipamentos, locais adequados para se realizar esses eventos, e profissionais qualificados. “Minha sugestão é criar a área de grandes eventos junto com o setor privado. São Paulo tem que ter um gerenciamento estratégico, público e privado, com forte reconhecimento de que essa pode ser a nova área do desenvolvimento econômico da cidade”, pontuou Feldman.Feldman também critica a falta de política de preparação de atletas em condições de concorrer a medalhas. “O esporte, a cultura, as atividades relacionadas à juventude, os centros comunitários são equipamentos essenciais para produzir não apenas estabilidade urbana, mas avançar no sentido da qualidade de vida.”
Copa do Mundo
O ex-tucano comentou ainda a situação as polêmicas envolvendo a escolha do estádio de São Paulo que irá receber os jogos da Copa do Mundo e também a escolha do local que irá receber a abertura. “Eu diria que a fase pior passou. o Corinthians está decidido, será o estádio da copa, financiamento está decidido, não há nenhum conflito. Só há um problema: será o estádio de abertura da copa? Em outubro nós vamos saber.”
Ele criticou a demora da Fifa para definir se o Morumbi poderia ou não ser utilizado, mas ainda assim acredita que a abertura será em São Paulo. “A indecisão da Fifa nos dificultou tomar a decisão que era apropriada. Mas minha avaliação é que será em São Paulo e que não há hoje grandes preocupações em relação a São Paulo. A logística de Itaquera é boa, tem um programa de desenvolvimento urbano lá, local, regional, muito bom. Há uma boa integração de transportes, governo do estado e município”, elogia.
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Leonencio Nossa / BRASÍLIA – Agência Estado
Em meio ao atraso das obras dos estádios e a desconfiança na capacidade da Seleção Brasileira de Futebol, a presidente Dilma Rousseff nomeou Pelé o embaixador honorário do Brasil para a Copa do Mundo de 2014. Ela recebeu nesta terça-feira, 26, o ex-atleta no gabinete do terceiro andar do Palácio do Planalto para formalizar a homenagem, classificada como uma “jogada de marketing” por assessores.
Numa entrevista após o encontro, Pelé pediu um voto de confiança dos brasileiros na organização do torneio. “Eu não poderia deixar de aceitar esse convite. O que gostaria de pedir é que o povo brasileiro acreditasse”, afirmou.
Pelé não escondeu que recebeu com naturalidade a nova tarefa. Ele observou que trabalha na “promoção” do País desde que venceu a Copa de 1958. “Como brasileiro, faço isso desde que nasci, desde a Copa da Suécia”, disse. Ele ressaltou que o programa de organização do torneio no Brasil “estava confuso” e com “alguns problemas”. “A presidente disse que está fazendo todo o esforço para que a gente entregue bem essa Copa do Mundo”, afirmou.
A uma pergunta sobre se não teme uma nova final no Maracanã entre Brasil e Uruguai, Pelé respondeu: “Não temo, pelo contrário. Acho que deveria ter essa revanche para a gente ganhar”.
O ministro do Esporte, Orlando Silva, ressaltou que o título concedido a Pelé é apenas honorário. O “embaixador” será um interlocutor especial, mas não terá responsabilidades executivas. “A presidente avaliou que Pelé seria a melhor face da Copa de 2014″, disse.
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Anne Warth, da Agência Estado
A presidente Dilma Rousseff chegou ao Escritório Regional da Presidência da República, na Avenida Paulista, em São Paulo, por volta das 13h30, onde deve se reunir com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Às 16h30, Dilma recebe no gabinete o ministro dos Esportes, Orlando Silva, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e o prefeito da capital paulista, Gilberto Kassab (DEM).
O helicóptero com Dilma parou no heliponto do Banco Safra, de onde ela foi, de carro, para o prédio do Banco do Brasil (BB), onde fica o gabinete presidencial.
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Gustavo Uribe, da Agência Estado
A presidente Dilma Rousseff reúne-se nesta sexta-feira, 25, na capital paulista com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), além do ministro do Esporte, Orlando Silva (PCdoB), por volta das 16h30. Dentre os assuntos em pauta, os investimentos do governo federal em São Paulo para a Copa do Mundo de 2014. Este será o primeiro encontro oficial de Dilma com o tucano e o democrata, após vencer a eleição presidencial do ano passado.
A reunião será no escritório Regional da Presidência em São Paulo. O encontro foi definido na noite da quinta-feira, 24, a pedido da Presidência da República. A presidente deve chegar em São Paulo por volta das 13 horas e, antes do encontro para discutir a Copa de 2014, almoça com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no escritório da Presidência.
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Roberto Almeida
O secretário de Planejamento e Desenvolvimento Regional de São Paulo, Emanuel Fernandes, será o coordenador dos trabalhos do comitê da Copa do Mundo de 2014. A indicação foi feita por decreto do governador Geraldo Alckmin (PSDB), publicado nesta quarta-feira, 12.
Fernandes assume o papel no lugar de Francisco Vidal Luna, ex-secretário de Planejamento da gestão José Serra. Alckmin deu prazo de 10 dias, a partir de hoje, para que ele dê início aos trabalhos. O secretário tem afirmado que considera a preparação do Estado para a Copa “preocupante”.
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